FMS promove capacitação para profissionais da linha de frente contra a Covid-19

Capacitação surgiu com aumento da demanda por assistência às vítimas de Covid-19 / Foto: Ascom FMS

Em uma iniciativa para promover um melhor atendimento aos pacientes com Covid-19, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) está investindo na educação continuada dos profissionais da linha de frente de enfrentamento à doença. Hoje (15), no auditório da Faculdade Uninassau, foi dado início a um treinamento emergencial voltado a este público, que vai abordar diversos tópicos relacionados ao manejo da doença.

O treinamento está sendo promovido pelo Núcleo de Educação Continuada do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e segue até sexta-feira (18), sempre no turno da manhã. Como informa Viviane Alves, coordenadora do núcleo, a capacitação é direcionada para todos os profissionais de saúde que vão atuar em área Covid, em todos os níveis de atenção. “Vamos agregar alguns temas como segurança do paciente, protocolo Covid, paramentação e desparamentação, pronação, ventilação mecânica, entre outros”, comenta a coordenadora.

O diretor do HUT, Fábio Marcos, afirma que a necessidade de capacitação surgiu diante do aumento da demanda por assistência às vítimas de Covid-19, bem como a reorganização do fluxo da unidade de forma a ampliar a oferta de leitos para pacientes da doença. “Por isso, estas capacitações vão se tornar mais frequentes e em maior volume. Será uma tarefa árdua, mas ao mesmo tempo a gente tem muita motivação para assistir nossos pacientes”, disse o diretor.

Viviane Alves ressaltou a contribuição direta deste tipo de capacitação com a área de atuação do seu ambiente de trabalho dos profissionais da rede pública de Teresina. “Nós acreditamos que treinamentos como esse possam nos ajudar bastante nas condutas dos pacientes em relação ao tratamento e prevenção”, pontuou a coordenadora.

Hospital do Parque Piauí passa a ser referência pediátrica em reorganização da rede

Em função do aumento de casos de Covid-19 e da ocupação de leitos, a rede hospitalar de Teresina está passando por um reorganização, a fim de adequar-se à crescente demanda e garantir o atendimento à população. O processo inclui a abertura de novos leitos voltados ao tratamento da doença e a concentração dos atendimentos pediátricos no Hospital do Parque Piauí, que se tornará uma referência na área.

Com esta reorganização, o setor de internação do Hospital do Parque Piauí, na zona Sul, passa a ser exclusivo para crianças, e concentrará tanto os casos Covid como não Covid desta faixa etária. Com isso, ele deixa de ser porta aberta para atendimentos de urgência e emergência tanto em pediatria como para adultos, e passa a receber somente pacientes regulados para internação. “Os pacientes que precisarem de atendimento de urgência e emergência podem se dirigir à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, no Promorar. Já os atendimentos de urgência e emergência pediátrica continuarão nas UPAs e nos hospitais Buenos Aires e Mariano Castelo Branco”, esclarece Íris Amaral, gerente de Assistência Especializada da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Nesta primeira fase, o Hospital do Parque Piauí conta com cinco leitos pediátricos Covid e 20 leitos dedicados a outros problemas de saúde das crianças. De acordo com Íris Amaral, a estrutura está preparada para ampliar este quantitativo imediatamente caso ocorra um aumento da demanda. “Temos capacidade de ampliação para até 32 leitos covid clínicos pediátricos e dois de estabilização pediátricos em caso de necessidade”, afirma a gerente.

A FMS está abrindo ainda novos leitos de Covid-19 no Hospital do Dirceu, além de leitos de retaguarda em outros hospitais do município. O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, explica que esta reorganização é um trabalho contínuo, que visa otimizar os recursos para adequá-los à pandemia. “A Covid-19 tem e terá vários picos, então não serão modificações únicas agora; ainda passaremos por outras mudanças para assim alcançarmos um melhor aproveitamento da rede, de servidores e uma assistência mais qualificada”, comenta o presidente.

