Em artigo sobre pandemia, Firmino diz que espera o melhor, mas se prepara para o pior

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o prefeito Firmino Filho relatou a situação que Teresina vem enfrentando nos últimos dias por conta do novo coronavírus. O chefe do executivo municipal destacou que os efeitos da pandemia ainda são “bastante incertos”, tanto na saúde das pessoas quanto na economia e nas instituições. Segundo ele, nesse momento, enquanto gestor público, ele torce para que os problemas com a pandemia não se agravem, mas ressalta que as medidas administrativas que vem adotando têm como objetivo preparar a cidade para o Piauí cenário.

Firmino destacou que, ao mesmo tempo que é necessária a prudência na tomada de decisões, é preciso também decisões proativas. “Saindo do imobilismo e da retórica, prefeitos de todo o Brasil estão tomando medidas duras, mas necessárias, compatíveis com os cargos que ocupam. Estão exercitando a liderança de uma cidade no meio de uma quarentena global comparável às grandes guerras do século passado. Os governos locais são os mais demandados pela população. Pela proximidade, precisam garantir o atendimento às necessidades mais rápidas e às mais urgentes”, pontuou.

Em todo o mundo, mais de 100 mil pessoas já morreram vítimas do novo coronavírus. No Brasil, já passam de 1200. Estados vizinhos, como o Ceará, já registram um número significativo de pessoas contaminadas. No Piauí, são 75 casos confirmados, sendo 63 deles na nossa capital. Um vírus que já deixou cinco óbitos apenas em Teresina. Diante dos números, o prefeito destacou que, nesse momento, é necessário manter e ampliar rapidamente serviços básicos como saúde, assistência social, limpeza urbana e garantir que as medidas de isolamento social sejam efetivas.

Firmino Filho, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, revelou também a preocupação com a economia nos municípios, que estão experimentando queda nas receitas por conta da retração da atividade econômica, motivada pelo isolamento social. Ele fala do “choque de oferta e de demanda” e que, por conta disso, se espera também uma alta inadimplência em relação ao pagamento dos tributos municipais. “O efeito final ainda não está plenamente quantificado, mas é certo que será um choque bastante adverso, visto que o PIB (Produto Interno Bruto) nacional poderá encolher até 7%, segundo estimativas da revista The Economist”, contabiliza, lembrando que o déficit fiscal irá ser ampliado mundialmente.

O prefeito reiterou que, nesse momento, o Governo Federal precisa ser mais proativo no auxílio aos Estados e municípios e citou exemplos como o dos Estados Unidos onde o presidente Donald Trump lançou um pacote de USD 2,3 trilhões, quase 10% do PIB americano, para auxílio aos Estados e prefeituras de cidades com mais de 500 mil habitantes. Soma-se a isso, os recursos de um pacote extra de USD 250 bilhões que está em tramitação no Congresso Americano. “Apenas o Governo Federal pode atuar nesse momento de calamidade. Aliás, tem a obrigação de reagir ao extraordinário. E é exatamente por isso que os municípios precisam que as lideranças de Brasília demonstrem responsabilidade com sua população”, conclamou.

Ainda de acordo com o prefeito, até o momento, apenas a garantia dos recursos do FPM nos níveis de 2019 foi encaminhada pelo Palácio do Planalto. “Este fato é importante, especialmente para os municípios menores, FPM dependentes, mas insuficientes para garantir a sobrevivência dos Municípios médios e grandes, que dependem fortemente da cota-parte municipal do ICMS e da arrecadação própria, como o ISS, e que concentram nos seus territórios mais de 80% da rede de média e alta complexidade dos serviços de saúde. Além disso, 95% dos casos da COVID-19 estão em cidades com mais de 80 mil habitantes”, lembra, destacando que o que os municípios pedem ainda é que seja expandida essa equalização de receitas à arrecadação de ISS e à da Cota-Parte de ICMS. Para os Municípios, essa conta não deve passar dos R$ 30 bilhões, valor equivalente à cerca de apenas 0,4% do PIB nacional.

