PMT apresenta ao COE proposta de reabertura em Teresina no dia 6 de julho

A Prefeitura de Teresina apresenta hoje ao COE (Centro de Operações em Emergência) do município a proposta da primeira fase da retomada das atividades econômicas em Teresina. De acordo com o que foi planejado, a reabertura está marcada para o próximo dia 6 de julho e vai começar pelos setores da indústria, agropecuária e construção civil. A segunda etapa, com início previsto para 13 de julho, atende as empresas ligadas aos setores de concessionárias, vendas de peças e automotivo. As informações foram repassadas prefeito Firmino Filho, durante videoconferência com a imprensa na tarde desta segunda-feira, 29, quando explicou todo o processo de reabertura da cidade, que se dará em quatro fases.

Ele ressaltou que a aprovação do COE, órgão ligado à FMS (Fundação Municipal de Saúde), é muito importante para avançar no planejamento elaborado pela Prefeitura. “A equipe do COE está acompanhando todos os critérios necessários para uma retomada segura e pode validar a proposta que foi elaborada para iniciarmos a reabertura no dia 6”, adiantou.

Pelo que foi planejado pela Prefeitura, a primeira fase da abertura deve acontecer em duas etapas por questões epidemiológicas e foram organizadas para diminuir o impacto da aglomeração nos primeiros dias do retorno. “Estamos sendo bastante cautelosos nessas primeiras fases para que possamos avançar nas semanas seguintes. Esperamos a colaboração de todos para melhorar as taxas de isolamento e, assim, reduzir também o número de infectados pelo Coronavírus, além do número de mortos e a ocupação de leitos de UTI, que está em torno de 80%”, disse o prefeito.

As fases seguintes de retomada das atividades econômicas estão previstas para os dias 20 de julho, 03 de agosto e 17 de agosto. A Prefeitura vai informar os setores que estarão autorizados a reabrir em cada uma das etapas, levando em consideração um estudo sobre as características da economia local feito pela equipe da Agenda 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento, e pela Universidade Federal do Piauí.

“É importante ressaltar que essa retomada terá condicionantes. O primeiro é o cumprimento do decreto de testagem por parte das empresas, cuja nova formulação foi publicada em 25 de junho. A segunda condição é que todas as empresas elaborem planos de segurança e de comunicação das medidas de proteção direcionada para os seus trabalhadores e clientes. A terceira exigência é o atendimento dos protocolos gerais da cidade e específicos de cada setor que irá reabrir”, explicou o prefeito Firmino Filho.

O prefeito acrescenta que, de acordo com o planejamento, todas as fases são sucessivas e têm níveis de restrição diferenciados. A Prefeitura vai divulgar como cada setor deve funcionar em termos da quantidade de pessoal, dos dias da semana e das horas por dia. Será verificada ainda, a cada 14 dias, os dados epidemiológicos na cidade antes de definir qualquer avanço para a etapa seguinte. “Cada passo vai depender do cenário da pandemia. Havendo crescimento do número de infectados e a sobrecarga no sistema de saúde, não podemos avançar”, alertou Firmino Filho, convocando a todos a cumprirem as medidas de isolamento social e os cuidados de higiene.

COE divulga nota e diz que Teresina não atingiu critérios para reabertura das atividades econômicas

Teresina ainda não atingiu os critérios para o início da reabertura gradual das atividades econômicas e para flexibilização do distanciamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A análise foi feita em nota divulgada, nesta terça-feira (09), pelo Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública COVID-19 da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS).

Em reunião na noite da última segunda-feira (08), os integrantes do COE fizeram uma análise do cenário epidemiológico atual e suas projeções. Foram avaliados dados como taxa de reprodução (R0), número de casos notificados, quantidade de óbitos, taxa de ocupação de leitos de UTIs, testagens e rastreamento.

Na nota, o COE ressalta que, nos últimos 14 dias, a taxa de reprodução do vírus, o R0, mantém-se persistentemente acima de 1,0, o que indica que a epidemia ainda se encontra na fase de ascensão e expansão. Também informou que o número diário de casos notificados de Covid-19 manteve-se crescente, ainda sem horizonte de estabilização. “Os inquéritos sorológicos sequenciais (semanais) realizados pela FMS mostram número crescente de infectados a cada etapa realizada, sem desenhar, ainda, horizonte de platô (estabilização)”, informa a nota.

De acordo com o Comitê, o número de óbitos confirmados por Covid-19 tem tendência de crescimento e a taxa de ocupação de leitos de UTI manteve-se acima do limite de segurança máxima recomendado, que é de 70%, para garantir assistência para quem precisa. O COE também apontou que há escassez de profissionais especializados para compor as equipes de plantão na rede hospitalar do município, que está sendo ampliada.

