Teresina inicia aplicação de nirsevimabe para prevenir infecções respiratórias em crianças

Medicamento Nirsevimabe (Foto: ASCOM/FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina informou que, a partir da próxima segunda-feira (09/02) , o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar o nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prevenir infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês e crianças.

Nesta primeira fase, o imunobiológico será disponibilizado apenas para crianças que se enquadrem nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e que estejam internadas em leitos, inclusive de UTI, nas maternidades municipais Dirceu, Promorar, Satélite e Buenos Aires, além do HUT, Hospital do Parque Piauí, Hospital Infantil e Maternidade Evangelina Rosa.

O atendimento a crianças não internadas ocorrerá em momento posterior, conforme o município receba novas doses. Para receber o anticorpo, será necessário apresentar documentos pessoais, cartão de vacina, prescrição médica e laudo que comprove a indicação do imunobiológico, para comprovação que o usuário pertence ao grupo e para registro das informações.

Segundo a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, a incorporação do nirsevimabe representa um avanço importante na proteção da saúde infantil. “A aplicação é feita em dose única intramuscular e, diferente das vacinas, que estimulam o corpo a produzir anticorpos, o nirsevimabe fornece diretamente os anticorpos prontos. Isso reforça o compromisso do SUS e de Teresina com a ampliação do acesso a tecnologias inovadoras e eficazes em saúde”, destacou.

De acordo com a coordenadora de vacinação da FMS, Emanuelle Dias, Teresina já recebeu 250 doses do medicamento, que fazem parte da estratégia inicial de implantação. Paralelamente, estão sendo realizadas capacitações com os profissionais de saúde diretamente envolvidos no processo.

FMS promove ação de testagem e vacinação na Praça da Bandeira nesta quinta-feira (31)

FMS promove ação de testagem e vacinação na Praça da Bandeira (Foto: Ascom FMS)

Em alusão ao Dia Nacional de Combate às Hepatites Virais, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (SESAPI), realizará uma ação especial na Praça da Bandeira, nesta quinta-feira (31), das 8h às 12h. O evento terá como foco a testagem rápida e vacinação contra hepatite, sendo aberto a toda a população.

Durante a ação, serão oferecidos testes rápidos para hepatite B e C, HIV e sífilis, além de atendimento com aconselhamento médico. Já a vacinação incluirá não apenas a vacina contra hepatite B, mas também imunizantes contra a gripe, COVID-19, Difteria-Tétano (dT) e Tríplice Viral.

De acordo com Emanuelle Dias, coordenadora de vacinação da FMS, a vacina contra hepatite B é destinada a todas as pessoas não-vacinadas. Caso tenha comprovação de vacinação anterior, não precisa tomar mais; agora se não souber ou não tiver como comprovar, pode ser iniciado o esquema com três doses. “A vacina da gripe está disponível para todos a partir dos 6 meses de idade, enquanto a da COVID-19 será aplicada nos grupos prioritários, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Já a vacina dT e tríplice viral são ofertadas ao público adulto caso não tenham recebido essas vacinas anteriormente ”.

A gerente de epidemiologia da FMS, Dra. Amparo Salmito, destaca que existem cinco tipos de hepatites virais: A, B, C, D e E. “As hepatites B e C são as mais graves, podem se tornar crônicas e levar a complicações como cirrose e câncer de fígado. A hepatite B tem vacina, mas o tratamento costuma ser prolongado e com resposta variável. A hepatite C tem tratamento eficaz, mas ainda não tem vacina. A hepatite D é rara e ocorre principalmente na região amazônica. Já a hepatite E geralmente causa sintomas leves”, explica.

Hepatite é uma inflamação no fígado, causada principalmente por vírus, mas que também pode ter origem no uso de medicamentos, álcool ou doenças autoimunes. Os principais sintomas incluem cansaço, febre, mal-estar, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras. Em caso de suspeita, é importante procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Para quadros mais graves, o atendimento deve ser buscado em hospitais ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Vacina contra o HPV está disponível na rede de saúde de Teresina

Hoje (04) é o Dia Mundial de Conscientização sobre o HPV (Papiloma Vírus Humano), vírus associado ao câncer de colo uterino, além de provocar verrugas genitais, denominadas condiloma. Para isso, a Prefeitura de Teresina disponibiliza o imunizante, que protege contra quatro variações do vírus, em todas as suas salas de vacina.

O Programa Nacional de Imunizações disponibiliza a vacina HPV na rotina para pessoas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias). Para ter acesso, meninos e meninas podem se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) – que funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h – ou o Teresina Shopping – com funcionamento das 13h às 19h. “A vacina é administrada em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas”, esclarece Emanuelle Dias, coordenadora de vacinação da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Além da rotina, a vacina contra o HPV também é disponibilizada para grupos com condições clínicas especiais, que é disponibilizada no CRIE (Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais). Esses grupos incluem pessoas (homens e mulheres) de 9 a 45 anos de idade, vivendo com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea e pacientes oncológicos (com a doença em atividade ou até a alta médica), imunossuprimidos por doenças e/ou tratamento com drogas imunossupressoras e também para vítimas de violência sexual, de 9 a 45 anos de idade que nunca tenham recebido a vacina ou que estejam com o esquema vacinal incompleto. Este último grupo pode receber a vacinação em qualquer sala de vacina com o encaminhamento médico com CID específico.

A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu). A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. A maioria das infecções (sobretudo em adolescentes) tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em um período aproximado de até 24 meses.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão.

“Vacinar-se contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. Por isso, pedimos que crianças e adolescentes na faixa etária da vacinação mantenham suas cadernetas atualizadas”, pede Emanuelle Dias.

FMS anuncia cronograma de agendamento para trabalhadores da saúde acima dos 18 anos

A Fundação Municipal de Saúde lançou um novo cronograma para agendamento da dose de reforço de trabalhadores da saúde. Além dos profissionais de 50 anos e mais, que poderão agendar hoje (13) às 18h, serão abertos novos horários para contemplar todos que se encaixam nos requisitos do Ministério da Saúde.

Para evitar congestionamento do sistema, foi montado um cronograma com dias diferentes para cada faixa etária dos trabalhadores. Amanhã (14) às 18h, serão contemplados aqueles que estão na faixa etária de 40 a 49 anos. Na sexta-feira (15) às 16h, o sistema abre para os profissionais na faixa dos 30 a 39 anos. E na segunda-feira (18), às 18h, será a vez daqueles de 18 a 29 anos.

Para ter acesso à vacina, o trabalhador da saúde deve ter obrigatoriamente seis meses da aplicação da segunda dose ou dose única de qualquer imunizante. Ele deve agendar no site https://antigo-vacinaja.fms.pmt.pi.gov.br/, no campo Agendamento dose de Reforço (Em azul), independentemente do setor de trabalho, categoria profissional ou vínculo público, privado ou autônomo.

A coordenadora da campanha de vacinação contra a COVID, Emanuelle Dias, alerta que o site de agendamento não vai utilizar os cadastros dos trabalhadores utilizados previamente realizados pelos Estabelecimentos de saúde feitos no início da campanha de vacina COVID-19, portanto, caso o trabalhador não tenha sido cadastrado previamente, ele conseguirá se agendar normalmente. “No momento da vacinação ele deve levar um comprovante de trabalho (que está na ativa como trabalhador em Estabelecimento de Saúde) e cartão de vacina com registro de doses para comprovar os 6 meses da D2”, diz.

O fabricante do imunizante da vacina contra COVID-19 a ser aplicado na Dose de reforço será exclusivamente a Pfizer, independentemente do fabricante do imunizante aplicado na D1 e D2.