O prefeito finaliza o artigo destacando que não se fala em “farra fiscal” e que as medidas garantidoras da responsabilidade fiscal devem ser observadas e que elas são necessárias para o crescimento econômico sustentável a longo prazo. “No entanto, medidas de curtíssimo prazo são necessárias, sob pena de recriarmos a barbárie. O fato de se usar a escada de emergência durante o incêndio não significa que o elevador é uma tecnologia superada que tem que ser abandonada depois que o fogo foi debelado e a vida normal retomada”, compara, pedindo ainda que as pessoas permaneçam em casa para evitar prejuízos ainda maiores por conta da proliferação do vírus.

Firmino Filho discute com prefeitos italianos estratégias de enfrentamento ao coronavírus

 

A demora na adoção de medidas mais restritivas na Itália foi o que provocou o grande número de pessoas infectadas e mortas no país. Em videoconferência na manhã desta quarta-feira (15), prefeitos italianos falaram das suas experiências para gestores brasileiros ligados à Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que tem o prefeito Firmino Filho como segundo vice-presidente da entidade. Eles também discutiram sobre medidas adotadas nas áreas econômica e de assistência social.

Segundo o prefeito de Bari, Antônio Decaro, presidente da Associação Nacional dos Municípios Italianos (ANCI), os moradores só passaram a acreditar na gravidade da situação quando começaram a morrer pessoas das suas famílias. “O vírus é igual em qualquer lugar e o importante é fazer os cidadãos entenderem que a situação é complicada, que em pouquíssimos dias o sistema de saúde pode entrar em colapso”, alertou durante sua participação da videoconferência.

“Na Lombardia, onde as medidas protetivas aconteceram tarde, houve um caos no sistema de saúde. Felizmente, o vírus não está em toda a Itália. Algumas regiões foram mais afetadas que outras. Nas cidades onde as medidas chegaram a tempo, foi possível atender a demanda de forma mais tranquila”, contou o prefeito de Bergamo, Giorgio Gori.

Ele informou que os municípios aguardam apoio financeiro do governo italiano, uma vez que houve queda na arrecadação de impostos. Comentou ainda que, mesmo com a redução no número de pessoas infectadas pelo vírus, o isolamento social está previsto para ser encerrado no dia 3 de maio e que as aulas escolares só serão retomadas em setembro. “Será uma volta gradativa, com muita segurança. Não se pensa ainda em permitir eventos com grandes aglomerações, por exemplo”, disse.

O prefeito Firmino Filho agradeceu a disponibilidade dos prefeitos para participar da videoconferência e fez perguntas aos gestores italianos sobre medidas seguidas por eles tanto na área da saúde, como na área social e econômica. “A solidariedade e a troca de experiência entre os povos em meio a esta crise é muito importante para que possamos ter ações mais eficazes no combate ao vírus”, ressaltou.

Em Teresina, apesar de todas as medidas adotadas pela Prefeitura de Teresina e as recomendações dos órgãos de saúde, os índices de isolamento social ainda são bem baixos. Dados colhidos na última terça-feira (14) apontam que neste dia foi registrado o índice de 52% de isolamento social, um dos menores nas duas últimas semanas em Teresina.

Além dos gestores italianos, participaram da videoconferência o prefeito de Campinas-SP, Jonas Donizette, que preside a Frente Nacional de Prefeitos, e o secretário-executivo da entidade, Gilberto Perre.

Prefeito pede apoio de lideranças comunitárias para reforçar o isolamento social em Teresina

