Casa da Cultura de Teresina completa 26 anos com programação virtual ressaltando a memória afetiva

Josy Brito, diretora da Casa da Cultura

Desde 17 de março deste ano a Casa da Cultura de Teresina se encontra de portas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus que assolou o mundo. O que não significa que a celebração de seu aniversário, neste 12 de agosto, passará em branco. Pelo contrário, o histórico endereço da Rua Rui Barbosa, reduto da arte piauiense há 26 anos, abrirá suas janelas virtuais para compartilhar com todos a data festiva e extravasar a memória afetiva daqueles cujas histórias se entrelaçam à própria história do lugar.

Através das redes sociais, o público poderá acompanhar uma programação especial pensada para o momento que a humanidade atravessa. Desde exposições de pinturas inéditas a depoimentos de funcionários e frequentadores saudosos, além da exibição de curtas realizados no curso de cinema, a Casa da Cultura será, ao alcance de um clique, a casa de cada um. Com o bordão “Entre, a Casa ainda é sua”, o objetivo é tanto comemorar os 26 anos completados, quanto diminuir, na segurança da conectividade, a ausência do contato presencial numa época de distanciamento social.

Na programação que será postada ao longo dia, uma série de vídeos feitos pela comunidade, instrutores de dança, teatro, música, resgatando a importância dessas quase três décadas de incentivo à cultura do estado piauiense. Bem como alguns curtas realizados pelos alunos do Curso de Cinema Pela Lente, apresentação do Balé da Cidade e grupos de capoeira. Fora a estreia da exposição “Corpos”, do artista plástico Gabriel Arcanjo.

A entusiasta diretora da Casa, Josy Brito, evoca a sinergia do grupo que forma a comunidade, interna e externa, da Casa da Cultura. “Essa verve de potência que aqui a gente tem em todos os segmentos. Nós temos um grupo que adora estar aqui, a comunidade que gosta de se fazer presente”. Durante os 168 anos da cidade, Josy reitera que fazer parte desse patrimônio é continuar possibilitando o “encontro entre público, artista e todas as vertentes juntas”, afirma.

O presidente da FMC, Luis Carlos Alves, destaca que o momento ainda é de cuidados e, por conta disso, vários espaços culturais estão se reinventando com fórmulas que reúnem arte, distanciamento e tecnologia. “Através das lives e dos encontros virtuais, a cultura continua se manifestando na nossa cidade porque os nossos artistas, apesar de estarem em casa, não param. Essa é a força da nossa gente”, destaca.

Até ser transformada na Casa da Cultura como hoje conhecemos, no dia 12 de agosto de 1994, o antigo Casarão da Praça Saraiva, além de residência de João do Rego Monteiro, o Barão de Gurgueia, no século XIX, já foi quartel, enfermaria, seminário da Diocese de Teresina, sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e colégio, sendo tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Piauí em 1986.

MEMÓRIA AFETIVA

Mantida pela Prefeitura de Teresina por intermédio da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), a Casa da Cultura acumula histórias de pessoas que tiveram suas vidas marcadas por todo o trabalho desenvolvido nesses 26 anos de existência. E não somente da parte dos frequentadores, que terminam se tornando assíduos, “de casa”, para não perder o trocadilho – como também dos funcionários. Mesmo aqueles que não trabalham mais por lá.

Caso de Edilene Santos, funcionária da Casa entre 2005 e 2011. “Eu trabalhava ali na administração, mas eu era aquela pessoa muito envolvida com a magia do teatro, da música, da dança, das artes plásticas, do cinema. Vivi bons momentos. Tive a oportunidade de estar perto dos nossos artistas piauienses, construí amizades que até hoje eu encontro e batemos um bom papo”, conta.

Fernando Freitas, instrutor de dança, também possui uma relação com a Casa de muita vivência. “De muito compromisso, muito carinho com todas as pessoas que trabalham nessa Casa e todos que passaram por ela. Queria dizer que, acima de tudo, toda a minha gratidão e todo o meu respeito e meus parabéns pra Casa da Cultura.”

