Defesa Civil divulga atualização sobre a situação das famílias desabrigadas em Teresina

Até a tarde desta quarta-feira (19), a Secretaria de Defesa Civil Municipal – SEMDEF, juntamente com as Superintendências das Ações Administrativas Descentralizadas – SAAD’s, contabilizaram 557 famílias afetadas pelas chuvas intensas na capital. Desse total, 500 famílias estão na casa de parentes e amigos e seguem cadastradas no Programa Cidade Solidária.

Foto: Divulgação (SEMDEF)

“Com o aumento de casos, a SAAD Norte disponibilizou o Centro de Convivência, no Parque Wall Ferraz e o Centro Comunitário dos Oleiros, no bairro Poty Velho, ambos na zona norte, para abrigar e prestar toda a assistência necessária às famílias atingidas”, afirmou o secretário Carlos Ribeiro.

Desde o início do período chuvoso, a Prefeitura de Teresina, disponibiliza as Escolas Municipais Iolanda Raulino, no bairro Poti Velho; Domingos Afonso, no bairro Mafrense e a escola Dilson Fernandes, no bairro São Joaquim, para suportar as vítimas das enchentes.

“Para garantir maior segurança e agilidade nos atendimentos, permanecemos com uma equipe plantonista multiprofissional, equipamentos e transportes na escola Dilson Fernandes todos os dias. Assim, conseguimos continuar monitorando as 56 áreas de risco”, destaca o gerente de Operações, Marcos Rolf.

Defesa Civil disponibiliza números para situações emergenciais

A Defesa Civil de Teresina está atendendo a população através dos números emergenciais 199 ou (86) 3223-7366. As famílias que vivem em situações de risco podem solicitar a intervenção do órgão 24h, todos os dias da semana, incluindo feriados.

“O serviço tem como objetivo reduzir os impactos causados pelos fenômenos naturais e auxiliar nas questões relacionadas à prevenção, socorro e assistência de forma mais rápida e eficiente, garantindo segurança aos teresinenses”, destaca o secretário da Defesa Civil Municipal, Carlos Ribeiro.

O atendimento via telefone é realizado por Bombeiros Civis plantonistas. A cada chamado recebido é feita uma triagem com questionamentos específicos para verificar a urgência do atendimento, detectando se há necessidade de intervenção imediata ou se pode ser feita uma vistoria posterior para elaboração do relatório de avaliação. Em situações emergenciais, os chamados são encaminhados para o plantão 24h da Defesa Civil Municipal.

Quando acionar a Defesa Civil?

A Defesa Civil pode – deve – ser chamada, ou informada, sempre que puder evitar ou minimizar as possibilidades ou consequências de ocorrência de acidentes ou desastres, naturais ou tecnológicos, em situações repentinas ou não rotineiras, geralmente de emergência, tais como:

– Alagamentos;

– Inundações;

– Desabamentos;

– Quedas de árvores;

– Deslizamentos;

– Rupturas ou colapso de vias públicas;

– Infiltrações graves com grande risco de desabamento;

– Queimadas ou incêndios;

– Fenômenos ou eventos estranhos e suspeitos quanto a riscos.

Foto: Divulgação (Semdef)

SEMDUH, SAADs, Eturb e Defesa Civil traçam estratégias para prevenir alagamentos em Teresina

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Edmilson Ferreira, se reuniu com representantes das Superintendências de Ações Administrativas Descentralizadas (SAADs) para alinhar pontos referentes à limpeza urbana, prevenção de alagamentos e acompanhamento dos empreendimentos que estão sendo instalados em Teresina.

A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (16), na sede da SEMDUH. Também estiveram presentes o presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb), João Pessoa, e o presidente da Defesa Civil do município, Carlos Ribeiro.

“O prefeito Doutor Pessoa, muito preocupado com o período chuvoso, pediu que nós nos reuníssemos com as SAADs regularmente para traçar ações que reduzam os alagamentos na cidade em tempo hábil. Nós vamos monitorar as galerias, realizar a limpeza com maior frequência, e vamos fazer um levantamento detalhado das regiões que alagam para identificar e solucionar o problema”, pontua o secretário Edmilson Ferreira.

Os superintendentes apresentaram sugestões para amenizar os alagamentos em curto prazo e se comprometeram a fazer a manutenção das comportas e estações de bombeamento, além da limpeza regular de galerias, bocas de lobo e sarjetas. “O que não for solucionado com a limpeza, nós vamos agir executando obras de médio e longo prazo”, destacou o secretário.

