FMS realiza este mês mutirão para avaliar manchas de hanseníase

Ascom/FMS

Teresina apresentou 350 novos casos de hanseníase em 2018. Para somar esforços no combate à doença, entre os dias 18 e 21 de setembro, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) da capital piauiense irá participar da Semana Estadual de Combate à Hanseníase, iniciada nesta quinta-feira (12) pelo Governo do Estado do Piauí.

A população deve ficar atenta e procurar tratamento se tiver uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde, não descasca, não incomoda, porque pode ser perigosa e sinal de hanseníase. Entre as complicações da doença, a pessoa pode ficar cega, perder mobilidade, força, apresentar esterilidade, insuficiência renal, além de ser transmissor da doença.

Presente no lançamento da campanha, o presidente da FMS, Charles Silveira, afirmou que Teresina tem 90 Unidades Básicas de Saúde que disponibilizam o diagnóstico e o tratamento de hanseníase. “Se houver necessidade, o usuário pode ser direcionado para os locais que são referências nesse atendimento (HGV, HU e Centro Maria Imaculada)”, informou.

Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, explica ainda que a hanseníase é uma doença que afeta os nervos periféricos com manifestações na pele. “Como a forma de transmissão do bacilo é por via aérea, os contatos domiciliares podem adoecer por respirarem o mesmo ar ambiente. Então, a FMS faz a vigilância desses contatos também”, explicou.

Confira atividades da FMS no combate à Hanseníase em Teresina

-18/09 – Quarta-feira: Lançamento da Campanha Integrada de Hanseníase e Verminose nas Escolas.

Local: Escola Municipal Cristina Evangelista, que fica na Rua Piracuruca, 1345, Bairro Três Andares.

Horário: de 9h às 10h

-19/09 – Quinta-feira: Oficina de Enfrentamento ao Estigma e Adoção de Práticas não-Discriminatórias em Hanseníase

Local: Universidade Federal do Piauí/Departamento de Enfermagem

Horário: 14h às 18h

-20/09 – Sexta-feira: Panfletagem no Shopping da Cidade com orientação à população sobre Hanseníase

Horário: 9h às 11h

-21/09- Sábado: Mutirão para avaliar Manchas

Região Centro/Norte:Hospital Mariano Castelo Branco (HMCB)

Região Sudeste: UBS Reginaldo Castro/Renascença

Região Leste: UBS Piçarreira/Teresina em Ação

Região Sul: Hospital Geral do Promorar

Horário: 8h às 13h

Médico alerta que manchas na pele podem ser sinal de Hanseníase

Uma mancha na pele que não dói, não coça, não arde, não descasca, não incomoda pode ser perigosa e sinal de Hanseníase. O alerta é do médico Jaison Antônio Barreto, que é facilitador do projeto Brasil Livre da Hanseníase e está em Teresina até o dia 5 de abril para executar a segunda etapa desse projeto, com o treinamento de profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde da capital.

“O projeto é do Ministério da Saúde e busca diminuir a carga dessa doença em 19 municípios de seis estados endêmicos. Avaliamos que Teresina está tendo um resultado espetacular e, na primeira etapa, houve um aproveitamento muito bom por parte das equipes de saúde”, ressaltou Jaison, informando que a ação de capacitação transformou Teresina no município dos 19 que mais detectou novos casos da doença e, consequentemente, possibilitou o tratamento.

Ele explica ainda sobre as complicações da doença e as vias de tratamento na rede pública. “A pessoa perde força, mobilidade, pode ficar cego, ter deformidade no nariz, apresentar esterilidade, impotência sexual, insuficiência renal, além de ser um transmissor da doença. O paciente tem que se tratar. É importante que saiba que o tratamento está disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde da cidade”, alertou.

Segundo Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, a hanseníase é uma doença que afeta os nervos periféricos com manisfestações na pele. “Como a forma de transmissão do bacilo é por via aérea (através do espirro e tosse), os contatos domiciliares têm maior chance de virem adoecer por respirarem o mesmo ar ambiente. Então, a FMS também realiza a vigilância de contatos , que é uma estratégia de busca ativa para diagnóstico precoce da doença”, explicou.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, o objetivo é capacitar o maior número de profissionais e dar continuidade, na capital, às ações de combate a doença. “A Fundação mantém uma completa rede de assistência, composta por 90 UBS que disponibilizam o tratamento. Caso haja necessidade, o usuário pode ser direcionado para locais de referência (Hospital Universitário, Centro Maria Imaculada e Clínica de Dermatologia do HGV)”, lembrou.