FMS promove vacinação contra a raiva nas zonas Sul e Sudeste neste sábado (16)

Vacinação contra a raiva nas zonas Sul e Sudeste (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, realiza neste sábado (16), mais uma etapa da campanha de vacinação antirrábica, desta vez nas zonas Sul e Sudeste. A ação é voltada para cães e gatos a partir dos 3 meses de idade e acontece em 139 postos nas duas zonas, das 8h às 17h.

A FMS reforça o chamamento junto à população para que Teresina atinja a meta de 80% de animais vacinados, preconizada pelo Ministério da Saúde para garantir a proteção contra a doença. “Até o momento, a equipe da Gerência de Zoonoses vacinou 23.764 cães e gatos na zona rural, totalizando 72%. Já na primeira etapa da zona urbana, foram 47.148 cães e gatos totalizando 64,40%”, informa a médica veterinária Oriana Bezerra, da Gerência de Zoonoses.

A veterinária esclarece que animais vacinados em novembro de 2025 também devem ser levados aos postos neste sábado. “Os animais que não forem levados ficarão desprotegidos até 2027, considerando que ultrapassará o período da eficácia da vacina, 12 meses, e da realização da campanha pela FMS. O prazo da eficácia é garantido pelo laboratório fabricante e fornecedor ao Ministério da Saúde”, alerta a veterinária, que ressalta ainda sobre a importância da vacinação como prevenção, proteção e redução da circulação do vírus da raiva.

Oriana Bezerra, reforça ainda que é fundamental que os animais sejam conduzidos com segurança: “A FMS orienta que os tutores utilizem coleira ou caixa de transporte e que os animais sejam acompanhados por pessoas capazes de contê-los durante a aplicação da vacina”.

A campanha dá continuidade às ações já realizadas na zona rural e zonas urbanas Norte e Leste, ocorrida no último sábado (9). A vacinação anual é a principal forma de proteção contra a raiva, doença fatal tanto para animais como humanos.

A importância da imunização foi reforçada recentemente após um caso suspeito de morte por raiva humana em Oeiras (PI). A doença, de letalidade próxima a 100%, pode ser transmitida por diferentes espécies de animais infectados, como morcegos e saguis, mas em áreas urbanas e rurais os principais transmissores são cães e gatos, devido ao contato direto com humanos. A transmissão ocorre por mordidas, arranhões ou até lambidas, tornando a vacinação preventiva essencial para proteger tanto os animais quanto a população.

A lista completa de postos está disponível nos canais oficiais da FMS:

https://antigo.pmt.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/34/2026/05/POSTOS-ZONA-SUDESTE.pdf

https://antigo.pmt.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/34/2026/05/POSTOS-ZONA-SUL.pdf

 

 

Gerência de Zoonoses divulga balanço de 2025 e esclarece funções em Teresina

Foto: Ascom FMS

A Gerência de Zoonoses (Gezoon) de Teresina, da Fundação Municipal de Saúde, apresentou o balanço das ações realizadas em 2025 e reforçou suas funções institucionais, diante das frequentes dúvidas da população. O órgão atua na vigilância, prevenção e controle de zoonoses, que são doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos, de endemias, além de orientar sobre manejo de animais sinantrópicos e peçonhentos. A população pode entrar em contato pelo novo WhatsApp: (86) 99441-3119.

O gerente da Gezoon, médico veterinário Joaquim Gomes, destacou que a Gezoon é uma Unidade de Vigilância em Zoonoses que tem uma atuação muito ampla e desempenha papel estratégico na saúde única (saúde humana, animal e ambiental), planejando e executando ações de vigilância, controle e prevenção, em conformidade com o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Entre os principais resultados, estão as ações contra arboviroses, com visitas a mais de 1,2 milhão de imóveis e instalação de armadilhas que coletaram 75 mil ovos do Aedes aegypti para sinalizar áreas de risco e direcionar ações de combate. Também houve bloqueios com inseticida em 675 imóveis e três Levantamentos Rápidos de Índice para Aedes Aegypti indicaram baixo risco de infestação na cidade. No combate ao calazar, foram colocadas 28,8 mil coleiras repelentes em cães em áreas definidas pela equipe técnica, e a campanha anual de vacinação contra a raiva imunizou 129 mil cães e gatos.

