Prefeito decreta luto oficial pelo falecimento do médico Noé Fortes

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O prefeito Firmino Filho decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do médico Noé Fortes, na manhã desta quarta-feira. Noé Fortes deu grandes contribuições para a cidade de Teresina como médico e como gestor.

Noé Fortes era médico pediatra com atuação em nutrologia, medicina preventiva e integrativa. Na área acadêmica, foi professor da Universidade Federal do Piauí. Como gestor da área de saúde, foi diretor do Hospital Getúlio Vargas e do Hospital Lucídio Portela. Na área médica, foi presidente do Conselho Regional de Medicina e da Associação Piauiense de Medicina. Noé foi o primeiro gestor da Secretaria Municipal da Saúde de Teresina, deu relevantes contribuições na implementação de políticas públicas voltadas para a saúde dos teresinenses.

O chefe do executivo municipal aproveitou para prestar a solidariedade à família. “O Dr. Noé tinha uma grande história com a cidade e merece todas as nossas homenagens. Nos solidarizamos com a família e amigos neste momento de dor, reconhecendo o legado deixado por Noé Fortes na área da medicina na capital. A cidade de Teresina tem gratidão ao trabalho deixado por ele”, pontuou.

Confira a nota na íntegra:

Manifesto meu profundo pesar pelo falecimento do médico Noé Fortes, que aconteceu na manhã desta quarta-feira. Noé Fortes deu grandes contribuições para a cidade de Teresina como médico e como gestor.

Noé Fortes era médico pediatra com atuação em nutrologia, medicina preventiva e integrativa. Na área acadêmica, foi professor da Universidade Federal do Piauí. Como gestor da área de saúde, foi diretor do Hospital Getúlio Vargas e do Hospital Lucídio Portela. Na área médica, foi presidente do Conselho regional de Medicina e da Associação Piauiense de Medicina. Em Teresina, foi o primeiro gestor da Secretaria Municipal da Saúde e deu relevantes contribuições na implementação de políticas públicas voltadas para a saúde dos teresinenses.

Me solidarizo com a família e amigos neste momento de dor, ao mesmo tempo em que ressalto o legado deixado por Noé Fortes na área da medicina na capital e destacando ainda a gratidão da cidade ao trabalho deixado por este ilustre médico. Perder alguém especial, ainda mais em um momento como esse, é uma dor difícil de mensurar.

Covid-19: EPIs produzidos por costureiras dos Centros de Produção são entregues à FMS

A Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest) realizou a entrega de Equipamentos de Proteção Individual à Fundação Municipal de Saúde (FMS). Foram entregues 650 kits(máscara, touca e avental) e mais 13.300 máscaras avulsas. Até agora, mais de 24 mil máscaras já foram entregues para os profissionais que estão atuando no combate ao coronavírus.

Segundo o secretário da Semest, Ricardo Bandeira, a parceria com a Fundação irá continuar. “Nossa proposta é entregar, ainda essa semana, mais kits e máscaras para os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao coronavírus” afirma o secretário Ricardo Bandeira.

A parceria entre a SEMEST e a FMS tem como objetivo oferecer suporte em EPIs necessários a todos os funcionários das unidades de saúde, para que trabalhem com maior segurança e cuidados no combate à covid-19. O material está sendo confeccionado pelos grupos de produção que possuem parceria com a Semest, que tem fornecido os insumos para a produção dos equipamentos.

SDUs demarcam espaços em feiras livres e orientam colaboradores


A feira livre é um dos setores de comércio autorizados a funcionar neste período de pandemia em Teresina. Para evitar aglomerações nesses locais, as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) de cada região da cidade implantaram uma nova distribuição e organização das barracas, deixando mais espaço livre para circulação. Com essa medida, as pessoas que vão fazer compras podem circular com mais segurança.

O superintendente Executivo da SDU Centro Norte, Márcio Sampaio, ressalta que organização das barracas nas feiras livres está sendo realizada de acordo com as orientações a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Fizemos a demarcação nos Mercados do São Joaquim e do Mafuá. Estamos trabalhando para a segurança de todos que circulam e que trabalham no local. Além da organização e higienização, levamos uma pessoa da FMS para explicar para os colaboradores dos mercados a necessidade dessas medidas para a saúde de todos”, acrescenta.

A engenheira Araci Parente, da SDU Centro Norte, explica que a demarcação foi feita nas áreas de feiras livres para evitar que as pessoas que estão fazendo compras fiquem muito próximas uma das outras. “Organizamos as barracas para que as pessoas possam fazer as compras com mais tranquilidade e segurança”, acrescenta.

Araci reforça que, além da demarcação, os feirantes receberam as orientações de limpeza e de organização no acondicionamento do lixo. “Conversamos com todos eles e mostramos a importância de todas as medidas para evitar a disceminação do Covid 19”, explica.
A engenheira explica que conta com a colaboração dos feirantes no sentido de respeitar a delimitação previamente marcada. “Mostramos ainda a importância de nova organização nas feiras. Além disso, ressaltamos a necessidade do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), assim estaremos nos protegendo e cuidando também da segurança das pessoas que vão às compras. Vamos fazer também um trabalho de fiscalização a fim de assegurar a proteção de todos”, alerta.

