Teresina registra baixo índice de isolamento social nesta sexta-feira (26)

Mesmo com a adoção de medidas mais rigorosas para manter a população em casa, Teresina registrou índice de isolamento social de 40,2% na sexta-feira (26). O dado da startup InLoco aponta que a taxa foi a menor dos últimos dias e representa uma queda de mais de 13 pontos em comparação com o domingo (21), quando a capital apresentou índice de 53,4%.

O desrespeito ao isolamento vem crescendo na cidade, apesar de ser fundamental para o início da retomada das atividades econômicas. “É preciso que a população entenda a importância de cumprir rigorosamente o isolamento social para conter mais ainda a disseminação desse vírus e termos condições de um retorno gradual e seguro das atividades, destacou o prefeito Firmino Filho.

O monitoramento da InLoco revela ainda que a região Sudeste teve o pior desempenho, quando atingiu apenas 37,4% de isolamento social na sexta-feira. Em seguida, a zona Leste (39,77%), depois a região Sul (39,98%). Na outra ponta da tabela, aparece a zona Centro-Norte, com 41,55% das pessoas seguindo as orientações de permanecerem em casa.

Além do sistema da startup InLoco, que se baseia na localização de 217 mil celulares na cidade, a Prefeitura de Teresina também está acompanhando o índice de isolamento social através de informações cedidas pelas operadoras de telefonia. Segundo essa base de dados, que leva em consideração o monitoramento de mais de 1,4 milhão de linhas telefônicas, 51,39% das pessoas ficaram em casa ontem.

Os números de isolamento social das últimas semanas estão bem abaixo dos 73% recomendados pelos órgãos de saúde para evitar uma proliferação em massa do novo coronavírus. Enquanto isso, Teresina tem apresentado novos casos da doença. Dados atualizados pelo Comitê de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), apontaram que a capital registrou mais 12 óbitos por Covid-19 e mais 199 novos casos confirmados da doença na sexta-feira (26). Agora, o município possui um total de 337 mortes e 7.098 infectados pelo novo Coronavírus.

Teresina registra índice de isolamento social de 41,8% nesta quinta (25)

O georreferenciamento feito pela startup Inloco registrou que 41,8% dos teresinenses ficaram em casa nesta quinta-feira (25). O número mantém o padrão observado nas últimas duas semanas, onde as taxas de isolamento se mantiveram entre 41% e 43%, com exceção das sextas, que marcaram menos de 40%, e dos domingos, que apresentaram percentuais acima de 50%.

Teresina mostra um melhor desempenho geral que estado do Piauí, que registrou 39,7% de isolamento nesta quinta, e também o Brasil, que marcou apenas 38,3%. Todos os números registrados seguem bem abaixo de 73%, percentual mínimo recomendado para diminuir o contágio de com especialistas e órgãos como o Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

O levantamento da startup também mostra o percentual de isolamento social por zonas da cidade. A região que mais respeitou as determinações para ficar em casa foi a zona leste, com um índice de 43,37%, seguida da centro-norte, com 42,06 %. Em terceiro lugar ficou a região sul, com 39,95%, e por último ficou a zona sudeste, com um percentual de 39,4%.

Os bairros que mais respeitaram o isolamento social em Teresina foram o Socopo (51,47%), Aeroporto (51%), Angélica (48,5%), Jacinta Andrade (48,2%) e Vale Quem Tem (47,4%). Já os bairros que apresentaram os menores percentuais foram Parque Juliana (23,8%), Extrema (29,9%), Comprida (33,3%), Aroeiras (33,82%) e Alegre (34%).

A Prefeitura de Teresina também está acompanhando os índices de isolamento social através de informações geradas pelas operadoras de telefonia celular. Segundo essa outra base de dados, que disponibiliza informações de mais de 1 milhão de linhas telefônicas, 52,16% das pessoas ficaram em casa.

A partir desta sexta (26), uma série de medidas passa a vigorar em Teresina intensificando o isolamento social para conter a disseminação da Covid-19. As restrições serão estendidas por todo o final de semana e serão mais rígidas no sábado (27) e domingo (28), com limitação ainda maior do funcionamento de várias atividades econômicas na cidade. As determinações constam no Decreto 19.859, assinado pelo prefeito Firmino Filho.

