Secretaria da Mulher vai dar início aos 21 Dias de Ativismo pelo Fim das Violências contra as Mulheres

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) vai realizar entre o dia 20 de novembro a 10 de dezembro a campanha dos 21 Dias de Ativismo – Pelo Fim das Violências Contra as Mulheres. A campanha acontece internacionalmente desde 2003 e durante todos os dias citados, a SMPM através das suas atividades vem reforçar a importância dessa luta.

Foto: Ascom SMPM

As ações fazem parte de uma importante mobilização pelo combate a todas as violências cometidas contra mulheres – seja ela física, psicológica, patrimonial, matrimonial ou no meio virtual. De acordo com a Secretária da SMPM, Karla Berger, as ações fazem parte de um momento de engajamento da população e órgãos de apoio às mulheres que estão em situação de violência.

Karla explica que neste ano, durante a atual gestão da Prefeitura de Teresina, a Secretária da Mulher vai aderir ao calendário nacional de 21 dias – comumente, outros órgãos e repartições utilizam 16 dias. “Aderimos aos 21 dias pois consideramos que o ativismo se inicia no Dia da Consciência Negra (20) e vai até o dia Internacional dos Direitos Humanos (10)”, reforça a secretária.

Ainda conforme a técnica da SMPM, Gabriela Rodrigues, o racismo, sexismo e machismo se expressam na sociedade de diversas formas contra as mulheres – sejam elas cisgêneros, transgêneros e travetis. Por isso, a Secretaria deverá seguir um calendário temático ao longo de toda a programação para poder abarcar e engajar a população sobre o assunto.

“A luta pelo fim da violência contra mulheres deve considerar a raça, etnia, identidade de gênero e orientação sexual”, destaca Gabriela. “Além disso, considera como os ciclos da vida e outros aspectos determinantes em suas vivências”, reforça a técnica.

As atividades e ações serão divulgadas através do site oficial da SMPM e das redes sociais: Twitter, Instagram e YouTube.

Assista ao vídeo da SMPM para saber mais sobre a campanha dos 21 Dias de Ativismo AQUI .

Confira temas:

21/11 – Violências de gênero contra mulheres
22/11 – Assédio e importunação sexual
23/11 – Violências e Ciclos da Vida
24/11 – Como não ser machista, racista, sexista – Educação não-sexista
25/11 – Dia internacional de não violência contra as mulheres e enfrentamento à violência doméstica/familiar
26/11 – Feminicídio e transfeminicídio
27/11 – Segurança no espaço público para mulheres / acesso à cidade
28/11 – Violência sexual – incluir a violência matrimonial
29/11 – Violência obstétrica
30/11 – Dia do estatuto da terra/Violências de gênero contra mulheres no espaço rural
01/12 – Dia Internacional de luta contra o HIV/AIDS
02/12 – Violências contra Lésbicas, Bissexuais e Transexuais
03/12 – Dia internacional da pessoa com deficiência / Discriminações contra mulheres com deficiência
04/12 – Dia da propaganda / Violência em meios digitais/virtuais/Violência de gênero nos meios de comunicação/publicidade
05/12 – Bullying e relações de gênero
06/12 – Homens pelo fim da violência contra mulheres – Campanha Laço Branco
07/12 – Violência psicológica
08/12 – Autonomia econômica como instrumento de enfrentamento à violência
09/12 – Dia internacional contra a corrupção/Violência política de gênero
10/12 – Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Direitos Humanos das Mulheres

Prefeito Dr. Pessoa e SMPM assinam termo de cooperação para Casa da Mulher Brasileira

Secretária Karla Berger e o prefeito Dr. Pessoa na assinatura do Termo de Compromisso para a Casa da Mulher Brasileira

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa e a secretária de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, assinaram, nessa terça-feira (16), o Termo de Cooperação do Programa Mulher Segura e Protegida, projeto que será implementado na Casa da Mulher Brasileira (CMB) em Teresina. Com o documento, a prefeitura firma o compromisso de viabilizar atividades de cunho social, jurídico e psicológico para as mulheres em situação de violência doméstica e de gênero.

Além disso, o programa consiste na execução de ações estratégicas para a integração dos diversos serviços públicos no atendimento dessas mulheres. Durante o evento, o prefeito destacou a chegada da CMB em Teresina e da importância de criar políticas de atenção à mulher em situação de vulnerabilidade. A assinatura foi realizada na abertura dos 16 Dias de Ativismo, realizado pela Coordenadoria de Estado de Políticas para Mulheres do Piauí (CEPM\PI), no Palácio de Karnak.

