Semcaspi realiza capacitação com profissionais dos territórios Leste e Norte

Foto: Marília Lima

A equipe da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou hoje (09), o primeiro dia de capacitação sobre Notificação Compulsória de Violência. A ação faz parte de um trabalho de orientação sobre o preenchimento da ficha prevista nesses casos, utilizada para abastecer os bancos de dados do município e foi direcionada a profissionais da rede socioassistencial de Teresina.

Durante a manhã, foram discutidas situações hipotéticas e os protocolos de atendimento referentes. Conselheiros tutelares e profissionais das equipes técnicas das unidades discutiram e realizaram o preenchimento das fichas de acordo com cada caso de violência específico. A capacitação se estende ao turno da tarde, com outro grupo e acontece novamente na quinta-feira (11), nos mesmos horários e local. Os territórios contemplados serão Leste e Norte.

Segundo Sofia Helena Mendes Fialho, suplente do Conselho Tutelar, momentos como esse são de grande importância. “A capacitação vem agregar mais valores e esclarecer alguns pontos que a gente tem dúvida. Focamos na contabilização da violência dentro de todo o âmbito da família, da criança ao idoso. Também houveram esclarecimentos com relação à rede de proteção e por quais os canais podemos entrar em contato através da denúncia. Como conselheira tutelar, somos uma porta de entrada para receber essas denúncias e acompanhar todo o processo”, afirma.

De acordo com a coordenadora da Gerência de Direitos Humanos da Semcaspi, Deusa Fernandes, os profissionais tiveram a oportunidade de compreender a necessidade dessa notificação e de fazer parte de uma troca de experiências entre assistência social e saúde. “Esse momento foi bastante rico, principalmente por conta da experiência de preenchimento dessa ficha. A intenção é que possamos cobrir toda a rede socioassistencial com essa capacitação”, destaca.

Defesa Civil realiza palestra preventiva sobre queimadas na zona Sul

Ascom/Semcaspi

Moradores do residencial Cidade Sul receberam palestra preventiva sobre queimadas e incêndios. A ação foi realizada no último sábado (06) e faz parte de um trabalho de monitoramento que vem sendo realizado pela Defesa Civil Municipal desde o dia 1 de julho.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Teresina, Sebastião Domingos, os monitoramentos estão sendo realizados principalmente nas áreas que já foram atingidas pelas queimadas, vulneráveis pela recorrência. “A Prefeitura de Teresina, através da Defesa Civil da Semcaspi, vem, costumeiramente, prestando auxílio ao Corpo de Bombeiros do Estado Piauí, na missão de prevenção e combate ás queimadas”, explica.

“Orientamos a comunidade a não realizar queimadas e desmistificamos a questão da queimada controlada. Já que a queimada, por si só, é quando o fogo foge do controle do homem e vira incêndio na vegetação. O que recomendamos à população é fracionar o material de limpeza de poda em pequenas partes e queimar no horário correto”, explica Domingos.

O órgão também vem realizando trabalho de atendimento às famílias já afetadas por queimadas. A última ação se deu no dia 25 de junho e ocorreu na região do Morro dos Cegos, onde, em parceria com o Centro de Referência em Assistência Social Sul, foram entregues roupas e colchões às vítimas, além de kits de limpeza e higiene pessoal. As famílias também foram orientadas sobre o processo de inclusão no programa de acolhimento Cidade Solidária.

A população pode entrar em contato com a Defesa Civil Municipal, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio de ligação gratuita para o número 153. Além do 153, a população pode solicitar previamente um atendimento à Defesa Civil de Teresina também, via ofício, na sede da secretaria, que fica na rua Álvaro Mendes, 861, no Centro. Mais informações, pelo telefone (86) 3215-7485.

Vila Bairro Segurança aborda 170 veículos e apreende 50 entorpecentes

Ascom/Semcaspi

Na 35ª operação do projeto Teresina Protege, que faz parte das ações do Programa Vila Bairro Segurança, realizado no último final de semana, foram abordados mais de 170 veículos e apreendidas entorpecentes. O projeto é realizado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), junto com a SDU Centro/Norte, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Conselho Tutelar, 1ª Vara da Infância e da Adolescência e Superintendência Municipal de Trânsito (Strans).

