Mobiliza Lilás reúne mulheres na zona Norte de Teresina em tarde de empoderamento, cultura e bem-estar

A SMPM reforça que continuará promovendo iniciativas descentralizadas em diferentes regiões da cidade (Foto: Ascom SMPM)

Em uma tarde marcada por movimento, autocuidado e união feminina, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) promoveu nesta segunda-feira (25) o Mobiliza Lilás, no Parque Matias Matos, zona Norte de Teresina. A ação, que integra a campanha Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, também celebrou o aniversário da capital piauiense com uma programação especial voltada ao fortalecimento das mulheres.

O evento, aberto ao público, reuniu mulheres de diferentes idades e bairros da cidade em uma série de atividades gratuitas que promoveram o bem-estar físico, emocional e social. A programação incluiu uma sessão de pilates e alongamento, aula de autodefesa, apresentação teatral e um animado aulão de dança, com apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEMEL).

A secretária, Rosa Neide, presente no evento, destacou o papel do Mobiliza Lilás na valorização da mulher teresinense. “O Mobiliza Lilás é mais do que uma atividade de lazer, é uma ação de fortalecimento das mulheres e de reafirmação do nosso compromisso com a construção de uma cidade mais segura, justa e acolhedora para todas. Cada mulher que esteve aqui hoje levou um pouco mais de força, informação e apoio consigo”, destaca.

Um dos momentos mais emocionantes da tarde foi a apresentação teatral em formato de monólogo, que trouxe à cena reflexões profundas sobre a vivência feminina, violência de gênero e superação. A performance foi acompanhada com atenção e gerou roda de conversa entre as participantes.

A aula de autodefesa, por sua vez, chamou a atenção de mulheres jovens e adultas que demonstraram interesse em aprender técnicas práticas de proteção pessoal, promovendo autonomia e confiança.

O encerramento foi em clima de celebração, com um aulão de dança que transformou o parque em um grande espaço de festa, alegria e integração.

Com o sucesso da ação, a SMPM reforça que continuará promovendo iniciativas descentralizadas em diferentes regiões da cidade, aproximando as políticas públicas das mulheres onde elas estão.

“Seguiremos firmes na missão de garantir que toda mulher tenha acesso à informação, acolhimento e oportunidades de se fortalecer. Mobilizar é cuidar, é proteger, é empoderar”, finalizou a secretária.

A iniciativa reafirma o papel das políticas públicas na promoção de uma cultura de paz, respeito e equidade em Teresina.

Projeto “Meninas em Foco” é lançado em escolas municipais para promover empoderamento e segurança

Iniciativa integra a campanha Maio Laranja e busca conscientizar alunas sobre seus direitos, igualdade de gênero e prevenção à violência sexual (Foto: Ascom SMPM)

Nesta terça-feira, dia 06, foi lançado oficialmente o projeto “Meninas em Foco: Lutando por Direitos e Segurança”, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) e o Ministério Público.

O projeto é voltado para estudantes do 7º e 8º ano da rede municipal de ensino e faz parte da campanha Maio Laranja, instituída pela Lei nº 14.432/2022, que visa reforçar o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes em todo o país.

Com o objetivo de criar um ambiente de escuta, acolhimento e diálogo, “Meninas em Foco” promove rodas de conversa nas escolas, abordando temas como prevenção à violência sexual, igualdade de gênero, direitos humanos e segurança. A proposta é empoderar as meninas, fortalecendo sua autoestima, autonomia e consciência crítica, para que se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias.

De acordo com a SMPM, o projeto vai além da informação: ele pretende mobilizar toda a comunidade escolar — professores, gestores, pais e alunos — para um compromisso coletivo com a proteção e valorização das meninas.

A expectativa é de que o projeto alcance um número significativo de escolas ao longo do mês de maio, impactando diretamente a vida de centenas de meninas com ações educativas e transformadoras.

