Formação com professores de língua portuguesa ensina estratégias para melhorar leitura

Ascom/Semec

Os professores de língua portuguesa das escolas municipais de Teresina participaram hoje (03) de uma capacitação onde aprenderam a apoiar os alunos na superação de algumas dificuldades. O grupo atua nas turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e estuda formas de melhorar as habilidades dos alunos, principalmente com leitura e escrita.

A formação é conduzida por especialistas do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Durante o encontro, os professores planejam de acordo com os resultados dos seus alunos no SAETHE, o sistema de avaliação próprio da Prefeitura de Teresina.

O diálogo com os professores de língua portuguesa foi no sentido de potencializar as estratégias do processo de formação do leitor e escritor em sala de aula. O objetivo é oferecer condições para que os alunos avancem de uma condição de menos proficientes para mais proficientes.

“Estamos buscando atingir os padrões de desempenho previstos nas avaliações, para isso é preciso ensinar estratégias de leitura aos estudantes”, explicou a coordenadora de Pesquisa Aplicada a Instrumento de Avaliação do CaEd, Hilda Micarello.

Segundo ela, formar os professores nesse sentido é importante para avançar nos resultados. “Os professores estão no dia a dia, em sala de aula, trabalhando pela melhoria do desempenho dos alunos. À medida que se apropriam dos resultados, eles têm mais instrumentos para conduzir essa prática e superar o que ainda é lacuna”, finalizou.

Amanhã (04), a capacitação no Centro de Formação Odilon Nunes será com os professores de matemática do 9º ano. Os docentes do 5º ano também passam por formação específica.

Equipe se reúne com Niède Guidon em busca de parceria para Floresta Fóssil

Ascom/Semam

Uma equipe de profissionais vinculados à Prefeitura de Teresina, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PI), além de outros profissionais renomados envolvidos no projeto de intervenção da Floresta Fóssil da capital, esteve no município de São Raimundo Nonato em busca de diálogo com a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM).

A comitiva, que foi mobilizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), se reuniu com a presidente da Fundação, a arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, que há mais de quatro décadas descobriu os mais importantes registros dos primeiros homens nas Américas, e que até hoje é guardiã desse tesouro arqueológico. A pesquisadora é responsável pela criação do Parque Nacional da Serra Capivara, que além de abrigar centenas de sítios arqueológicos, conta com o Museu do Homem Americano e Museu da Natureza.

A intenção da visita técnica ao Sul do estado foi propor à pesquisadora a formatação de uma parceria entre o município e FUMDHAM, voltada para o suporte nos trabalhos de paleontologia do Museu da Floresta Fóssil, já que a Fundação possui expertise para tais fins. Niède sinalizou que vai receber a proposta formal, a ser elaborada pela Prefeitura de Teresina, e colocará em deliberação junto ao conselho da Fundação tal possibilidade.

A reunião também contou com a presença de duas integrantes da FUMDHAM, Rosa Trakalo e Elizabete Buco, que há anos acompanham Niède na missão de preservar as riquezas daquela região. Ambas estiveram reunidas anteriormente com os técnicos, com o objetivo de iniciar esse diálogo.

Para o secretário da SEMAM, Olavo Braz, o suporte da Fundação poderá ser elementar para o museu.  “A  intenção é oferecer uma exposição de conteúdos de forma pedagógica, utilizando a tecnologia para atrair os visitantes e chamar atenção para preservação da nossa riqueza paleontológica”, disse ele, que esteve à frente dessa visita técnica.

O gestor foi acompanhado da coordenadora de Captação de Recursos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), Carmen Neudélia; do coordenador da Central de Licitações do Município e Conselheiro do CREA-PI, João Emílio Lemos; do arquiteto da SEMAM, Júlio Medeiros; do também Conselheiro do CREA-PI, Valdemar Machado; do conselheiro do CAU-PI, João Alberto Monteiro; do arquiteto cearense José Sales, envolvido no projeto de intervenção da Floresta Fóssil; e do diretor de produção do Museu da Natureza, Sérgio Santos, profissional que integra a equipe do renomado diretor artístico e curador Marcello Dantas.

Visita aos museus e sítios arqueológicos

Durante a passagem pela região do Parque Nacional da Serra da Capivara, os profissionais visitaram também as riquezas locais, como o sítio arqueológico Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Cerâmica da Serra da Capivara e os museus ali instalados.