Mais de 50% de ocupação de leitos de UTI Covid em Teresina são de pacientes do interior

A ocupação de leitos de UTI Covid chegou a 93% em Teresina neste final de semana, dos 113 totais, 105 estavam ocupados. Apenas 44% dos leitos estavam ocupados por teresinenses, e 56% por pacientes oriundos do interior do Estado. Com a situação preocupante, integrantes dos Comitês de Operações Emergenciais (COE) municipal e estadual se reuniram ontem (21) na sede da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

“Houve uma discussão técnica integrada para uniformizarmos as decisões. Definimos que precisam ser tomadas algumas medidas para evitar demanda excessiva para o sistema de saúde. Teresina está com os leitos de UTI ocupados em sua maioria por pacientes do Norte do Estado, uma região que precisa tomar medidas imediatas. Então foram sugeridas algumas medidas, que serão avaliadas pela prefeito Dr. Pessoa e pelo governador Wellington Dias. Eles, juntos, com suas orientações jurídicas e econômicas poderão juntar as informações técnicas das autoridades em saúde e tomar as decisões mais adequadas”, afirma Gilberto Albuquerque.

Ele fala ainda que Teresina já aumentou a quantidade de leitos possíveis. “Nós já abrimos os leitos de UTI que poderíamos. Mesmo que a gente conseguisse abrir mais leitos de UTI, não existem medicamentos no mercado para se comprar. As indústrias não estão produzindo quantidade suficiente. Então, não temos outra alternativa a não ser sugerir algumas medidas que ajudem o sistema de saúde a suportar a demanda”, diz Albuquerque.

Painel epidemiológico notifica duas mortes por Covid no final de semana

Teresina notificou 630 novos casos e duas mortes por Covid-19 durante o final de semana. De acordo com o painel epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que monitora diariamente a evolução da doença na capital, desde o início da pandemia já foram registrados 60.497 casos, 1.323 mortes e 50.021 pessoas recuperadas.

Os novos óbitos foram de duas pacientes do sexo feminino, com 67 e 89 anos. Elas tinham doenças pré-existentes como hipertensão arterial, diabetes, Alzheimer, tabagismo e etilismo. O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, fala que é provável que Teresina tenha um novo pico de Covid-19. “Não devemos chegar na situação vivida por Manaus e outras cidades turísticas que tem fluxo grande de pessoas. Como Teresina não tem força turística, não tem força de disseminação tão rápido. Mas teremos sim outro pico e sentiremos a pressão no sistema de saúde”.

As pessoas devem manter os cuidados preventivos com uso constante de máscara, distanciamento social, lavagem constante das mãos e evitar aglomerações. Segundo o painel de monitoramento Covid-19 em Teresina, atualmente são disponibilizados 168 leitos UTI Covid. dos quais 150 estão ocupados. São 52,17% da maior quantidade de leitos (322) que foram disponibilizados em 09/07/2020. No período de 01/05/20 a 19/02/21 a taxa de ocupação média desses leitos é de 66,75%, sendo que a taxa de ocupação atual é de 89,29%. Verifica-se um crescimento forte de 53,19% neste indicador comparando-se o valor calculado atual (89,29%) com o valor calculado há 14 dias (58,29%).

HUT registra queda de 60% para 23% na mortalidade da Covid-19

Embora enfrentando uma alta de casos de pacientes com síndrome respiratória grave ocasionada pelo novo coronavírus, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) Prof. Zenon Rocha tem conseguido reduzir a taxa de mortalidade das UTIs Covid.

Os números melhoraram com os avanços e aprendizados médicos. “A evolução rápida das técnicas, incluindo melhor capacitação dos nossos profissionais da linha de frente e a reestruturação da rede hospitalar de Teresina ajudaram a taxa de letalidade cair de 60% para 23% nos leitos de UTI Covid do HUT”, aponta o médico Fábio Marcos, diretor geral do Hospital.

“A taxa ainda é alta, mas de fato é algo que me dá esperança, pois estamos reduzindo consideravelmente a mortalidade no decorrer do tempo, outra diminuição substancial importante é o tempo que o paciente fica na UTI, atualmente a média é de 12 dias, mas já foi de 21 dias no início da pandemia, girando os leitos com mais eficiência”, enfatizou o diretor.

Atualmente, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), possui 18 leitos destinados ao tratamento grave da Covid-19 e mesmo oscilando bastante a ocupação desses leitos, o Hospital consegue manter uma média aceitável e equilibrada girando em torno de 73% durante a semana.

