SMPM firma parceria com faculdade particular em benefício das mulheres

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina firmou uma parceira com o Núcleo de Prática Jurídica da faculdade FATEPI/FAESPI. O ato foi registrado nesta segunda-feira (28).

Na primeira atividade, foi desenvolvida uma roda de conversa sobre Direito da Mulher, com as mulheres atendidas pelo Serviço de Atendimento às Mulheres e suas Crianças, Florescer da zona Norte, além da entrega de Cestas Básicas e Kits Higiênicos.

Fotos: Ascom SMPM

“Essa parceria é importante. Ao tempo em que faz uma ação social, também promove a dignidade dessas mulheres, atendendo questões jurídicas que podem garantir seus direitos enquanto mulheres, mães e cidadãs”, frisa a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da FATEPI/FAESPI, Nathan Pinheiro, a faculdade iniciou essa ação durante a pandemia, quando problemas nas comunidades foram potencializados. Assim, foi feita uma seleção de alunos para atenderem voluntariamente as demandas jurídicas de algumas regiões de Teresina, e o serviço Florescer Norte, foi um dos escolhidos para desenvolver essa atividade.

“A gente compreendeu a dinâmica do Florescer nesse papel de atrair as mulheres e suas demandas. Dessa forma, a gente soma esforços para as políticas públicas implantadas e dar continuidade para a garantia de direito dessas mulheres”, disse o coordenador.

Ivoneide Rodrigues, uma das mulheres que fazem parte do Florescer Norte há quatro anos, declarou que a atividade veio a acrescentar com o que já ocorre dentro do serviço.

“A gente nunca tinha tido a oportunidade de estar aqui tendo essa conversa. É uma forma de ficar por dentro das coisas, e como mulher, mudar a nossa vida. Eu mesmo tenho uma ação de paternidade que está tramitando na justiça há 20 anos, e vou a partir de agora procurar essa assessoria para sabe como devo proceder”, finaliza Ivoneide.

A secretária da SMPM, Karla Berger, enxerga na parceria uma forma de garantir os direitos das mulheres atendidas pelos serviços e mobilizar uma integração dos setores públicos e privados.

SMPM articula ações LGTBQIA+ para comunidades em Teresina

No encontro foi debatido sobre a saúde e saúde mental dessas comunidades, em especial, causada pela pandemia da covid-19 Foto(Ascom/SMPM)

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) esteve reunida, nesta terça-feira (18), para discutir ações e serviços para a comunidade LGBTQIA+ em Teresina. Foi recebido o Grupo Matizes, que trouxe demandas sobre a população não-binária, lésbicas, mulheres trans e travestis e o Coletivo Corpo Bixa, que visa trazer representatividade não-binária para Teresina.

“Enquanto secretaria, somos cientes da falta de representatividade e preconceitos vividos por essas comunidades, por isso esse momento de escuta é importante para entender as demandas dessa população e em seguida articular projetos e melhorias voltadas às causas”, disse Marcela Portela, secretária executiva da SMPM.

No encontro foi debatido sobre a saúde e saúde mental dessas comunidades, em especial, causada pela pandemia da covid-19. Além de políticas públicas de higiene básica e mental, com enfoque às mulheres encarceradas.

“Em Teresina, há muitas mulheres lésbicas em situação de drogadição e também violência. Com a secretaria, esperamos um apoio para essas mulheres, que vivem em situações de urgência”, ressaltou Marinalva Santana, representante do Grupo Matizes.

Durante a reunião, a secretaria foi convocada a pensar sobre como levar o serviço já ofertado pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) para essas mulheres.

Pandemia afeta mais o gênero feminino

Durante a pandemia da covid-19, além do medo em contrair a doença, mulheres vivenciaram a sobrecarga de trabalho dentro de casa. Trabalho, filhos e o serviço doméstico de acordo com o estudo da Organização Gênero e Número, dentro do ambiente doméstico, metade das brasileiras precisaram cuidar de alguém para além das suas atividades obrigatórias.

De acordo com a assistente social da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Caroline Leal, em tempos de crise humanitária, social ou política, os direitos das mulheres comumente são os mais afetados.