“Esse isolamento mais forte é de extrema necessidade para que possamos preparar a cidade para o início da retomada das atividades econômicas. É importante fazer um esforço maior para conter mais ainda a disseminação desse vírus, reduzir o número de internações e de mortes antes de iniciarmos o planejamento da reabertura da cidade de forma gradual e segura, preservando a saúde e a vida dos teresinenses”, disse o prefeito.

Firmino pede ao Ministro da Saúde envio de profissionais para hospital de campanha

O prefeito Firmino Filho fez um apelo ao Ministério da Saúde para o envio de profissionais intensivistas para atuar na assistência de pacientes vítimas do novo coronavírus. A demanda foi intermediada pelo senador Ciro Nogueira, que recebeu uma sinalização positiva do ministro Eduardo Pazuello.

Dados da última pesquisa de investigação sorológica sobre o coronavírus em Teresina mostraram que 18% da população está positivada com relação ao vírus, e que 4% está em fase ativa. “Nas últimas três semanas tivemos um agravamento da Covid-19 na capital. Nossas UTIs estão com taxa de ocupação de 81% na rede da cidade e de 90% na rede pública”, lamentou o prefeito.

Para ampliar a rede de atendimento, a Prefeitura vai inaugurar o hospital de campanha João Claudino na próxima semana, mas é preciso profissionais com experiência em unidades de terapia intensiva para o pleno funcionamento da unidade. “A abertura já está programada, no entanto, temos enfrentado algumas limitações, especialmente ao que se refere a recursos humanos. Por isso, estamos demandando ao Ministério da Saúde o envio de 45 médicos intensivistas ou de outros profissionais médicos que tenham experiência em tratamento intensivo”, explicou Firmino Filho.

Após a reunião com o ministro, o senador Ciro Nogueira se mostrou otimista para o atendimento da demanda. “Foi uma reunião bastante produtiva com o ministro Pazuello. Colocamos a mensagem do prefeito informando sobre a taxa de ocupação das UTIs e o novo hospital de campanha que será inaugurado. O ministro ficou de nos atender e saímos bastante confiantes”.

Isolamento social em Teresina fica em 41,8% na última quarta (24)

O índice de isolamento social da última quarta-feira (24) foi de 41,8% em Teresina, segundo dados da Startup Inloco, que realiza o georreferenciamento de smartphones na cidade, monitorando a localização dos usuários quando eles se conectam à internet pelo celular. Em comparação com a quarta-feira passada (17), a alteração no índice foi de apenas 0,8% para mais.

Na capital, apesar do aumento no número de casos da Covid-19, os índices continuam bem abaixo dos 73% recomendados pelas autoridades de saúde para evitar a proliferação do novo coronavírus.

De acordo com o monitoramento, a região da cidade que mais cumpriu as determinações de isolamento social na quarta-feira foi a Centro/Norte, com 43,03%, seguida da Leste com 42,37%, e da Sul com 40,38%. A região Sudeste vem apresentando reiteradamente os piores índices de isolamento e nesta quarta registrou 39,81%.

O último boletim do Comitê de Operações Emergenciais da Fundação Municipal de Saúde (FMS), divulgado ainda ontem, aponta que Teresina registrou 313 novos casos e oito óbitos pelo novo coronavírus em 24 horas. Dessa forma, a capital chegou à marca de 6.618 casos confirmados. Ao todo são 308 óbitos causados pela Covid-19, dos quais 56,82% foram de pessoas do sexo masculino e 43,18% do sexo feminino.

Reabertura do comércio

Mais de três meses após os primeiros casos de Covid-19 em Teresina, o prefeito Firmino Filho acredita que a cidade pode iniciar a retomada das atividades econômicas a partir do próximo dia 7 de julho. Ele defende um lockdown mais rígido por, no mínimo, oito dias, para conter a disseminação do vírus, que nas últimas semanas vem apresentando uma curva de crescimento menor.

Firmino defende reabertura de Teresina a partir de 7 de julho após lockdown mais rígido

Mais de três meses após os primeiros casos de Covid-19 em Teresina, o prefeito Firmino Filho acredita que a cidade pode iniciar a retomada das atividades econômicas a partir do próximo dia 7 de julho. Ele defende um lockdown mais rígido por, no mínimo, oito dias, para conter a disseminação do vírus, que nas últimas semanas vem apresentando uma curva de crescimento menor. Na última etapa da pesquisa sorológica, a taxa ficou em 17%, cenário mais positivo que outras fases da sondagem, quando o índice variou entre 31% e 91%.

