SMPM informa sobre como identificar a violência psicológica e como agir em casos de agressão

Grupos de mulheres que são assistidas pela SMPM (Foto: Ascom/SMPM)

No primeiro semestre de 2023, ingressaram 158 novas mulheres no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Ao todo, neste período, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência, inclusive vítimas de violência psicológica.

De acordo com a secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) Karla Berger, a violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

“A violência psicológica muitas vezes se inicia de forma sutil, quando nem mesmo a vítima nem consegue perceber o que de fato está acontecendo”, frisa Karla. “Esse tipo de violência possui características peculiares o que torna mais difícil a identificação tanto pela mulher como pelas pessoas que convivem com ela, por isso a importância de saber sobre o assunto e identificar os sinais”, destaca a gestora.

1-Perda da essência

Deve-se observar se houve alguma mudança de padrão entre o que a pessoa era e o que ela é agora. Isso inclui mudanças em como ela é percebida fisicamente, emocionalmente e socialmente. A vítima para de exercer alguns hobbies, muda a sua forma de vestir ou detalhes que antes eram importantes. Em sua vida íntima, essa pessoa pode estar em constante tensão pelo o que pode ou não dizer, e pelo o que pode ou não fazer.

2- Distanciamento e controle

Novamente, trata-se de observar se há uma mudança de padrão. A face oculta dessa violência é o distanciamento onde o agressor costuma ter o controle, buscando saber o que a vítima faz, com quem e onde. Isso acaba isolando a vítima de familiares e amigos.

3- O que contam e como contam

Nesse caso as vítimas costumam contar pouco ou nada sobre o relacionamento, o parceiro e o que ele faz. E se contar algo pode ser que busque justificar as ações do agressor. Essas atitudes revelam uma faceta do abuso: a culpa sentida pela pessoa violentada.

4- Dependências emocionais e dúvidas

Com a pessoa que sofre abuso psicológico, existe um apego ao agressor que se estende em intensidade e duração além do que é habitual, e é diferente da dependência saudável que existe nas interações humanas.

A vítima perde autonomia não tendo controle sobre seus próprios horários dependendo do agressor para tomar decisões. A pessoa violentada duvida de tudo e demonstra insegurança. Isso, junto com a dependência emocional, é fruto da constante manipulação a que ela está sendo submetida.

5-Como se comporta quando está com o parceiro (Agressor)

É importante saber que nesse caso as pessoas que exercem a violência psicológica tendem a ter perfis nascistas. As vítimas, sobretudo quando estão com o agressor não tomam iniciativas, não opinam, calam-se e concordam.

 

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda
Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Psicológica, Patrimonial ou Moral? Entenda tipos de violência contra a mulher e como acessar o CREG

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM). Ao todo, neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, vítimas de violências física, psicológica, moral e patrimonial.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), explica que existem vários tipos de violência contra as mulheres, mas que apesar disso, algumas manifestações de violências costumam não serem percebidas pela vitima. “Existem vários tipos de violência que podem ser praticados contra as mulheres, como a física, a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. No entanto, nem sempre essas violências são reconhecidas pelas próprias vítimas, que podem naturalizar, minimizar ou justificar as agressões que sofrem”, destaca a gestora.

Violência psicológica

A violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

Esses comportamentos visam fazer a mulher se sentir inferior, culpada ou dependente dele. Muitas vezes, uma mulher não percebe que está sendo vítima de violência psicológica, mas seus efeitos podem ser graves, levando a problemas como depressão, ansiedade e até mesmo ideação suicida.

Violência patrimonial

A violência patrimonial é uma forma de agressão que envolve os bens, recursos e direitos da mulher. O agressor pode se apropriar, destruir ou reter objetos, documentos ou valores pertencentes à mulher, além de impedir seu acesso a eles.

Essa forma de violência busca prejudicar a mulher financeiramente, limitando sua autonomia e independência. Por exemplo, quando o parceiro deixa de pagar a pensão alimentícia dos filhos, fica com objetos pessoais da mulher, esconde ou rasga seus documentos, ou realiza outras ações semelhantes.