Intervenção em pontos de descarte irregular de lixo

Tomando como exemplo as ações iniciadas pela SAAD Sul, que transformam pontos de descarte irregular de lixo em canteiros de plantas, o secretário Edmilson Ferreira pediu que as demais superintendências deem continuidade a esse modelo de intervenção urbanística.

“Temos feito inúmeras ações de conscientização, em vários bairros de Teresina, em percebemos que quando há a urbanização do local com o plantio de árvores, a própria população ajuda a manter o local limpo. Então, estamos pedindo que todos os superintendentes adotem essa prática quando possível e também que ampliem a fiscalização desses pontos”, diz o gestor.

Ainda sobre limpeza urbana, o secretário comentou que a SEMDUH está realizando um levantamento dos terrenos baldios privados de Teresina, para que os proprietários sejam notificados. “Os proprietários precisam cuidar de seus terrenos, precisam fazer a limpeza, construir calçada e murar. Está na lei. Se eles não cumprem, precisam ser notificados e multados. Temos que cumprir o Código de Postura do Município”, pontua Edmilson.

Novos empreendimentos

Na reunião, o gestor da SEMDUH frisou que o prefeito Doutor Pessoa solicitou um diagnóstico dos grandes empreendimentos que estão se instalando na capital. O relatório deverá ser entregue por cada SAAD até a sexta-feira (19). “Precisamos desse levantamento para podermos monitorar essas obras, verificar o impacto que elas causam na cidade, ajudar no que for preciso para agilizar a questão burocrática, mas também fiscalizar, saber se está tudo sendo feito dentro do que é exigido”, explica Edmilson.

O superintendente da SAAD Leste, James Guerra, propôs realizar um mutirão de análise das consultas prévias dos grandes empreendimentos, para agilizar a parte burocrática. “Esse mutirão deve contar com técnicos das SAADs, da SEMAM, da SEMPLAN e da SEMDUH, para conseguirmos obter mais agilidade no processo de análises e liberação das licenças”, defende James Guerra.

Foto: Divulgação (Semduh)

SEMDUH analisa mais de 400 processos de drenagem e evita que 42 mil m³ de água causem alagamentos em Teresina

A Coordenação Especial de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), recebeu, de janeiro até outubro deste ano, 416 processos de drenagem para análise. Desses, 82,6% já foram deferidos, 2,4% foram indeferidos e 15% apresentam pendências a serem solucionadas pelo requerente para que seja concluída a análise.

“Antes de 2021, o ano que mais recebemos processos para análise foi 2018, quando recebemos 298 processos, ao todo. Agora, somente até outubro, já temos um crescimento de 40%. Isso significa que houve um aquecimento na Construção Civil após o período de restrições impostas pela pandemia”, explica o coordenador de Projetos da SEMDUH, Weldon Bandeira.

No Plano Diretor de Drenagem, construções acima de 500m² de área impermeável precisam ter um sistema de retenção da água da chuva (Foto: Ascom/Semduh)

O relatório mostra que somente até 2021, com os empreendimentos aprovados pela Secretaria, foi possível reter mais de 42 mil metros cúbicos de água. Para efeito de comparação, isso corresponde ao volume de 17 piscinas olímpicas.

“Toda essa água seria jogada diretamente nas vias, causando alagamentos nas ruas e avenidas. Ou seja, com esses projetos de drenagem, os empreendimentos deixaram de contribuir com os alagamentos. Daí a importância do Plano Diretor de Drenagem”, enfatiza o coordenador.

Reservatório construído para drenagem de um campo de futebol em um residencial de Teresina (Foto: Ascom/Semduh)

O Plano Diretor de Drenagem funciona hoje como um filtro para grandes projetos e empreendimentos. De acordo com esse plano, construções acima de 500m² de área impermeável precisam ter um sistema de retenção da água da chuva. “Essa medida ameniza os problemas já existentes na capital e assegura que novos empreendimentos não causem mais transtornos na drenagem urbana”, acrescenta.

O secretário da SEMDUH, Edmilson Ferreira, esclarece que, até 2015, antes da sanção da lei que regulamenta a drenagem em Teresina, não havia a preocupação em conter a água da chuva, por isso era comum drenar essa água pelo sistema viário natural. “Mas quem mora nas regiões mais baixas da cidade se prejudicava. O Conjunto Torquato Neto foi construído antes da lei que regulamenta essa drenagem. Com a nova legislação, esse projeto não teria sido construído da forma que está hoje”, pontua.

Segundo o coordenador Weldon Bandeira, o Plano Diretor de Drenagem mapeou áreas em Teresina onde há, notadamente, problemas de drenagem. Atualmente, a cidade tem oito grandes projetos de drenagem que já estão prontos, mas precisam de um grande volume de recursos para serem executados.

