Índice de isolamento social cai para 49,7% neste sábado em Teresina

Segundo os dados da startup InLoco, o índice de isolamento social em Teresina do último sábado (16) chegou a 49,7%, o que configura uma queda de quase três pontos se comparado ao da sexta-feira (15), que foi de 52,6%, o maior registrado durante a semana.

O monitoramento, que é baseado e informações de localização de 217 mil aparelhos de celular na cidade, apontou também que a zona Leste apresentou melhor desempenho, com 51,2% da população ficando em casa. Em seguida, a região Norte aparece no ranking com índice 50%. As zonas Sul e Sudeste ocupam as duas últimas posições, com taxas de isolamento de 49% e 46,25%, respectivamente.

As melhores taxas de isolamento social foram registradas nos bairros Ininga (60,8%), Matinha (58,3%), Recanto das Palmeiras (57,9%), Distrito Industrial (56,9%) e São Joaquim (55,6%). Por outro lado, os bairros Parque Juliana (32,1%), Flor do Campo (37,8%), Comprida (40,3%), Vale do Gavião (40,33%) e Santo Antônio (40,5%) foram os que tiveram as menores taxas, não chegando nem mesmo ao percentual de 50%.

“É preciso que possamos melhorar os índices, principalmente nessas regiões onde as taxas ainda estão muito abaixo do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais autoridades sanitárias. Estamos nos aproximando de um cenário crítico, e é necessário que a gente possa cumprir as orientações para diminuir a propagação do vírus para salvar vidas”, reforçou o prefeito Firmino Filho.

A Prefeitura de Teresina também está acompanhando os índices de isolamento social através de informações geradas pelas operadoras de telefonia celular. Segundo essa outra base de dados, que disponibiliza informações de mais de 1 milhão de telefones, 52,7% dos teresinenses não descumpriram as regras de distanciamento e permaneceram em casa no sábado (16).

Nos dois indicadores de taxa de isolamento, a capital apresentou índices bem abaixo do percentual mínimo recomendado para diminuir a disseminação do novo coronavírus, que é de 73%. Em decorrência disso, o número de casos vem avançando na cidade. Segundo os dados do último boletim epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), Teresina já soma 1.245 casos confirmados e 33 óbitos por Covid-19.

Feriado da última sexta-feira (15) aponta isolamento social de 52,6% em Teresina

Mesmo com a antecipação do feriado relativo ao dia do Piauí para esta sexta-feira (15), com o objetivo de manter a população em casa, Teresina registrou índice de isolamento social de 52,6%. O número é superior aos 44,7% registrados na última quinta-feira (14) e 9,4% maior que os 43,2% computados na sexta-feira da semana anterior.

Ainda que tenha havido o aumento, o percentual está abaixo dos 73% recomendados pelos órgãos de saúde para evitar uma proliferação em massa do novo coronavírus. “Os números de isolamento social das últimas semanas são baixos e insuficientes para conter o avanço da doença. Infelizmente, a cada dia, mais pessoas estão sendo acometidas pela Covid-19 na nossa cidade. Tivemos a confirmação de mais 57 casos novos de infecção e três óbitos na última sexta-feira”, lamentou o prefeito Firmino Filho.

Além do sistema da startup InLoco, que monitora a localização de 217 mil celulares na cidade, a Prefeitura de Teresina também está acompanhando o índice de isolamento social através de informações cedidas pelas operadoras de telefonia. Segundo essa base de dados, que leva em consideração o monitoramento de mais de 1,4 milhão de linhas telefônicas, 53% das pessoas ficaram em casa ontem.

De acordo com os índices medidos diariamente pela startup recifense InLocu, na sexta-feira, a região Leste ganhou destaque no isolamento, quando atingiu 53,59%. Em seguida, a zona Norte (52,82%), depois a região Sul (52,30%) e, por último, a zona Sudeste, com 50,13% das pessoas seguindo as orientações de permanecerem em casa.

Os bairros que tiveram bom desempenho foram o Ininga (62,9%), Frei Serafim (60,7%), Pedra Miúda (59,77%), Centro (59,33%) e Noivos (58,55%). Já as menores taxas foram registradas nos bairros Novo Horizonte (44,03%), Angélica (44,4%), Embrapa (44,9%), Alegre (44,95%) e Extrema (45,8%).

Isolamento social em Teresina fica entre 44,7% e 50% na quinta (14)

Os índices de isolamento social em Teresina continuam caindo. Na última quinta-feira (14), apenas 44,7% dos teresinenses ficaram em casa, segundo levantamento da startup recifense InLoco. Este percentual foi o menor registrado pelo monitoramento nesta semana. A maior taxa aconteceu na terça-feira (12), quando o índice ficou em 47,4%.

Com os percentuais permanecendo abaixo dos 50%, Teresina está cada vez mais distante do índice de 73%, considerado eficaz, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para conter a disseminação do novo coronavírus.