Violência moral

A violência moral é uma forma de agressão que atinge a honra e a aceitação da mulher. O agressor pode difamar, caluniar ou ferir a mulher, disseminando falsas ou ofensivas sobre sua conduta moral, sexual ou profissional.

Essa forma de violência busca desmoralizar e desqualificar a mulher perante a sociedade, afetando sua imagem e confiança. Por exemplo, quando o parceiro espalha boatos sobre a vida íntima do casal, a insulta na presença de outras pessoas ou menospreza seu trabalho e estudos.

Violência sexual

A violência sexual é uma forma de agressão que viola a liberdade e a integridade sexual da mulher. O agressor pode forçá-la ou coagi-la a praticar ou testemunhar atos sexuais contra sua vontade, ou mesmo impedir que ela utilize métodos contraceptivos ou abortivos.

Essa forma de violência visa submeter-se e dominar a mulher sexualmente, desrespeitando seu corpo e seus direitos reprodutivos. Por exemplo, quando o parceiro obriga a mulher a fazer sexo sem preservativo, a força a ter relações sexuais contra sua vontade ou a impedir de interromper uma gravidez indesejada.

Violência física

A violência física é uma forma de agressão que causa danos ou lesões corporais na mulher. O agressor pode utilizar força física ou armas para bater, aplicar, puxar, morder, cortar, queimar ou ferir a mulher de alguma maneira.

Essa forma de violência visa machucar e marcar o corpo da mulher, demonstrando poder e superioridade. Por exemplo, quando o parceiro dá um tapa no rosto da mulher, puxa seu cabelo, aperta seu braço ou usa água quente ou ácido para feri-la.

Violência institucional

A violência institucional é um tipo de agressão que ocorre nos espaços públicos onde a mulher busca ajuda ou proteção. Os agentes públicos podem tratar a mulher com descaso, preconceito ou negligência, dificultando seu acesso aos serviços e aos direitos.

É um tipo de violência que visa desestimular e desencorajar a mulher de denunciar e romper o ciclo da violência doméstica. Por exemplo, quando o policial não registra o boletim de ocorrência da mulher, quando o médico não faz o exame de corpo de delito da mulher, quando o juiz não concede a medida protetiva para a mulher.

Procure o Creg

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Projeto oferece tratamento odontológico gratuito para mulheres em situação de violência atendidas pelo Creg

Mulheres que sofreram violência têm a dentição recuperada em serviço Fotos(Reprodução Apolônias do Bem)

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), o serviço de acolhimento às mulheres em situação de violência da Prefeitura de Teresina, fazem parte de uma importante parceria para fortalecimento da sua autoestima: o Apolônias do Bem. Em todo o país, o projeto oferece tratamento odontológico integral e gratuito às mulheres que vivenciaram situações de violência e que tiveram a dentição afetada durante as agressões. Atualmente, cinco mulheres vinculadas ao Creg são atendidas pelo projeto em Teresina.

De acordo com Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), essa parceria é essencial para garantir que as mulheres atendidas pelo Creg possam recuperar não só a saúde bucal, mas também a confiança e a autoestima que foram abaladas pela violência. “O Apolônias do Bem é um projeto que valoriza a beleza e a força das mulheres que enfrentaram situações de violência e que merecem ser felizes e respeitadas”, declarou.

O projeto Apolônias do Bem existe desde 2012 e já atendeu mais de 1.500 mulheres em todo o Brasil. O nome é uma homenagem à Apolônia de Alexandria, uma mulher que teve os dentes arrancados por se recusar a renunciar à sua fé cristã no século III. Ela é considerada a padroeira dos dentistas e das pessoas que sofrem de problemas dentários.

No Piauí, o dentista Adelino Junior e sua equipe são os responsáveis pelos atendimentos do projeto Apolônias do Bem em Teresina. Eles têm como objetivo não só devolver sorrisos, mas também empoderar as mulheres que sofreram violência e perderam a autoestima. “Uma mulher relatou que não conseguia mais nem pentear o cabelo olhando para o espelho, usava a sombra para fazer isso, porque não queria olhar para o seu rosto”. “Através da recuperação da saúde bucal, do sorriso e da autoconfiança, nós queremos ajudar essas mulheres a se reerguer e a superarem o trauma da violência”, explica Adelino Junior.

