Quase 700 famílias atingidas pelas chuvas em Teresina receberam atendimento emergencial

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), divulgou nesta terça (30), por meio da Gerência de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (Gsuas), novos dados acerca dos atendimentos feitos pela Prefeitura de Teresina no período chuvoso na capital. Segundo o levantamento, 681 famílias de todas as regiões de Teresina foram atingidas. Todas elas foram registradas no balanço e passaram, ou passam, pelos programas assistenciais do município.

Ao todo, 245 famílias foram contempladas pelo programa Cidade Solidária, que busca prover abrigo para grupos familiares afetados por enxurradas, incêndios, desabamentos e outros tipos de infortúnio por meio do aluguel social ou acolhimento remunerado. Além destas, apenas nove famílias se encontram em abrigamento coletivo.

“Estamos garantindo um acolhimento digno para essas famílias que perderam suas residências, através do Cidade Solidária. As equipes da Prefeitura de Teresina, que incluem Semcaspi, SDU’s e Semduh, estão trabalhando incansavelmente para garantir o auxílio necessário aos teresinenses vítimas do período chuvoso”, reforça Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.

O Cidade Solidária atende famílias em situações emergenciais. O trabalho é executado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDU’s) e Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

A população pode se informar sobre os serviços do município durante o período chuvoso entrando em contato com a Gerência de Proteção Social Básica (GPSB), por meio do número 3215-7593.

CAPSi realizou mais de mil atendimentos a crianças com transtornos mentais em Teresina

Ascom FMS

Toda criança pode fazer birra algum dia e ficar rebelde, sem obedecer aos comandos dos adultos. Essa situação, todavia, se frequente, pode indicar o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Foi o caso de Ricardo Deniur, de 12 anos de idade, uma das centenas de crianças acolhidas pelo Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi) Dr. Alexandre Nogueira, da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Um levantamento realizado pelo CAPSi aponta que cerca de 465 crianças e adolescentes estão registradas no Centro e que, somente nos três primeiros meses de 2019, foram realizados 1.130 atendimentos individuais e em grupo, prestados por equipe multidisciplinar, composta por psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, assistente social, nutricionista, cuidador, redutor de dano, artesão e técnicos de enfermagem.

A mãe do pequeno Ricardo, Giselle Karol, conta que o comportamento dele chamava atenção e que chegou a realizar o seu tratamento em vários locais. “Entretanto, não tínhamos conseguido o êxito que estamos conseguindo no CAPSi. Hoje, além do TOD, ele foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O resultado do trabalho do Centro está sendo muito importante na vida dele e as mudanças são perceptíveis”.

De acordo com o psicólogo do CAPSi, Jorgan Carvalho, a diferença entre o quadro de birra e o TOD é perceptível. “Embora os sintomas sejam parecidos, a criança com esse transtorno apresenta uma desobediência e hostilidade muito persistente. Quanto ao TDAH, a criança pode ter hiperatividade associada à impulsividade ou ficar predominantemente desatenta ou mesmo predominantemente hiperativa e impulsiva”.

O psicólogo ainda explica sobre determinados transtornos mentais que acometem crianças e adolescentes e que são recorrentes no CAPSi: “A ansiedade generalizada também é comum, na qual a criança apresenta medos e preocupações exagerados, irracionais, em relação a várias situações. Estão constantemente tensas e dão a impressão de que qualquer situação é ou pode ser provocadora de ansiedade”.

“Há ainda o Transtorno de Espectro Autista (TEA), que são distúrbios do neurodesenvolvimento e o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH), caracterizado por explosões de raiva recorrentes e graves, manifestadas pela linguagem e/ou comportamentos desproporcionais à situação ou provocação. É como se fosse um adulto raivoso no corpo de uma criança”, finaliza Jorgan.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, os 7 CAPS da capital consideram a integração familiar e social como peça fundamental no tratamento de doenças mentais. “Com o CAPSi não é diferente e os profissionais envolvem os familiares em todas as fases do atendimento. Essa forma de cuidado tem dado bons resultados e podemos dizer que o trabalho desenvolvido ali é espetacular, dá todo suporte técnico e é fruto de uma cidade acolhedora”.