Segundo o prefeito, a estabilidade da taxa de contágio, o chamado R-0 (R-zero) também é um indício de que a cidade já atingiu o pico da doença e pode começar a planejar sua reabertura a partir do próximo mês. “Temos defendido o lockdown já há algum tempo para melhorar outros critérios necessários para a reabertura, como a taxa de internação e de mortalidade pela Covid, que ainda preocupam”, explica, ressaltando que também é essencial que tanto o município quanto o Estado possam concluir os investimentos nos hospitais de campanha instalados na capital para garantir mais leitos de UTI e de enfermarias.

Firmino ressaltou que vem discutindo o fechamento da cidade, ou lockdown, com o Governo do Estado, Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, além dos setores produtivos da cidade, como comércio e indústria, e representantes de entidades sindicais e dos trabalhadores. “Precisamos desse esforço final para ultrapassar essa fase de crescimento da doença. Ampliamos nossa capacidade de responder à crise, mas é muito importante que haja um pacto coletivo entre instituições e a sociedade para reforçar as medidas de isolamento social”.

A partir da experiência de outras cidades que retomaram parte de suas atividades econômicas, o prefeito Firmino Filho acredita que Teresina também tem condições de iniciar a retomada, oferecendo condições razoáveis de segurança para todos, sem o risco de um novo pico da doença após a reabertura. “Tudo deve ser feito de forma coordenada, em fases e com forte engajamento da população”, reforça.

A Prefeitura tem adotado várias medidas de enfrentamento à pandemia. Uma das primeiras foi a reorganização e ampliação do serviço de saúde, de forma a garantir atendimento a todas as pessoas afetadas pela Covid-19, além de ações para avaliar e controlar a disseminação do vírus. Contratação de mais profissionais, instalação de novos leitos de UTI, implantação de três hospitais de campanha, testagem de pessoas sintomáticas e rastreamento de contatos dos infectados foram algumas das medidas que permitiram Teresina alcançar uma posição diferenciada em comparação com outras capitais da região Nordeste.

Prefeito diz que curva da Covid-19 em Teresina está próxima da estabilidade

A décima etapa da pesquisa de investigação sorológica sobre o Coronavírus em Teresina apresentou a menor taxa de crescimento da doença desde o início da sondagem, ficando em 17%. O R0 (R-zero) também apresentou certa estabilidade e está em torno de 1. Os resultados, divulgados pelo prefeito Firmino Filho nesta quarta-feira (24) durante videoconferência com a imprensa, apontam que a capital pode estar no pico ou perto de alcançar o pico da Covid-19.

Desde quando a Prefeitura de Teresina iniciou a pesquisa, em parceria com o Instituto Opinar, em 16 de abril, os índices de crescimento dos casos de Covid-19 variaram entre 31% e 91% em diferentes etapas. A maior taxa foi de 91%, identificada entre a quarta e a quinta fase da pesquisa.

“Quando iniciamos as sondagens, ainda em abril, a quantidade de casos foi só aumentando, mas vem caindo a partir da sétima etapa. Agora, tivemos a menor taxa de crescimento e isso pode ser o indício de que estamos na parte da curva que está crescendo, mas com menos intensidade. Isso pode evidenciar que estamos no pico ou perto do pico da doença”, acredita o prefeito, ressaltando que será necessário aguardar o resultado das próximas pesquisas para confirmar essa tendência.

Ele também destacou a estabilidade no número de pessoas infectantes, que estão na fase ativa da doença, e do R0 (R-zero). “Entre 5 a 7 de junho, na oitava etapa da pesquisa, houve um crescimento do IgM positivo. Eram 41.340 pessoas infectantes, que caiu para 34.594 na nona etapa e agora teve um leve crescimento na décima fase, onde tivemos 36.456 casos. Isso mostra que seguimos a mesma tendência da nona etapa, nos levando a concluir que esse IgM está estacionado. Quanto ao R0, a taxa de reprodução do vírus, nessa etapa ficou em 1,06, como se estivesse estável. São dados que nos permitem dizer que estamos flutuando, mais uma evidência de que estaríamos no pico ou próximo dele”, explicou Firmino.

A pesquisa mostrou que o número de pessoas positivadas para a Covid-19 na capital chegou a marca dos 156.623 casos, número 35 vezes maior que a quantidade de casos oficiais divulgados pelo Centro de Operações de Emergência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) no domingo anterior à pesquisa, que é de 4.420. Desse total de positivados atestados pela pesquisa, 36.496 estão com o vírus ativo e podem transmitir a doença. A sondagem aponta também que 69.188 pessoas estão na fase intermediária do vírus, ou seja, estão imunizadas ou desenvolvendo a imunidade, e outras 59.939 estão imunes à doença.