Para participar do projeto há um perfil específico, explica Roberta Mara, a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia. Somente mulheres que tiveram comprometimento nos dentes provenientes da violência podem ser beneficiadas. Para isso, elas precisam ser encaminhadas pelo Creg, que faz uma triagem e um acompanhamento psicossocial das vítimas. O tratamento odontológico é totalmente gratuito e pode durar até dois anos, dependendo da complexidade de cada caso.

Onde encontrar o CREG?

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Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

CREG acolhe mulheres vítimas de violência sexual; saiba como acessar o serviço

Na segunda-feira (10), o arquiteto, empresário e ex-bbb Felipe Prior foi acusado pelo crime de estupro, podendo pegar condenação de até 6 anos de prisão, de acordo com a justiça de São Paulo, Prior poderá cumprir pena em regime inicial semiaberto. O caso ocorreu em 2014 e nesta semana, voltou à tona com a divulgação da sua condenação. Casos de violência sexual, como estes, representam cerca de 33,4% dos crimes cometidos contra mulheres no Brasil, segundo dados do Agência Brasil.

Em Teresina, mulheres vitimas de abuso ou violência sexual podem procurar o Centro de Referência Esperança Garcia, CREG um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos

“O CREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentir acolhidas e seguras” aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza

A coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara complementa: “É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta.
“Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

Em Teresina, um levantamento feito pelo Observatório Mulher Teresina aponta que 96% (1.786 casos) foram praticados contra pessoas do sexo feminino, sendo 78,5% (1.454 casos) contra meninas entre 0 a 19 anos. Os dados revelam ainda que, quanto menor a idade, maior a ocorrência da violência sexual no espaço escolar. Por outro lado, em idades maiores aumenta a ocorrência em vias públicas. O ambiente doméstico, entretanto, predomina como o local de maior ocorrência de violência sexual, com 68% dos casos. Na maioria das vezes (41% dos casos), o autor dos abusos são pessoas conhecidas.

“Isso significa que muitas vezes as vítimas sofrem caladas, com medo de denunciar ou de não serem acolhidas e apoiadas. Por isso, é fundamental que nós, como poder público, como sociedade civil e como cidadãos e cidadãs, tenhamos um olhar sensível e atento para as mulheres e as meninas que sofrem violência sexual”, reforça a secretária Karla Berger.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina. Foto (Ascom/SMPM).

As mulheres e as crianças atendidas pelo Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), tiveram um dia especial nesta quinta-feira (13). Elas encerraram a colônia de férias com uma visita aos parques ambientais da cidade, onde puderam desfrutar de momentos de diversão, aprendizado e contato com a natureza.

O Serviço Florescer tem como objetivo oferecer apoio e oportunidades para as mulheres que sofrem vulnerabilidade social em regiões descentralizadas da cidade. Além de acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, o serviço também promove atividades educativas, culturais e recreativas para as mulheres e seus filhos.

Nesta semana, a colônia de férias foi uma das atividades que acontecem no mês de julho em todas as unidades do Serviço Florescer. Foram realizadas oficinas de criatividade, banhos de piscina e momentos de interação entre as famílias. A ideia era estimular a criatividade, a autonomia e a autoestima das mulheres, além de fortalecer os vínculos afetivos entre as atendidas e seus filhos.

Para encerrar a colônia, as mulheres e as crianças foram levadas para conhecer os parques ambientais da cidade, como o Parque da Cidade, o Parque das Crianças, Praça do Promorar, Parque da Cidadania. Nos espaços, as mulheres puderam brincar, aprender e se conectar com a natureza, propiciando um momento de lazer, integração e conscientização ecológica.

Uma das participantes da colônia foi Pamela Oliveira, que é atendida pelo Serviço Florescer há mais de um ano. Ela conta que as atividades oferecidas pelo serviço foram fundamentais para ela pudesse empreender no seu negócio de bolos enquanto o seu filho fica em um local seguro. Ela também destaca a importância de compartilhar os momentos oferecidos pelo Florescer com seu filho de um ano e dez meses.