Centro-Dia de Referência promove ação de empoderamento para pessoas com deficiência

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizou na manhã desta sexta-feira, (15), no Centro-Dia de Referência para Pessoa com Deficiência, uma ação de empoderamento para pessoas com deficiência assistidas na unidade. A ação aconteceu em alusão ao 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

A ação de empoderamento contou com café da manhã; muita música, com a Banda da Inclusão; e a Roda de Conversa “Um compromisso com toda forma de inclusão”, ministrada pela palestrante Amparo Sousa, presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina.

Para Allan Cavalcante, secretário da Semcaspi, o olhar empático é essencial para as causas que envolvem pessoas com deficiência, colaborando com políticas públicas para essa população.

“Eles merecem todo o nosso respeito, nossa dedicação e todo o nosso carinho. É importante que tenhamos sensibilidade, vontade, tenhamos o bem querer em ajudar e colaborar com políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência. Hoje, nós estamos aqui nesse grande momento dando visibilidade e mostrando para a sociedade, que essas pessoas são eficientes, sim, que podem fazer, sim, tudo aquilo que eles precisam e tudo aquilo que eles querem fazer”, reforça.

Segundo Luzinara Soares, coordenadora do Centro-Dia de Referência, o momento é de reflexão, para que a população entenda o local da pessoa com deficiência na sociedade.

“Hoje a gente está celebrando uma ação em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o dia para que toda a população reflita sobre a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Esse ano o Centro-Dia de Referência completa 9 anos de implantação. Atualmente, nós estamos acompanhando 40 assistidos e 39 famílias acompanhadas na unidade. Temos uma equipe multiprofissional e durante todo o dia desenvolvendo diversos tipos de atividades, como: oficinas pedagógicas, cognitivas, jogos educativos, psicossociais, permanente de cuidado com famílias, e oficinas de auto capacitação”, explica.

QUALIDADE DE VIDA

José Maria Santos, assistido do Centro-Dia de Referência, que se tornou uma pessoa com deficiência após um acidente de motocicleta, fala do acolhimento que recebe na unidade e como o atendimento possibilitou melhorias na qualidade de vida.

“O Centro-Dia me acolheu. Hoje em dia, eu estou numa casa de inclusão, aqui tomo café, eu almoço, me alimento bem. Tenho psicólogo, cuidador, assistente social, tenho tudo. Acho o Centro-Dia bom demais! Antes eu estava perdido! O Centro-Dia me acolheu e me tornou uma pessoa com deficiência digna de ter uma vida normal. Porque deficiente não é doente, é só uma pessoa limitada. Não é uma pessoa incapacitada para nada e merece respeito”, destaca.

CENTRO-DIA DE REFERÊNCIA

Para participar do Centro-Dia de Referência para Pessoa com Deficiência, os jovens e adultos, de 18 e 59 anos de idade, que possui algum tipo de deficiência e que necessita de ajuda de terceiro ou familiar, deve entrar em contato com a rede de assistencial, principalmente, os CRAS e os CREAS, para que sejam feitos os devidos encaminhamentos. O Centro-Dia de Referência funciona de segunda a sexta, de 7h às 17h e está localizado na Rua Acre, n°352, no bairro Ilhotas. O telefone é o 3221-4611.

Mulheres atendidas pelo Florescer Sudeste tem dia de beleza e minicurso durante Ação de Cidadania

As mulheres atendidas pelo Serviço Florescer, localizado na zona Sudeste de Teresina, participaram de uma Ação de Cidadania na manhã desta segunda-feira (25). O evento contou com a presença de manicure, cabeleireira e um minicurso de laços artesanais para as mulheres, através da parceria com a Fundação Wall Ferraz (FWF).

A atividade foi pensada no intuito de proporcionar um momento de autocuidado e estimular a autoestima das mulheres. “O evento também está associado à oferta de oficinas profissionalizantes, que busca incentivar o empreendedorismo e autonomia das mesmas”, pontua a assistente social da SMPM, Caroline Leal.