Sobre a amostra da distribuição do vírus por toda a cidade, a pesquisa demonstrou que as zonas Norte e Sudeste continuam com o crescimento no número de casos. A zona Norte aparece com 33% dos casos e a zona Sudeste, com 18%. Já a zona Sul apresentou uma queda nos casos e representa 31% dos positivados. A zona Leste segue uma tendência de estabilidade no número e aparece com 18%.

Quanto à idade, a faixa etária de 25 a 34 anos continua sendo a mais infectada, com 23% dos casos. Em seguida aparecem os jovens entre 15 a 24 anos, que são 19% dos positivados. Nas crianças entre 0 a 14 anos o índice de positivados está em 17%. Logo abaixo, com 16%, estão os adultos com 35 a 44 anos. Em seguida, com 12%, aparecem as pessoas com 45 a 54 anos. Já as idades de 55 a 69 anos aparecem entre os 10% dos positivados. Os maiores de 70 anos permanecem entre os 3% dos casos atestados positivos.

“Todos esses dados nos mostram que, eventualmente, estamos próximos de sair desse pico e nossa capacidade de responder à crise estará bem posicionada. Se tivermos a confirmação no decréscimo de casos de internações nas próximas semanas e de óbitos, já estaremos preparados para dialogar sobre a retomada gradual das atividades. Nesse período das duas ou três próximas semanas, seria importante intensificar o isolamento, nosso próprio esforço na reta final é necessário para garantir de fato esse distanciamento, sentimento que precisa ser partilhado também entre as instituições e a sociedade para que todos possam fazer um pacto. E neste caso, um lockdown forte não está descartado”, alertou o prefeito.

CONFIRA AQUI O RESULTADO DA PESQUISA.

Prefeito participa de live sobre gestão pública em tempos de crise

O prefeito Firmino Filho foi o convidado da noite desta terça-feira (23) para a live “Gestão pública em tempos de crise”, promovida pelo médico cardiologista e vice-presidente da Unimed Teresina, Dr. Newton Nunes. Durante o encontro virtual, o gestor fez um apanhado geral sobre como está sendo administrar Teresina em tempos de pandemia, as perspectivas para o futuro e planos para a retomada das atividades econômicas.

Questionado sobre qual o maior desafio de um gestor público em uma época de crise, Firmino respondeu que a gestão pública, por si só, já é um grande desafio, pois muitas vezes faltam recursos para o alcance dos objetivos. “A gestão pública tem vários tipos de restrições por conta da sua natureza política. Em Teresina temos enfrentado vários desafios, mas acho que o maior deles é justamente esse: alcançar nossas metas obedecendo essas restrições”, disse o prefeito.

O prefeito também destacou a educação municipal de Teresina, reconhecida como uma das melhores do país. “Acredito que, dentre todos os desafios que temos, o maior deles está ligado à educação, mas acredito que estamos no caminho certo nesse sentido. Temos o melhor IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) entre as capitais brasileiras e acreditamos no potencial e na vocação para o estudo que o povo teresinense tem. Nosso foco sempre será oferecer uma educação pública de qualidade para todos, oportunidades iguais para os filhos de todos, pois só assim seremos capazes de acabar com a fome e a miséria. Se você perguntar qual é meu maior sonho eu lhe respondo que é ver Teresina se transformar numa cidade melhor a partir da educação. E eu acredito muito que isso é possível”, afirmou Firmino.

Sobre a importância da participação da sociedade na gestão pública, o gestor pontuou que ninguém governa sozinho e que a participação popular é essencial para o planejamento da cidade. “Temos em nossas secretarias e órgãos Conselhos com representantes da sociedade civil, e isso é de grande valia, pois precisamos ouvir essas pessoas para deliberar e tomar as melhores decisões para a cidade, porque a cidade é de todos, é das pessoas. Só conseguimos o apoio e o respeito da população se ela se sentir parte do processo, contemplada e ouvida no debate dos projetos. Sem isso não há governo”, disse.