Já na zona Sudeste, as feiras livres dos bairros Dirceu I e Renascença, que já tiveram os espaços demarcados, são alvos constantes de fiscalização. Os agentes da Gerência de Controle e Fiscalização (GCF), em parceria com a Guarda Municipal, fazem vistorias nos locais, orientando sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras, higienização das mãos e superfícies e distanciamento entre barracas, vendedores e clientes.

Além disso, assistentes sociais da Gerência de Habitação também fizeram o cadastro socioeconômico dos barraqueiros e monitoram a situação das famílias. “Como se trata de uma atividade essencial, que possui permissão para funcionamento, é muito importante que estejamos atentos ao cumprimento das normas nas feiras. O objetivo principal é evitar aglomeração e promover a conscientização tanto de barraqueiros quanto de consumidores”, alerta Isaac Meneses, superintendente da SDU Sudeste.

FMS realiza testagem para COVID-19 em profissionais das UBS

Ascom/FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) deu início à segunda fase da realização de testes rápidos de COVID-19 em profissionais que estão atuando na rede municipal. Agora, é a vez daqueles que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Até ontem (12), 1004 testes foram realizados nas UBS, dos quais 14 deram resultado positivo.

Segundo Karoline Alencar Rodrigues, gerente de Informações em Saúde da Atenção Básica da FMS, até ontem (12), 40 das 90 Unidades Básicas de Saúde em todas as áreas da cidade já haviam testado seus profissionais. “O trabalho está sendo realizado conforme agendamento organizado pelas Coordenadorias Regionais de Saúde, com a utilização do Teste Rápido SARS COV-2, que está sendo realizado nos locais de trabalho dos servidores”, informa.

Karoline Alencar esclarece ainda que, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, os profissionais que testaram positivo ficarão afastados por 14 dias, tempo suficiente para garantir que alguém que tenha sido infectado pelo novo Coronavírus não contamine pessoas próximas. “A Prefeitura de Teresina tem feito o monitoramento frequente dos profissionais para garantir que eles possam receber o tratamento necessário para a doença”, reitera a gerente.

A Unidade Básica de Saúde Boa Hora, na zona rural, é uma das que já foi testada. Como explica a enfermeira Lívia Viana, que atua na unidade. “Estão sendo aplicados testes rápidos do tipo sorológico, ou seja, que identificam a presença de anticorpos no sangue. “Um resultado reagente significa presença de anticorpos na amostra, indicando uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Os 16 profissionais testados na UBS foram todos não reagentes: ou seja, não apresentam infecção ativa por COVID-19”, conta a enfermeira, ressaltando a importância do trabalho com proteção adequada para atender à comunidade com segurança.

Decreto ressalta proibição da venda apenas de eletrônicos, eletrodomésticos e artigos de vestuário

As áreas destinadas à venda de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e artigos de vestuário dos supermercados, hipermercados, mercados e estabelecimentos congêneres deverão ficar isoladas. A venda destes produtos está proibida nestes espaços, por meio do decreto Nº19.671 que instituiu novas regras de funcionamento destes locais. (mais…)

Enfermeiros: amor e resistência em tempos de Covid-19

Ascom/FMS

“A gente sente medo e angústia, mas sente muito mais o compromisso com o nosso dever. Em tempos como esse, a gente sente mais a nossa importância e se percebe ainda mais apaixonada pelo que faz”. É assim que Klicia Rufino, 29 anos, resume a sua rotina como enfermeira na Ala Covid-19 da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Renascença, zona Sudeste da capital.  Hoje (12), quando é comemorado mundialmente o Dia do Enfermeiro, ela e os colegas dão um testemunho de amor e resistência no enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus.

“O plantão na Ala Covid-19 dura seis horas. Cada paciente que chega é um desafio. É uma vida a ser salva. Não há tempo a perder. Você não pode ficar pensando, tem que agir. Às vezes, chega um paciente jovem, bem e estável, e em duas horas ele desestabiliza. Isso dá um aperto na gente”, conta a enfermeira.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Manoel de Moura Neto, ressalta a importância dos profissionais de enfermagem no cotidiano das atividades de saúde no município: “É impossível fazer atividades de saúde sem o profissional enfermeiro. É a enfermagem quem  presta uma assistência de qualidade para o paciente, quem acolhe o familiar que lida diretamente com o tratamento. Nesse momento de pandemia, prestam assistência às pessoas afetadas pelo vírus, com risco da própria saúde. A FMS reconhece a importância desses profissionais e os parabeniza pelo seu dia, ao tempo que lhes agradece por cuidarem tão bem de Teresina e de sua população, diariamente”, comenta.