Como ter acesso ao atendimento no CAPS Infanto-Juvenil

Em Teresina, o CAPSi atende crianças e adolescentes de até 17 anos que possuem transtornos mentais severos e persistentes ou que têm problemas com o uso de álcool e outras drogas. “O acesso se dá por demanda espontânea: o familiar pode levar seu filho para ser atendido pela equipe, que faz uma triagem e uma avaliação, onde serão constatadas suas necessidades físicas, mentais e sociais”, ressalta Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

HUT registra aumento de 143% no atendimento de vítimas de arma branca

O setor de estatística do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou, durante o feriado prolongado da Semana Santa, um aumento de 143% no atendimento de vítimas de agressão física por arma branca, se comparado com o mesmo período do ano passado. Dentre as vítimas de agressão física o HUT realizou 34 atendimentos, sendo 17 por arma branca, 9 por arma de fogo e 8 espancamentos. Com relação ao total de atendimento por agressão física o aumento foi de 41,6%. No total o HUT realizou 549 atendimentos e 146 cirurgias, durante o feriado da Semana Santa.

Especializado no atendimento de média e alta complexidade para urgência e emergência, especialmente, para vítimas de trauma, o HUT realiza seu atendimento priorizando os pacientes mais graves. De acordo com a diretora geral do HUT, Clara Leal, essa medida obedece ao Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco que é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde.

“Ao direcionar nosso atendimento para os pacientes mais graves aumentamos as chances de sobrevivência, principalmente, quando se trata de politraumatizados. Temos uma grande estrutura física, equipamentos de ponta, além de profissionais especializados para atender demandas com esse perfil”, explicou Clara Leal.

O HUT já realizou, desde sua inauguração, 745.820 atendimentos e 139.986 cirurgias. Somente no primeiro trimestre deste ano o HUT atendeu 398 vítimas de arma branca, revelando um aumento de 18%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com relação ao atendimento geral, o HUT atendeu, nesse primeiro trimestre, 13.778 pessoas e realizou 3.215 cirurgias.

UBS Boa Hora lança Consultório na Escola

Ascom/FMS

A Unidade Básica de Saúde Boa Hora lançou esta semana o projeto Consultório na Escola na unidade escolar Conselheiro Saraiva. O objetivo do projeto é aproximar a relação entre as Equipes de Saúde da Família e a comunidade escolar, levando os atendimentos médicos, de enfermagem, odontológicos para dentro da escola uma vez ao mês.

“Esse estreitamento das relações do Programa Saúde da Família e Escola é contínuo com o Projeto Saúde da Escola, o Consultório na Escola nada mais é que um aperfeiçoamento do que já fazemos. Sentamos com a direção da escola, que disponibilizará uma sala que será adaptada para ser um consultório onde faremos atendimentos todas as primeiras segundas-feiras do mês”, explicou Lívia Viana, enfermeira saúde da família da UBS Boa Hora.

Ela fala ainda que a Equipe de Saúde da Família criou um canal de comunicação com os pais dos alunos da Escola Conselheiro Saraiva, um grupo de WhatsApp. “Esse meio de comunicação não serve para consulta, mas para parte educativa dando informações sobre atividades realizadas na UBS e as que serão realizadas na escola. Serve também para que os pais se sintam acolhidos dentro do nosso projeto”, disse Lívia.

CAPSi presta atendimento psicológico no Parque Rodoviário

Ascom/FMS

O período após uma tragédia é decisivo para crianças e adolescentes, cuja saúde mental deve ser acompanhada de perto para evitar traumas e assimilar a nova situação. Por isso, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) está com uma equipe no Parque Rodoviário, como parte de uma força tarefa da Fundação Municipal de Saúde (FMS) para atendimento às vítimas da inundação acontecida no último dia 4 de abril.

A ação faz parte da mobilização organizada pela Gerência de Saúde Mental da FMS, que desde a semana passada tem elaborado o diagnóstico situacional e oferecido apoio emocional e psicológico à comunidade. Como centro responsável pela saúde mental de crianças e adolescentes, o CAPSi tem concentrado seu trabalho nas escolas e creches da região. “Estamos visitando a escola e a creche pela manhã e acolhendo as demandas que o pessoal vai identificando. Eles então são encaminhados para o psicólogo designado especialmente para o atendimento às vítimas”, afirma Sayonara Lima, coordenadora do CAPSi.

