Teresina é destaque em simpósio internacional promovido pela ONU sobre justiça climática

Foto: Ascom Agenda 2030

A cidade de Teresina foi destaque, nesta segunda-feira (28), na abertura do Simpósio Global 2025 sobre Justiça Climática e Populações Impactadas – Direitos em um Clima em Transformação: Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos e Igualdade de Gênero, coorganizado pelo UNFPA e pelo Governo do Brasil, realizado em Brasília. O evento reúne diversas autoridades e especialistas e tem o propósito de dar visibilidade às interseções entre mudanças climáticas, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, violência baseada no gênero, práticas nocivas e a busca pela igualdade de gênero.

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, apresentou os resultados da pesquisa “Avaliação do impacto do calor na saúde de mulheres grávidas de Teresina”, liderada por Elisa Carvalho, durante o painel Mudanças Climáticas, Jovens, Diversidade Demográfica e Populações Vulneráveis, mediado pela representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Florbela Fernandes.

O simpósio, que ocorre durante toda esta semana em Brasília, é um marco estratégico no caminho para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – COP30. Estão reunidos autoridades na elaboração de políticas públicas, especialistas em clima e saúde, lideranças jovens, profissionais do desenvolvimento e representantes da sociedade civil.

“Teresina tem uma pesquisa pioneira sobre o impacto do calor extremo na saúde da mulher grávida. Ao final da apresentação, Elisa Carvalho chamou a atenção sobre a necessidade de financiamento, capacitação contínua e de se desenvolver soluções multissetoriais e integradas para o enfrentamento da crise climática e o atendimento de populações vulneráveis. A partir do resultado de nossa pesquisa, iniciamos o trabalho de formatação do protocolo de calor, com o envolvimento de diversas secretarias municipais e de entidades do setor de saúde. Além disso, Teresina tem a primeira Comissão de Justiça Climática do país, que está discutindo de forma contínua como melhorar as políticas públicas em atendimento a idosos, crianças, trabalhadores climaticamente expostos, mulheres gestantes, pessoas em situação de rua e migrantes”, afirmou.

Para o UNFPA, esse simpósio ocorre em um momento decisivo diante dos desafios impostos pela mudança do clima. Realizado cerca de 30 anos após dois marcos globais – a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o simpósio propõe analisar o déficit de evidências e pesquisas sobre o impacto da emergência do clima na saúde e direitos sexuais e reprodutivos; garantir que políticas públicas e programas possam incorporar ações voltadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos, fortalecimento de parcerias e financiamento e buscar influenciar que a questão de gênero possa ser levada em consideração nos programas climáticos.

Prefeitura de Teresina estabelece parceria com a ONU para combater os efeitos das mudanças climáticas na saúde das mulheres

Foto: Jailson Soares/SEMCOM

A Prefeitura de Teresina firmou na manhã desta quinta-feira (15) uma parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas no Brasil (UNFPA) para enfrentar os desafios, impactos e problemas das mudanças climáticas. Foi assinado um memorando para troca de experiências e parcerias entre ambos, com atenção especial na saúde e no bem-estar das mulheres, que são as mais atingidas pelas consequências de tal processo. 

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, destacou a importância desse ato. ‘’Estamos recebendo essa visita que vem nos trazendo uma questão para reflexão, que é a questão climática, o nosso calor, que tem vantagens e desvantagens, mas com viés de olhar sobre a proteção da mulher, da maternidade, da vida e do meio ambiente. Então, a gente aprende e a gente ensina, aperfeiçoa e melhora a qualidade de vida de cada um de nós’’, disse o gestor. 

A representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes, ressaltou o impacto positivo do trabalho empreendido na capital. ‘’É um privilégio estar aqui com o prefeito, com os demais secretários também, numa agenda que, como falou o seu prefeito, tem a ver com as mudanças climáticas. E isso gera um interesse, principalmente quando olhamos para a saúde das mulheres e mulheres gestantes, assegurando também que elas tenham tanto a experiência gestacional como o parto seguro e as crianças que nascem, portanto’’, pontuou a representante. 

O secretário de Relações Institucionais, Victor Linhares, recordou o esforço da prefeitura para permitir tais parcerias. ‘’Nós estamos sempre de braços abertos para fazer esse trabalho conjunto, bilateral, para Teresina receber os projetos pilotos, seja no clima, seja com as crianças, seja em relação à nutrição que impacta tanto as nossas crianças na nossa cidade’’, ponderou o secretário. 