Os integrantes do COE ressaltam ainda que existe limitação no suprimento de insumos e medicamentos essenciais à assistência de pacientes em estado crítico, devido à crise mundial de abastecimento. Também alertaram que Teresina ainda não atingiu a testagem ampla recomendada. “O rastreio e a testagem dos contatos de casos confirmados de Covid-19 iniciaram há duas semanas e ainda não foram suficientes para mapear todos os indivíduos possivelmente infectados por eles”, informou a nota.

“É importante destacar também que a rede hospitalar de Teresina sofre impacto da demanda por assistência médica de pacientes oriundos das cidades do interior do Piauí e de Estados vizinhos. Como resultado, pode sofrer um colapso devido à falta de leitos de UTI na maioria dos municípios do Estado. Portanto, levando em consideração todos os aspectos avaliados, a recomendação do COE é pela manutenção das medidas restritivas e reavaliação de todos os critérios para flexibilização a cada semana ou antes, caso surjam indicadores epidemiológicos suficientes para ampliá-las ou distendê-las”, explica Wesllany Sousa Santana, uma das coordenadoras do COE.

“Caminho da retomada será construído de forma coletiva”, garante Firmino

O prefeito Firmino Filho apresentou nesta sexta-feira, durante videoconferência com jornalistas, sete critérios para a flexibilização do distanciamento social e a retomada das atividades econômicas na cidade. Ele anunciou a realização de uma consulta pública sobre o tema e destacou a importância do engajamento da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada como fundamental para a criação do “novo normal”. Firmino ressaltou também que as pessoas, ao voltarem ao trabalho, devem atuar considerando o risco constante.

“Na próxima semana, vamos abrir uma consulta pública para que a população possa participar e avaliar o planejamento para o retorno das atividades econômicas. Devemos atuar conjuntamente, compartilhando responsabilidades e mitigando riscos associados à Covid-19. É muito importante que possamos trabalhar na construção de uma ordem e orientações de todo o processo. Cada atividade deve ter seus protocolos específicos e cada empresa precisa ter um Plano de Segurança para guiar a rotina e o dia a dia. Para que a gente possa conviver com esse risco, que será permanente nesse novo normal, é essencial atender aos protocolos”, defendeu o prefeito.

Os sete critérios considerados durante o estudo para a retomada das atividades econômicas são: medir e monitorar a taxa de reprodução da doença; reduzir o número de internações; diminuir o número de óbitos; avaliar a capacidade de leitos de observação e enfermaria; considerar capacidade de leitos de UTI; fortalecer a capacidade de testagem; e ampliar a capacidade de rastreamento de contatos.

“Só abriremos quando existir uma segurança maior, com base na avaliação de várias questões, como a diminuição da curva de hospitalização, de casos e de mortes; a oferta de leitos de observação e de UTI, que deve ser de 30%, no mínimo; o fortalecimento da capacidade de rastreamento dos contatos; e o aumento da testagem, estratégia principal para a contenção da disseminação do vírus. O ideal dever ser, no mínimo, 1.000 testes por dia”, detalhou o prefeito.

Além das métricas, as fases de reabertura deverão acontecer conforme a relevância econômica das empresas e suas possibilidades de contaminação, que devem ser medidas conforme a aglomeração e a circulação de pessoas geradas pela atividade. “São sete indicadores e quatro fases, mas essas ações não dependem só do Poder Público. Alguns dependem do setor privado e outros, da sociedade. Devemos fazer tudo com responsabilidade para que não tenhamos retrocessos. E é fundamental que a gente possa assumir e compartilhar responsabilidades e riscos. Cabe ao poder público planejar, colocar visões de futuro e diretrizes para que a sociedade possa trilhar esse caminho. Novos hábitos deverão ser assumidos por toda a sociedade”, ressaltou.

Confira AQUI as métricas  para abertura das atividades econômicas.

Prefeitura estuda com setores econômicos de Teresina protocolo para retomada de atividades

Depois de ouvir cerca de 25 entidades representativas de trabalhadores e empresários no último mês, a Prefeitura de Teresina iniciou um planejamento para a retomada das atividades econômicas. Nesta terça-feira, representantes do Comitê Gestor de Medidas para Enfrentamento da Pandemia do Coronavírus apresentaram aos vereadores os resultados das primeiras discussões para a elaboração de um protocolo de flexibilização.