A Gezoon ainda realizou orientações sobre manejo de animais sinantrópicos (pombos, roedores, escorpiões, barbeiros, caramujos e aranhas), recebeu 572 denúncias de criação irregular de animais na zona urbana, já que é proibido manter porcos, galinhas e outros animais de produção nessa zona, e ainda recolheu 169 animais de grande porte soltos nas vias, os quais foram levados ao setor de correição e liberados mediante pagamento de taxas tributárias. O recolhimento de cães e gatos só ocorre em situações específicas de risco de transmissão de zoonoses, seguindo protocolos do Ministério da Saúde.

Segundo o gerente, a unidade funciona como posto fixo de vacinação contra raiva, atendendo tutores de domingo a domingo que desejam vacinar seus pets. Ele destacou ainda que, em 2025, a Gerência passou a atuar também como PIT (Ponto de Informação de Triatomíneos – barbeiros), uma estratégia essencial para a vigilância da Doença de Chagas, além de se tornar Unidade de Vigilância para Esporotricose. “Essa última é uma zoonose de ocorrência nacional. Em Teresina, até então, não havia registro, era considerada uma área silenciosa, sem notificações de casos”, explicou.

Gerência de Zoonoses recebe treinamento para reforçar a vigilância da Doença de Chagas em Teresina

A capacitação foi conduzida pela Dra. Simone Freitas (Foto: Ascom FMS)

A equipe do Laboratório de Vigilância Entomológica da Fiocruz Piauí realizou, nesta semana, um treinamento especializado e prático na Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), voltado à identificação de triatomíneos infectados ou não, popularmente conhecidos como “barbeiros”, transmissores da Doença de Chagas. Embora Teresina não seja considerada área endêmica (não registra casos da doença), mantém a vigilância do agravo. Dessa forma, a iniciativa teve como objetivo atualizar e ampliar a capacidade técnica das equipes, garantindo maior preparo para reconhecer e manejar esses insetos.

A capacitação foi conduzida pela Dra. Simone Freitas, da Fiocruz Piauí, e pela monitora Maria Eduarda Lucena. Participaram Médicos Veterinários e Agentes de Combate a Endemias (ACEs) do Laboratório de Entomologia, integrado ao Núcleo de Controle de Roedores e Vetores (NUCRV) da FMS.

A médica veterinária da FMS, Oriana Bezerra, ressaltou a relevância da ação:”O treinamento foi bastante proveitoso, pois contribuiu para qualificar nossas equipes no manejo necessário, bem como na identificação do Trypanossoma cruzi, presente nas fezes do vetor hematófago. Mesmo não estando em área endêmica, realizamos a vigilância e o rastreamento dos casos notificados em Teresina, ainda que o local mais provável da infecção (LPI) seja outro município ou estado.”

Conheça o trabalho da Gerência de Zoonoses

A Gerência de Zoonoses da FMS desempenha papel fundamental na proteção da população contra zoonoses, que são doenças transmitidas por animais, e conta com três núcleos internos. Entre suas atividades estão os Programas de Controle da Raiva, da Leishmaniose Visceral e da Dengue, além do manejo de animais sinantrópicos, como ratos, pombos e mosquitos, que podem transmitir enfermidades ou causar prejuízos à saúde pública. O órgão também atua no controle de roedores, animais peçonhentos e outras zoonoses, desenvolvendo ainda ações de educação em saúde.

A Gerência de Zoonoses disponibiliza serviços à comunidade, como vacinação contra a raiva animal, exames para diagnóstico da Leishmaniose Visceral (calazar) e recolhimento de animais de interesse para a saúde pública.

FMS lança Calendário Ecoepidemiológico como aliado no combate à Dengue

Agente da FMS exibe novo Calendário Ecoepidemiológico como aliado no combate à Dengue (Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), através da Gerência de Zoonoses, lançou hoje (02) o Calendário Ecoepidemiológico. Uma ferramenta que vai ajudar ainda mais o trabalho de campo dos agentes de endemias que atuam no combate ao Aedes aegypti, mosquito causador das doenças Dengue, Zika e Chikungunya.