Diretora do balé e instrutora de sapateado, Chica Silva saúda a energia transformadora da Casa. “É um prazer ver a possibilidade que esse lugar tem de nos transformar, criar, desenhar um contexto que é totalmente diferente e possibilitar essa construção de um segmento artístico que é tão importante. Sou grata por fazer parte desse lugar”.

O diretor de teatro Adriano Abreu “reside” há seis anos na Casa com o Coletivo Piauhy Estúdio das Artes. “Nós construímos muitos espetáculos, muitos projetos de sucesso. Aqui residem vários grupos de teatro, de dança, de cinema, de artes visuais. É uma Casa muito importante para cultura do Piauí, pra cultura de Teresina”.

Para o também diretor de teatro Wander Lima, a Casa da Cultura se mistura à sua própria trajetória. “Foi aqui que eu comecei minha história artística e eu tenho certeza que ela também faz parte da vida de muitos teresinenses. A Casa está fazendo 26 anos, é um momento especial para todos nós”.

A memória afetiva proporcionada pela Casa não é vívida apenas naqueles que contribuem no seu dia a dia. O bacharel em Direito e professor de Filosofia  Marcelo Raynã, que foi aluno do curso de cinema ministrado por Monteiro Júnior, tece o fio de suas recordações com o Casarão da Praça Saraiva. “Nem lembro quantas vezes passei diante daquele imponente casarão fincado no coração da cidade. Entre tantas idas e vindas, resolvi entrar. Muitos veem a arte como um objeto. Foi só atravessar os enormes portões de madeira antiga e encarar aquela icônica escadaria para perceber que o objeto na verdade era eu. Um objeto inacabado no interior de uma casa que pulsava, que respirava: um organismo vivo que fala, que dança e que abraça.”

“Cabe a nós enquanto moradores, cidadãos teresinenses, abraçarmos o que a gente tem, cuidarmos do que a gente tem”, defende Moisés Chaves, ator e instrutor de teatro. “A importância da casa é enorme. Então, um exercício de cidadania prazerosa, amorosa com a minha cidade é amar o patrimônio público. Parabéns pra Casa da Cultura de Teresina, como cidadão teresinense que sou, amante da casa. Que ela continue sendo nossa, sua, minha. De todos nós”.

 

Fundação Monsenhor Chaves inicia elaboração do Plano Municipal de Cultura

A Prefeitura de Teresina iniciou elaboração do Plano Municipal de Cultura, um instrumento central para o planejamento e execução das políticas públicas de cultura em Teresina para os próximos dez anos. Neste momento o foco é construir um diagnóstico da realidade cultural da cidade. Os interessados podem participar através de um questionário que pode ser preenchido  no período de 08 a 27 de agosto.

O questionário está disponível através do link: https://pt.surveymonkey.com/r/diagnosticoculturalteresina. Podem participar artistas, arte educadores(as), grupos culturais, coletivos urbanos, agentes culturais, mestres(as) e grupos das culturas populares e tradicionais, gestores(as) culturais, estudantes, professores(as) e pesquisadores(as) e todos os interessados. Para mais informações, aqueles que desejam participar, podem mandar mensagem para o e-mail: pmcdeteresina@gmail.com.

O Plano pretende possibilitar ao setor cultural e demais áreas a implantação de normas integradas que ajudam no seu desenvolvimento com diretrizes que nortearão as políticas culturais. O documento está sendo elaborado com o aporte financeiro do Projeto Lagoas do Norte, que efetuou o contrato da consultoria responsável pela sua elaboração. O trabalho será coordenado pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FMC),

“Estamos na fase de construção da realidade cultural de Teresina, através da opinião pública. Esse momento é de extrema importância para a elaboração do plano”, disse Luís Carlos Alves, presidente da FMC.