O professor Washington Bonfim, membro do Comitê, apresentou aos vereadores a base do planejamento que está sendo elaborado pela Prefeitura de Teresina. “Para o funcionamento dos negócios, é necessário pensar na segurança da população, que tem sido a preocupação fundamental do prefeito. E o principal trabalho do Comitê tem sido essa conversa com a sociedade para sejam criados protocolos específicos para as diversas categorias.  Já dialogamos com mais de 20 categorias, e a ideia é que cada setor desenvolva seu plano de segurança de abertura, pois para abrir a atividade econômica para o novo normal é essencial ter também uma nova forma de se relacionar nas atividades comerciais”, afirmou.

Bonfim explicou que alguns eixos deverão ser levados em consideração na criação do protocolo de abertura das atividades. “Questões como distanciamento social, higiene pessoal, limpeza e higienização de ambientes, comunicação das medidas que estão sendo tomadas, além do monitoramento das condições de saúde dos funcionários são aspectos que deverão ser levados em consideração para garantir a segurança das pessoas”, disse.

Na conversa com os vereadores, foi destacado também que Teresina vive atualmente o distanciamento social ampliado e que a Prefeitura de Teresina tem avaliado as possibilidades do distanciamento social seletivo, que permite a abertura das atividades econômicas. “Quanto mais a gente testar, rastrear e isolar os positivados, mais bem sucedidos seremos na abertura das atividades com segurança. Então, é muito importante continuarmos monitorando a taxa de reprodução do vírus, e a questão da testagem dos trabalhadores, tanto da iniciativa pública quanto privada, é fundamental para que possamos fazer a ampliação de funcionamento das atividades econômicas. E essa transição só será possível quando critérios de segurança forem rigorosamente observados pelas empresas”, informou.

Variáveis como impacto econômico e baixo risco de contaminação dos setores econômicos também estão sendo analisadas para a elaboração do protocolo. “Compartilhamos com todos da ansiedade por um cronograma, mas estamos nos cercando dos cuidados para fazer disso uma experiência bem sucedida. A Prefeitura de Teresina considera a vida das pessoas o seu principal ativo, inclusive do ponto de vista econômico”, acrescentou Francisco Canindé, secretário municipal de Finanças.

A reunião foi conduzida pela líder do prefeito na Câmara Municipal de Teresina, vereadora Graça Amorim. Participaram da discussão, além do professor Washington Bonfim, o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, e o secretário municipal de Finanças, Francisco Canindé, que também integram o Comitê Gestor de Medidas para Enfrentamento da Pandemia Coronavírus.

Firmino Filho suspende atividades do comércio, serviços e indústrias a partir de segunda-feira (23)

Atividades econômicas que favorecem a aglomeração de pessoas estarão suspensas a partir de segunda-feira (23) para evitar a proliferação do novo Coronavírus em Teresina. A recomendação integra um decreto assinado hoje (21) pelo prefeito Firmino Filho que intensifica as medidas para o enfrentamento da pandemia.

O documento suspende o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais, de serviços e industriais, bem como as atividades da construção civil, com exceção apenas de alguns serviços essenciais. Os parques municipais e áreas públicas de recreação, lazer e práticas esportiva também serão fechados, enquanto durar o estado de calamidade pública.

“Este é um momento grave na nossa cidade e temos que ir à luta, cada um fazendo a sua parte, cumprindo o seu papel. Peço que fiquem em casa e evitem a propagação do vírus. Vamos diminuir a circulação de pessoas na cidade gradativamente, até chegar ao mínimo possível”, exclamou o prefeito.

O decreto estabelece que fica permitido o funcionamento dos setores administrativos, desde que seja realizado remoto e individualmente. Farmácias, supermercados e os serviços de saúde permanecerão abertos, assim como os deliverys. Os postos de gasolina deverão funcionar no horário de 7 às 19h, com a suspensão do funcionamento das lojas de conveniência localizadas nesses locais.

O funcionamento de bancos e lotéricas não serão afetados, mas deve ser respeitado e cumprido um limite máximo para acesso e distância mínima de dois metros entre as pessoas. Em caso de descumprimento das regras, serão aplicadas, de maneira cumulativa, multa, interdição total da atividade e cassação de alvará de localização e funcionamento.

O documento também prevê que as empresas de call center e telemarketing funcionem com o limite de, no máximo, 100 operadores por turno para realizarem apenas serviços essenciais, mantendo a distância nas estações de trabalho de dois metros um do outro. Além disso, elas têm um prazo de dez dias para providenciarem a prestação de todos os seus serviços em home office.

Decreto 19.540