Caixas d’água, cisterna, vasos e bebedouros de animais continuam no topo da lista dos locais onde mais são encontrados focos do mosquito Aedes aegypti. O Departamento de Zoonoses reforça a orientação para que a população se atente a potenciais criadouros dentro de suas casas. “Durante as visitas domiciliares nossos agentes de endemias vão apresentar ao morador o Calendário Ecoepidemiológico, que contará com um check list com novas estratégias de reconhecimento dos possíveis focos de mosquito naquela residência”, afirma o presidente da FMS, Ítalo Costa Sales.

“Vamos incentivar que o morador faça a conferência do seu imóvel”, completou o presidente da FMS. O Brasil já têm 217.481 casos prováveis de dengue, 15 mortes confirmadas e 149 em investigação, nas primeiras semanas de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (30). Teresina tem 122 casos notificados de dengue, até o momento, e nenhum óbito.

FMS inicia nesta quarta (8) encoleiramento de cães contra leishmaniose

 

A Fundação Municipal de Saúde, por meio da Gerência de Zoonoses, inicia nesta quarta-feira (8) o terceiro ciclo do encoleiramento de 9.660 cães para combater a leishmaniose visceral (calazar). Acontece nas residências no bairro Angelim (zona Sul) com 4.740 cães e posteriormente atenderá o bairro Santa Maria da Codipi (zona Norte) com 4.920 animais. Os profissionais da Gerência de Zoonoses estarão reunidos às 8h desta quarta no colégio do Residencial  Dignidade, zona Sul, para iniciar o deslocamento até as residências.

Foto: Ascom FMS

Já foram coletadas 18.672 amostras de sangue de animais e que após o término dessa etapa serão selecionadas novas áreas de trabalho tendo como base os critérios definidos na nota técnica do Ministério da Saúde.

Essa ação atende a uma determinação do Ministério da Saúde iniciada no mês de dezembro de 2021 como uma nova estratégia para controle da leishmaniose visceral que consiste na técnica com uso de coleiras impregnadas com inseticida, às quais em contato com a pele, promove uma lenta liberação do princípio ativo (deltametrina 4%) repelindo a aproximação do vetor de transmissão da doença.

O gerente de zoonoses da FMS, Paulo Marques, explica que o objetivo dessa ação é evitar a contaminação dos animais. “A coleira está impregnada com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais formas de controle do leishmaniose”, informa.

Com o uso da coleira interrompe o ciclo de transmissão do parasita, e consequentemente o risco de infectar outro animal ou ser humano reduzindo assim do coeficiente de prevalência canina e da incidência dos casos humanos de Teresina.

Leishmaniose visceral

Trata-se de uma doença infecciosa grave que acomete os órgãos internos, principalmente fígado, baço e medula óssea. É causada por um parasito chamado Leishmania. A transmissão se dá através da picada de insetos popularmente conhecidos como “mosquito palha”, “cangalha” “birigui”, “tatuquira”, entre outros.
O cão é a principal fonte de infecção para o inseto transmissor e, para que a doença ocorra, o inseto deve picar um cão doente e depois picar a pessoa saudável. Os principais sintomas da doença são: febre de longa duração; aumento do fígado e baço; perda de peso; fraqueza; redução da força muscular; anemia.

Zoonoses de Teresina cria força tarefa de combate a focos de mosquito

Equipe da Gerência de Zoonoses (Foto: Ascom/FMS)

A Gerência de Zoonoses de Teresina criou uma força tarefa composta de agentes de endemias e supervisor de campo para realizar ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que causa a dengue, zica e chikungunya. As ações incluem eliminação de criadouros do mosquito, destruição de focos, coleta de larvas e educação sanitária. Nesta sexta-feira (17) a força tarefa executou ações no bairro Morros, zona Leste.

O gerente de Zoonoses, Paulo Marques, explica que a força tarefa tem importante atuação nesse período de chuvas na cidade.

“Essa força tarefa tem função essencial, porque no período chuvoso o mosquito se reproduz em ambientes com água limpa e parada. O trabalho é realizado nos locais onde é constatada maior necessidade das ações de combate às arboviroses com a eliminação dos criadouros de mosquito”, afirma Paulo Marques.