Durante reunião por videoconferência na manhã desta terça-feira (14), o prefeito de Teresina Firmino Filho pediu o apoio de lideranças comunitárias para que a capital atinja melhores índices de isolamento social e para que ajudem mais pessoas a realizarem o cadastro que permite recebimento do auxílio financeiro oferecido pelo Governo Federal. No encontro virtual estiveram presentes representantes de todas as zonas da cidade.
“Nesse momento, é essencial a ajuda das lideranças propagando a ideia do distanciamento social em suas comunidades. Tomando essa atitude, estaremos preservando vidas em Teresina. O vírus está circulando na cidade e estamos fazendo tudo o que propõem os órgãos de saúde e o que a maioria dos países do mundo está fazendo. O isolamento diminui a propagação do vírus e o crescimento rápido do número de pessoas infectadas. Nosso maior inimigo se multiplica através dos nossos contatos. Quanto mais isolados e distantes, menos ele vai crescer”, ressaltou o prefeito para as lideranças.
Firmino também pediu que as lideranças ajudem mais pessoas a fazerem o cadastro para receberem o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal. “É muito importante o engajamento de todos nessa ação. É necessário que façam uma busca ativa de casa em casa, procurando quem ainda não se cadastrou e identificando quem precisa dessa ajuda”, pediu.  O auxílio financeiro é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados. O objetivo é fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus – COVID 19.
Os participantes manifestaram apoio às medidas adotadas pela Prefeitura e deram sugestões para melhorar ações no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Para reforçar o contato com os representantes dos bairros, o prefeito vai continuar realizando teleconferências ao longo dos próximos dias.
A capital registrou nesta segunda-feira (13) o menor índice de isolamento social das últimas duas semanas em Teresina, com 49%. Os maiores percentuais registrados foram 63% no dia 5 de abril; 66% no feriado da Sexta-feira Santa, celebrado no dia 10 deste mês; e 62% no último domingo, dia 12. Nos demais dias de abril, os índices marcaram menos de 57%, número abaixo do percentual mínimo recomendado para diminuir a disseminação do novo coronavírus, que é de 73%. Os dados são da startup recifense InLoco, que monitora a circulação de pessoas na cidade.

Firmino Filho participa de videoconferência com prefeitos italianos nesta quarta (15)

O prefeito Firmino Filho participa, às 11h desta quarta-feira (15), de uma videoconferência articulada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com governantes municipais italianos. A reunião tem como objetivo promover o compartilhamento de experiências na gestão da crise do novo coronavírus. O diálogo contará com tradução consecutiva e será transmitido ao vivo por meio das redes sociais da FNP.

Além do prefeito de Teresina, que também é 2º vice-presidente da entidade, o prefeito de Campinas/SP e presidente da FNP, Jonas Donizette, participará da reunião. Pela Itália, os prefeitos de Bari, Antônio Decaro, presidente da Associação Nacional dos Municípios Italianos (ANCI), e de Bergamo, Giorgio Gori.

A Itália é o país europeu mais afetado pelo novo coronavírus e o segundo com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A cidade de Bergamo reúne o maior foco do coronavírus no país. “É importante dialogar com prefeitos da Itália, que já foi o epicentro da pandemia, e ter acesso as experiências de quem já viveu ou ainda está enfrentando o pico da crise”, justificou o prefeito Firmino Filho.

Durante a videoconferência, os participantes debaterão sobre isolamento social, medidas econômicas e de assistência social aos mais vulneráveis. Segundo informações da FNP, a imprensa poderá participar do debate, enviando perguntas por whatsapp para 61 9 9655 4081.

“Teresina é exemplo em Vigilância Participativa”, afirma epidemiologista em live com o prefeito Firmino

Durante live com o prefeito Firmino Filho, o biomédico PhD em Saúde Pública e Epidemiologia, Onicio Leal, afirmou que ferramentas de Vigilância Participativa, como a plataforma Colab, são importantes para identificar e agir de forma mais eficaz nos casos de Covid-19 em Teresina. A conversa, que foi transmitida pelas redes sociais nesta segunda-feira (13), abordou temas como as tecnologias utilizadas ao redor do mundo para o enfrentamento do novo coronavírus e sobre a iniciativa Brasil Sem Corona.

Teresina é uma das 1.100 cidades brasileiras que utilizam a plataforma Brasil sem Corona em parceria com o Colab com o objetivo de mapear os casos de Covid-19. A iniciativa pode ajudar as equipes de saúde das prefeituras e governos estaduais e federal a combater a epidemia do coronavírus.

“O perfil dos usuários de Teresina é muito bom. As pessoas são comprometidas no fornecimento dos dados, o que ajuda muito o Poder Público. A Prefeitura tem feito um ótimo trabalho de divulgação, o que a diferencia de muitas cidades que também utilizam a plataforma. Teresina é um exemplo de utilização de tecnologias que promovem a Vigilância Participativa”, afirmou o epidemiologista.