“A mulher teve que se adequar a uma nova rotina durante essa pandemia, observou-se dentro dos lares o aumento da jornada de trabalho, as mulheres tiveram que lidar com o isolamento, trabalho doméstico, o cuidado com o filho, além de conciliar com o trabalho no ambiente de seu lar, em Teresina não foi diferente do restante do Brasil”, afirmou Caroline Leal, assistente social da SMPM.

A advogada Justina Vale, de 43 anos, precisou adotar a rotina home office. Mãe de duas meninas, a servidora pública teve sua rotina intensificada com as atividades domésticas, cuidar das filhas e do trabalho.

“É muito difícil, tem o trabalho, o marido, a limpeza da casa e as preocupações porque o orçamento foi muito afetado. O lar, que antes significava descanso, se tornou cansaço e sobrecarga”, disse.

Tensão e preocupação redobrados foram os sentimentos vividos por Margarida Santana, de 59 anos. Empregada doméstica em Teresina, precisava chegar ao trabalho usando quatro ônibus por dia.

“A trabalhadora doméstica precisa sair de casa para ganhar o sustento e isso causa muito medo. Eu tive muito medo de ser demitida e ficar sem renda. Era medo do vírus, medo do desemprego, fome e necessidade. Nosso “psicológico” fica muito debilitado”, declarou Margarida.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Confinada com o agressor, o Anuário da Segurança Pública do estado do Piauí revelou um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. No entanto, houve uma queda no registro de boletins de ocorrência, mas segundo dados da Secretaria da Mulher de Teresina, ocorreu o aumento da busca pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia.

“Constamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, disse a coordenadora do CREG, Roberta Mara.

Foto: Divulgação (Arquivo PMT)

Selo Dona Saló contempla empresas de Teresina

Na manhã desta terça-feira (15) ocorreu no Palácio da Cidade, a entrega da  2ª Edição do Selo Dona Saló, realizada pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Turismo (SEMDEC).

Fotos: Rômulo Piauilino

O prêmio certifica empresas privadas de pequeno, médio e grande porte localizadas em Teresina, que estabeleçam e atuem com programas e ações em prol da equidade de gênero.

O presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano – Eturb, João Duarte, o Pessoinha, que durante a solenidade, representou o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, ressaltou a importância das empresas de investir nas mulheres e na equidade de gênero.

“ A construção de uma visão potente que contribua para que as empresas invistam em inclusão passam por dois caminhos o da economia inteligente e do reconhecimento dos direitos e das realidades que estimularam o desenvolvimento da igualdade de gênero, como esse prêmio do selo que é um estímulo a mais para que a gente sempre trabalhe com equidade de gênero”, disse o presidente da Eturb.

A secretária Karla Berger, da SMPM reforçou o impacto da equidade de gênero nas empreas.

“A equidade de gênero dentro das empresas é de fundamental importância, não apenas como forma de justiça social, afinal ações que estimulem essa equidade impactam positivamente no desenvolvimento financeiro das empresas”, afirmou.

Nesta edição 09 empresas foram contempladas, elas apresentaram projetos ou programas baseados nos seguinte critérios: responsabilidade social, enfrentamento a violência, assédio dentro e fora do local de trabalho, incentivo à educação, equidade salarial e valorização das suas atividades

“O Selo é muito importante, pois valoriza as causas em defesa dos direitos das mulheres. Faz-se necessário divulgar e fortalecer a importância deste selo, para que mais empresas sejam contagiadas”, pontua o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcelo Eulálio.

Barbara Melo, gerente de Responsabilidade Social da Agea – Águas de Teresina, disse que fica muito orgulhosa em participar e ganhar o Selo Dona  Saló, pois ele, representa a visão da Águas de Teresina, que é oportunizar a todos igualmente, independente de gênero e entendendo peculiaridade de cada um.

Lista das empresas ganhadoras da 2ª Edição do Selo Dona Saló:

-ÁGUAS DE TERESINA SANEAMENTO SPE S/A –

-ALMAVIVA DO BRASIL – TELEMARKETING E INFORMÁTICA S/A

-BIOANÁLISE LTDA

-BOTICA FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO

-CREDISHOP S A ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO

-HOSPITAL DOS OLHOS FRANCISCO VILAR

-HOT SAT TELECOMUNICAÇÕES LTDA

-LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS BIOLAC LIMITADA – LABLIFE

-LABORATÓRIO  DE ANALISES – CLINICAS BIOLAC LTDA

-ULTRA-X LTDA 

SMPM e SEMDEC lançam inscrições para 3° Edição do Selo Dona Saló

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) lançam nesta terça-feira (15) o regulamento para as inscrições da 3° Edição do Selo Dona Saló.