Esta semana aconteceram ações da força tarefa no Centro de Formação Antonino Freire, Rone e Centro Administrativo. O gerente alerta que somente com a adoção de práticas de eliminação de criadouros do mosquito será possível a prevenção e o controle da ocorrência das doenças transmitidas por esse vetor.

Zoonoses oferece consulta e vacina gratuita para pets

O serviço de vacina antirrábica para cães e gatos é disponibilizado de segunda a sexta, das 7h30 às 13h Foto(Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) disponibiliza consultas, vacinas para cães e gatos, recolhimento de animais doentes terminais e vítimas de atropelamento. Esses serviços são prestados pela Gerência de Zoonoses (Gezoon) que funciona na rua Minas Gerais, Nº 909. Bairro Matadouro, zona Norte.

O atendimento é de segunda a sexta das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. Para consultas gratuitas de animais o atendimento é de segunda a sexta-feira das 8h às 13h; sábados, domingos e feriados das 8h às 17h. O serviço de vacina antirrábica para cães e gatos é disponibilizado de segunda a sexta das 7h30 às 13h.

O serviço de recolhimento de animais doentes terminais em residências e vias públicas e vítimas de atropelamento está disponível todos os dias da semana incluindo, sábado, domingo e feriado das 8h às 17h e esse serviço pode ser solicitado pelo fone 3215 9149.

O gestor da Gezoon, Paulo Marques, destaca os serviços que competem a essa gerência. “Temos ações variadas com as campanhas de vacinação de controle da raiva, ações e combate à dengue, animais sinantrópicos, que são aqueles geralmente indesejáveis, por poderem transmitir doenças, inutilizar ou destruir alimentos. Entre esses animais estão ratos, pombos, baratas, mosquitos, entre outros e ações de educação em saúde”, diz.

Para contato em geral, a população pode utilizar esses números de telefones 3215 9143 e 3215 9144 ou se deslocar até a Gezoon que funciona na Rua Minas Gerais, Nº 909. Bairro Matadouro, zona Norte.

FMS atingiu 99,72% da vacinação antirrábica em cães e gatos

No próximo sábado (6), a vacina antirrábica acontece para atender as zonas Sul e Sudeste e será aplicada em cães e gatos Foto(Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) atingiu 99,72% da cobertura da vacinação antirrábica realizada em cães e gatos nas zonas Norte e Leste de Teresina, no último sábado (30). A vacina foi aplicada em 50.406 cães, sendo 27.464 em machos e 22.942 em fêmeas. Nos gatos, foram aplicadas 22.004 doses, sendo 11.848 em machos e 10.156 em fêmeas. O total foi de 72.410 doses aplicadas. Os dados são da Gerência de Zoonoses (Gezoon) da FMS.

O gerente da Gezoon da FMS, Paulo Marques, avalia que é um excelente resultado. “Estamos satisfeitos com o índice alcançado e queremos agradecer as pessoas que levaram seus animais aos postos de vacinação. Mantivemos as equipes trabalhando o dia todo e esse resultado satisfatório é o esforço de profissionais da FMS e da população que atendeu nossa solicitação de levar os animais”.

No próximo sábado (6), a vacina antirrábica acontece para atender as zonas Sul e Sudeste e será aplicada em cães e gatos. Os animais da zona rural serão vacinados ainda este mês.

Veja a relação dos postos de vacinação dia 06.11:

https://antigo-site.fms.pmt.pi.gov.br/system/downloads/docs/330/original_vacina-antirrabica-dia-06-11.pdf?1635943945

Lista vacina antirrabica dia 06.11 zonas sul e sudeste

Neste sábado (30) tem vacinação para cães e gatos das zonas Norte e Leste

Vacinação antirrábica acontece neste sábado (30) Fotos(Ascom/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz, neste sábado (30), a abertura da campanha de vacinação contra a raiva para cães e gatos, às 8h30, na Unidade Escolar Firmina Sobreira, localizada na rua Desembargador Flávio Furtado, Praça do Poti Velho, zona Norte de Teresina. A vacinação acontecerá nesta data em 136 postos das zonas Norte e Leste e a meta é vacinar 67.883 animais.