Enquanto isso, o número de casos de Covid-19 vem crescendo na cidade. O boletim epidemiológico apontou a confirmação de 57 casos nas últimas 24 horas, somando agora 1.089 casos e 26 mortes pelo novo Coronavírus. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

O monitoramento também revela queda nos índices de isolamento social em todas as regiões de Teresina. Os bairros Parque Juliana, Angélica e Santo Antônio, todos na zona Sul, tiveram o pior desempenho, registrando percentuais de isolamento de apenas 30,8%, 32% e 37,65%, respectivamente; Na zona Norte, o bairro Jacinta Andrade apresentou índice de 37,3%; Na zona Leste, o bairro Morros teve 37,65% de isolamento social.

Os melhores desempenhos foram registrados em bairros da zona Leste da cidade: Ininga (57,65%), Jóquei (53,75%) e Noivos (51,5%). O bairro Bom Princípio, na zona Sudeste, apresentou taxa de isolamento social de 52,03%. Na zona Sul de Teresina, 51% dos moradores do Parque São João ficaram em casa.

Além do sistema de georreferenciamento da startup InLoco, que atua em parceria com a Prefeitura de Teresina, monitorando a localização de 217 mil celulares na cidade, os índices de isolamento também estão sendo observados diariamente através de informações geradas pelas operadoras de telefonia celular.

Com base em dados de mais de 1 milhão de telefones, 50% dos teresinenses cumpriram as regras de distanciamento na quinta-feira (14). “Precisamos melhorar nosso índice de isolamento social, para diminuir a propagação do vírus em Teresina e, consequentemente, a ocupação de leitos hospitalares, que está aumentando a cada dia”, ressaltou o prefeito Firmino Filho.

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Teresina registra sexta morte por Covid e Prefeito alerta para necessidade de isolamento

Na noite deste último domingo (19), Teresina registrou a 6° morte decorrente de complicações da Covid-19. A informação foi confirmada pelo Comitê de Operações de Emergência (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Trata-se de uma pessoa do sexo masculino, de 98 anos de idade, que não tinha doenças crônicas e estava internado em ambiente hospitalar.

Esse é o primeiro óbito em que a infecção ocorreu durante o período da quarentena em Teresina. “Considerando o período de incubação máximo da doença, que varia de 1 a 14 dias, e a data do início dos sintomas desse paciente que foi a óbito, certamente ele se infectou a partir do dia 26 de março, ou seja, durante o período da quarentena na cidade.”, afirma o médico infectologista da FMS, Kelsen Eulálio.

A Prefeitura de Teresina iniciou a quarentena na cidade no dia 21 de março, com decreto de medidas restritivas de circulação, baseada em orientações de autoridades de saúde.

O prefeito Firmino Filho lamentou a nova morte de residente de Teresina e afirmou que a curva epidemiológica da doença tende a subir na cidade. “Precisamos atingir o patamar de 73% de isolamento social, percentual recomendado para diminuir a disseminação do vírus. Se metade da população continuar desrespeitando essa medida e ficar circulando na cidade, esse número de casos confirmados e de óbitos vai aumentar nas próximas semanas.”

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, alerta que, segundo a literatura científica mundial, é grande a quantidade de pessoas com Coronavírus que não apresentam sintomas. “Mesmo assim, a pessoa está infectada e é transmissora do vírus. Por isso, nem todo infectado apresenta sinais. É preciso considerar que todos estão infectados e adotar rigorosamente as medidas de prevenção”.

Em artigo sobre pandemia, Firmino diz que espera o melhor, mas se prepara para o pior

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o prefeito Firmino Filho relatou a situação que Teresina vem enfrentando nos últimos dias por conta do novo coronavírus. O chefe do executivo municipal destacou que os efeitos da pandemia ainda são “bastante incertos”, tanto na saúde das pessoas quanto na economia e nas instituições. Segundo ele, nesse momento, enquanto gestor público, ele torce para que os problemas com a pandemia não se agravem, mas ressalta que as medidas administrativas que vem adotando têm como objetivo preparar a cidade para o Piauí cenário.

Firmino destacou que, ao mesmo tempo que é necessária a prudência na tomada de decisões, é preciso também decisões proativas. “Saindo do imobilismo e da retórica, prefeitos de todo o Brasil estão tomando medidas duras, mas necessárias, compatíveis com os cargos que ocupam. Estão exercitando a liderança de uma cidade no meio de uma quarentena global comparável às grandes guerras do século passado. Os governos locais são os mais demandados pela população. Pela proximidade, precisam garantir o atendimento às necessidades mais rápidas e às mais urgentes”, pontuou.

Em todo o mundo, mais de 100 mil pessoas já morreram vítimas do novo coronavírus. No Brasil, já passam de 1200. Estados vizinhos, como o Ceará, já registram um número significativo de pessoas contaminadas. No Piauí, são 75 casos confirmados, sendo 63 deles na nossa capital. Um vírus que já deixou cinco óbitos apenas em Teresina. Diante dos números, o prefeito destacou que, nesse momento, é necessário manter e ampliar rapidamente serviços básicos como saúde, assistência social, limpeza urbana e garantir que as medidas de isolamento social sejam efetivas.