“É um trabalho árduo que vem sendo realizado nesta gestão para poder transformar Teresina em uma capital segura para toda e qualquer mulher”, destaca o prefeito. “Nesta cerimônia, reafirmamos nosso compromisso com a CMB e nos comprometemos cada vez mais com a nossa missão: cuidar do povo teresinense, em especial aquelas que mais precisam”, disse Dr. Pessoa.

Durante a solenidade, o prefeito ressaltou sobre a celeridade das tratativas tomadas para a chegada da Casa da Mulher Brasileira na capital, como também a construção do Hospital da Mulher na capital. A secretária Karla Berger também frisou a articulação que vem sendo realizada para a implantação da CMB e destacou as ações que já vem sendo realizada pela Secretaria da Mulher para combater a violência de gênero.

Em menos de um ano, o Centro de Referência Esperança Garcia – serviço que atende mulheres em vulnerabilidade da SMPM – realizou 2.058 atendimentos. Segundo Karla, os números destacam a atenção da Secretaria da Mulher, através da Prefeitura de Teresina no que diz respeito ao enfrentamento do machismo e violência.

“É com muita alegria que coloco meu nome neste documento para Teresina ser um espaço cada vez mais justo e seguro para mulheres”, frisa Karla. “É um avanço para nossa capital e uma das grandes conquistas da nossa gestão em menos de um ano de trabalho”, destaca a secretária.

Casa da Mulher Brasileira em Teresina

A chegada da Casa da Mulher Brasileira em Teresina se aproxima. As tratativas, que se iniciaram desde o final de dezembro de 2020, têm avançado neste ano para poder chegar a sua conclusão. O local é um espaço que disponibilizará atendimento de mulheres em situação de violência doméstica. Além de garantir condições para o enfrentamento da violência vivenciada, a Casa visa a empoderar a mulher e sua autonomia econômica.

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, acompanha de perto o andamento dos trâmites para a construção da Casa da Mulher. “É um espaço que será acolhedor. Estamos felizes em participar das tratativas de um lugar que trará tantos benefícios para as mulheres”.
A secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger, destaca a necessidade de impulsionar a execução das obras. “Nós precisamos muito desse espaço para acolher, apoiar e dar suporte às mulheres da nossa cidade. Elas pedem socorro e a Casa trará esse amparo que tanto buscamos e estamos prontos para acompanhar de perto a implantação. Estamos ao lado do prefeito Dr. Pessoa para buscar um diálogo mais direto com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para alavancar o projeto”, explica a secretária Karla Berger.

As parcelas acordadas para a realização do projeto já foram pagas pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN). O contrato é um investimento no valor de R $ 5.940.000,00

Saiba mais: Casa da Mulher Brasileira será implementada em Teresina (adicionar neste trecho o seguinte link: https://antigo.pmt.pi.gov.br/2021/10/30/casa-da-mulher-brasileira-sera-implementada-em-teresina/ ).

Serviço Florescer é símbolo de acolhimento às mulheres e suas crianças em Teresina

Nativa do nordeste, o mandacaru é uma planta encontrada no semiárido nordestino. Sobrevivendo a longas temporadas de secas e repleta de espinhos, ela floresce. Com essa lição e símbolo, a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), aperfeiçoou um dos programas da casa e renomeou como “Florescer”, onde acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. Com três unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte e zona Rural de Teresina, o serviço possui previsão de inauguração de mais uma unidade na região Sul, até o fim deste ano.

Fundado em 2015, o Florescer inicialmente foi pensado para mulheres e crianças de um a dois anos e onze meses, com 100 vagas em cada unidade. “Antigamente o serviço funcionava apenas para mães. No entanto, após uma série de estudos e pesquisas, percebemos a necessidade de fazer o serviço ser voltado para vez mais para mulher”, explica a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger. “Por conta disso, após a reformulação na atual gestão da Prefeitura de Teresina, através do Doutor Pessoa, o serviço funciona de portas abertas para toda e qualquer mulher de Teresina em situação de vulnerabilidade”, ressalta a secretária.