Antonia Almeida, uma das mulheres atendidas pelo Serviço na zona Sudeste, pontua que o dia de beleza promovido pela Secretaria da Mulher é muito importante para sua autoestima. Ela já participa das atividades do Florescer há três anos e nesta manhã, aproveitou para cuidar das unhas e participar da oficina de laços.

“Sempre compareço, gosto muito desses momentos”, pontua, se considerando uma das mulheres mais assíduas do serviço. “Aqui é um espaço maravilhoso, me sinto cuidada, eu e meu netinho”, finaliza.

De acordo com a Secretária Karla Berger, ações promovidas como essa buscam resgatar o empoderamento das mulheres atendidas, uma vez que muitas mulheres não possuem condições de acessar serviços de beleza e capacitação profissional.

“Cada vez mais percebemos como a mudança no nosso serviço tem cada vez mais empoderado as mulheres”, frisa Karla. “Nosso serviço funciona de portas abertas para mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes em Teresina. Para ter acesso, basta procurar nossas unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte e Zona Rural, no Povoado Salobro”, finaliza a secretária.

Endereços:

Florescer Norte
Rua Antônio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Foto: Divulgação (SMPM)

Mulheres atendidas pelo CREG participam de Workshop sobre mercado de trabalho

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) participaram de um Workshop acerca da inserção do mercado de trabalho nessa última quinta-feira (16). As atendidas já são graduadas pelo curso de Balconista de Farmácia, que foi ofertado em uma parceria da Secretaria de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM) e a Fundação Wall Ferraz (FWF).

O objetivo do workshop é prestar orientação profissional, visando levar informação técnica para as mulheres na hora das oportunidade. Para a Secretária da SMPM, Karla Berger, o encontro é importante por trazer mais qualificação durante o momento de transição que vivemos economicamente por conta da pandemia da covid-19, como também para as mulheres atendidas que buscam estabilidade financeira.

“Romper a violência e se reestruturar emocionalmente é um dos primeiros passos para essas mulheres. Porém, para avançar, cursos e workshops como esses fortalecem o empoderamento e garantem que não retornem ao lar violento ou a situação de vulnerabilidade vivida”, frisa a secretária.

Durante o workshop, as mulheres aprenderam a como se apresentarem durante uma entrevista de emprego, novos formatos de entrevista, apresentação e marketing pessoal. “Essas habilidades são importantes para garantir sucesso na busca de oportunidades”, reforça o coordenador do programa Balcão do Trabalhador da Fundação Wall Ferraz, Átila Araújo.

“Depois do workshop, sinto que vou me sentir mais confiante na área de trabalho. Acredito que posso refletir melhor sobre minhas competências e como oferecer meu serviço de forma melhor”, afirmou uma das mulheres atendidas pelo Creg.

Foto: Divulgação (SMPM)

Ex-aluna do Unitodos é exemplo de luta e empoderamento na educação

Ascom/Semjuv

Andréa Eduarda, 19 anos, é cadeirante e todos os dias faz um percurso superior a 12 km para chegar até a Universidade Federal do Piauí, onde estuda Direito. De família humilde, foi aluna do Unitodos, cursinho popular promovido pela Prefeitura de Teresina para alunos de baixa renda. A estudante prova que a educação realmente promove mudanças, mostrando-se como um exemplo neste mês das mulheres.

“Sempre fui estudante de escola pública e enfrentei muitas dificuldades, mas sempre superadas com muita força de vontade”, afirma, ressaltando que, nos planos para os próximos anos, pretende atuar no direito penal. “Pretendo modificar a vida das pessoas, porque o Direito faz isso”, sonha.

Ela destaca que o Unitodos foi essencial para sua aprovação. “Mesmo não podendo frequentar todas as aulas, por causa de uma intervenção cirúrgica, as aulas, a didática dos professores e todo material disponibilizado foram de bastante reforço para eu alcançar o bom desempenho que tive no Enem”, lembra.

Andréa conta que, como cadeirante, os desafios  são ainda maiores. “Além da dedicação o ensino, também tinha que me dedicar integralmente às terapias.  Mas é de extrema importância acreditar que podemos qualquer coisa, que podemos ocupar vários cargos e estar em qualquer âmbito social”, complementou.