O Museu da Natureza, por exemplo, utiliza tecnologia de ponta, aliando interatividade e realidade virtual para contar sobre a criação do universo, com foco nas mudanças climáticas. A intenção é buscar a aplicação de algo similar no Museu da Floresta Fóssil, a fim de valorizar a exposição do raro acervo paleontológico existente, composto por troncos permineralizados que permanecem em posição de vida (vertical), datando de 280-270 milhões de anos atrás.

Sobre a Floresta Fóssil

Para oferecer uma estrutura para o visitante, a Prefeitura de Teresina vai realizar uma intervenção no Parque Municipal da Floresta Fóssil, resultado de uma parceria com CAF- Banco de Desenvolvimento da América Latina. Com a reforma, o Parque contará, por exemplo, com um Museu de Paleontologia, Centro de Apoio ao Visitante e um Bloco de Administração. A obra, cuja licitação está sendo finalizada, receberá um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.

A área é tombada desde 2010 pelo Ministério da Cultura. Mas ainda em 1993, através de um Decreto Municipal, foi assegurado como Parque Municipal da Floresta Fóssil do Rio Poti. O local guarda informações importantes que representam fontes de pesquisa para estudiosos, uma vez que fornece dados de como a paisagem e o clima foram modificados ao longo do tempo no Piauí.

Técnicos da SEMEC participam de capacitação sobre segurança nas escolas

Buscando estratégias que melhorem a segurança dentro das escolas, um grupo de assistentes sociais da Gerência de Assistência ao Educando da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) participou de curso oferecido através de parceria com a Faculdade Latino Americano de Serviço Social com a temática ‘Capacitação em convivência escolar e metodologia de intervenção’.

O curso foi dividido em três módulos de atividades, teorias, pesquisas e intervenção. O projeto permite a realização de ações através de uma metodologia de intervenção mais sustentável, saindo de diagnósticos baseados no senso comum.

Madalena Leal, gerente de Assistência ao Educando da SEMEC, explica que a qualificação dos profissionais permite uma melhor intervenção. “Ao perceber tipos de violências camufladas como brincadeiras, com o olhar de pesquisador e fundamentação teórica, conseguimos pensar em estratégias diferenciadas e muitos simples para a solução do problema”, disse.

Para trabalhar as ações estratégicas, Madalena conta que foi realizado um diagnóstico sobre os tipos de violência que acontecem dentro das escolas, observando momentos específicos da rotina escolar e realizando questionários e entrevistas com os professores, gestores e os alunos.

Após o diagnóstico dos tipos de violência, a equipe elaborou um plano de ação junto com as escolas envolvidas. “Identificamos que os alunos têm uma relação ótima com os professores, gostam da escola, mas percebemos que na hora do recreio eles ficam muito agitados e soltos. Nossa proposta é um recreio monitorado, com direcionamento, envolvendo toda a equipe da escola,” destacou.

O projeto também conta com a participação da Secretaria Municipal de Politicas Públicas para Mulheres (SMPM), Fundação Municipal de Saúde (FMS), Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Politicas Integradas (SEMCASPI), Casa de Zabelê e Guarda Municipal, que atuaram junto à SEMEC nas escolas municipais Mocambinho, Galileu Veloso, Antônio Dílson Fernandes, Antônio Gayoso e José Nelson de Carvalho, localizadas na zona Norte de Teresina.

Médico alerta que manchas na pele podem ser sinal de Hanseníase

Uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde, não descasca, não incomoda pode ser perigosa e sinal de Hanseníase. O alerta é do médico Jaison Antônio Barreto, que é facilitador do projeto Brasil Livre da Hanseníase e está em Teresina até o dia 5 de abril para executar a segunda etapa desse projeto, com o treinamento de profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da capital.

“O projeto é do Ministério da Saúde e busca diminuir a carga dessa doença em 19 municípios de seis estados endêmicos. Avaliamos que Teresina está tendo um resultado espetacular e, na primeira etapa, houve um aproveitamento muito bom por parte das equipes de saúde”, ressaltou Jaison, informando que a ação de capacitação transformou Teresina no município dos 19 que mais detectou novos casos da doença e, consequentemente, possibilitou o tratamento.

Ele explica ainda sobre as complicações da doença e as vias de tratamento na rede pública. “A pessoa perde força, mobilidade, pode ficar cego, ter deformidade no nariz, apresentar esterilidade, impotência sexual, insuficiência renal, além de ser um transmissor da doença. O paciente tem que se tratar. É importante que saiba que o tratamento está disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde da cidade”, alertou.