Ao completarem três anos, as crianças são encaminhadas para as CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Hoje, o Florescer funciona de portas abertas para todas as mulheres dos bairros que estão em situação de vulnerabilidade. “Foi um passo muito positivo no serviço, ele se tornou verdadeiramente mais acolhedor para a mulher teresinense que mora em comunidade, que vive vulnerabilidades econômicas, sociais, psicológicas e outras violências”, ressalta Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Nathalie ainda explica que o local não configura como creche. Enquanto a mãe está em atividades do serviço ou indo ao trabalho, a criança fica no local realizando atividades educativas e socioemocionais. Ainda assim, quando completa três anos, a criança possui uma vaga garantida em uma escola do município. “É outra vantagem do programa, uma vez que garante a inserção educacional das crianças”, pontua a psicóloga.

Um ponto de começo e recomeço

O trabalho desenvolvido no Florescer segue pilares de cidadania e dignidade à mulher de Teresina. Visando o empoderamento financeiro são ofertados cursos como manicure e pedicure, balconista de farmácias e atendimento. Todas as capacitações são realizadas em parceria com a Fundação Wall Ferraz, entre outros.

“São oportunidades que essas mulheres nunca tiveram para além do lar. Elas se empoderam, se enxergam como capazes. É o benefício da qualificação: atribuir poder para elas”, conta Maria Lourdes, a Malu, coordenadora do Florescer Sudeste.

Benildes Machado, uma das mulheres atendidas pelo serviço, reforça o que foi dito pela coordenadora. A dona de casa, que não tem emprego fixo e possui um filho atendido pelo Florescer, se formou como manicure profissional e pretende ter um empreendimento para sua liberdade financeira. “Abracei o curso como todas as amigas atendidas. Olha, é empoderador saber que podemos exercer um trabalho feito com as nossas mãos. Dignifica-me”, conta a mulher.

Outro ponto trabalhado dentro do projeto de aperfeiçoamento do Florescer é a introdução do atendimento psicológico nas unidades. Nas três unidades, as coordenadoras relataram que a terapia foi bem aceita entre as mulheres.

“Saúde mental é um tema de urgência. Na zona Rural, ainda há um estigma sobre apoio psicológico, por ser algo cultural e do machismo, claro. A mulher é construída para ser forte, um pilar da família, que não pode demonstrar ‘fraqueza’. Mas elas receberam muito bem, querem participar e estão assíduas nas sessões, o que mostra que o cuidado não é apenas com o corpo, mas com a mente”, contou a coordenadora do Florescer Salobro, Layse Oliveira Leal.

O Florescer é um ponto de começo. Dentro dos programas, as mulheres criam amizades e vínculos com as atendidas e funcionárias. Grupos de danças, como os realizados pelo Florescer Norte, foram iniciativas das próprias mulheres para estarem cada vez mais conectadas.

Em Teresina, serviço da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres desenvolve atividades para integrar mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. Foto: Divulgação (SMPM)

Grupos de aplicativo WhatsApp, compostos por mulheres estão presentes em todos os núcleos, são uma forma de comunicação externa para compartilhar fotos dos momentos, prestar depoimentos e agradecimentos. As Sun Flowers, mulheres mães que construíram o grupo de dança do Florescer Norte, criaram o Instagram das atividades das dançarinas. Na biografia da rede social, se identificam como trabalhadoras, empoderadas e lindas.

“É um ponto de começo e recomeço para muitas delas. O serviço tem muitos dos símbolos que carrega, o mandacaru que floresce, apesar dos seus espinhos, são como essas mulheres, com dores, mas reconhecem sua beleza, sua força, seu poder feminino. As ações do serviço abrem essas oportunidades. Ela floresceu de verdade, tudo se conecta, funciona. Muda vidas de verdade e para melhor”, afirma Maria Lourdes, coordenadora do Florescer Sudeste.

Ainda por conta da comunicação, foi que Francilene Cavalcante, de 48 anos, conseguiu montar seu próprio negócio. A mulher, que era atendida pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), outro serviço oferecido pela SMPM, passou a ser acompanhada pelo Florescer e realizou um curso de artesanato.

Ela começou a frequentar o serviço sem compromisso, através de amigas pelo WhasApp, mas desde que foi inserida, é uma das mulheres mais assíduas do Florescer. Através das amigas que conquistou no serviço, é motivada diariamente a fabricar seus produtos e vender para comunidade. “Aqui sinto vontade de viver”, conta emocionada. “Fiz amigas, faço acompanhamento psicológico e sou muito bem tratada. Sou uma nova mulher”, finaliza.