O reconhecimento certifica empresas privadas de pequeno, médio e grande porte localizadas em Teresina, que estabeleçam e atuem com programas e ações em pro da equidade de gênero. As empresas inscritas devem alcançar os seguintes critérios: empregabilidade e liderança de mulheres, igualdade salarial, saúde e qualidade de vida, incentivo à educação e prevenção à violência.

“O Selo Dona Saló é um reconhecimento para impulsionar as empresas a se preocuparem com a equidade de gênero, para garantir que haja um mercado de trabalho na nossa capital que abrace as necessidades e os direitos femininos. É um assunto de muito interesse da Prefeitura Municipal e que mostra a mobilização de mais empresas para participar do prêmio, logo, garantindo mais programas para mulheres”, declarou a secretária da SMPM, Karla Berger.

Para Flaviany Paiva, gerente do setor de Recursos Humanos da empresa CrediShop, uma das empresas ganhadoras do prêmio, a premiação condecora e valoriza empresas que se preocupam com a igualdade de gênero.

“O Selo Dona Saló é um reconhecimento das práticas de equidade de gênero que nos fortalece a continuar nesse propósito, de nos mantermos firmes com ações para mulheres, ser um exemplo em Teresina e incentivar que outras empresa participem do prêmio e estimule mais ainda essas ações na capital”

As inscrições das empresas iniciam a partir das 8h no dia 15 de junho de 2021 e encerram às 23h59 do dia 15 de julho de 2021.

O preenchimento dos formulários disponibilizados nos endereços  http://smpm.teresina.pi.gov.br/http://semdec.teresina.pi.gov.br/ e https://www.ufpi.br/.

Como requisito para as inscrições, as  instituições privadas devem possuir CNPJ ativo, com o mínimo de 10 colaboradores e estejam em dia com as obrigações trabalhistas, não tenha sofrido denúncia de trabalho escravo e infantil, abuso e discriminação de gênero.

SMPM entrega braceletes para mulheres  do Florescer Salobro

O bracelete ajuda a mulher a entender sobre período fértil e infértil, como também monitorar seu fluxo Fotos(Ascom/SMPM)

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), em parceria com o projeto Plan International Brasil, entregou nessa quarta-feira (9) cerca de 40 braceletes menstruais para mulheres da comunidade Salobro, zona rural Sul de Teresina.

A ação tem como objetivo conscientizar sobre a saúde e higiene menstrual, como também quebrar tabus sobre a menstruação, por meio dos serviços já prestados dentro do projeto Florescer. Durante o evento, foi realizada a oficina para produção do adereço e debatida a importância da saúde da mulher.

De acordo com Thayná Lima, facilitadora de projetos da Plan International, o bracelete ajuda a mulher a entender sobre período fértil e infértil, como também monitorar seu fluxo.

“Muitas meninas e mulheres não discutem sobre menstruação, o que acaba afastando elas do sistema de saúde. A campanha pretende quebrar esse tabu, aproximando elas da sua saúde e seus corpos”, informou Thayná.

Ciente da proposta, a SMPM abraçou a campanha em benefício das mulheres de Teresina. Outras oficinas e palestras estão agendadas para acontecer dentro dos Serviços Florescer Norte e Sudeste.

“É um projeto que informa e empodera mulheres, por isso, é muito importante para a secretaria estar com essa parceria dentro dos nossos serviços”, frisou Nathalie Ciarlini, psicóloga da SMPM.

Como funcionam os braceletes?

O kit é formado por 28 miçangas. A pulseira, que pode ser customizada, mostra todo o ciclo menstrual, desde os dias de sangramento ao período fértil, sendo caracterizado por miçangas vermelhas (período de sangramento), laranjas (período fértil) e rosas (período infértil).

O bracelete pode ser usado por meninas, mulheres, homens trans, pessoas não binárias e interssexuais que menstruam ou que ainda vão menstruar.