Segundo Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, a hanseníase é uma doença que afeta os nervos periféricos com manisfestações na pele. “Como a forma de transmissão do bacilo é por via aérea (através do espirro e tosse), os contatos domiciliares têm maior chance de virem adoecer por respirarem o mesmo ar ambiente. Então, a FMS também realiza a vigilância de contatos , que é uma estratégia de busca ativa para diagnóstico precoce da doença”, explicou.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, o objetivo é capacitar o maior número de profissionais e dar continuidade, na capital, às ações de combate a doença. “A Fundação mantém uma completa rede de assistência, composta por 90 UBS que disponibilizam o tratamento. Caso haja necessidade, o usuário pode ser direcionado para locais de referência (Hospital Universitário, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do HGV)”, lembrou.

Prefeitura de Teresina assina termo de cooperação com Agência Francesa de Desenvolvimento

Rômulo Piauilino

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, e representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento assinaram na manhã desta quarta-feira (3), no Palácio da Cidade, um termo de cooperação visando uma parceria de longo prazo entre a agência de fomento e a prefeitura da capital piauiense para enfrentar questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Entre os projetos está o Observatório da Mobilidade, que será utilizado para armazenar de forma segura, utilizando a tecnologia Blockchain, os dados relativos ao transporte público, que serão disponibilizados para a população. A iniciativa foi selecionada pela AFD para receber um financiamento de 500 mil Euros.

O termo visa a construção de uma parceria entre os dois órgãos, com a AFD fornecendo, em um primeiro momento, capacitação técnica para servidores da prefeitura de Teresina, compartilhando a experiência que tem em projetos de sustentabilidade em mais de 100 países ao redor do globo. A missão do órgão internacional é liderada pelo Diretor-Geral adjunto da AFD, Philippe Bauduin, que explicou os motivos que fizeram a agência de fomento se interessar em estabelecer parcerias com a Prefeitura de Teresina.

“Para nós não é uma aposta. Acreditamos que a AFD compartilha com a cidade de Teresina muitas coisas em comum, como por exemplo a forma de ver o desenvolvimento urbano. Essa convicção é que fez com que assinemos hoje esse termo de cooperação que, para nós, é um ato fundador. Nossa ambição é trabalhar o mais perto possível com os cidadãos e os governos locais, com atores privados e atores públicos. Em Teresina, tanto pelos projetos que desenvolve como pela visão de longo prazo do prefeito Firmino Filho e da sua equipe, é uma ilustração perfeita do que a AFD pode fazer em um país como o Brasil”, explica o diretor.

“Estamos consolidando essa cooperação entre a prefeitura de Teresina e a AFD, que tem expertise nessa parte de sustentabilidade. Através dela mais de 100 países são apoiados com seus projetos e com seus financiamentos. Para nós é uma grande honra receber o diretor dessa agência que nos escolheu. Nós esperamos que possamos avançar na nossa agenda de longo prazo com auxílio de toda inteligência que a AFD tem nessa área dos desafios de sustentabilidade”, comemorou o prefeito Firmino Filho.

Entre os projetos, o Observatório da Mobilidade é o que encontra-se mais avançado, em fase de finalização do termo de referência para que seja licitada a execução. A iniciativa prevê o armazenamento dos dados do transporte público, como rotas, relatórios de viagens e outros, em uma plataforma que ficará disponível para a população, tornando a gestão mais transparente e também mais eficaz.

“O observatório da Mobilidade vem para melhorar a operação do transporte público. Teresina tem feito um grande investimento na parte de infraestrutura e visa melhorar também essa operação. Nós queremos ser referência na parte tecnológica e de inovação para melhorar a gestão da operação dos ônibus. A longo prazo, a gente quer evitar a evasão do transporte público para outros modais de transporte privado e, com isso, ter uma mobilidade mais sustentável, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa”, explica Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

Gabriela destaca que o termo assinado hoje, porém, vai muito além do Observatório da Mobilidade. “É um avanço multisetorial, que vem para trazer mais conhecimento e capacidade técnica, tocando temas transversais como mudanças climáticas, equidade de gênero, e outros. É uma preparação para operações de financiamentos futuros para construir uma Teresina melhor”, comenta.

“É uma honra para Teresina trabalhar em parceria com um órgão de sucesso internacional como a AFD. É uma mostra da capacidade da prefeitura e do reconhecimento que ela tem para enfrentar o desafio do desenvolvimento sustentável, que é uma questão global”, finaliza o secretário municipal de planejamento e coordenação, José João Braga.

Strans interditará as alças da Ponte Estaiada para show nesta quarta-feira (03)

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) interditará as duas alças de acesso da Ponte Estaiada, sentido Leste/Oeste e Oeste/Leste, a partir das 18h desta quarta-feira (03) devido ao show da cantora Marília Mendonça, que se apresentará no estacionamento da Ponte Estaiada. Na Raul Lopes, a alça que dá acesso a Avenida Dom Severino também será bloqueada.