Foto: Divulgação (SMPM)

Secretaria da Mulher firma parceria com Instituto Avon para abrigamento de mulheres em situação de violência

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) firmou parceria com o Instituto Avon (IA) junto ao Programa Acolhe, que prevê o acolhimento temporário de mulheres e meninas em situação de violência doméstica em Teresina. A iniciativa é mantida pelo Fundo de Investimento Social pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Meninas, criado pelo IA e pela rede de hotéis Accor.

De acordo com a secretária-executiva da SMPM, Marcela Portela, a principal atuação do programa é reduzir os impactos da violência contra as mulheres, apoiando os serviços públicos de abrigamento e proteção. Em Teresina, a SMPM através do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), torna-se porta de entrada para as mulheres em situação de violência.

“A mulher em risco passa pela triagem e avaliação no nosso serviço de referência”, explica Marcela. “Mulheres sem abrigamente, recebem hospedagem, alimentação, serviço jurídico e psicológico através do Programa Acolhe por 15 dias”, destaca a secretária-executiva.

No local, as mulheres podem se acomodar juntamente com seus filhos que sejam menores de 18 anos. Ainda conforme Marcela Portela, o projeto vem agregar a construção ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Mulher no que diz respeito ao enfrentamento das violências.

“Nós buscamos esse diálogo com o Instituto Avon para poder somar forças com as parcerias e o serviço que já oferecemos através da Secretaria da Mulher”, ressalta a secretária. “Foi uma iniciativa que tomamos e vem se tornando positiva nas reuniões que já tivemos com os responsáveis pelo Programa Acolhe”, finaliza Marcela.

Mulheres atendidas pelo Creg participam de projeto nacional de cinema em Teresina

O acesso ao debate sobre a condição da mulher na sociedade ainda é pouco debatido. A falta desses problemas, por sua vez, corrobora com que assuntos sobre o machismo e enfrentamento à violência doméstica estejam cada vez menos na mira de soluções. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) realizou nesta sexta-feira (12) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de violência Esperança Garcia (CREG).

No espaço, as mulheres são acompanhadas com psicólogas, serviço jurídico e social para romper o ciclo da violência. O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne” e narra as diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas. Após a exibição, foi realizada uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade.

Para a Secretária, Karla Berger, a atividade coloca Teresina em uma importante rota de debates sobre gênero e cinema. “O Centro de Referência tem como maior objetivo romper o ciclo de violência e machismo”, analisa. “E assim, por meio da cultura, a gente consegue trazer uma nova visão sobre a vida dessas mulheres”, conclui a secretária.

Maria*, uma das mulheres atendidas pelo CREG, ficou emocionada ao longo da sessão e destacou que se identificou em diversas situações expostas no documentário. Ela confessa que inicialmente estava com dificuldades emocionais para sair de casa, mas que estava feliz de ter participado do momento.

“Tenho certeza de que sairei daqui muito mais corajosa”, frisou a mulher atendida. “Desde que entrei no serviço, minha voz como mulher está muito mais fortalecida, me sinto muito mais empoderada”, finaliza Maria.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do Instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

*Nome fictício para poder preservar a identidade da vítima

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer participam de oficina de Bolsas

Com um mundo globalizado e o mercado de trabalho cada vez mais exigente, aliado à pouca oferta de emprego formal, muitas mulheres encontram-se em situação de desemprego. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou nessa terça-feira (9), uma oficina profissionalizante de bolsas com as mulheres atendidas pelo serviço Florescer Sudeste.

A realização da oficina  profissionalizante no Florescer visa empoderar mulheres através da busca pela autonomia financeira. A  Secretária da SMPM, Karla Berger, pontua que o incentivo à independência financeira é a principal ferramenta para o cumprimento da missão Serviço: empoderar as mulheres.

(Foto: Ascom SMPM)

“A mulher moderna tende a buscar cada vez mais sua independência. A Secretaria da Mulher tem com um dos seus objetivos oferecer mecanismos para proporcionar essa independência de forma equânime a todas as mulheres”, analisa a secretária. “Dessa forma, oficinas como essas são de suma importância para incentivar a autonomia financeira”, conclui Karla Berger.

(Foto: Ascom SMPM)

É o caso de Antônia Lúcia, uma das mulheres atendidas pelo Serviço. Ela explica que conheceu o serviço através do convite de uma amiga e participou da oficina para poder empreender e ter um aumento de renda.

“Hoje foi um dia fundamental, um dia de muito aprendizado, fico muito feliz por não ter deixado a oportunidade passar”, comemora Antônia. “Tenho certeza que depois dessa oficina será muito  útil para minha carreira profissional”, finalizou a mulher.