Ele ressalta que, métodos como a Vigilância Participativa, tentam desburocratizar a informação utilizando o cidadão como fonte de participação na construção desses dados. “Os usuários cadastrados na plataforma devem reportar, pelo menos uma vez por dia, a presença ou não dos sintomas relacionados ao Covid-19”, explica Dr. Onicio Leal, um dos desenvolvedores da plataforma Brasil sem Corona.

O prefeito Firmino Filho acredita que o Colab é uma ferramenta que pode ajudar na diminuição da disseminação do vírus na cidade, mapeando os casos de Covid-19 e ajudando as equipes de saúde a combater a epidemia. “Essa é uma plataforma que ajuda a estreitar a ligação dos cidadãos com a Prefeitura. Através do aplicativo Colab, a atuação acontece em três frentes: vigilância participativa, informação e fiscalização. Todas dentro de um único pilar: a colaboração”, comentou o prefeito Firmino Filho durante a conversa.

Prefeito e governador visitam obras de Hospitais de Campanha montados em Teresina

Renato Bezerra

A Prefeitura de Teresina deve concluir, ainda esta semana, a montagem do Hospital de Campanha localizado no Ginásio de Badminton da Universidade Federal do Piauí. Na manhã desta segunda-feira (13), o prefeito Firmino Filho visitou o espaço junto com o governador Wellington Dias depois de conhecer também o hospital, que está sendo instalado pelo Governo do Estado no Ginásio Verdão. As obras vão garantir um reforço na rede de saúde do município para o atendimento de pacientes diagnosticados com o coronavírus.

“O estádio foi cedido pela reitoria da UFPI e terá 88 leitos destinados ao atendimento dos pacientes diagnosticados com a covid-19. Nosso sistema é montado com o apoio das Unidades Básicas de Saúde e das UPA’S, bem como os hospitais de bairros. Os pacientes que precisarem, serão direcionados para os Hospitais de Campanha, na UFPI e no Lar da Fraternidade, que contará com 35 leitos, totalizando 123 leitos. Toda esta oferta é necessária para que estejamos preparados para o cenário que poderemos enfrentar”, pontua o prefeito Firmino Filho.

Durante a visita o prefeito destacou ainda a importância da união das gestões estadual e municipal na luta contra o coronavírus. “Essas ações conjuntas e coordenadas são essenciais para que tenhamos resultados melhores tanto no atendimento aos pacientes como no reforço ao isolamento social”, observou, ressaltando que, com as pessoas ficando em casa, é possível diminuir as chances do vírus circular.

A agenda conjunta do prefeito e do governador foi iniciada no Ginásio Verdão, onde a capacidade de atendimento será de 103 leitos e a estrutura também está em fase de montagem. “O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento. Estamos em uma corrida contra o tempo e precisamos nos unir cada vez mais nesta luta. Sabemos que a propagação acontece e os casos complicados também. Os hospitais de campanha reforçam o sistema de saúde para não entrarmos em um colapso”, considerou o Governador Wellington Dias.

No final da manhã, Firmino e Wellington se reuniram novamente. Desta vez em transmissão, ao vivo, através do youtube e redes sociais, onde destacaram ações conjuntas do Governo do Estado e prefeituras. Os dois reforçaram a importância da permanência do isolamento social como forma mais eficaz de conter novos casos do coronavírus.

Isolamento social em Teresina sobe para 60% neste domingo

O gráfico do índice de isolamento social em Teresina, divulgado nesta segunda-feira (07), mostrou que houve um aumento no número de pessoas que ficou em casa no domingo (12), se comparado com os dados do dia anterior. Enquanto no sábado (11) 56% da população não saiu de sua residência, no domingo esse percentual subiu para 60%.

O feriado da Sexta-Feira Santa apresentou o maior índice de isolamento social em Teresina, dos últimos 30 dias, quando 66% da população ficou em casa. Embora com estes aumentos registrados, os índices continuam bem abaixo do percentual mínimo recomendado para diminuir a disseminação do novo coronavírus na capital, que é de 73%.

A Prefeitura de Teresina tem apostado em campanhas para conscientizar a população a ficar em casa e tem endurecido as medidas restritivas em relação ao comércio da capital, com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas nas ruas. Nesta semana, mais um decreto deverá ser assinado, alterando o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos de serviços essenciais que continuam abertos na capital.