Strans premia profissionais e estudantes por trabalhos sobre educação no trânsito

A Strans está com as inscrições abertas até 1º de novembro para o VIII Prêmio Cidade de Teresina de Educação no Trânsito. A premiação será de R$ 2 mil e R$ 1 mil e o tema geral “Quem não respeita as leis e a sinalização está na direção errada. No trânsito, o sentido é a vida”.

A jornalista, Marta Alencar, foi vencedora por duas vezes em 1º lugar (em 2015 e 2017), com uma matéria publicada em revista e outra por um portal. Ela destaca que o prêmio é muito importante, não só para a questão da qualidade das vias na cidade, mas também pela educação quanto ao conhecimento das leis que regem o trânsito, seja para pedestres, motoristas ou motociclistas.

“Eu fiquei muito feliz de ter meus trabalhos inscritos reconhecidos em duas oportunidades, seja impresso ou online. É gratificante conhecer histórias de pessoas que sobreviveram a acidentes de trânsito, por exemplo, e que, atualmente, promovem projetos que conscientizam outras pessoas. Eu aprendi tanto como repórter quanto como motorista. Agradeço à Strans e à Prefeitura de Teresina pela oportunidade de contar essas experiências”, diz.

Sobre o prêmio

O prêmio está dividido nas categorias professor de escola pública e privada, aluno da educação infantil ao ensino superior, profissional de comunicação (rádio, tv, jornal, revista e portal), fotografia e a categoria responsabilidade social no trânsito (para pessoa jurídica e pessoa física).

Para o público em geral, tem a categoria fotografia com o tema: “Atitude legal que me chama atenção no trânsito”. Na categoria responsabilidade social para pessoas jurídicas, o material deve ser inscrito com relatos.

A gerente de Educação no Trânsito, Samyra Mota, diz que é um prêmio de grande relevância para Teresina, pois as estatísticas apontam dados negativos no trânsito. “É uma ação para provocar reflexão nas pessoas quanto à conduta de pedestres, ciclistas e motoristas. A ideia é causar efeitos a partir da produção de textos, desenhos e fotos, motivados pela premiação”, diz.

Oficina mostra como desenhos dos alunos passam mensagens sobre suas dificuldades

Para entender como simples desenhos feitos pelas crianças podem representar sentimentos, desejos e angústias, profissionais do Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho (CMAM) e da educação inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec) participaram de uma oficina promovida pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) – Seção Piauí.

O diálogo foi sobre o desenho como sistema de representação, onde a psicopedagoga Maria da Santidade Lopes abordou a importância do olhar para a representação gráfica das crianças. Maria Santidade é especialista em avaliação da aprendizagem e explicou que as crianças podem passar diversas mensagens por meio dos traços na folha de papel. “Os educadores têm no desenho uma fonte de comunicação que lhe possibilita uma análise dos percursos do desenvolvimento infantil, pois é um jeito de mostrar a relação com o mundo”, afirma.

O CMAM, que atua no atendimento de estudantes da Rede Municipal de Ensino com transtornos de aprendizagem, mantém uma equipe de multiprofissionais antenadas com as novidades que podem ajudar no processo de desenvolvimento dos alunos. Participaram da oficina a psicopedagoga Alcione Maria e a psicóloga Andreia Leite, além da chefe da Divisão de Educação Inclusiva da Semec, Teresa Fortes.

A atividade também é parte de uma parceria que teve início no ano passado, reunindo Prefeitura de Teresina, Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e ABPp. O projeto Colmeia do Aprender é um esforço coletivo para a superação das dificuldades de aprendizagem dos estudantes de escolas públicas. Atualmente, 16 alunos são atendidos gratuitamente no projeto.

Para Cristina Miranda, coordenadora da Associação de Psicopedagogia, a parceria traz resultados significativos no avanço das crianças. “É uma parceria extremamente importante e que já mostra resultados concretos, por isso estamos trabalhando em várias vertentes, com a proposta de ampliar. É um olhar conjunto e atento pelo bem das nossas crianças”, conclui.

Ascom/Semec