(Foto: Ascom SMPM)

 

 

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer participam de projeto nacional de cinema

O debate sobre as condições de desigualdades de gênero ainda acontecem na nossa sociedade de forma pouco didática. Essa situação, por muitas vezes, é o que provoca o pouco acesso e conhecimento dos serviços e direitos destinados para mulheres em todo o Brasil. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM), realizou nesta terça-feira (9) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, localizado no Povoado Salobro, zona rural da capital.

Fotos: Ascom SMPM

O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne”. Apresentado em uma animação, ele apresenta diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas, representando suas experiências distintas.  Após a exibição, foi realizado uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade

Para a Secretária a SMPM, Karla Berger, a escolha do projeto em contemplar o Serviço Florescer proporciona que as mulheres atendidas estejam cada vez mais incluídas nas discussões sobre o gênero feminino. Isso porque, o público atendido pelo serviço é compreendido por mulheres que vivenciam duplas e triplas jornadas – maternidade, profissão, atividades domésticas, estudo.

“Com isso, muitas mulheres quase não têm tempo para estar dentro das discussões que permeiam as suas próprias existências”, analisa. “São atividades e parcerias como essas que podem trazer elas para dentro, aguçar o conhecimento sobre seus direitos, provocar o verdadeiro empoderamento feminino”, conclui a secretária.

Geisiele Pereira, uma das mulheres atendidas, relata que ficou bastante emocionada durante a sessão. Ela conta que se identificou com os relatos descritos no documentário e frisou a necessidade de se emponderar enquanto mulher para poder ser respeitada. Além disso, pontuou a existência de serviços como o Florescer, que fortalecem o compromisso de garantir o acesso à informação dos seus direitos, saúde, lazer e acolhimento.

“É impossível não se emocionar quando a gente percebe que todas as mulheres tem histórias parecidas por conta do machismo”, conta Geisiele. “Desde que entrei no serviço tenho reconhecido cada vez mais a importância do empoderamento feminino, de ser dona da minha própria voz”, destaca a mulher.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

No Piauí, o projeto é coordenado pela estudante de jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Vitória Pilar. Frente à execução das atividades no estado desde 2019, a jovem destaca que as ações promovidas pelo ICEM colocam o Piauí em uma importante rota de debates sobre temas sociais e democratiza o acesso de mais pessoas às obras em audiovisual produzidas no Brasil.

Secretaria da Mulher participa de evento voltado para erradicar trabalho infantil na Comissão Aepeti

A Secretária de Políticas Públicas para Mulheres esteve presente em um evento desta sexta-feira (29) da Comissão Municipal das Ações Estratégicas do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (Aepeti). No encontro, a equipe técnica da SMPM realizou uma roda de conversa sobre violência doméstica e a participação da pasta dentro da rede de enfrentamento a violência contra à mulher.

A Comissão faz parte da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Fotos: Ascom SMPM

Durante a atividade foi debatido sobre os direitos da mulher e como acessar os serviços de enfrentamento à violência de gênero na capital. Joseli Barbosa, psicóloga da SMPM, ressaltou sobre os serviços de atendimento social, psicológico e jurídico fornecidos pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia e o Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e Suas Crianças: Florescer.

“Desde criança, a menina já possui seus direitos voltados à perspectiva de gênero”, destaca Joseli. “O contato com as famílias é importante para que eles tenham consciência de qual serviço procurar quando uma menina tem seus direitos cerceados ou sofre algum tipo de violência”, frisa.

A atividade tinha como objetivo debater sobre estratégias de ações do programa de erradicação do trabalho infantil. Participaram em torno de 30 pessoas, entre homens, mulheres, crianças e adolescentes, moradores do bairro Redenção, zona Sul de Teresina.Amanda Regina, uma das mulheres da comunidade, revelou que não conhecia o serviço e que ter acesso às atividades ajuda a comunidade a saber como se defender em situações de violência.

A coordenadora da Comissão da Aepeti, Franciana Beleense, informou que a ação da SMPM possui bastante pertinência, uma vez que as pessoas atendidas pela comissão enfrentam diversas vulnerabilidades sociais. “A iniciativa tem como objetivo de trazer vivencias de ações dos orgãos que compõem essa comissão, com as crianças e seus familiares, ações essas que façam a comunidade conhecer os seus direitos, e também alertar sobre o trabalho infantil.”