“Apesar das dificuldades em que algumas mães têm de comparecer por causa do trabalho, é muito importante a participação desses momentos com seu filho”, comenta Pamela. “Hoje, nessa atividade, nos divertimos bastante e vivemos momentos únicos”, finaliza.

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger, ressalta que a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma lúdica e divertida. Ela também elogia o trabalho das equipes do Serviço Florescer, que se dedicaram para realizar as atividades com criatividade e carinho.

“A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atraente”, destaca Karla. “Parabenizo todas as mulheres que participaram dessa experiência incrível e todas as profissionais que se empenharam para tornar isso possível”, conclui.

Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta

das 7hh:30 às 17h

Unidades: Florescer Norte

Rua Antônio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Atendimentos às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8% comparado ao ano passado

Atendimentos às mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foto (Ascom/SMPM).

Comparado ao ano de 2022, os atendimento às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8%. Entre janeiro a julho de 2022 foram contabilizados 886 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, enquanto que no mesmo período de 2023 foram de 1.176, destacando um aumento de 310 atendimentos. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM).

Roberta Mara, coordenadora do Serviço, explica a importância dessa informação: “Entendemos que as mulheres estão buscando o atendimento por sentirem confiança e credibilidade no Centro de Referência Esperança Garcia”. Roberta ainda destaca que desde o funcionamento da unidade, em 2008, nenhuma mulher que passou pelo serviço foi vítima de feminícidio. “Esses dados são positivos para que a gente possa prevenir casos de violência mais sérias que resultem na morte das mulheres”, finaliza.

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

UFPI realiza atividade pedagógica com mães e crianças atendidas pelo Serviço Florescer

Nesta quarta-feira (12), um grupo de universitários da UFPI (Universidade Federal do Piauí) visitou o serviço Florescer Norte I, uma das unidades do serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina. A visita faz parte do projeto “Observatório do Brincar”, que desenvolve ações pedagógicas para docentes e estudantes de pedagogia sobre o lugar do brincar na vida da criança e na sociedade atual.

O serviço Florescer Norte I está realizando uma colônia de férias integrativa com as crianças e mães que participam do seu programa. A colônia oferece atividades lúdicas, educativas e recreativas para as famílias, como oficinas, brincadeiras, palestras e orientações.

A professora Disnah Barros, coordenadora do projeto “Observatório do Brincar”, explica que o objetivo é “voltar com as atividades da brinquedoteca, que seja um espaço ativo, contribuindo para o desenvolvimento das crianças da educação infantil, além da formação dos alunos de pedagogia”. Disnah é professora do centro de ciências da educação e atua no departamento de métodos e técnicas de ensino da UFPI.

Os estudantes do curso de nutrição e pedagogia também participam de um projeto de extensão em parceria com o Sebrae e Senac, que promove ações complementares para as mulheres. O projeto oferece palestras sobre alimentação para as crianças, primeiros socorros, negócios e currículos. Essas atividades têm o objetivo de envolver a necessidade cotidiana na vida das mulheres.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, ressalta a importância desses projetos para a comunidade. “Essa é uma ação voltada para as crianças, mas que também beneficia as mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. Elas recebem orientações, capacitações e apoio para superar as dificuldades e conquistar sua autonomia. Além disso, elas veem seus filhos se desenvolverem de forma saudável e feliz, brincando e aprendendo. Esses projetos são uma forma de promover a cidadania e a dignidade das mulheres e das famílias da nossa cidade”, afirma ela.

A visita dos universitários da UFPI foi a última atividade realizada pelo projeto “Observatório do Brincar”, que se encerra em agosto de 2023. O projeto é uma iniciativa da UFPI com apoio da PREXC (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura) e visa contribuir para a melhoria da qualidade da educação infantil e da formação dos futuros educadores.

Prefeitura de Teresina realizou 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no primeiro semestre deste ano

Sede do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) (Foto: Ascom/SMPM)

Entre janeiro a junho de 2023, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

Roberta explica que o espaço conta com estratégias de alcance nas redes sociais e divulgação nos eventos e ações da Secretaria da Mulher para maior alcance do espaço. Mensalmente são realizados ciclos de divulgações nas comunidades urbanas e rurais para fazer com que mais mulheres sejam alcançadas e encontrem a rede de atendimento. Em junho, a SMPM desenvolveu o projeto “Entre Margaridas”, uma iniciativa de combate às violências nas comunidades rurais do município.