O que é a Plan International
 
A Plan International é uma organização humanitária e de desenvolvimento não governamental e sem fins lucrativos, que promove os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. Suas estratégias de incidência política e mobilização social pautam as demandas das meninas em novos espaços do Legislativo, Executivo e na sociedade civil, alcançando todo o território nacional.

Em 2021, a Plan e a marca Intimus realizou a doação de absorventes e protetores diários e milhares de cartilhas sobre educação menstrual para mais de 40 mil mulheres e meninas que vivem em situações de vulnerabilidade em comunidades da Bahia, Piauí, Maranhão e São Paulo. Recentemente, junto à SMPM vem realizando oficinas, palestras e eventos sobre saúde e higiene menstrual para meninas e mulheres de Teresina.

Reunião discute atendimento à mulheres em situação de violência

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM) deu início às reuniões do Fórum Balançando a Rede, nesta segunda-feira (31) para discutir sobre as demandas da Casa Abrigo “Mulher Viva”.

“Discutir ações para a mulher em situação de violência é necessário, para que essa mulher seja atendida de forma humanizada e técnica para esse público”, disse a secretária da SMPM Karla Berger.

Atualmente, a maior demanda do local, que abriga mulheres em situação de risco de morte e em situação de violência doméstica e familiar, é do município de Teresina, por isso a necessidade de dialogar com a rede e articular o atendimento.

“Esse momento se fez de extrema importância para debater as dificuldades do Abrigo, afinal a porta de entrada para as mulheres em situação de violência de Teresina é o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), através da SMPM, afirmou Ana Cleide.

Estiveram presentes no encontro representantes do Centro de Referência a mulheres em situação de violência Esperança Garcia (CREG), o Serviço Florescer, Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM), Coordenadoria Estadual de Políticas para Mulheres, Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Francisca Trindade, Casa Abrigo Mulher Viva, Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPPI), Ministério Público do Piauí (MPPI), Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Polícia Militar do Piauí – Patrulha Maria da Penha, Departamento Estadual de Proteção à Mulher, 5ª Vara Cível e Criminal (Maria da Penha), Guarda Maria da Penha, Gerência de Saúde Mental, Gerência de Proteção Social Especializada.

Sobre o Casa Abrigo “Mulher Viva”

Casa Abrigo Mulher Viva foi criada em 2014. É um serviço de proteção às mulheres em situação de violência domestica e familiar e que encontram-se em risco iminente de morte, funcionando em caráter sigiloso e mantido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (SASC). A Casa possui capacidade para 20 pessoas entre mulheres e seus filhos, durante o período de até três meses em que estejam em situação de violência e risco de morte. Durante sua estada na casa, as mulheres e as crianças recebem atendimento psicossocial, de saúde e jurídicos, além de participar de oficinas.

Atualmente, a maior demanda do local, que abriga mulheres em situação de risco de morte e em situação de violência doméstica e familiar, é do município de Teresina. Foto Ascom (SMPM)

Secretária da SMPM visita instalações da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina (SMPM), Karla Berger, acompanhada da assistente social da secretaria, Caroline Leal, a pedido do prefeito de Teresina Doutor Pessoa, estiveram na capital maranhense para conhecer a Casa da Mulher Brasileira.

“Como vamos administrar em breve a Casa da Mulher Brasileira em Teresina, essa visita é importante para conhecer o funcionamento, entender os desafios que iremos ter”, disse Karla Berger.

A Diretora da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão, Susan Rodrigues, ressalta que ficou bastante feliz com a visita e considera que essa troca de informação é essencial e que vai ajudar bastante a SMPM na implantação da casa em Teresina.

Durante a visita, a secretária da SMPM, recebeu o convite da Secretária Estadual da Mulher do Maranhão (SEMU), Nayra Monteiro, para conhecer a sede da SEMU e a rede de atendimento e os projetos executados.

“Essa oportunidade de conhecer o serviço in loco, os instrumentais, conversar com as profissionais e ter essa troca de informação, é muito importante para analisar o que podemos implantar e melhorar, nos serviços desenvolvidos em Teresina”, afirma a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Casa da Mulher Brasileira

Um serviço inovador no atendimento humanizado das mulheres, do Governo Federal, que vai ser administrado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Teresina, que integra no mesmo espaço diferentes serviços especializados que atendem aos mais diversos tipos de violência contra as mulheres: Acolhimento e Triagem; Apoio Psicossocial; Delegacia; Juizado Especializado em Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres; Ministério Público, Defensoria Pública; Serviço de Promoção de Autonomia Econômica; Espaço de cuidado das crianças – Brinquedoteca; Alojamento de Passagem e Central de Transportes.