No sábado seguinte (06/11), a vacinação terá continuidade em postos das zonas Sul e Sudeste para aproximadamente 60.095 cães e gatos. Para atender a demanda da zona Rural, a vacinação acontecerá ainda no mês de novembro. Essa logística em datas por zona da cidade é para atender com mais postos de vacinação e facilitar o acesso a esse serviço. A vacina é gratuita e é a única forma de prevenção contra a doença, que pode ser transmitida para humanos e provocar até a morte.

Sobre a campanha de vacinação dos animais contra a raiva, o gerente de Zoonoses da FMS, Paulo Marques, solicita que as pessoas levem neste sábado seus animais que tenham idade a partir de três meses para serem imunizados. “Essa vacina é muito importante para que cães e gatos fiquem vacinados contra a raiva, que é uma doença grave e por isso tutores de cães e gatos das zonas Norte e Leste devem levar seus animais a um dos postos de vacinação”, diz o gestor. Paulo Marques garante a segurança da vacina, que é constituída por vírus atenuado, 2% de tecido nervoso e conservantes a base de fenol e timerosol.

A raiva é uma doença viral que pode ser evitada com a vacina, pode ser transmitida para humanos, através de mordidas e arranhaduras de mamíferos já contaminados. A doença pode ser transmitida por animais silvestres como furões, raposas, coiotes, guaxinins, gambás e morcegos, mas a campanha contempla cães e gatos por serem animais de companhia que possuem maior convívio com os humanos.

Veja abaixo as listas com postos de vacinação nos dias 30/10 e 06/11:

RELAÇÃO DOS POSTOS DE VACINAÇÃO (ZONA NORTE/LESTE)

RELAÇÃO DOS POSTOS DE VACINAÇÃO (ZONA SUL/SUDESTE)

 

Teresina não registra mortes por dengue, chikungunya ou zica em 2021

Teresina não registrou nenhum óbito provocado por dengue, chikungunya ou zica este ano. Também teve queda acentuada nas notificações de casos e na confirmação por exames de laboratório e clínico-epidemiológico no período de janeiro a 5 de julho de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado.

De dengue foram confirmados nesse período 303 casos este ano e 783 no ano passado. Os casos de chikungunya caíram de 83 em 2020 para 25 em 2021. Em relação à zica houve o aumento, tendo apenas um caso no ano passado para 3 casos este ano. Os dados são da SINAN/GEEPI/DVS/FMS.

Os bairros com maior incidência de casos em 2020 foram na zona Norte: São Joaquim com 54 casos, Matadouro com 47 e Mafrense 40. Este ano os bairros que tiveram maior quantidade de casos foram São Joaquim com 26 casos, Matadouro com 18 e Mafrense com 15.

O gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Paulo Marques, informa que a Gerência de Zoonoses conta com o trabalho dos agentes de endemias com identificação e eliminação dos criadouros do mosquito transmissor dessas três doenças. “Estamos satisfeitos com esses dados de redução e de nenhuma morte provocada por elas este ano em Teresina. Destacamos o trabalho dos agentes de combate às endemias, que é realizado diariamente, com a ida às residências em toda a cidade. É um trabalho minucioso com eliminação de criadouros de mosquitos que podem transmitir doenças e com orientações para limpeza de espaços que podem ser possíveis criadouros”, diz o gerente.

Sobre a redução de casos em Teresina, a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, analisa que não existe um fator determinante para essa redução, mas algumas hipóteses devem ser consideradas. “Será se por causa da pandemia as pessoas estão mais tempo em casa e mais atentas à limpeza dos quintais? As pessoas estão eliminando os criadouros do mosquito ou o vírus que circula é o que já teve mais casos em Teresina? O que sabemos é que a pessoa só é infectada uma vez por cada vírus e este ano pode ser o caso do vírus que já teve prevalência ”, cita.

A diretora explica que a dengue é cíclica e tem alguns anos de menor incidência e outros com mais casos. Ela cita que no Brasil circulam 4 tipos de vírus e a pessoa é acometido por um vírus a cada vez e quando tem surto é por vírus preponderante.

Foto: Divulgação (FMS)