“É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta. “Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Serviço Florescer inicia colônia integrativa de férias nesta segunda-feira (10)

Crianças participam de colônia integrativa de férias em Unidades do Serviço Florescer (Foto: Ascom/SMPM)

Brincadeiras, distribuição de brindes e oficinas criativas são algumas das atividades que estão sendo realizadas durante a colônia integrativa de férias, que iniciou nesta segunda – feira (10), em todas as unidades do Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina.

As atividades da colônia integrativa de férias iniciaram nesta segunda-feira e seguem até o dia 13, finalizando com um passeio em praças e parque municipal da cidade, promovendo momentos voltados a atividades lúdicas de socialização e integração para as mulheres e crianças. Ao longo da semana, também serão feitas atividades diferentes do dia a dia, com brincadeiras que possam estimular o equilíbrio, coordenação motora e criatividade das crianças, além de fortalecer vínculos entre mães e suas crianças.

De acordo com a secretária Karla Berger, a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma mais lúdica e divertida. “A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atrativa”, destaca Karla. “Percebemos como as mulheres que participaram do Serviço elogiam esses momentos de interação e se sentem bem acolhidas junto a seus filhos”, finaliza a secretária.

A coordenadora do Serviço Florescer Norte, Aline Heira, explica que na colônia é realizada para as crianças, mas também para as mulheres. “Teremos momentos de integração para que elas participem, um dia da semana, que possam falar sobre maternidade, a autonomia das famílias e fortalecimento de vínculos”.

Para a Flaviana Andrade, mãe de uma criança de dois anos, a atenção com as crianças no mês das férias é essencial para manter a filha em atividades recreativas e também proporcionar lazer e bem estar para a família. “Dentro do Serviço existe sempre a preocupação de saber como estamos ou se estamos precisando de algo. E, na programação de férias não podia ser diferente, muitas atividades, brincadeiras para serem realizadas para que a gente faça com nossos filhos. Sou muito feliz de fazer parte disso”, relata.

Horário de Funcionamento:Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horasUnidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

DIA DO ORGULHO LGBTQIAPN+: Serviços de acolhimento atendem mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis em situação de vulnerabilidade

Centro de Referência Esperança Garcia (Foto: Ascom/SMPM)

Os serviços CREG (Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia) e Florescer, oferecidos pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), por meio da Prefeitura de Teresina, funcionam de portas abertas para as mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis. O objetivo é garantir o acesso dessas mulheres aos serviços de saúde, educação, assistência social, cultura e lazer, bem como prevenir e combater a violência e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Karla Berger, destaca a importância da ampliação do atendimento para essa população dentro dos serviços municipais. “Essas mulheres sofrem diariamente com o preconceito, a violência e a exclusão. Elas têm direito a uma vida digna, com saúde, educação, trabalho e lazer. Queremos que elas se sintam acolhidas e respeitadas pela Secretaria da Mulher e pelos demais órgãos públicos”, afirmou.

Em Teresina, entre 2015 e 2017, foram registradas 1.038 notificações de violências contra pessoas LGBT no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo 57% contra homossexuais e bissexuais e 43% contra travestis e transexuais. A maioria das violências foi física (72%), seguida da psicológica (23%) e da sexual (3%)2. Esses dados, segundo Karla Berger, mostram a urgência da ampliação de políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos da população LGBTQIAPN+.

As mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis que quiserem participar dos serviços Florescer e CREG podem procurar os serviços nos seguintes endereços:

Sobre o Florescer

O serviço Florescer é um projeto que acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. O serviço possui quatro unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte, Sul e Zona Rural de Teresina. O serviço oferece oficinas, palestras e eventos sobre saúde, higiene, cidadania e empoderamento feminino. Além disso, o serviço oferece cursos de capacitação profissional em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia é um projeto que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos. O serviço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional. O serviço também conta com a parceria da Guarda Maria da Penha, que monitora as mulheres que possuem medida protetiva.

Onde encontrar o CREG?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.