Sayonara Lima explica a importância do acompanhamento especial voltado para o público infantojuvenil, que passou por um momento de desespero atrelado à situação de vulnerabilidade que elas vivem. “Suas casas são seus lugares seguros, ver esse lugar desaparecer ou ser invadido é ver sua segurança ir também. Elas precisam de cuidado, de uma escuta especializada para que possam seguir em frente, com condições de lidar com as adversidades que ainda podem encontrar”, disse a coordenadora.

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil CAPS i Dr. Alexandre Nogueira atende crianças e adolescentes de até 17 anos com transtorno mentais graves e severos e em uso abusivo de álcool e outras drogas. O centro funciona de 8h às 18h de segunda a sexta-feira. O Centro é composto por enfermeiro, psiquiatra, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidadores, redutores de danos, técnico em enfermagem, nutricionistas, fonoaudiólogos e artesãos.

Cerca de 500 famílias de áreas de risco recebem atendimento emergencial da Prefeitura

 

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) divulgou nesta terça (9) um relatório que detalha as ações da Prefeitura durante o fim de semana na capital. O documento busca apresentar os dados correspondentes às outras áreas de risco da capital. Segundo o levantamento, 496 famílias passaram pelos programas assistenciais da Prefeitura de Teresina.

Só na zona Sudeste foram realizados 251 atendimentos — mais da metade do número geral. Na zona Sul foram cerca de 141 famílias atendidas. Na zona Norte de Teresina 98 famílias atendidas e zona Leste realizaram-se seis atendimentos. Cerca de 180 servidores da Semcaspi, SDUs e Semduh estiveram envolvidos nos monitoramentos e de atendimentos às famílias.

O trabalho segue visando a inclusão das vítimas no programa Cidade Solidária. Deste número, pelo menos 208 já foram enquadradas no programa e outras estão sendo cadastradas para serem inclusas no aluguel solidário da Prefeitura de Teresina. “Estamos garantindo um acolhimento digno para essas famílias que perderam suas residências através do Cidade Solidária. As equipes da Prefeitura de Teresina, que incluem Semcaspi, SDUs e Semduh, estão trabalhando incansavelmente para garantir o auxílio necessário aos teresinenses vítimas do período chuvoso”, reforça Samuel Silveira, secretário da Semcaspi.

A população pode tirar dúvidas sobre o programa entrando em contato com a Gerência de Proteção Social Básica (GPSB) da Semcaspi por meio do número 3215-7593.

Sobre o programa

O Cidade Solidária atende famílias em situações emergenciais de desabrigamentos, em consequência das chuvas, infortúnios, incêndios, alagamento, transbordamento de rios ou lagoas ou ainda situações de vulnerabilidades temporárias. O trabalho é executado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR).

Teresina registra aumento de atendimentos turísticos em postos da Semdec

Teresina registrou nos três primeiros meses de 2019 um movimento de 12.275 visitantes nas quatro Centrais de Atendimento ao Turista: Aeroporto, Terminal Rodoviário, Encontro dos Rios e Ponte Estaiada. Isso representa um crescimento de 109% em relação aos três primeiros meses de 2018, que registraram 5.881 atendimentos. Os dados foram levantados pela Coordenação Especial de Turismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec).

O posto de maior movimentação é o instalado no Terminal Rodoviário de Teresina, que proporcionou 3.626 atendimentos nos primeiros três meses de 2018, saltando para 5.160 no mesmo período de 2019. Vale ressaltar que os quatro postos de atendimento ao turista são de responsabilidade da Semdec.

Ainda de acordo com estes dados, de janeiro a março de 2019 verificou-se que a maioria dos turistas que visitaram os postos de atendimento são de São Paulo, representando 19,4% do total de pessoas atendidas, seguidos dos que procederam do Ceará, com 11,1%, e dos que procederam do Maranhão e de Brasília, ambos com 9,3%.

Além disso, a permanência média destes turistas em Teresina, nos meses de janeiro a março de 2019, esteve concentrada entre 1 e 3 dias. Visitas a parentes e férias foram os principais motivos de viagem naquele período, seguidos de negócios, como uma das motivações.