Firmino Filho, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, revelou também a preocupação com a economia nos municípios, que estão experimentando queda nas receitas por conta da retração da atividade econômica, motivada pelo isolamento social. Ele fala do “choque de oferta e de demanda” e que, por conta disso, se espera também uma alta inadimplência em relação ao pagamento dos tributos municipais. “O efeito final ainda não está plenamente quantificado, mas é certo que será um choque bastante adverso, visto que o PIB (Produto Interno Bruto) nacional poderá encolher até 7%, segundo estimativas da revista The Economist”, contabiliza, lembrando que o déficit fiscal irá ser ampliado mundialmente.

O prefeito reiterou que, nesse momento, o Governo Federal precisa ser mais proativo no auxílio aos Estados e municípios e citou exemplos como o dos Estados Unidos onde o presidente Donald Trump lançou um pacote de USD 2,3 trilhões, quase 10% do PIB americano, para auxílio aos Estados e prefeituras de cidades com mais de 500 mil habitantes. Soma-se a isso, os recursos de um pacote extra de USD 250 bilhões que está em tramitação no Congresso Americano. “Apenas o Governo Federal pode atuar nesse momento de calamidade. Aliás, tem a obrigação de reagir ao extraordinário. E é exatamente por isso que os municípios precisam que as lideranças de Brasília demonstrem responsabilidade com sua população”, conclamou.

Ainda de acordo com o prefeito, até o momento, apenas a garantia dos recursos do FPM nos níveis de 2019 foi encaminhada pelo Palácio do Planalto. “Este fato é importante, especialmente para os municípios menores, FPM dependentes, mas insuficientes para garantir a sobrevivência dos Municípios médios e grandes, que dependem fortemente da cota-parte municipal do ICMS e da arrecadação própria, como o ISS, e que concentram nos seus territórios mais de 80% da rede de média e alta complexidade dos serviços de saúde. Além disso, 95% dos casos da COVID-19 estão em cidades com mais de 80 mil habitantes”, lembra, destacando que o que os municípios pedem ainda é que seja expandida essa equalização de receitas à arrecadação de ISS e à da Cota-Parte de ICMS. Para os Municípios, essa conta não deve passar dos R$ 30 bilhões, valor equivalente à cerca de apenas 0,4% do PIB nacional.

O prefeito finaliza o artigo destacando que não se fala em “farra fiscal” e que as medidas garantidoras da responsabilidade fiscal devem ser observadas e que elas são necessárias para o crescimento econômico sustentável a longo prazo. “No entanto, medidas de curtíssimo prazo são necessárias, sob pena de recriarmos a barbárie. O fato de se usar a escada de emergência durante o incêndio não significa que o elevador é uma tecnologia superada que tem que ser abandonada depois que o fogo foi debelado e a vida normal retomada”, compara, pedindo ainda que as pessoas permaneçam em casa para evitar prejuízos ainda maiores por conta da proliferação do vírus.

Banco Popular adota medidas de apoio aos microempreendedores frente à pandemia

O Banco Popular de Teresina (BP) está adotando medidas de apoio aos pequenos empreendedores que tiveram seus negócios afetados pela pandemia do novo coronavírus. Uma das medidas foi o aumento do prazo de carência para pagamento da primeira parcela dos financiamentos de microcrédito, que passou de 45 para 120 dias. O número de parcelas em que se pode dividir o empréstimo também foi ampliado, agora são 12 meses ao invés de 10.

“Entendemos que a pandemia e o isolamento social afetaram o lucro de nossos microempresários, que agora terão dificuldade de pagar as parcelas dos seus empréstimos. Por isso estamos oferecendo mais flexibilidade acerca dos pagamentos dos contratos. Nosso objetivo sempre foi ajudar essas pessoas”, afirma Michel Sena, gerente do BP.

Aqueles microempreendedores com contrato ativo no Banco que estejam adimplentes até o mês de fevereiro de 2020 também terão a opção de remanejar as parcelas de março, abril e maio para o final do contrato, sem nenhuma alteração no valor dessas parcelas.

O Banco oferece ainda mais uma opção de pagamento dos contratos ativos. “Podemos também pegar o saldo devedor do microempreendedor e refinanciar o valor, sendo que esse novo financiamento contará com 60 dias de carência para começar a pagar e poderá ser dividido em até 12 vezes”, explica Michel Sena.

O Banco Popular é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest) e proporciona aos pequenos empreendedores, sobretudo os de natureza solidária, o acesso ao microcrédito. São empreendedores de várias áreas ligados à economia solidária e criativa, como artesãos que trabalham com arte santeira, bordados, bonecas e outros.