De acordo com o gerente de Operação e Fiscalização da Strans, Denis Lima, equipes da Superintendência estarão presentes no local para orientar os condutores.

“Durante todo o show as equipes de fiscalização estarão no local para orientar os condutores. Alguns pontos serão bloqueados para dar mais segurança à população. Nesses casos, sempre pedimos que as pessoas procurem meios de transporte alternativos, como ir de táxi ou de ônibus”, declarou o gerente.

Pontos críticos são monitorados e reparados pela SDU Leste após fortes chuvas

Na manhã desta quarta-feira (03) a Gerência de Serviços Urbanos e de Obras e Serviços da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU Leste) estão atuando em conjunto, percorrendo os bairros da região e monitorando os pontos mais críticos para providenciar os reparos necessários. A ação tem o intuito de amenizar os transtornos causados aos moradores pelas águas das chuvas.

Segundo o superintendente João Pádua, os serviços visam garantir o perfeito escoamento das águas pluviais e impedir que o material sólido retido durante as chuvas cause maiores transtornos. Reparar buracos causados pelos alagamentos e averiguar a necessidade de podas de árvores em vias públicas também estão entre os objetivos do órgão.

“Quando a chuva acaba, equipes da limpeza ou um técnico da Gerência de Obras percorre os pontos que tiveram alagamentos inconstantes ou, por exemplo, uma árvore que caiu e prejudica o trânsito no local. Nosso principal objetivo é diminuir os transtornos”, contou o superintendente da SDU, João Pádua.

O gerente de Serviços Urbanos da SDU Leste, Trajano Nunes, explica que as equipes de limpeza estão aplicando ações de zeladoria nas galerias e boca de lobo, retirando entulhos e lixos que são descartados incorretamente nas avenidas, ruas e espaços públicos. “Os profissionais estão percorrendo os bairros São João, São Cristóvão e Horto, analisando os pontos mais críticos e promovendo o desentupimento de galerias e bocas de lobo”, disse.

De acordo com os dados da GSU, a equipe está percorrendo a região da Maloca e a Rua Eustáquio Portela, no bairro São Cristóvão, a Rua Noronha de Almeida, no bairro São João, próximo à Avenida dos Expedicionários e a Costa Araújo, no bairro Horto.

Além de ações de zeladoria, a SDU Leste está reparando buracos em várias vias da região, por meio da atuação da Gerência de Obras.

Segundo o gerente, Danilo Allien, os fiscais já deram início aos reparos em um buraco que abriu na Rua Orquídeas com a Senador Area Leão em cooperação com a Águas de Teresina; na João XXIII, em frente a Movida Veículos; na Rua Desembargador Coronel de Carvalho, entre a Miguel Sady e Pedro Almeida, no bairro São Cristóvão; em outro buraco na Rua Honório Parente, próximo à Rua Pedro Almeida, no trecho entre a Senador Área Leão e Jóquei Clube, além do problema em uma galeria de água pluvial e de esgoto na Avenida Ininga com a Cinegrafista Marques.

Apoio da população é fundamental

A Prefeitura detecta, constantemente, o descarte incorreto de lixo em áreas públicas, verdes e de preservação ambiental. Sobre isso, o superintendente João Pádua também alerta a população para a importância de evitar o acúmulo ou descarte irregular de lixo em áreas de proteção ambiental.

“Promovemos constantemente a conscientização das pessoas para que elas se sintam mobilizadas a participarem conosco das limpezas nos bairros. É fundamental o descarte correto do lixo, sobretudo nesta época do ano em que uma ação errada de depositar lixos em qualquer lugar pode ocasionar o entupimento de galerias e alagar inúmeras vias”, alertou o gerente.

A Superintendência conta sempre com a colaboração da população no trabalho de conservação desses espaços. Nesse sentindo, a comunidade pode ajudar o órgão com informações ou denúncias sobre descarte incorreto de lixo domiciliar ou material sólido pelos números (86) 3215-7875 e 7874 ou pelo aplicativo Colab.

Rio Poti atinge “cota de atenção” e Programa Lagoas do Norte monitora região

Segundo dado divulgado pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o rio Poti atingiu uma “cota de atenção” de 8,0m nesta quarta-feira (03) na zona urbana de Teresina. O Programa Lagoas do Norte está realizando o monitoramento diário do nível dos rios Poti e Parnaíba junto aos órgãos federais responsáveis pelas medições. O aumento no nível das águas em decorrência das chuvas que caíram nos últimos dias tem demandado o trabalho diuturno das bombas na estação elevatória.