O Programa Unitodos, que existe há duas décadas, oferece aulas gratuitas com professores qualificados para alunos de baixa renda. Em 2019, foram 355 alunos aprovados na chamada regular, com expectativa de chegar em 800 após as próximas convocações. “É uma satisfação muito grande poder ajudar no futuro desses alunos, trazer uma política pública de resultados para a juventude. A Prefeitura de Teresina tem um trabalho grande na educação desde a base, e a tendência é o Unitodos crescer a cada ano”, observa  secretário da Juventude, Zé Filho, acrescentando que a expectativa é de ampliar o número de turmas em 2020.

Projeto de dança une mulheres pelo fim da violência de gênero

Quando o grupo de mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) reúne-se para atividade de dança, as transformações acontecem além do que os olhos podem ver. A prática tem sido uma forma de reinventar a vida, dando para elas novas cores, sons, movimentos múltiplos de singularidade para o enfrentamento da violência de gênero.

A atividade denominada “Mulheres que dançam” é um projeto de iniciativa do CREG em conjunto com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) e acontece uma vez ao mês. O Projeto busca proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas, procurando ajudar também, cada vez mais, no fortalecimento e no rompimento do ciclo de violência sofrido.

A voluntária e professora, Ana Lídia, afirma que a dança é uma atividade que tem contribuído com a autoestima e empoderamento dessas mulheres. “Estamos no quinto mês da atividade e percebo que elas gostam muito, pois a dança ajuda na situação de enfrentamento da violência que elas vivenciaram. Além de ajudar na melhora da autoestima, desenvoltura, timidez, percebo que elas se já se soltam mais durante as aulas. É um momento agradável e de alegria para elas”, considera.

A.S, desempregada, de 32 anos, que frequenta a unidade há cerca de um ano, afirma que mesmo com a limitação de uma deficiência se sente bastante motivada em participar do momento. “Mesmo com a deficiência que tenho em um braço e perna, muitas vezes chego com dores, e com as atividades de alongamento e dança acaba passando todas as dores, e além de contribuir com a autoestima a gente sai com as energias renovadas para enfrentar o dia e o momento ruim que passei desaparece cada vez mais. Mesmo com a minha deficiência eu consigo dançar, no meu limite, mas eu consigo. E a mesma determinação que estou tendo na aula de dança procuro levar para minha vida”, pontua.

Já a segurança particular, D.S, por considerar o momento bastante atrativo e com diversos benefícios avalia que a atividade deveria ser realizada mais vezes.  “A dança contribui de várias formas. É uma atividade que nos traz alegria e benefícios para o corpo, além de me ajudar a esquecer toda violência sofrida. Uma distração e eu até preferia que fossem mais dias e não apenas uma vez por mês”, relata.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento social, psicológico e jurídico para mulheres em situação de violência em Teresina e desenvolve diferentes práticas integrativas complementares.  Entre janeiro e novembro de 2019 o Centro acompanhou 384 mulheres que sofreram algum tipo de violência na cidade de Teresina. Segundo levantamento realizado pela SMPM, juntamente com o CREG, dessas mulheres 125 foram inseridas no serviço no ano de 2019 e 259 já realizam acompanhamento na unidade. Através do atendimento especializado e trabalho de conscientização, somente nesse ano 15 mulheres conseguiram romper o ciclo de violência.

“O propósito da dança é reunir, esclarecer, descobrir todos os aspectos da vida. No dia de hoje, a usamos especialmente para enaltecer a mulher, que precisa se redescobrir, se aceitar, se respeitar. Por isso, procuramos essa harmonia. A atividade funciona também como mais um dos momentos de fortalecimento para que ela consiga cada vez mais romper esse ciclo de violência,” finaliza a gerente de enfrentamento a violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo Centro podem ser obtidas por meio do telefone: (86) 3233-3798.