Mulheres atendidas pelo Serviço Florescer Sudeste  participam de Workshop sobre mercado de trabalho

Devido às mudanças que a covid-19 trouxe cada vez mais recorrentes no que desrespeito ao recrutamento e entrevistas de emprego, tornando o mercado de trabalho mais exigente e os processos mais modernos. Na manhã desta quinta-feira (28), as mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, na zona Sudeste de Teresina, participaram do Workshop do Balcão do Trabalhador. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Fundação Wall Ferraz (FWF).

Fotos: Ascom SMPM

Durante o workshop, foram abordados  assuntos, desde a elaboração correta de um currículo a estratégias de entrevista para as mulheres. A Secretária da SMPM, Karla Berger, reforça que atividades como essa são de suma importância para que assim as mulheres tenham maior autonomia e independência financeira, reforçando o objetivo do serviço Florescer: empoderar mulheres.

“É de suma importância atividades como essas, para que tenhamos cada vez mais incentivos à inserção da mulher no mercado de trabalho, desmistificando a ideia de que a mulher é apenas a colaboradora do lar”, frisa a Secretária. “Por conta disso, é importante reforçar e contribuir para a construção de uma mulher cada vez mais independente”, reforça Karla Berger.
É o caso de Marley De Oliveira, participante do Serviço Florescer há 1 ano, na unidade da Zona Sudeste. A mulher relata que o serviço tem sido de muita importância para ela e seu filho e que, agora, se sente muito mais capacitada para participar de entrevistas de emprego. “Foi uma manhã de muitos aprendizados, atentei-me para muitas temáticas que não tinha conhecimento em relação ao mercado de trabalho, até mesmo a construção do meu currículo de forma correta”.
O palestrante do Workshosp, Átila Araújo, destacou o processo de modernização que as entrevistas sofreram após pandemia, como criação de entrevistas online e currículos digitais. Por isso, a capacitação vai desde a postura correta, vestimenta e cenário das entrevistas.

#MeninasOcupam: Jovem de 18 anos é secretária de Comunicação por um dia em Teresina

Maria Eduarda, de 18 anos, realizou a ocupação simbólica na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) nesta quarta-feira (27). A jovem fez parte da campanha “Meninas Ocupam”, uma realização da ONG Plan International, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A campanha acontece mundialmente, em torno de 70 países, e na capital vai acontecer durante todo o mês de outubro, em alusão ao Dia da Menina.

Na sua manhã como secretária simbólica, Maria Eduarda conheceu o secretário Lucas Pereira e a chefe de jornalismo, Cintia Lucas. Na sede da Semcom, a jovem conheceu de perto as atividades desenvolvidas pela pasta e entendeu como a comunicação municipal é desenvolvida pelos servidores.

Ainda durante a visita, Maria Eduarda, que é uma jovem da comunidade rural, sugeriu propostas que pudessem incluir educação digital para meninas e meninos em Teresina. Além disso, Maria deu enfoque à campanha “Meninas Contra as Fake News”, desenvolvidas pela ONG Plan, que visa engajar meninas contra a desinformação na internet.

O secretário Lucas destacou a importância do município em abraçar a causa, uma vez que os órgãos públicos e as pessoas estão diariamente recebendo fake news através de suas redes sociais e as plataformas digitais. “É de grande importância que projetos como esse existam para melhorar cada vez mais a nossa comunicação”, pontua o secretário. “A Prefeitura de Teresina apoia essa causa e se engaja por uma capital cada vez mais livre de fake news e segura para todas”, finaliza.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, destacou a importância dos projetos de educação para as meninas. Segundo ela, é a partir da geração de crianças e suas demandas que se pode fortalecer as demandas de forma articulada com outros setores. “Cuidar das nossas meninas é uma tarefa de várias gestões, afinal, somos uma gestão integrada”, complementa.

Sobre a Plan International

A Plan International é uma organização humanitária e de desenvolvimento não governamental e sem fins lucrativos, que promove os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. A pobreza, violência, exclusão e discriminação ainda são problemas sociais que mais afetam no mundo, por isso, a ONG atual para proteger os direitos de meninas em situação vulnerável.

A ONG chegou ao Brasil em 1997 e, desde então, vem se dedicando a garantir os direitos e promover o protagonismo das crianças, adolescentes e jovens, especialmente meninas, por meio de seus projetos, programas e ações de incidência e de mobilização social.

Foto: Divulgação (SMPM)