Tal parceria reforça o compromisso da prefeitura em cuidar de quem mais precisa e proteger as mulheres teresinenses dos impactos negativos das mudanças climáticas. 

 

 

Estudo feito pela Prefeitura de Teresina e UNFPA/ONU é destaque no segundo dia de CLIMATHE24

Mulheres grávidas em situação de vulnerabilidade são uma das parcelas da população mais impactadas pela crise climática. O calor intenso é fator que influencia sobremaneira na gravidez e na saúde das mães e dos bebês. A prefeitura de Teresina e o Fundo de Populações (UNFPA) da ONU estão desenvolvendo uma pesquisa para medir esses impactos na população local e essa experiência foi debatida na manhã desta terça-feira (28), na programação do CLIMATHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina.

De acordo com a oficial do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNFPA/ONU, Luana Silva, a partir desse estudo, Teresina será um case para o mundo. “A gente observa Teresina como um modelo que pode ser replicado no mundo inteiro, especialmente nas taxas de mortalidade materna nos meses mais quentes do ano. Temos um memorando de entendimentos com a prefeitura de Teresina pensando em justiça reprodutiva, em mulheres em situação de vulnerabilidade, as migrantes venezuelanas e o envelhecimento. O Brasil deixou de ser um país jovem para ser um país em envelhecimento”, afirma.

O aquecimento global, com o aumento das temperaturas, tem impacto direto na mortalidade materna porque escala o risco de aumento da pressão arterial e, por consequência, de pré-eclâmpsia, que é a maior causa de mortalidade materna no Brasil. Esse impacto na gestação reflete na saúde dos bebês também porque a tendência é que eles nasçam desidratados.

Para além da saúde, tem o impacto social e o aumento nos índices de violência contra mulheres e meninas, no acesso das mulheres a serviço e contraceptivos. Ano passado, a ONU divulgou relatório “Justiça reprodutiva, justiça climática e população afrodescendente” e nele constam dados sobre o impacto do aquecimento global nas gestates e nos serviços prestados. “Teresina está organizando esse evento com a participação de diversas secretarias também porque essa é uma pauta integrada e criou um comitê de justiça climática. Estamos focando nesse apoio, orientando pesquisas sobre isso e no financiamento para desenvolver as ações”, disse.

A programação do CLIMATHE24 segue durante toda esta terça, com uma mesa redonda e um conversatório com o tema “Justiça Climática: o desafio da adaptação em territórios vulneráveis”. Também foi abordado o tema “Conjuntura atual e abordagens inovadoras do mercado de carbono” e, na parte da tarde, “Biodiversidade em foco – desafios diferentes, ações conjuntas” e “Outros mecanismos espaciais eficazes de conservação: estratégias e diretrizes de implementação”.

PMT participa de evento para discutir financiamento de transportes limpos na Costa Rica

A Prefeitura de Teresina (PMT) está participando da Academia de Financiamento para Transportes Limpos, evento que acontece na Costa Rica e se constitui em uma série de oficinas sobre financiamento de projetos de sustentabilidade urbana. Essa participação se deve através do trabalho da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan.

O evento é oferecido pelo C40 Cities por meio da Plataforma Global UrbanShift – uma iniciativa parceira do projeto CITinova II, financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – Global Environment Facility).

A engenheira eletricista Shélyda Raiane Rodrigues Machado, gerente de Planejamento e Projetos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – Semam, é a representante da Prefeitura no evento.

“É uma grande oportunidade participar da Academia de Financiamento para Transporte Limpos. Teresina vem trabalhando e discutindo estratégias sustentáveis para o seu desenvolvimento, e o tema do transporte é de suma importância quando de fala em adaptação das cidades aos efeitos da emergência climática porque esse é o setor com maior índice de emissão de gases do efeito estufa. Eventos como esse oportunizam trocas de experiências com cidades e países que estão passos à frente com projetos de eletrificação de suas frotas de ônibus”, afirma Shélyda Raiane.