 

 

 

Grupo de mães atendidas pelo Amor de Tia Norte foi ao cinema em comemoração ao dia das mães

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e Suas Crianças: Amor de Tia, da zona norte participou de uma sessão de cinema, em comemoração alusiva  ao dia das mães.  O evento realizado na última terça-feira, 21, tinha como principal objetivo integrar as mães, através de uma atividade diferenciada.

O grupo formado por 60 mães que são atendidas pelo Amor de Tia Norte, participou da comemoração. Elas assistiram ao filme “A menina e o Leão”. O filme é dirigido por Gilles de Maistre e conta a história de Mia (Daniah De Villiers) e sua relação com seu amigo Leão, Charlie.

O filme retrata as relações familiares, a importância de criar vínculos e ser verdadeiro e sincero com entes queridos. No filme quando Charlie, o Leão chega aos três anos, a vida de Mia é abalada mais uma vez quando ela descobre um segredo perturbador mantido por seu pai. Atormentada pelo pensamento de que Charlie poderia estar em perigo, Mia decide fugir com ele em busca de outra terra onde Charlie possa viver em liberdade.

Após o filme, a  secretária da SMPM, Macilane Gomes, disse que ir ao cinema com as mães foi um momento importante para elas perceberem que precisam reservar um tempo para si. “O acesso ao cinema como componente de cultura proporciona o empoderamento a partir desse acesso, a esse ambiente que é tão agradável, tão interessante, então é uma forma de empoderar as mulheres, permitir esse tempo para elas, e fazê-las ver que é uma importante oportunidade de se reconhecer como sujeito de direito” disse.

Enquanto as mães estavam assistindo ao filme, seus filhos foram acolhidos no Amor de Tia – Norte, onde estiveram entretidos em uma sessão “cineminha”.

Alexandra Melo é mãe da Geovana, de dois anos. Ela disse que a experiência foi maravilhosa e proporcionou um encontro entre as mães e um momento para elas. “Foi muito bom o filme, por que fala sobre os laços familiares. Eu espero vir mais vezes”, ressaltou.

Ivoneide Rodrigues nunca esteve em um cinema antes. “A experiência foi ótima. É um presente que reuniu todas as mães , pretendo vir mais vezes agora” disse.

Qualificação gratuita contribui para autonomia financeira das mulheres

Ascom FWF

Mais que qualificar, oferecer oportunidade de autonomia financeira e desenvolvimento pessoal. Os cursos ofertados pela Fundação Wall Ferraz buscam fazer com que as mulheres teresinenses vejam sua importância na sociedade, que saibam das suas capacidades, dos seus direitos. Com os cursos gratuitos de profissionalização elas tem a chance de aprender uma profissão, se inserir no mercado de trabalho formal ou desenvolver atividades autônomas que favorecem o empreendedorismo e autonomia produtiva.

“Aos poucos fui montando meu negócio e hoje tenho uma clientela fixa e fiel. Às vezes o salão está tão lotado que eu tenho que dispensar pessoas. É justamente por isso que futuramente pretendo ampliar o espaço e poder dar mais conforto para as minhas clientes. Quero cada vez mais me aperfeiçoar, me atualizar e seguir realizando meus sonhos pessoais e profissionais”, conta Maria de Fátima Oliveira, que em 2018 realizou o curso de Corte de cabelo e Escova realizado no Centro de Capacitação do bairro Matadouro, na zona Norte de Teresina.

 Já na área de área de artesanato, Lucia Coimbra, que realizou o curso de Bolsa Artesanal na Vila da Paz, tem trajetória baseada em muito trabalho e empreendedorismo. Hoje, Lúcia comercializa seus produtos em feiras de artesanato e também faz das redes sociais e aplicativos seus aliados na hora de garantir suas vendas. “Eu já costurava, mas meu primeiro contato com as bolsas artesanais foi mesmo através do curso oferecido pela FWF. Foi o pontapé inicial que eu precisava para desenvolver minhas habilidades e passar a construir as peças. Hoje produzo porta celular, estojos, mochilas e bolsas para notebook”, conta.