Esses equipamentos fazem o bombeamento das águas das lagoas para o rio Parnaíba. Com o aumento no nível das águas do Poti, o Parnaíba já está represado e as águas tendem a invadir o Parque Encontro dos Rios. A Defesa Civil Municipal está em estado de atenção, considera o estado de alerta para as populações ribeirinhas e monitora 56 áreas de risco em toda a cidade, sobretudo na zona Norte. Nos últimos 15 dias foi registrado acumulado de chuva de 500 mm. Essa atenção se redobra para áreas sujeitas a deslizamentos.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou na segunda-feira (1º) que a barragem de Boa Esperança apresentou volume útil de 82.99% no dia 31. Ainda de acordo com a Companhia, no dia 02 de março o volume da barragem era de pouco mais de 52%. A preocupação maior é com o rio Poti, que atingiu cota média de 7.28 metros nesta segunda-feira (1), na altura do município de Prata do Piauí.

O Programa Lagoas do Norte faz o monitoramento diário através de boletins divulgados pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Inmet (Instituto Nacional de Metrologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ANA (Agência Nacional de Águas) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Estamos diariamente em contato com esses órgãos acompanhando a evolução das chuvas e o nível dos rios e lagoas que formam o complexo hídrico da região norte da cidade. Além disso, acompanhamos também a situação das famílias que moram nas beiras de lagoas, já que muitas delas estão em situação de risco imediato de inundação”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do Lagoas do Norte.

SDU Sul realiza limpeza de 16 galerias para evitar entupimento

 

Cerca de 16 galerias estão recebendo atenção especial da Superintendência de Desenvolvimento Sul (SDU Sul) nesse período chuvoso. O trabalho de limpeza foi iniciado antes do início das chuvas para garantir o escoamento das águas e evitar pontos de alagamento. Em alguns casos, as equipes precisam voltar em menos de uma semana para retirar o lixo deixado pelos moradores.

“É comum encontrar até colchões e móveis velhos dentro das galerias”, informa o superintendente da SDU Sul, Paulo Lopes, destacando a importância da colaboração de todos para manter a limpeza da cidade

Ele ressalta ainda que o lixo jogado nas ruas e em terrenos baldios também representam um grande problema. “Isso porque as águas arrastam facilmente esse lixo para dentro das galerias. E galeria entupida significa alagamento em muitos pontos”, alerta.

Por conta disso, as equipes de limpeza da Superintendência intensificaram os trabalhos nos últimos dias. Diariamente, o superintendente e técnicos da gerência de obras da SDU também verificam os pontos mais críticos da região para observar a situação e tomar as providências necessárias.

“Vale ressaltar que várias intervenções foram realizadas também de forma preventiva. Recuperamos tampas de galerias e bueiros e calçamentos danificados, entre outras ações”, informou Paulo Lopes.

Defesa Civil Municipal monitora bairros atingidos pelas chuvas nesta quarta (3)

A Defesa Civil Municipal de Teresina manteve nesta quarta-feira (3) o trabalho de monitoramento dos efeitos das intensas chuvas que atingiram a capital na noite da última terça (2). A equipe vem visitando as regiões mais afetadas, promovendo a inclusão das famílias de áreas de risco no programa Cidade Solidária e atendendo aos chamados feitos pelo telefone 153.

Nesta quarta-feira (03) a equipe dirigiu-se às áreas mais atingidas pela chuva. O roteiro de atendimentos inclui as regiões da Vila Dagmar Mazza, onde pelo menos cinco casas apresentam risco de desabamento, o bairro Satélite, além da Vila da Fraternidade e do Planalto Bela Vista, onde foram identificadas duas residências com grave risco de desabamento. As famílias vão receber a notificação para que a casa seja desocupada e o órgão vai encaminhar as famílias para os programas de assistência do município.

As zonas rurais da capital também estão previstas para receberem o monitoramento do órgão. A Defesa Civil reforçou que a população deve manter relação próxima com a equipe, por meio de ligação gratuita para o número 153.

“No início do mês de novembro de 2018 a Defesa Civil de Teresina iniciou os trabalhos relativos à chuva, que incluem o monitoramento das áreas de risco existentes na cidade de Teresina e o atendimento às famílias atingidas. No momento atual, estamos em fase de monitoramento tanto da situação das áreas de risco, como das famílias que estão lá”, detalha Sebastião Domingos, coordenador do órgão.