Ao todo, 170 veículos foram abordados pela Strans na Avenida Centenário, sendo 60 motocicletas e 110 carros. Os agentes de trânsito efetuaram 18 notificações, 14 remoções, cinco testes de alcoolemia e recuperaram uma motocicleta que estava com registro de roubo e furto. Na operação, a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar executaram 328 abordagens, com a apreensão de 50 entorpecentes e um Termo Circunstanciado de Ocorrência. Um estabelecimento comercial foi multado pela SDU Centro/Norte por fornecer bebida alcoólica para um casal menor de idade e a 1ª Vara da Infância e da Juventude notificou a família.

O secretário executivo de Políticas Integradas da Semcaspi, Carlos Rocha, destacou que tem diminuído o número de infrações na zona Norte no final de semana devido às abordagens que estão sendo feitas através do projeto.
“A blitz não tem um destino certo, ela tem variação de acordo com a percepção dos policiais militares e da Guarda Civil Municipal. É importante destacar que o número de ocorrências vem caindo gradativamente depois que o trabalho educativo começou a ser feito pelo Teresina Protege”, disse o executivo.

Os 13 bairros assistidos pelo Vila Bairro Segurança são Acarape, Aeroporto, Alto Alegre, Itaperu, Mafrense, Matadouro, Mocambinho, Nova Brasília, Olarias, Parque Alvorada, Poti Velho, São Francisco e São Joaquim.

CMDCAT divulga aprovados para as eleições no Conselho Tutelar de Teresina

A Comissão responsável pelo processo eleitoral para Conselheiros Tutelares de Teresina divulgou nesta segunda-feira (08) a lista definitiva das inscrições que foram pré-aprovadas para participar da etapa de formação através do seminário de capacitação para a disputa das eleições deste ano. A votação acontece no dia 6 de outubro, sendo a posse dos eleitos está prevista para 10 de janeiro de 2020.

A Coordenadora da Comissão Especial Eleitoral, Agnelma Fernanda Aguiar Rufino Rodrigues, explicou que o próximo passo dos candidatos é passar pela etapa de formação que vai ser executada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAT) nos dias 11 e 12 deste mês, através do seminário de capacitação. O evento acontece das 8h às 13h, no Auditório Paulo VI, situado na Av. Frei Serafim, 3194.

“O seminário busca abordar as questões legislativas pertinentes à função do Conselheiro Tutelar. Os candidatos devem obter participação mínima de 75% e posteriormente realizar prova escrita e redação”, esclareceu Agnelma Fernanda.

O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Cada Conselho Tutelar é composto por 05 conselheiros totalizando 20 conselheiros tutelares e 20 suplentes. Estes podem ser convocados em substituição de férias, licença (saúde e maternidade) e em caso de desistência de titulares, conforme ordem de classificação.

A comissão eleitoral é formada por representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Ação Social Arquidiocesana, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), Fundação Nossa Senhora da Paz, Associação Norte Brasileira de Educação e Assistência Social (ANBEAS) e GMPS.

O edital referente ao processo eleitoral está disponibilizado no site da Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). Mais informações também podem ser obtidas por meio de contato com o CMDCAT.

Confira a lista: https://semcaspi.teresina.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/26/2019/07/LISTA-DEFINITIVA-DE-DEFERIMENTO-E-INDEFERIMENTO.pdf

Gerência de Nutrição da Semcaspi oferece curso de boas práticas na manipulação de alimentos

Marília Lima

A Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) ofereceu hoje (08) o curso de boas práticas na manipulação de alimentos. A capacitação foi voltada aos funcionários das unidades socioassistenciais do município e contou com a distribuição de informativos, aplicação de questionários e a entrega de fardamentos aos colaboradores.