Teatro do Boi realiza programação online para comemorar aniversário

Durante o mês de agosto, o Teatro do Boi estará com uma extensa programação para a comemoração dos seus 33 anos de contribuição cultural, mas desta vez, através da internet, levando em conta as recomendações de isolamento social devido a pandemia de Covid-19. Serão realizadas diversas lives na rede social (@teatrodoboi) com a participação de pessoas que fazem o espaço e algumas apresentações.

As atividades iniciam nesta segunda, 03, e seguem até o dia 15 de agosto, data de aniversário do Teatro. “Em seus 33 anos de história, o Teatro foi responsável pela iniciação de muitos jovens e formação de diversos artistas da nossa cidade. É um importante instrumento de fomento da cultura e, principalmente do nosso folclore”, destaca Luis Carlos Alves, presidente da Fundação Monsenhor Chaves.

A programação desta semana destaca a história e a importância do Teatro na cidade, com a divulgação de depoimentos de pessoas que contribuem para a preservação do local. Na próxima semana, serão realizadas lives e publicados vídeos sobre as ações do teatro, encerrando com apresentações online de capoeira, dança e declamação de poema.

Localizado no bairro Matadouro e mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, o Teatro do Boi é uma das mais tradicionais ferramentas culturais da cidade oferecendo diversas atividades como oficinas de dança, teatro, música, artes visuais, capoeira, exposições, bem como a realização de diversos eventos e a apresentação de espetáculos, proporcionando uma das mais fortes expressões de cultura da zona Norte.

Classe artística deve se inscrever para participar de editais da Lei Aldir Blanc

A Lei Aldir Blanc vai destinar recursos para a cultura de Teresina com o objetivo de ajudar artistas que ficaram desamparados neste período de pandemia do novo coronavírus. Para isso, todos que participam da cadeia produtiva dos segmentos artísticos e culturais da capital devem se inscrever, online, no Sistema de Cadastro Cultural (Sicac), que já está disponível neste link.

A partir deste cadastro, a Prefeitura de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monselhor Chaves (FMCMC), vai receber os dados que servirão como base para o lançamento de editais que contemplem artistas e espaços culturais da capital. O superintendente da FMCMC, Paulo Dantas, explica que Teresina vai receber R$ 6.555 milhões para investir nestes projetos. “Nós estamos passando por um momento delicado e quem trabalha com cultura foi bastante prejudicado, essa verba vem para ajudar estas pessoas”, afirmou.

Podem realizar o cadastro artistas, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte, bem como espaços, grupos e instituições culturais.

Paulo Dantas explica ainda que Teresina ficará responsável pelos editais nas linhas 2 e 3 da Lei. A linha 2 está voltada para espaços artísticos e culturais. Já dentro da linha 3 devem ser realizados editais, chamamentos públicos e prêmios destinados a atividades, produções e capacitações culturais.

A linha 1 da Lei Aldir Blanc fica sob responsabilidade dos estados e prevê que seja concedido auxílio emergencial, com três parcelas de R$ 600 para a classe artística.

Conselheiros Municipais de Cultura tomam posse em Teresina

Fiscalizar e acompanhar os trabalhos realizados na área cultural são algumas das funções dos novos conselheiros municipais de cultura de Teresina, que tomaram posse na manhã desta segunda-feira (22). A solenidade, que oficializou a atuação dos novos membros para o biênio 2020/2022, aconteceu de maneira virtual, com a participação do prefeito Firmino Filho, do secretário da Fundação Monsenhor Chaves, Luis Carlos Alves, artistas, imprensa e convidados.

Para o prefeito Firmino Filho a cidade deve estar preparada para a nova realidade que se desenha a partir da pandemia do novo coronavírus. “É um momento difícil que estamos vivendo, a gente sabe que essa crise vai ter impactos em vários setores, e a cidade precisa estar aberta e preparada para essa nova realidade. No âmbito da cultura, temos que estar atentos aos novos potenciais e novas narrativas”. Ainda segundo ele, a cultura tem muitas iniciativas e o Conselho vem para dar continuidade.