O secretário Edmilson Ferreira e o coordenador de Projetos da SEMDUH, Weldon Bandeira, comemoram a agilidade na análise dos processos e os benefícios à cidade (Foto: Ascom/Semduh)

“Cada projeto custa em torno de R$ 1,2 milhão só para ser elaborado. Nesses projetos, são detalhadas grandes bacias hidrográficas e detectados os pontos onde há necessidade de drenagem. No Torquato Neto e no Bairro São Pedro, por exemplo, precisamos de R$ 80 milhões para cada obra. A Galeria da Zona Leste precisa de R$ 60 milhões, temos ainda a necessidade de uma galeria no Manoel Evangelista e no Bairro Comprida, zona sudeste, outra no Satélite que vai até o Zoobotânico e outra no ‘Riacho Mandacaru’, que começa no Parque de Exposição e deságua no Rio Poti. A Prefeitura está buscando recursos para executá-los”, finaliza o coordenador.

SAAD Norte realiza mutirão para limpar e revitalizar 12 galerias em 30 dias

A Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Norte (SAAD Norte), autorizou a limpeza completa e revitalização de 12 galerias localizadas em seis bairros da zona Norte de Teresina.

A ação visa levar mais qualidade de vida para os moradores dos respectivos bairros, e prevenir acerca de enchentes e possíveis alagamentos durante o período chuvoso. O cronograma determina que a limpeza seja efetuada durante o mês de outubro, em até 30 dias.

Foto: Divulgação (SAAD Norte)

“Nossa meta é realizar esse serviço até o final deste mês de outubro. Iniciamos no começo do mês e dentro desses 30 dias estamos fazendo um esforço concentrado para executar todas essas galerias”, garantiu o engenheiro Luan Costa.

A superintendente Ana Paula Santana, ressalta que a ação de limpeza e revitalização faz parte de um cronograma de preparação para o período chuvoso. Segundo ela, mais de 100 pontos de alagamentos já foram mapeados pela equipe técnica e serão incluídas no cronograma.

“Desde que assumimos a gestão da SAAD Norte determinamos esse mapeamento para que possamos ter uma segurança, principalmente no período chuvoso, quando essas famílias acabam sendo afetadas. Nossos técnicos, através da GSU já realizaram esse mapeamento em todos os bairros que ficam sob nossa gerência e estamos iniciando os serviços. Vamos limpar todos esses pontos e revitalizar aqueles que necessitam de uma intervenção mais complexa”, disse a superintendente.

As construtoras Pacon e Petrópoles são as responsáveis pela execução dos serviços.

As galerias ficam localizadas nos seguintes locais:
Bairro Água Mineral – Rua Lucílio Avelino e Rua da Grota
Bairro Memorare – Rua Castelo do Piauí e Rua Altos
Bairro Buenos Aires – Rua Castelo do Piauí, Rua Professora Sinhá Borges e Rua Bom Jesus
Bairro Itaperu – Rua Orion
Bairro Alto Alegre – Rua Raimundo Nonato Mesquita
Bairro São Francisco – Rua Santa Adélia, Rua Amarante e Rua Violeiro Elisário

Foto: Divulgação (SAAD Norte)

Rio Poti pode ultrapassar cota de inundação e Lagoas do Norte adota medidas de controle

Ascom/PLN

Dados da CPRM – Serviço Geológico do Brasil – indicam que o rio Poti deve atingir a cota de inundação no final da tarde desta terça-feira (17) em Teresina. O Programa Lagoas do Norte acompanha a elevação das águas e vem adotando medidas para minimizar as inundações em áreas povoadas.

Segundo a CPRM, o rio Poti em Teresina teve elevação de 3,65m nas últimas 24 horas. A cota atual é de 9,86m, portanto 86cm acima da cota de alerta (9m), sendo prevista nas próximas 10 horas valores próximos a 10,48m por volta das 17h15 de hoje, portanto 48cm acima da cota de inundação (10m) definida para a estação.

O rio hoje amanheceu em cota 9,55, às 5h15. Influenciam também na elevação do nível do rio a chegada das águas da barragem de Boa Esperança e de outras águas vindas de barragens rompidas no Ceará. Na cidade de Prata, a régua estabilizou na noite de ontem em torno da cota 10, que é o nível considerado de inundação.

Ascom/PLN

A determinação do programa é para o fechamento das comportas na extensão dos rios Poti e Parnaíba e acionamento das bombas da Estação Elevatória da avenida Boa Esperança nos momentos de chuva.