Em articulação da Agenda Teresina 2030, a capital piauiense faz parte do projeto “Promoção do Planejamento Metropolitano Integrado e de Investimentos em Tecnologia Urbana Inovadora no Brasil – CITinova II”. Através desse trabalho, Teresina vem participando de diversas discussões em nível nacional e internacional acerca de temas importantes para o desenvolvimento sustentável e que integram as políticas públicas de adaptação da cidade aos efeitos da emergência climática, dentro dos 17 ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

“Teresina vem se qualificando e participando dessas importantes discussões. A cidade ganha projeção em nível nacional e internacional e ganha na construção de políticas públicas de qualidade”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Agenda 2030 e ONU fazem parceria para desenvolvimento de ações sobre efeito das mudanças climáticas na população de Teresina

A população mais socialmente e financeiramente vulnerável é a mais afetada pelas mudanças climáticas. O calor e os eventos extremos provocam o envelhecimento precoce e várias enfermidades e isso será objeto de uma parceria entre a Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, escritório da ONU voltado para populações em situação de vulnerabilidade.

A cooperação foi discutida em reunião entre o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira; Luana Silva e Pedro Pinheiro, do Programa de Gênero, Raça e Etnia da UNFPA, em Brasília, nesta quinta-feira (10).

“Vamos assinar um memorando de intenções com a UNFPA para desenvolver vários trabalhos. Vamos fazer uma pesquisa importante para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre o envelhecimento precoce da população e vários aspectos de saúde, especialmente na população mais vulnerável”, afirma Leonardo Madeira.

Os termos da cooperação preveem a realização do estudo e capacitação dos servidores de secretarias estratégicas da Prefeitura de Teresina, como as que trabalham políticas públicas nas áreas de assistência social, mulheres e saúde.

O Fundo de População das Nações Unidas é o organismo da ONU responsável por questões populacionais e atua junto a estados e municípios no apoio ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas para setore da população mais vulnerável sob vários aspectos.

ONU Habitat: Teresina é tema de estudo para desenvolvimento urbano mais eficiente e sustentável

Nesta terça-feira (26), a Prefeitura de Teresina juntamente com a Organização das Nações Unidas (ONU), dá continuidade ao projeto para Assentamentos Humanos no Brasil (ONU-Habitat), com a apresentação das “Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade” para os gestores municipais. Esse trabalho é acompanhado pelo departamento Agenda Teresina 2030, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).

“A nossa equipe vem trabalhando com o olhar para a mãe natureza, olhando o econômico para interagir com o social, havendo essa junção. E é esse o nosso caminho, cada vez mais trabalhar com lisura, cada vez mais trabalhar com credibilidade e focados no desenvolvimento da nossa cidade com o meio ambiente. É um orgulho para nós, da Prefeitura de Teresina, ter recebido esses técnicos da ONU para tratar deste assunto tão importante. Serão três dias de tratativas para que possamos trabalhar Teresina de forma sustentável e preparada para atuar em situações mais delicadas”, disse o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.

Prefeito de Teresina Doutor Pessoa destaca a parceria com a ONU. Fotos: Rafael Sergio (Semcom)

A resiliência urbana é uma capacidade inerente às cidades, que possuam qualquer grau de urbanismo implementado, de resistirem e se regenerarem após situações de degradação e poluição. E isso vai muito além de situações de desastres ambientais citadas acima. As próprias atividades comumente realizadas pelo homem, como trabalho, transporte e comercialização podem ter consequências positivas ou negativas.

“A gente trabalha com base também nos princípios e diretrizes trazidos pelas agendas globais de sustentabilidade. Então, os objetivos do desenvolvimento sustentável da nova agenda urbana têm referências bem elaboradas. Os compromissos elaborados pelos países dentro da ONU, nas diversas conferências que estão acontecendo na última década também trazem suas diretrizes subjetivas principais. O objetivo das agendas é tornar a cidade e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis” afirma Alex Rosa, representante da ONU (ONU Habitat), no Brasil, que esteve acompanhado da especialista em resiliência urbana, a arquiteta síria Sozvin Salih.

Esse material fornece aos gestores uma base para a criação de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, um plano que deve ser incorporado às atuais estratégias de desenvolvimento urbano e processos de gestão da cidade. Esse processo tem a intenção de apoiar Teresina e seus parceiros na tomada de decisões, com base em dados concretos sobre a situação da cidade, tendo como consequência um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável a longo prazo. Os pontos de atenção diagnosticados no material são: processo de manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico

“Esse é um trabalho que engaja todos da Prefeitura. Teresina faz parte das cidades escolhidas no Brasil para o desenvolvimento deste projeto mundial. Nesta nova administração, retomamos um contato e desenvolvemos uma grande estrutura e em maio receberemos um material completo para termos direcionamento na aplicação dos nossos recursos, focando em pontos mais sensíveis do desenvolvimento urbano e sustentável. Essa apresentação com a equipe do exterior é extremamente produtiva para a cidade de Teresina e para a gestão do prefeito Dr. Pessoa”, acrescentou João Henrique Sousa, secretário de Planejamento.