“O Conselho é fundamental, pois são muitas as ações e iniciativas culturais. Que o órgão consiga plantar boas sementes e ao longo do tempo essas sementes possam frutificar”, completou o prefeito.

Foram empossados representantes da sociedade civil, eleitos em fóruns setoriais de cultura e representantes do poder público. Eleita entre os artistas, a representante titular do Teatro e Circo, Thallyta do Monte, realizou um discurso em que frisou a importância dos conselheiros e destacou desafios e missão dos novos membros.

“É fundamental que toda classe artística e sociedade em geral se apropriem do Conselho Municipal de Política Cultural e possam participar por meio de seus representantes. No atual contexto em que vivemos, nós conselheiros temos um grande desafio e uma nobre missão de construir, com a classe artística e poder público, políticas culturais para a nossa cidade, de modo democrático, contemplando todos os segmentos sociais”, afirmou Thallyta.

A principal atuação do Conselho Municipal de Política Cultural de Teresina é a construção do Plano Municipal de Cultura e aplicação no município de Teresina dos recursos da Lei Aldir Blanc, projeto de Lei 1075/2020, que prevê auxílio emergencial para o setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus. O Conselho Municipal de Política Cultural de Teresina é um órgão colegiado, de formação igualitária entre o poder público e a sociedade civil, com caráter deliberativo, normativo e consultivo.

Representantes Sociedade Civil

Música
Titular: Micael Cruz Fidelis
Suplente: José Marques da Silva Mendes
Dança
Titular: Samuel Alves Nascimento
Suplente: Francisca das Chagas Silva
Artes Visuais
Titular: Suselaine Cabral da Silva Marinho
Suplente: Marysette Pacheco Alves de Oliveira
Teatro e Circo
Titular: Thallyta Castelo Branco de Vasconcelos
Suplente: Gerson dos Santos Carvalho
Patrimônio Imaterial
Titular: Jairo Gomes Araújo
Suplente: Maria do Carmo Teixeira Veloso
Literatura
Titular: João Henrique de Sousa Vieira
Suplente: Alex Sampaio Nunes
Comissão de Cultura da Ordem dos Advogados do Brasil/SECCIONAL PI – OAB
Titular: Thiago Anastácio Carcará
Suplente: Érico Percy Alcântara de Moraes

Representantes Poder Público

Fundação Monsenhor Chaves – FMC
Titular: Paulo Henrique Sousa Dantas
Suplente: José Afonso de Araújo Lima
Secretaria Municipal de Finanças – SEMF
Titular: José de Arimateia Pereira Silva
Suplente: Nilmar Rubens Mendes Leal
Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas – SEMCASPI
Titular: Elizabeth Nogueira da Silva
Suplente: Maria Guadalupe de Araújo Veloso de Lima Freitas
Secretaria Municipal de Educação – SEMEC
Titular: Ana Vitória de Carvalho Santos
Suplente: Silvana Uchôa de Castro
Secretaria Municipal de Economia Solidária de Teresina – SEMEST
Titular: Lorena Veras Sandes Freitas
Suplente: Reis de Maria B. de Sousa
Secretaria Municipal da Juventude – SEMJUV
Titular: Francisco Herbert Viana Marques
Suplente: Samara de Sousa Brito
Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – SEMPLAN
Titular: Débora Cardoso Cavalcante
Suplente: João Costa da Silva
Secretaria Municipal de Comunicação Social – SEMCOM
Titular: Francisca Pinto Nievinski
Suplente: Adailton Mendes Silva Júnior
Superintendência de Desenvolvimento Urbano – SDU/Centro Norte
Titular: Rômulo Marques Carvalho
Suplente: Karla Beatriz Andrade de Medeiros Carneiro

Palácio da Música e Sinfônica de Teresina se mobilizam em prol dos artistas nesta quarentena

O Palácio da Música e a Orquestra Sinfônica de Teresina estão se mobilizando na arrecadação de recursos para a compra de cestas básicas que serão distribuídas para artistas residentes em Teresina que não tenham nenhuma fonte de renda fixa. Os alimentos podem ser entregues no Palácio da Música, localizado à Rua Santa Luzia, nº 1241, Centro, ou em dinheiro via transferência bancária para a conta da Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina (AAOST), agência do Banco do Brasil nº 4249-8, conta corrente 16916-1, CNPJ nº 07018687/0001-31.