Newton Nunes perguntou ao prefeito como ele se preparou para enfrentar a pandemia. “Na verdade acho que ninguém estava preparado. Aqui no Brasil tivemos muitas dificuldades no começo porque cada governador e prefeito buscou seu caminho diante da ameaça que se formava, já que não tivemos um bom direcionamento do Governo Federal no início. Então era como se estivéssemos caminhando no escuro. A partir daí fomos vemos o que estava acontecendo em outras cidades, outros estados, para ver o que estava dando certo ou errado. Foi um processo tenso, mas precisávamos agir com rapidez para preservar vidas”, disse.

O gestor também afirmou que sua experiência como presidente da FMS e como secretário de finanças na gestão do prefeito Wall Ferraz lhe ajudou no gerenciamento da crise. “Acredito que essa bagagem que tenho por ter passado por essas duas pastas antes de ser prefeito me ajudou a tomar decisões melhores. Essa foi, sem dúvidas, a pior crise da minha gestão como prefeito, mas acho que esse conhecimento acumulado me fortaleceu em vários pontos. Acredito também na minha equipe e penso que grandes problemas a gente parte pra cima e enfrenta. Temos que fazer o que é correto, e não buscar soluções fáceis, pois estamos lidando com vidas”.

Sobre perspectivas para o futuro, Firmino disse acreditar que toda crise também traz novas oportunidades. “É claro que essa crise provocou um caos na economia do mundo, na saúde, em todos os setores, mas acredito que ela também vai trazer boas oportunidades para o futuro. Esse é o momento em que precisamos nos reinventar, usar nossa criatividade e inteligência. Isso tudo vai passar e sairemos mais fortalecidos e unidos”.

Encerrando sua participação na live, Newton perguntou ao prefeito se Teresina já tem condições de voltar às atividades econômicas, ao que Firmino respondeu que a Prefeitura está seguindo protocolos para que essa reabertura seja gradual e segura para os cidadãos. “Nossa prioridade sempre será preservar vidas. Vamos fazer tudo de forma planejada, com organização, para reduzir ao máximo o impacto dessa crise para o nosso povo”, assegurou.

Isolamento social volta a subir em Teresina e fica em 41,8% neste sábado (20)

O índice de isolamento social em Teresina apresentou crescimento neste sábado (20), registando um percentual de 41,8%. O número voltou a se colocar no padrão observado esta semana, onde as taxas de isolamento se mantiveram entre 41% e 43%, com exceção da sexta-feira (19), que marcou apenas 36,5%. Os dados são da startup InLoco, que realiza o georreferenciamento smartphones em cidades de todo o território nacional monitorando a localização dos usuários quando se conectam à internet pelo celular.

Teresina mostra um melhor desempenho geral que estado do Piauí e também o Brasil: ambos apresentaram uma taxa de isolamento de apenas 39,1% neste sábado. No entanto, todos os números registrados seguem bem abaixo de 73%, percentual mínimo recomendado para diminuir o contágio de com especialistas e órgãos como o Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

A InLoco também disponibiliza dados por regiões da cidade e a zona leste de Teresina foi que a que apresentou os maiores índices de isolamento social da cidade, com 42,41%. Em seguida ficou a região centro-norte, com 41,49%, e sudeste, com 40,99%. Por último, ficou a zona sul, com 38,91%. Esta última lidera no número de casos de Covid-19, com 42% dos moradores positivados para a Covid-19, segundo resultado da nona etapa da pesquisa sorológica realizada na última semana pela Prefeitura de Teresina.

Quando se avalia por bairros, os que mais respeitaram as determinações de isolamento social foram o Ininga (51,2%), a região da Frei Serafim (50,4%), Brasilar (49,93%), Noivos (49,05%) e Parque Jacinta (47,6%). Os que apresentaram os menores percentuais foram Parque Juliana (26,1%), Angélica (28%), Socopo (33,8%), Flor do Campo (33,93%) e Monte Verde (34,35%).

A Prefeitura também acompanha o isolamento através de levantamento feito pelas operadoras de telefonia celular, que disponibilizam informações de mais de 1 milhão de linhas telefônicas. Segundo essa outra base de dados, 53,06% das pessoas ficaram em casa neste sábado.

Enquanto o isolamento social apresenta índices abaixo do desejado, os números de Covid-19 avançam em Teresina. O boletim epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS) deste sábado registrou mais 16 óbitos decorrentes de complicações da Covid-19, elevando o total de mortes na capital para 271. Ao todo são 5.794 casos confirmados da doença, por meio de teste ou exame.