Para manter esse equilíbrio, Fábio Marcos ressalta que a estruturação da rede hospitalar também foi um fator primordial, transformando a estrutura dos hospitais provisórios de campanha em leitos definitivos de UTI no Hospital do Monte Castelo, além de uma melhor retaguarda nos leitos clínicos do Hospital Mariano Castelo Branco, deixando um legado permanente para Teresina.

FMS expande leitos em preparação para eventual aumento nos casos de Covid-19

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está se preparando para um eventual aumento no número de casos de Covid-19 em Teresina. Diante das projeções dos profissionais de epidemiologia para os próximos meses e observando o que acontece em outros países e estados do Brasil, as equipes de saúde trabalham preventivamente para evitar um colapso na área.

A principal delas é a expansão dos leitos destinados à doença nos hospitais da capital. O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, explica que atualmente Teresina conta com 97 leitos de UTI Covid-19, mas que este número pode ser dobrado de acordo com a necessidade. “Estamos expandindo a rede de atendimento Covid com o aumento de leitos em hospitais como o do Monte Castelo, Mariano Castelo Branco, Dirceu, Satélite e Buenos Aires. Esses hospitais já estão recebendo treinamento e EPIs para o atendimento”, conta o presidente.

Outra medida, como ressalta o presidente, é a vacinação de pelo menos 64% dos profissionais de saúde que atuam nestes locais, tanto aqueles que já atuam em áreas Covid como aqueles que podem ser remanejados para o serviço com o aumento da demanda. “Chegaremos a este número com o segundo lote de vacinas que recebemos ontem (25) do Ministério da Saúde”, diz o presidente.

As decisões estão sendo tomadas tendo como base as perspectivas traçadas pelo Centro de Operações em Emergência (COE) municipal, que acompanha a evolução da Covid-19 na capital e observa uma curva ascendente no número de casos na cidade, que pode chegar a um pico no final do mês de fevereiro e se estender durante o mês de março. “Já é uma perspectiva, nós não precisamos mais ser pegos de surpresa, já estamos nos preparando previamente para poder responder às necessidades que os pacientes terão”, declarou Gilberto Albuquerque.

Diante destas medidas, ele descarta um eventual colapso. “Se já estamos nos prevenindo desde já e com a colaboração da comunidade, não chegaremos a uma situação tão grave como foi no pico da primeira onda”, finaliza o presidente.

Leitos Covid são readequados na rede de saúde de Teresina

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina realizou nesta terça-feira, 19, a transferência dos leitos clínicos do Hospital de Campanha Pedro Balzi, estrutura de campanha montada durante o pico da pandemia Covid. Os 20 leitos que existiam na unidade foram transferidos para o Hospital Mariano Castelo Branco, localizado da Santa Maria da Codipi.

“Não houve diminuição de leitos Covid na cidade. Nós estamos reorganizando a rede. Os leitos clínicos Covid ficarão concentrados agora no Hospital Monte Castelo e no Mariano Castelo Branco, totalizando 68 leitos. Já os leitos de UTI Covid (Unidade de Terapia Intensiva), ficarão concentrados no Monte Castelo e no HUT, totalizando 48 leitos de UTI Covid na capital”, informa Gilberto Albuquerque, presidente da FMS.

Desde o primeiro dia útil do ano, a rede de saúde municipal de Teresina passa por uma reorganização de leitos dedicados à Covid-19, para um melhor aproveitamento da estrutura diante da situação real da doença na cidade. “As estruturas de campanha foram criadas para serem temporárias e já cumpriram seu papel. Agora, vamos transferir esses leitos para unidades hospitalares mais adequadas e estruturadas”, diz Gilberto.

FMS e COE discutem a reorganização de leitos Covid-19 em Teresina

A rede municipal de Teresina passará por uma reorganização de leitos dedicados à Covid-19 para um melhor aproveitamento da estrutura diante da situação real da doença na cidade. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 8, após reunião entre o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, representantes dos hospitais do município e os membros do Centro de Operações em Emergências (COE) municipal.

A principal medida será a transferência de leitos, sem perdas para o atendimento, do Hospital de Campanha Pedro Balzi para o Hospital Mariano Castelo Branco, que tem uma estrutura permanente e no momento apresenta uma taxa de ocupação em torno de 25%. “O que observamos é que algumas unidades estão com uma ocupação muito baixa, então o entendimento da presidência e do COE é que é possível fazer essa reorganização sem prejuízo para a cidade de Teresina e sem diminuição do número de leitos. Teremos o ganho de manter os pacientes nas unidades que já possuímos, sem a necessidade de manter por muito tempo unidades que são provisórias”, explica o infectologista Walfrido Salmito, médico do COE.