Para isso, é necessário fazer um cadastro que dará informações necessárias para a entrega das cestas básicas. Neste primeiro momento, a prioridade é ajudar aqueles que não têm nenhuma outra fonte de renda fixa, aqueles que ganham somente sobre sua produção, que está totalmente afetada por causa da quarentena sugerida pela Organização Mundial de Saúde. O cadastro pode ser realizado AQUI.

Os artistas teresinenses estão impossibilitados de atuarem por conta da prevenção contra a disseminação do novo coronavirus, que tem se espalhado rapidamente pelo mundo inteiro.

A COVID-19 é uma doença causada pelo novo coronavírus, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China. Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Uma em cada seis pessoas que recebe COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm outras condições de saúde como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.

Balé da Cidade realiza programação gratuita com exibição de documentário

Nesta sexta-feira (13), o Balé da Cidade de Teresina exibirá o documentário “Instantes – Um Olhar sobre o Balé da Cidade de Teresina”, de direção de Tássia Araújo e fotografia de Alexandre Soares. Além disso, a Companhia apresentará o espetáculo “Folha D’Água”, do pernambucano residente na Suíça, Marcelo Pereira. A programação, aberta ao público e gratuita, tem início às 19h30, no Teatro João Paulo II, zona sudeste de Teresina.

O documentário foi gravado em 2018, quando a Companhia comemorava seus 25 anos de história. Ele apresenta um olhar – dentre tantos possíveis – para este instante dessa trajetória, que, ao mesmo tempo em que pontua um novo momento, já é passado.

Segundo Tássia, os depoimentos capturados por ela revelam a história individual dos bailarinos que se confunde muitas vezes com a história do Balé da Cidade, mostrando como a companhia se faz importante na vida de cada um.

“Quando comecei a trabalhar com imagem, por volta de 2012, construí narrativas através de performances, pensando em usar a experiência de cada corpo na fotografia e no vídeo. Registrar esse momento tão importante para o Balé da Cidade de Teresina se fez muito importante para mim também porque a dança, de certa forma, faz parte da minha caminhada como artista. A partir do convite da Janaína Lobo para registrar o ano de comemoração dos 25 anos do Balé, fiz a proposta para que desses registros fosse criado um documentário. Foi uma experiência de muito aprendizado, em que o trabalho foi realizado por uma equipe muito pequena e dedicada”, diz a diretora do documentário.

Na mesma ocasião será apresentado Folha D’Água, de criação de Marcelo Pereira. O espetáculo traz a natureza e seus elementos como sensações para dançar, criando uma dança sensorial, à flor da pele. “Esta é uma celebração à natureza. Folhas que se mexem, vento que move. Folha d’água quer dizer daquilo que se pega e se larga no molhar da vida, vida em seu fluxo natural, cíclico e cheio de transformação”, explica a coordenadora artística, Janaína Lobo.

Sobre a Companhia
O Balé da Cidade de Teresina é uma companhia pública de dança Contemporânea que vem atuando no cenário artístico local e nacional, contribuindo com o desenvolvimento e aprofundamento da dança piauiense. Vem aproximando a dança da cidade através da sua atuação compromissada em diferentes ações, como temporadas de apresentações públicas, conversas e formação continuada.

O Balé da Cidade de Teresina conta com 18 bailarinos e é mantido pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Associação dos Amigos do Balé da Cidade de Teresina. Tem direção geral de Chica Silva, coordenação artística de Janaína Lobo e ensaios de Carla Fonseca.