Ainda de acordo com o levantamento, 95% dos entrevistados informaram que desejam retornar a Teresina porque gostaram da cidade, 56,5% dos quais atraídos pelos familiares que residem na capital e 29,7% por apelos da Internet.

Os formulários de pesquisa foram aplicados no período de janeiro a março de 2019, junto aos turistas que visitaram as quatro centrais de atendimento, utilizando programa Google Drive para a realização da tabulação.

HUT prioriza atendimento aos pacientes mais graves

Especializado no atendimento de média e alta complexidade para urgência e emergência, especialmente, para vítimas de trauma, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realiza seu atendimento priorizando os pacientes mais graves. Essa medida obedece ao Protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco que é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. Deste modo, a rede de saúde do Estado do Piauí referencia para o HUT somente os pacientes mais graves. Os demais hospitais ficam responsáveis pelo atendimento dos casos considerados de menor gravidade.

Um paciente referenciado é aquele encaminhado por outro hospital. Assim, a população deve procurar os hospitais de bairro, classificados como de pequeno e médio porte, para realizar o primeiro atendimento. Caso o paciente necessite de um atendimento mais especializado, a equipe médica passa o caso para a Central de Regulação de Leitos do município que faz a busca na rede de saúde e encaminha o paciente. Assim, o paciente tem garantido um atendimento especializado.

O sistema de Regulação de Leitos funciona 24 horas por dia e é responsável pelas internações e transferências entre os hospitais do município, além dos Hospitais São Carlos Borromeu e São Paulo. A diretora do HUT, Dra. Clara Leal, destaca que o trabalho da regulação é essencial para manter o Hospital atendendo somente os pacientes que estão dentro do perfil de atendimento.

“Já possuímos três habilitações de alta complexidade concedidas pelo Ministério da Saúde. A primeira foi como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia de urgência e emergência, a segunda em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral e a terceira em Neurocirurgia. Ao direcionar nosso atendimento para os pacientes mais graves aumentamos as chances de sobrevivência, principalmente quando se trata de politraumatizados. Temos uma grande estrutura física, equipamentos de ponta, além de profissionais especializados para atender demandas com esse perfil”, ressaltou Clara Leal.

Ainda de acordo com a diretora para tornar o HUT cada vez mais especializado e voltado para o atendimento de pacientes mais graves é preciso que a população compreenda esse fluxo e se direcione para os hospitais de bairro. “O HUT continua recebendo demanda espontânea, que é aquela que procura o Hospital sem passar pela Regulação. Isso compromete a qualidade do atendimento dos pacientes que realmente necessitam de uma assistência mais especializada, como é o caso do HUT. Para se ter uma idéia, nos primeiros três meses deste ano o HUT realizou 13.384 atendimentos, destes 6.555 foram pacientes não referenciados, ou seja, casos simples que poderiam ser resolvidos em um hospital de menor complexidade”, comentou.

Por mês, o HUT atende em torno de 4.600 pacientes e faz 1.100 cirurgias. Mais de 60% das cirurgias são ortopédicas de pacientes vítimas de trauma, sobretudo acidentes com motocicletas. “São pacientes graves que necessitam de um atendimento especializado. Para esse tipo de paciente somos referência e as chances de sobrevivência aumentam sobremaneira. Precisamos que a população entenda que cada hospital possui um perfil de atendimento. E que, quando isso é seguido, quem ganha é o paciente. Podemos fazer mais e melhor pela saúde de Teresina”, declarou Clara Leal.

Para o primeiro atendimento a população deve procurar uma das 90 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela capital. Para atendimento de urgência a porta de entrada pode ser um dos sete hospitais de bairro ou uma das três UPAs. A Prefeitura de Teresina tem hospitais nos seguintes bairros: Parque Piauí, Monte Castelo, Primavera, Matadouro, Santa Maria da Codipi, Buenos Aires e Dirceu (em reforma). Ainda tem as Unidades de Pronto Atendimento (UPA´s) dos bairros Promorar, Renascença e Satélite. Para as urgências obstétricas a prefeitura tem a maternidade Wall Ferraz (CIAMCA), no bairro Itararé.