Ele explica que a rede de saúde da capital está atualmente em uma situação estável em relação ao novo coronavírus. Segundo o último boletim da FMS, a rede pública tem atualmente uma taxa de ocupação de 29,81% de leitos clínicos e 45,77% de leitos de UTI. “A gente tem cerca de metade dos leitos ocupados, tanto clínicos como de uti, o que é considerado uma situação confortável. Obviamente estamos atentos aos sinais de alerta, entretanto estamos mantendo os números estáveis na cidade de Teresina”, diz o médico do COE.

Gilberto Albuquerque reforça que a estrutura está passando ainda por uma ampliação, com a abertura de leitos no Hospital de Campanha João Claudino e sua manutenção por contrato por um prazo de até 180 dias, de acordo com a evolução da pandemia. Além disso, a FMS está em conversas avançadas com o Hospital Universitário para a disponibilização de leitos em caso de necessidade. “Portanto, a gente confirma a certeza de que, se a população de Teresina precisar de leitos covid, nós o tenhamos a oferecer com segurança, em quantidade e qualidade satisfatória”, conclui o presidente.

FMS amplia leitos do Hospital de Campanha do HUT

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) determinou a abertura de duas novas alas no Hospital de Campanha João Claudino, anexo ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Agora, a estrutura conta com 40 leitos de UTI dedicados exclusivamente ao tratamento de pacientes com Covid-19.

Como explica o novo diretor do HUT, Fábio Marcos, esta foi uma das primeiras medidas emergenciais tomadas pela nova gestão e tem por objetivo aumentar o acesso aos leitos de UTI por pacientes acometidos pela doença causada pelo novo coronavírus. “Anteriormente, o hospital de campanha contava com 20 leitos de UTI. Nesta ampliação, estamos abrindo mais 20 e ampliando o número para 40 leitos”, disse o diretor.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, explica que a medida se deu em função do aumento da demanda de pacientes por estes leitos. “Nós acrescentamos estes leitos para, em um caso de necessidade mais urgente, já termos essa estrutura preparada”, disse. “Paralelo a isso, estamos mantendo também o Hospital do Monte Castelo e o Hospital de Campanha Pedro Balzi como rotas Covid-19, com leitos de internação”, reforça o presidente.

Além dos 40 leitos do hospital de campanha, o HUT dispõe ainda de mais 18 leitos de UTI reservados para pacientes da doença na Unidade de Queimados do hospital. A rede municipal conta ainda com 55 leitos no Hospital do Monte Castelo e 20 no Hospital de Campanha Pedro Balzi. Gilberto Albuquerque reforça ainda que está sendo feita uma análise para ampliação da oferta. “Estamos ampliando os leitos de UTI no Hospital do Monte Castelo, e já estamos em uma conversação avançada com o Hospital Universitário para que a gente possa também disponibilizar leitos Covid no HU”, afirma ele.

Leitos do Hospital de Campanha Pedro Balzi serão deslocados para o HU

 

O novo presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, informou nesta segunda-feira, 4, que está em tratativas para que os leitos do Hospital de Campanha Padre Pedro Balzi sejam deslocados para o Hospital Universitário (HU), da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O Ginásio Pedro Balzi, que pertence à Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi cedido temporariamente para a prefeitura instalar uma área de atendimento COVID com baixa complexidade. No entanto, atualmente estamos iniciando período de inverno e a unidade fica em uma região que tem muita dificuldade de segurar energia elétrica, mesmo com o gerador funcionando. Porém não garante uma assistência adequada para pacientes de maior necessidade de fluxo de oxigênio e outros equipamentos”, afirma Gilberto Albuquerque.

Ele falou ainda que em conversa inicial com Paulo Márcio, atual superintendente do HU, houve a tentativa de adequar uma área satisfatória no Hospital Universitário para que a FMS possa deslocar o atendimento de internação do Pedro Balzi para uma estrutura mais segura e tecnicamente muito mais adequada. “Pois fica dentro do Hospital Universitário. Amanhã teremos uma reunião e fecharemos essa situação do HU, que tem 50 leitos adequados para receber pacientes COVID”, finaliza.