“Acompanhamos diariamente junto a CPRM, que é o órgão que mede os níveis dos rios e organizamos o trabalho das equipes para o acionamento das bombas da Estação Elevatória, que bombeia as águas da Lagoa dos Oleiros para o rio Parnaíba, e também o fechamento das comportas nas margens do rio. Esse mecanismo impede a entrada da água do rio para a cidade”, explica Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

A tendência é que o período chuvoso se intensifique até abril. Por isso, o Programa Lagoas do Norte também faz o acompanhamento da situação estrutural dos imóveis situados em áreas de maior risco, especialmente nas margens de lagoas, e encaminha os dados para a SDU Centro/Norte e Defesa Civil.

 

PMT participa de audiência pública sobre ações de combate a desastres por alagamento

Ascom/ SEMDUH

A Prefeitura de Teresina participou de audiência pública na Câmara dos Vereadores, na manhã desta quarta-feira, 4, para discutir as políticas de prevenção e combate a desastres de Teresina, em relação a alagamentos por chuvas, como exemplo do Parque Rodoviário.

O secretário Marco Antonio Ayres, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), participou da audiência explanando obras que já foram concluídas ou que estão em execução com o intuito de reduzir os efeitos das chuvas intensas em Teresina e evitar desastres por alagamento.

“Fizemos um breve resumo sobre as obras do Lagoas do Norte, das estações bombeamento, das avenidas adjacentes aos rios Parnaíba e Poty que estão sendo edificadas, tipo a via Sul, que é um dique grande e que dará uma boa proteção para o pessoal que mora na região da Alegria e do próprio Parque Rodoviário. Falamos das obras na Av. Padre Humberto, que também serve de dique para proteger a região da Vila São Raimundo, Vila Nossa Senhora da Guia”, pontuou Marco Antonio.

Outro ponto abordado pelo secretário foi a construção de galerias que estão sendo executadas ou em planejamento do poder municipal. “Temos o Plano Diretor de Drenagem de Teresina, que identificou oito grandes bacias e já preparou seus projetos executivos. Já se investiu 18 milhões e as duas primeiras galerias já estão saindo do papel. Temos a galeria do Portal da Alegria, que está sendo licitada, e a galeria do bairro São Pedro, que será a próxima. E temos também a galeria da zona Leste, já em andamento”, comentou.

A Lei de Drenagem de Teresina, instituída em 2015, também foi ressaltada como ação efetiva na redução dos alagamentos pluviais. “A Lei determina que estabelecimentos com mais de 500 m² de piso impermeável possuam um plano de drenagem e que durante as chuvas, a água escoada dentro das propriedades seja contida e liberada nas ruas aos poucos, evitando grande fluxo de água imediato na ruas, e consequentemente situações de alagamento”, concluiu o secretário da Semduh, Marco Antonio Ayres.

Obra da galeria da zona Leste retoma ritmo normal após chuvas

Ascom SDU Leste

Com a redução do volume das chuvas na cidade, a construção da galeria da zona Leste de Teresina retoma seu ritmo normal a partir da próxima segunda-feira (13). No período de chuvas mais intensas, a obra estava na fase de perfuração de poços e de serviços de microdrenagens.

De acordo com a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste, o próximo passo será a abertura de duas caixas de passagem, que será responsável pela mudança do trecho da galeria. A obra será feita nas extremidades da Avenida João XXIII, uma em frente à Jacaúna e a outra no cruzamento da Rua Elvídio Ferraz com a marginal da João XXIII.

“Com o final do período chuvoso, os serviços da galeria serão retomados em ritmo normal. Até o mês de julho, nossa intenção é atravessar a Avenida João XXIII e dar o devido e efetivo prosseguimento aos serviços da galeria, que garantirão a drenagem das águas das chuvas, evitando os alagamentos nas principais avenidas e ruas da região”, explicou o superintendente João Pádua.

O superintendente executivo e engenheiro Ângelo Cavalcante informa que a obra já passou do seu primeiro quilômetro de extensão e que as próximas etapas serão realizadas dentro do período estimado. “Sabemos que as próximas fases da obra terão uma complexidade maior, mas estudaremos as medidas necessárias para minimizar os transtornos à população. O resultado da construção da galeria trará inúmeros benefícios, mudando a vida de muitas pessoas que moram na região”, disse.

Com investimento superior a R$ 49,4 milhões, a galeria é uma obra complexa e que terá 7 km de extensão. Os recursos são oriundos da Caixa Econômica Federal, com contrapartida da Prefeitura de Teresina.