Até a próxima quinta-feira (28), a equipe da ONU cumpre agenda para apresentação das “Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade”, para a Prefeitura Municipal de Teresina, respectivas secretarias e para o Governo do Estado do Piauí. Esse material fornece aos gestores uma base para a criação de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, um plano que deve ser incorporado às atuais estratégias de desenvolvimento urbano e processos de gestão da cidade. Esse processo tem a intenção de apoiar Teresina e seus parceiros na tomada de decisões, com base em dados concretos sobre a situação da cidade, tendo como consequência um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável a longo prazo.

Os resultados das etapas anteriores do projeto já foram entregues: Perfil da Cidade de Teresina e o Diagnóstico da Resiliência Urbana. Para conhecer os materiais, você pode acessar através deste link: https://issuu.com/teresina2030/docs/_pt__draft_-city_resilience_profile__teresina__pag.

Esta ação fornece uma estrutura que utiliza dados da cidade para estabelecer um perfil de funcionamento e criar um diagnóstico baseado na análise das demandas mais urgentes. O objetivo do Programa, além de buscar meios de melhorar a capacidade técnica de gestão da Prefeitura Municipal de Teresina, é trabalhar com a inclusão das pastas municipais como também do Governo do Estado do Piauí. A divulgação deste Programa para outros municípios interessados vai ocorrer através da Frente Nacional de Prefeitos.

Através de um acordo feito em 2019, a Prefeitura Municipal de Teresina, o Governo Federal e a ONU trabalharam juntos para a construção do plano de fortalecimento da gestão urbana de Teresina com a intenção de melhorar o funcionamento e integração da gestão no município. A ação atua no processo de manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico, chamada de Ações para a Resiliência e Sustentabilidade, que possui o suporte do Programa Global de Cidades Resilientes. Assim, o município implementará a Ferramenta de Perfis de Cidades Resilientes (CRPT, na sigla em inglês).

“Estamos concluindo uma série de diagnósticos e apresentações das ações para definir um plano estratégico para melhorar a capacidade da gestão de lidar com riscos, choques e problemas crônicos que a cidade tem, por exemplo, as enchentes. Nosso objetivo é fortalecer e construir resiliência urbana, ou seja, ter um plano de ação para os próximos anos, focando nas áreas prioritárias encontradas neste diagnóstico, que é a manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio do ecossistema com a finalidade de ter um melhoramento no desempenho econômico”, explica Gabriela Uchôa, diretora do projeto de Cooperação da Programa Global de Cidades Resilientes de Teresina (CRGP, sigla em inglês).

Agenda de apresentações:

27 de Abril:

9h às 10h – Apresentação para o Governo do Estado (Palácio de Karnak)

28 de Abril:

8h30 às 12h – Seminário de apresentação a instituições de interesse sobre o Programa de Resiliência Urbana de Teresina e o Produto: Ações Recomendadas para Resiliência e Sustentabilidade ( SEBRAE)

 

 

Dezembro Vermelho: FMS promove capacitação contra Aids e infecções sexualmente transmissíveis

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza capacitação no dia 2 de dezembro sobre o Dia D de luta e orientação contra a Aids e infecções sexualmente transmissíveis, das 8h às 12h, no auditório da FMS, com a participação de servidores dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A atividade faz parte do Dezembro Vermelho, que é uma campanha de conscientização para o tratamento precoce da síndrome da imunodeficiência adquirida e de outras infecções sexualmente transmissíveis. A capacitação é coordenada pela Diretoria de Assistência Especializada (DAE/FMS) em parceria com os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE).

A programação consta de mesa redonda sobre Manifestações Clínicas, Diagnóstico e Tratamento das principais Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). A capacitação é destinada aos profissionais de saúde, que serão, posteriormente, os multiplicadores das orientações recebidas em seus locais de trabalho.

O objetivo das ações é qualificar a conduta dos profissionais de saúde a partir da atualização de evidências científicas que contribuam para melhorar a assistência ao paciente e a notificação de casos.

Sobre a data

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é celebrado em 1º de dezembro. A data foi estabelecida internacionalmente em 1987 por decisão da Assembleia Mundial de Saúde com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, o Ministério da Saúde oficializou o “Dezembro Vermelho”, a partir da Lei 13.504, de 7 de novembro de 2017, que instituiu a campanha nacional de prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis, denominada Dezembro Vermelho.