Encontros de natureza educativa como esse acontecem pelo menos uma vez ao ano, com objetivo de assegurar que a alimentação oferecida por meio das unidades seja higiênica e segura. Os colaboradores foram informados sobre a proteção, a conservação e o preparo adequado dos alimentos para que se evite a contaminação.

“É uma forma de estar atualizando os conhecimentos desses colaboradores que estão trabalhando diretamente nas nossas unidades. O nosso objetivo é a segurança alimentar. Fazer com que eles façam um bom trabalho, desde o recebimento até a distribuição da alimentação. Todo esse processo é explicado, para que no final se tenha um alimento produzido com segurança para os nossos usuários”, explica Ana Diva Macêdo, Gerente de Segurança Alimentar e Nutricional da Semcaspi.

A secretaria executiva do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Mauricéia Carneiro, esteve presente, auxiliando na distribuição do fardamento que consistiu em aventais, luvas, botas, toucas, entre outros.

Os registros da ação podem ser conferidos no site e nas redes sociais da Semcaspi. Mais informações também podem ser obtidas por meio do 3131-4749.

Coordenadores apontam desafios no trabalho com venezuelanos

Ascom/Semcaspi

Aprendizado. É com essa palavra que o coordenador do abrigo do CSU do Buenos Aires, Charles Oliveira, definiu o trabalho desenvolvido com os venezuelanos refugiados que foram abrigados na última quinta-feira (04) no novo espaço que foi cedido pelo Governo do Estado e está sendo administrado pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

A transferência foi acompanhada por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, agentes de proteção social, organizações não governamentais e representantes do poder público.

Charles, que é técnico administrativo e graduando em Arqueologia, apontou que a cultura indígena e a língua nativa são os primeiros desafios que têm encontrado para desenvolver um diálogo e convivência com os venezuelanos. Além dele, o local conta com o apoio de voluntários das mais diversas religiões e moradores da região que tentam atender as necessidades dos migrantes.

“Nós acolhemos nesse espaço dois grupos indígenas do povo Warao, entre homens, mulheres, crianças e idosos, que estavam na Pastoral de Rua e do MP3. Atualmente, a quantidade de venezuelanos no espaço caiu para 90, devido alguns que estavam acolhidos no KM7 e vieram pra cá terem decididos retornar para São Luís, no Maranhão”, disse o coordenador.

Como os venezuelanos possuem comportamentos socioculturais próprios, os coordenadores e voluntários estão buscando a melhor forma de abordagem para desenvolver os primeiros trabalhos na parte de alimentação, estrutura e higiene pessoal.

“Nós queremos aprender os costumes deles para fazer uma tradução e apresentar a nossa cultura para eles. O povo da etnia Warao gosta de área livre, até porque eles saíram de um local de Delta onde realizavam a pesca, caça e buscavam frutas na floresta, o que aqui foi traduzido para mendicância. No entanto, a Semcaspi tem conseguindo manter esse diálogo e dá toda assistência necessária para que eles não possam transgredir a lei”, completou Charles.

O coordenador do abrigo acrescentou que eles estão se alimentando a base de peixes, frangos, arroz, macarrão, bananas, batatas, melancia, macaxeira, alimentos providenciados pela Semcaspi. “A nossa maior dificuldade ainda está no padrão cultural e a língua, apesar de que alguns falam o Espanhol. É sempre bom deixar claro que eles não são nômades, apenas adotaram uma medida extrema para fugir da situação política que se encontra na Venezuela”, completou.

Quem tem ajudado no diálogo com os venezuelanos através do idioma espanhol é o voluntário e pastor da Igreja Batista Canaã, José de Ribamar, que conseguiu desenvolver uma amizade com os migrantes que estavam no bairro Mocambinho.

“Eu os conheci há um mês nos primeiros contatos no bairro Mocambinho em que nós servimos água e levamos ao médico. Como eu falo um pouco o espanhol e alguns deles estão se esforçando para entender e dialogar nessa língua, nós estamos conseguido desenvolver uma comunicação. Nós já tivemos a oportunidade de mediar alguns conflitos em que eles tiveram entre si”, disse o pastor.