“Além da profissionalização, nós também buscamos realizar o empoderamento das mulheres através do processo de desenvolvimento pessoal e profissional de autoconfiança e elevação da autoestima. Tudo isso tem repercutido no resultado final que a gente tem alcançado. É uma formação profissional que vai além da qualificação e oportuniza cidadania com foco na igualdade de gênero e autonomia da mulher teresinense”, pontua a superintendente executiva da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), a Fundação Wall Ferraz também desenvolve o Profissionalizar Mulher. Voltado exclusivamente para o público feminino, o projeto já qualificou mais de mil mulheres para o mercado de trabalho nas áreas de alimentação, artesanato, beleza e estética, construção civil e mídias digitais. Além da qualificação profissional, as mulheres atendidas pelo projeto participam de rodas de diálogo sobre desenvolvimento pessoal, gênero, empoderamento feminino, empreendedorismo e inteligência emocional, realizadas pela SMPM.

Teresina adere a projeto para empoderamento de mulheres jovens

Rômulo Piauilino

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, assinou nesta segunda-feira (25) o termo de adesão ao Projeto Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes, que tem como objetivo desenvolver ações integradas no combate à violência contra a mulher no Piauí, especialmente aquelas com faixa etária de 18a 29 anos de idade.

Além de Teresina, aderiram ao projeto mais quatro cidades, três do Piauí e uma do Maranhão: Demerval Lobão, Nazária, José de Freitas Timon (MA). A solenidade de assinatura do termo foi realizada na Secretaria de Planejamento do Estado do Piauí, localizada na Avenida Miguel Rosa, 3190.

O Mulheres Resilientes=Cidades Resilientes faz parte de um projeto mais amplo desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD) e reúne, além dos municípios, órgãos estaduais.

“A ideia é promover o fortalecimento da condição econômica das mulheres para que possamos ter resultados positivos na garantia e na defesa dos direitos femininos, além de uma maior qualificação profissional da mulher para que ela tenha condições de inserção no mercado de trabalho”, disse Firmino Filho.

Além da questão econômica, Firmino explicou que o projeto também irá abranger os cuidados com a saúde das mulheres. “Queremos uma melhora, especialmente, na saúde da mulher. Então, não tenho dúvidas que através dessa parceria com o PNUD, o Estado e as várias prefeituras participantes ,nós vamos fazer um trabalho bastante qualificado, com bom diagnóstico, planejamento e ações concretas”, afirmou.

Macilane Gomes, secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, ressaltou a importância do envolvimento dos gestores públicos no projeto a fim de fortalecer as políticas públicas já desenvolvidas. “A assinatura do termo de adesão visa a sensibilização dos gestores para ações nas áreas de saúde e autonomia econômica para que possamos potencializar as políticas públicas já existes nos municípios, em especial, Teresina, cidade escolhida para a execução desse projeto piloto”, destacou.

A secretária também enfatizou os motivos do Piauí ser piloto do projeto na América Latina. “O Piauí foi escolhido como um projeto piloto, pois o PNUD reconheceu a ambiência política, o nível de organização e comprometimento dos atores envolvidos na nossa região para que essa política pública de enfrentamento à violência, desigualdade de gênero e de oportunidades de trabalho, de mais educação, ocupação de vozes e espaços de poder, aconteça”, finalizou Macilane.

A oficial de gênero e raça do escritório do PNUD no Brasil, Ismália Afonso, pontuou que o projeto não está pensando somente em políticas públicas das condições de trabalho e inclusão produtiva.

“Fizemos um diagnóstico e vimos alguns desafios que as mulheres enfrentam para que possam conquistar seu empoderamento econômico, autonomia e, consequentemente, sua cidadania plena. Trabalharemos em cinco áreas, que são violência de gênero, saúde integral, educação, políticas públicas de cuidado – que servem para reduzir a carga de trabalho não remunerado das mulheres -, e dotar os entes públicos de uma capacidade de olhar para as mulheres a partir de uma perspectiva de mulheres”, explicou.