Durante a visita, a secretária da SMPM, Karla Berger conheceu a sede da SEMU/MA. Foto: Ascom (SMPM)

Mulheres atendidas pela SMPM recebem Capacitação Profissional

O primeiro curso de Capacitação Profissional para as mulheres atendidas no Florescer Sudeste iniciou na tarde desta segunda-feira (17) através de uma parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) com a Fundação Wall Ferraz (FWF). O curso ofertado é de Balconista de Farmácia e nele será abordado disciplinas de ética, cidadania, direito saúde, qualidade de vida e empreendedorismo.

“Identificamos a necessidades das mulheres do serviço Florescer terem uma capacitação, pensando nisso, dialogamos com fundação, que disponibilizou as vagas para o nosso público”, disse Iara Carvalho, técnica de articulação da SMPM.

Gleiciane de Souza Oliveira tem trinta anos e está a seis meses desempregada. Ela enxerga no curso a possiblidade de dias melhores e já visualiza até a oportunidade de ter a sua carteira assinada. “Quando você não se profissionaliza, é ruim, afinal o mercado de trabalho exige muito mais da gente a cada dia que passa. Eu creio que com essa oportunidade de aprendizado, vou sair daqui trabalhando”, enfatizou Gleiciane.

A parceira com FWF vai ofertar ainda, cursos de Manicure e Pedicure para as mulheres acompanhadas do Florescer Norte, localizado na bairro Matadouro.

“As alunas irão sair dos cursos totalmente capacitadas para participar de seleções de trabalho, multiplicando assim as suas chances de conseguir um emprego”, concluiu Luana Silva, instrutora do curso.

Foto: Ascom/SMPM

SMPM propõe políticas públicas voltadas para incluir população LGBTQIA+ no mercado de trabalho em Teresina

Nesta segunda-feira (17), a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) esteve presente em uma audiência pública da Câmara Municipal de Teresina, realizada de forma virtual, para tratar de programas e serviços para a população LGBTQIA+ em Teresina.

No dia 20 de abril, após reunião da secretária Karla Berger com Joseane Borges, presidente do Conselho Estadual LGBTQIA+, a SMPM enviou um pedido à Câmara Municipal de Teresina para realização da audiência, visando discutir a situação de vulnerabilidade das mulheres travestis e transexuais.

A Secretária Executiva, Marcela Portela, afirmou o compromisso da SMPM durante a reunião, principalmente nesta segunda-feira, que se celebra o dia internacional de combate a LGBTIfobia. Em audiência, ela citou os programas já oferecidos pela Secretaria para combater a violência contra esse público.

“São dados preocupantes, e nesta gestão, a SMPM conta com o serviço do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia, onde conta com significativas ampliações, passando a acolher mulheres em diversas violências do tipo lesbofobia, bifobia e transfobia”, declarou a Marcela Portela.

Além disso, a Guarda Municipal Maria da Penha, recentemente passou por processo de qualificação para melhor atuar em casos de violência contra mulheres travestis, transexuais, lésbicas e bissexuais.

Durante a reunião, foi sugerido pela SMPM, um em parceria com a Fundação Wall Ferraz, a criação de cursos de capacitação direcionados para o público LGBTQIA+. Como também, um mapeamento junto à comunidade para colher as necessidades e cursos de interesse dessa população em Teresina.

“É uma forma de inserir essas mulheres dentro do mercado de trabalho, mas também, saber o que de fato essas mulheres gostariam e consideram interessantes para que elas possam ter novas oportunidades na sociedade”, informou Marcela.

Na reunião estiveram presentes os vereadores Venâncio Cardoso, Pollyana Rocha, a deputada Flora Izabel, a coordenadora de Diversidade da Coordenadoria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, Brena Félix, a superitendente de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Assistência Social (Sasc), Janína Mapurunga, e Joseane Borges, gerente de enfretamento a LGBTfobia da Superitendência de Direitos Humanos da Sasc.