Para Klicia Rufino, todo desafio é compensado pelo amor: “A Covid-19 é desafiadora, estamos cansados física e psicologicamente, mas amamos o que fazemos e é esse amor o que nos move. É claro que há muitos cuidados a tomar, na paramentação, na desparamentação e ao chegar à nossa casa, para não nos contaminarmos e não contaminarmos nossas famílias. Estou sem ver meus pais, e meu marido, por estar em casa comigo, não está vendo os pais dele. Mas isso é transitório. Hoje, Dia do Enfermeiro, a gente para e pensa na nossa importância e em como é bom trabalhar no que se ama”.

Isolamento social em Teresina fica entre 46% e 50% na segunda-feira

Teresina registrou, na última segunda-feira (11), um percentual de isolamento social de 46%. O dado, coletado pela startup recifense InLoco por meio do monitoramento de 217 mil smarthphones, mostra uma alta em relação a índices anteriores, que já chegaram a registrar um isolamento social abaixo de 40% na capital. No entanto, o percentual continua bem inferior aos 73%, mínimo necessário para diminuir a propagação do novo coronavírus, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O monitoramento mostra ainda um ranking por regiões da cidade, no qual a zona leste apresenta o maior percentual de pessoas que ficaram em casa na última segunda-feira, com 48,7%. “Logo depois vem a região centro-norte, com 46,98%; seguida da zona sudeste, com 45,26%. A região que menos respeitou as determinações de isolamento social foi a zona sul de Teresina, com um percentual de apenas 44,78%”, aponta o analista de sistemas da Prefeitura, Eduardo Aguiar.

Quando se analisa de forma mais específica, a população da região da Avenida Frei Serafim, no Centro de Teresina, foi a que mais respeitou as medidas de isolamento, com 57,5% de sua população ficando em casa na última segunda-feira. Em seguida vem o bairro Aeroporto, zona norte, com 56,8%; seguido do Ininga, com 56,02%; Brasilar, com 54,75%, e Parque Brasil, com 53,95%. Na outra ponta da tabela, os bairros que menos respeitaram o isolamento social foram Angélica, Cabral, Flor do Campo, Vale do Gavião e Alegre, com percentuais de 33,3%, 35,6%, 40,1%, 40,1% e 40,5%, respectivamente.

Eduardo Aguiar explica que, além do monitoramento realizado pela statup InLoco, a Prefeitura de Teresina também passará a adotar dados gerados pelas operadoras de telefonia celular. Todos os celulares de Teresina estão conectados em uma estação de rádio-base. Quando há um deslocamento de uma estação para outra, ele detecta que houve essa mudança. É assim que o algoritmo das operadoras trabalha, com efeito que não necessita do GPS ligado dos celulares”, explicou.

Segundo essa outra base de dados, 50,5% dos teresinenses permaneceram em casa nesta segunda-feira. “Na capital, segundo os dados fornecidos pelas operadoras, há cerca de 1,4 milhão de celulares de pessoas residentes em Teresina, número bem superior aos quase 900 mil habitantes de Teresina. Essa divergência acontece porque uma pessoa pode ter mais do que uma linha telefônica ativa registrada em seu nome”, explicou Eduardo, destacando que, mesmo usando plataformas diferentes, os índices são semelhantes dentro da margem de erro.

A ferramenta permite saber qual o nível de respeito ao isolamento pelos usuários do aparelho celular, por meio do mapa de deslocamento produzido pelas operadoras. As informações de geolocalização são anônimas, portanto, não apontam a identificação individual do usuário. Além de Teresina, outras cidades brasileiras já usam essa tecnologia.

SMPM discute melhorias para o teleatendimento das mulheres em situação de violência

Com objetivo de discutir mecanismos de aperfeiçoamento para o teleatendimento à mulher em situação de violência na cidade de Teresina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) realizou um encontro virtual com a participação da especialista e doutora em violência de gênero, Wânia Pasinato.

Durante a conversa, a especialista destacou que passar do atendimento presencial para o teleatendimento não é um processo fácil. “É um processo de adaptação. O atendimento remoto é um desafio para todos, não temos essa prática no Brasil, exceto no ligue 180. Temos experiências muito pontuais de atendimento que sejam feitos de forma remota, com acolhimento e encaminhamento das mulheres”, destacou a especialista.

Os atendimentos às mulheres estão sendo realizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A coordenadora do Centro, Roberta Mara, afirma que desde a adoção das medidas de isolamento, foi verificada uma maior procura pelo Whatsapp, onde houve também uma intensa demanda por orientações de denúncia. “É uma situação em que a mulher está junto com o agressor e o contato pelo Whatssap facilita essa conversa, essa busca por informações e formas de denúncias”, ressaltou a coordenadora.

Na reunião foram apresentadas sugestões para ampliação do teleatendimento durante o período de pandemia, de padronização do atendimento remoto para trazer o respaldo institucional assim que as mulheres entrarem em contato, criação de novas plataformas para auxiliar no atendimento, como aplicativos de celular, entre outras propostas.

Também participaram do encontro, a secretária de Políticas para as Mulheres, Macilane Gomes; a gerente de Enfrentamento à Violência da SMPM, Lidiane Oliveira, assim como psicólogas e demais membros da rede de atendimento à mulher da SMPM que estão atuando nesse contexto de pandemia.