Assim como aconteceu no CSU do Buenos Aires, a Semcaspi delegou ao assistente social Ramon Araújo a missão de coordenar o abrigo Piratinga, localizado no bairro Poti Velho. Apesar de alguns venezuelanos estarem abrigados no espaço, a Semcaspi planeja promover algumas alterações estruturais para desenvolver ações e atividades com os migrantes.

“Na realidade, os venezuelanos se encontram no espaço, mas nós estamos em fase de estudos para adotar as primeiras medidas no abrigo Piratinga. Nosso trabalho será de iniciar uma série de ações e atividades com os venezuelanos que estão abrigados, contando com a ajuda de educadores sociais, psicólogos e assistentes que estão sendo contratados para participar desse processo”, explicou.

Refugiados venezuelanos ganham novo abrigo na zona Norte de Teresina

Após três meses vivendo em abrigos improvisados, os refugiados venezuelanos que estão em Teresina ganharam, nesta quinta-feira (4), um novo espaço para viver. O local foi cedido pelo Governo do Estado e será administrado pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Os venezuelanos, cerca de 115 pessoas,  foram transferidos de três abrigos para um novo espaço, que fica localizado no antigo CSU do Buenos Aires, zona Norte da capital. A transferência foi acompanhada por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, agentes de proteção social, organizações não governamentais e representantes do poder público.

De acordo com o secretário da Semcaspi, Samuel Silveira, os venezuelanos estão passando por um processo de adaptação. “Está sendo bastante desafiador, sobretudo, por conta das peculiaridades culturais deles. No entanto, nós estamos empenhados em acolhê-los da melhor forma possível, dentro das possibilidades e dos recursos que dispomos no momento”, explicou.

O abrigo foi adaptado e reformado para recebê-los. O espaço é bastante amplo, arborizado, possui 11 quartos e conta ainda com área externa para convivência e lazer. Além disso, o local possui iluminação, água encanada, banheiros, bebedouro e com aparelhos eletrodomésticos como ventiladores, geladeiras e outros móveis, que foram doados aos migrantes.

Transferência dos venezuelanos para novo abrigo acontece nesta quinta-feira

Os 115 venezuelanos que estão refugiados em Teresina serão transferidos para um novo abrigo na manhã desta quinta-feira (04). Os migrantes serão acomodados no Centro Social Urbano do bairro Buenos Aires, localizado na Rua Crisipo Aguiar. A chegada deles está prevista para às 8h.

“Estamos cumprindo uma obrigação humanitária e institucional que é acolher os venezuelanos. Desde a chegada deles, temos prestado, juntamente com a sociedade civil, igreja, governo e ONGs, toda a assistência necessária, distribuindo kits de limpeza, higiene, alimentação, além de disponibilizarmos espaços para eles ficarem abrigados”, explica o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira.

Com a mudança, os venezuelanos que estão nos abrigos do KM7, Pastoral de Rua e sede do MP3 serão remanejados para o CSU do Buenos Aires, que é mais espaçoso e foi reformado para recebê-los. Já o grupo de migrantes do Piratinga permanecerá no local. Dessa forma, o número de abrigos passará de cinco para dois. Esses espaços foram cedidos pelo Governo e serão administrados pela Prefeitura de Teresina.

De acordo com a chefe de divisão de Média Complexidade da Semcaspi, Layla Paiva, a mudança deve melhorar o atendimento na área da saúde e assistência aos migrantes. “O processo de mudança facilitará o fornecimento do serviço básico por parte das nossas equipes de assistentes sociais e agentes de proteção social”, reforça.

Os venezuelanos chegaram em Teresina no dia 13 de maio. Os migrantes são indígenas da etnia Warao e estão refugiados devido à crise econômica e política na Venezuela. O número deles na capital já chegou a 206 no mês passado, mas alguns já migraram para outras cidades. Cerca de 40% são crianças e adolescentes. Os migrantes não sabem ler, não falam português e possuem dialeto e religião própria.