Empreendedores do Centro de Produção do Saci realizam a Feirinha Livre do Saci neste sábado (4)

Feirinha Livre do Saci (Foto: Arquivo Semcom)

Neste sábado, 4 de outubro, o Centro de Produção do Saci abre as portas para mais uma edição da Feirinha Livre do Saci, um evento especial que valoriza a arte, a cultura e o empreendedorismo local. A programação acontece das 17h às 22h, em frente ao Centro de Produção, em um espaço seguro, acolhedor e aberto a toda a comunidade.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Durante a feirinha, os empreendedores do Centro vão oferecer ao público uma diversidade de produtos, incluindo artesanato, vestuário e artigos e objetos para o lar. Além das compras, os visitantes poderão vivenciar momentos de lazer e informação com música ao vivo, recreação infantil, atividades físicas, orientações de saúde para idosos, cuidados com a saúde bucal, ações do Outubro Rosa e muito mais.

A programação musical promete animar a noite: a Banda do 25° BC abre o evento às 17h30, seguida pela cantora Beth Moreno, que levará o melhor do samba para o público, a partir das 19h.

📍 *Serviço:*

Feirinha Livre do Saci
Local: Centro de Produção do Saci
Data: Sábado, 04/10
Horário: 17h às 22h

Casa de Cultura Dona Carlotinha valoriza memória e tradição em Teresina

A Casa de Cultura Dona Carlotinha está aberta ao público na Praça João Luís Ferreira (Foto: Ascom FMC)

A Casa de Cultura Dona Carlotinha oferece aos teresinenses um rico acervo histórico e promove projetos culturais que preservam e valorizam a identidade local. Entre as atividades, destaca-se o Balaio de Lendas, voltado para crianças e adolescentes, que incentiva o contato com as tradições e histórias do Piauí.

O espaço abriga cinco acervos de grande importância. Entre eles, a coleção de porcelanas do historiador piripiriense Jazias Clarence Carneiro da Silva; o memorial do ex-prefeito Wall Ferraz; a sala da numismática, que reúne moedas dos cinco continentes; e o acervo do jornalista Carlos Castelo Branco, preservando suas crônicas e a indumentária da Academia Piauiense de Letras.

Outro destaque é a sala de Arqueologia e Paleontologia, onde uma pirâmide central exibe rochas de diferentes regiões do estado, incluindo cinzas vulcânicas e opalas. O espaço conta ainda com um ambiente dedicado à cultura nordestina, que valoriza as raízes e tradições populares.

Além das exposições, a Casa de Cultura promove atividades voltadas para o público infantil, como contação de histórias, oficinas de pintura artística, pintura facial e outras ações que estimulam a imaginação e a criatividade das crianças.

O local também mantém um acervo de livros voltado para estudantes de diversas áreas, incluindo arquitetura, pedagogia e artes visuais, tornando-se um importante centro de consulta e pesquisa.

A Casa de Cultura Dona Carlotinha está aberta ao público na Praça João Luís Ferreira, no centro de Teresina, e segue como um espaço de preservação da memória e incentivo à cultura piauiense.

Música e cultura marcam mais uma edição do “Vem pra Saraiva”

Música e cultura marcam mais uma edição do “Vem pra Saraiva” (Foto: Ascom FMC)

A Praça Saraiva foi palco, neste domingo (28), de mais uma edição do “Vem pra Saraiva”, evento que já se consolidou como tradição no calendário cultural de Teresina. A feira, promovida pela Prefeitura de Teresina, contou com a participação da Oxente Feirinha, que celebrou seus dois anos de existência com um bolo de 1 metro, reunindo expositores, feirantes e o público em um clima de festa e confraternização.

Entre os destaques do dia estiveram as atrações culturais promovidas pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC). O grupo Trombone & Cia abriu a programação levando ao público um repertório vibrante, marcado pelo sopro e pela energia contagiante que deu o tom da manhã. Em seguida, o grupo Piauí Samba assumiu o palco e colocou todo mundo para dançar, reforçando a identidade musical piauiense e enchendo a praça de ritmo e alegria.

Música e cultura marcam mais uma edição do “Vem pra Saraiva” (Foto: Ascom FMC)

Além da música, o evento contou ainda com espaço kids, apresentações artísticas, gastronomia variada e serviços diversos, atraindo famílias inteiras para a praça. Para a FMC, a presença dos grupos evidencia o compromisso a valorização dos artistas locais e oferece uma programação cultural acessível à população.

Festival Gastronômico na Estaiada promete agitar o domingo na Zona Leste

No próximo domingo (28), Teresina ganha um novo sabor com a realização do ”Festival Gastronômico na Estaiada”. O evento está sendo promovido pela Feirinha Verde com apoio da Prefeitura de Teresina através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC).

O primeiro festival acontecerá de 16h às 21h, na base da Ponte Estaiada, reunindo gastronomia criativa, cultura, música e bons encontros em um dos cenários mais especiais da cidade. Ao todo, 38 empreendedores da Feirinha Verde vão oferecer um verdadeiro festival de sabores, que vai dos quitutes tradicionais às opções modernas e inclusivas. Entre as delícias, o público poderá saborear bolos, cookies, petas, mel, licores, arrumadinho de frutos do mar, pizza, pastel, café, crepes e pratos da culinária vegana.

Mais que um evento gastronômico, o Festival será uma celebração da diversidade e da identidade da nossa capital, proporcionando momentos únicos para serem vividos em família ou com amigos.

Não perca essa experiência! Venha viver, provar e se encantar no Festival Gastronômico na Estaiada.

Cadernos de Teresina nº 4 traz reportagem sobre o povoado Mimbó: comunidade negra em luta pela sobrevivência

Na edição nº 4 da revista Cadernos de Teresina, lançada em abril de 1988, uma das reportagens de maior relevância cultural e social foi intitulada “Mimbó: mito e realidade — uma comunidade negra luta pela sobrevivência”, assinada por Noé Mendes e Airton Gomes, com fotografias de Alcide Filho.

O texto registra a história do povoado Mimbó, em Amarante, comunidade formada por descendentes de quilombolas que, há gerações, mantém viva sua identidade cultural e suas tradições, enfrentando o isolamento geográfico e a exclusão social. O artigo foi publicado no contexto do centenário da abolição da escravatura, momento em que se discutia a herança da escravidão e as desigualdades persistentes no Brasil.

Na entrevista concedida a Cadernos de Teresina, Augusto Rabelo da Paixão, agricultor e então presidente da Associação Comunitária do Mimbó, revelou aspectos centrais da vida local: a agricultura de subsistência, a ausência de escolas formais, a religiosidade marcada pela devoção popular e a resistência cultural por meio da música, como o tradicional pagode do Mimbó. Ele relatou ainda as dificuldades enfrentadas pela comunidade, como a falta de acesso à terra, a precariedade dos serviços básicos e a discriminação racial.

A fala de Augusto evidencia como, mesmo após cem anos da abolição, comunidades negras continuavam a lutar por direitos elementares. “A nossa alimentação é na base do milho, arroz e feijão. Não fomos acostumados com carne ou manteiga. Para as crianças, era só a maniba seca”, destacou em um dos trechos, reforçando a realidade de privações.

Para conferir o texto completo, acesse a revista e leia a página 42.

Reportagem sobre o povoado Mimbó (Ascom FMC)

MIS de Teresina celebra primeiro mês de funcionamento com mais de 5 mil visitas

Museu da Imagem e do Som de Teresina (Foto: Ascom MIS)

O Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) completou seu primeiro mês de funcionamento consolidando-se como um novo espaço de encontros e vivências culturais na cidade. Nesse período inicial, mais de 5 mil pessoas visitaram as exposições e atividades oferecidas pelo museu.

Entre as novidades apresentadas ao público, destaque para a abertura da exposição “Colorindo Nossas Memórias”, desenvolvida pelo diretor do MIS, Paulo Dantas, e o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), Abiel Bonfim. A mostra tem como proposta resgatar lembranças e experiências coletivas por meio das cores, conectando memória e arte.

Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) (Foto: Ascom FMC)

Outro marco deste primeiro mês foi a inauguração do rooftop, localizado no quarto andar do museu, que abriga a Galeria Café, um novo ambiente voltado para convivência, cultura e gastronomia.

O MIS também recebe a exposição “Cores da UAPPI”, que reúne obras disponíveis para contemplação e aquisição, fortalecendo o elo entre produção artística local e o público visitante. De acordo o diretor do museu, este é apenas o começo de uma trajetória que busca transformar o espaço em um polo cada vez mais dinâmico, pulsante e acessível de cultura em Teresina.

Palestra “A Arte do Jogo” reúne público no MIS em mais uma edição do Ciclo de Palestras Arte e Negócio

Palestra “A Arte do Jogo” reúne público no MIS (Foto: Ascom FMC)

O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebeu, na última terça-feira (16), a palestra “A Arte do Jogo”, ministrada por Tiago Peixoto, fundador da Disforme. O encontro fez parte do Ciclo de Palestras Arte e Negócio, iniciativa que busca promover reflexões sobre os vínculos entre criatividade, mercado e inovação.

Com linguagem acessível e exemplos práticos, Tiago Peixoto compartilhou experiências sobre o processo criativo, destacando como a arte e a tecnologia se entrelaçam na construção de narrativas interativas. A palestra atraiu profissionais da cultura e interessados no tema, reforçando a importância do debate sobre a economia criativa em Teresina.

A organização do evento esteve a cargo de Clarissa Parente, Paulo Dantas, Jaíssa Moreno e Joselé Martins, através da Fundação Monsenhor Chaves e da Fundação Wall Ferraz, instituições que vêm ampliando o espaço para discussões sobre cultura, negócios e inovação na cidade.

 

 

Projeto Banda Escola celebra 37 anos de história

O projeto tem como filosofia revitalizar a tradição das bandas de música em diálogo com a prática contemporânea (Foto: Ascom FMC)

O projeto Banda Escola da Fundação Monsenhor Chaves celebra 37 anos de história, e acontece no Palácio da Música, onde trouxe um concerto especial no último domingo (14).

Voltado à formação musical de crianças e jovens, o projeto é reconhecido como um dos principais centros de preparação de instrumentistas no Piauí e em toda a região. Mais do que música, o Banda Escola transforma vidas e incentiva novos talentos a trilharem caminhos no universo musical.

Mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, o projeto tem como filosofia revitalizar a tradição das bandas de música em diálogo com a prática contemporânea. A proposta envolve a formação de jovens, de 8 a 18 anos, nos bairros e povoados da cidade, além da realização de concertos públicos abertos à comunidade.

Desde 2022, o coordenador Micael Fideles tem reforçado a importância sociocultural do Projeto Banda Escola para Teresina. Muito mais do que um espaço de aprendizado musical, ele se tornou um verdadeiro símbolo de transformação de vidas.

O Projeto é a maior fábrica de músicos do Piauí, mas carrega um detalhe que o torna ainda mais especial: todos os maestros que hoje conduzem as bandas são ex-alunos. Eles representam a prova viva de que a música forma, inspira e transforma, gerando um ciclo de dedicação e amor que atravessa gerações.

Mais do que ensinar música, o Banda Escola ensina cidadania, disciplina e esperança — valores que seguem ecoando no coração de cada criança e jovem que passa por suas fileiras.

FMC revisita a terceira edição da Revista Cadernos de Teresina, lançada em 1987

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de revisitar e disponibilizar ao público as edições da Revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, foi a vez da terceira edição, publicada no final de 1987, ganhar destaque nas redes sociais da instituição.

Apresentada pelo professor, Jairo Sherlock, a edição recebeu comentários em vídeo que ressaltaram a relevância e a riqueza do conteúdo. O exemplar trouxe textos de nomes marcantes como O. G. Rego de Carvalho e Noel Rosa, além de ensaios, poesias e contos que refletiram aspectos da cultura piauiense da época.

Um dos diferenciais dessa edição foi a inclusão de uma aba antes da capa, recurso que valorizou ainda mais o material editorial. O número também destacou a problemática da educação e seus desdobramentos artísticos e culturais, tema central que atravessava debates importantes na sociedade teresinense do período.

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

Outro ponto de destaque foi a Agenda Cultural, que reunia manifestações artísticas e eventos que movimentavam a cena cultural de Teresina no final da década de 1980.

Com a retomada dessas publicações históricas, a Fundação reafirma o compromisso de resgatar e valorizar a memória cultural da cidade, permitindo que novas gerações tenham acesso a registros que marcaram o desenvolvimento intelectual e artístico de Teresina.

ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 3 COMPLETO: CLIQUE AQUI.

Projeto resgata a memória cultural de Teresina através da digitalização da revista Cadernos de Teresina

Edição da revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de digitalização e divulgação das edições da Revista Cadernos de Teresina, um importante registro da produção cultural e intelectual da capital piauiense. O projeto prevê a publicação semanal de cada exemplar, permitindo que o público volte a ter acesso a esse acervo histórico.

Nesta semana, será disponibilizada a segunda edição da revista, publicada originalmente em agosto de 1987, durante a gestão da então presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Eugênia Ferraz, e do superintendente Noé Mendes. Com textos, crônicas, ensaios e poesias que refletem a efervescência cultural da época, a revista foi criada com o intuito de ser uma plataforma de expressão para artistas, escritores e pensadores locais.

A publicação desta edição ganha um significado especial ao trazer, como destaque, um poema do escritor William Melo Soares, o Poetinha, que faleceu recentemente. Figura marcante da cena literária teresinense, William deixou um legado de sensibilidade, lirismo e forte ligação com a cidade. Sua obra permanece viva entre leitores, colegas de ofício e admiradores da poesia piauiense. Em homenagem ao autor, a Fundação escolheu destacar o poema “Lua Acima Rua Abaixo”, no qual o poeta percorre, com palavras suaves e melancólicas, os caminhos da cidade que tanto amou.

LUA ACIMA RUA ABAIXO
William Melo Soares

Caso você siga
rua abaixo
lua acima
percorra toda a cidade
por entre becos e esquinas
procure um rastro de estrela
no céu de Teresina

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
passe pelo cais do rio
de um vapor que evaporou
pro remanso de outras águas
deixando ondas no peito
do mano velho barqueiro

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
no movimento das barcas
me envolva num abraço
só não toque no meu manto
de solidão e cansaço

A série de publicações continuará, semanalmente, sempre com uma nova edição da revista sendo disponibilizada nos canais oficiais da Fundação Monsenhor Chaves. O projeto reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e o incentivo à leitura e à reflexão sobre a identidade teresinense.

LINK PARA O ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 2 COMPLETO: https://drive.google.com/file/d/157cdAeX3XPcmIJXE6RBjnyhC-Bwv79jr/view?usp=drivesdk