Semcaspi e ONU promoverão treinamento com servidores dos abrigos de indígenas venezuelanos

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) recebeu na manhã desta terça-feira, (30/06), no auditório, a Organização das Nações Unidas (ONU), para debater estratégias e soluções sobre os abrigos, que acolhem indígenas venezuelanos. A ONU vai promover, a partir desta quarta-feira, (01/07), curso de treinamento com os servidores dos abrigos.

Além da ONU, a reunião contou também com a participação: da Fraternidade Federação Humanitária Internacional (FFIH); da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc); das Secretarias Executivas do SUAS e das Políticas Integradas e da Gerência de Proteção Social Especial da Semcaspi.

De acordo com Márcio Allan, secretário da Semcaspi, a ideia é capacitar os servidores que atuam nos abrigos e qualificar as políticas públicas de Teresina.

“Visitamos na semana passada os abrigos dos venezuelanos e tomei conhecimento, de forma direta, das atuais demandas destas famílias. A ideia é pensar conjuntamente em estratégias alternativas para sanar as demandas. Esta tem sido uma das metas da gestão do Doutor Pessoa, melhorar as condições de vida das pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social”, esclareceu.

Segundo Aline Teixera, secretária executiva do SUAS, a proposta é importante pela soma de experiências dos representantes da ONU com os servidores dos abrigos na capital.

“Aqui em Teresina estamos há dois anos e eles estão há mais de cinco anos. A expectativa é que esses diálogos e esse compartilhamento de experiências sejam bastante frutíferos. O que queremos é  continuar trabalhando com os indígenas venezuelanos aqui e tendo êxito nas experiências, nas articulações respeitando a cultura, intercalando a cultura deles com a nossa e reinserindo eles nas políticas públicas da nossa sociedade, sem anular a cultura que eles têm, mas agregando nossos valores culturais”, explicou.

Para Sebastian Roa, representante da agência da ONU para refugiados (Acnur), o objetivo é fortalecer as equipes que estão trabalhando com os indígenas refugiados aqui em Teresina.

“Nós estamos, conjuntamente, com nossos parceiros da Fraternidade Internacional, que estão em Roraima. Esse treinamento será baseado na experiência, que tivemos lá. A ideia é justamente fortalecer e edificar possibilidades de melhorar o trabalho, conseguir encontrar os caminhos, fazer uma avaliação de onde a gente consegue avançar ainda mais e construir de alguma forma estratégias intersetorialidade e coordenação com as entidades”, pontuou.

ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

Ricardo Baumgartner, Gerente Operacional da FFIH, conta que em Roraima, já são dois mil indígenas venezuelanos, que residem em abrigos desde 2016 e que o acolhimento tem como foco a assistência humanitária.

“A ideia de vir aqui ao Piauí é trocar e compartilhar um pouco as experiências, que já tivemos em Roraima com essa população, dentro desse contexto humanitário, que estamos vivendo e trazer um pouco de tudo que nós passamos e contribuir aqui para que também os indígenas possam ter uma assistência humanitária devida, fazendo com que o acolhimento ocorra de forma adequada, envolvendo o Estado, os acolhidos e a Assistência Social”, indicou.

Foto: Divulgação (Semcaspi)

PMT busca financiamento de 36 milhões de Euros para Programa de Desenvolvimento Sustentável

Apresentação da carta-consulta em Brasília (Foto: Ascom/Semplam)

A Prefeitura de Teresina cadastrou junto ao governo federal uma carta-consulta pleiteando um financiamento de 36 milhões de Euros junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O objetivo do empréstimo é financiar a criação e execução do Programa Teresina 2030, que englobará uma série de ações visando a melhoria da qualidade de vida da população teresinense, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

De acordo com o projeto apresentado, o programa irá desenvolver uma série de intervenções visando a promoção do acesso à energia limpa, o saneamento básico, comunidades sustentáveis, eficiência e transparência na gestão pública e o combate às mudanças climáticas. Para isso, serão realizadas várias ações, como a instalação de banheiros e fossas ecológicas na zona rural; realização de melhorias em 3 mil unidades habitacionais para famílias de baixa renda; criação de parques ambientais e melhorias nos parques já existentes; fomento à participação popular na gestão pública; entre outras.

O investimento total no programa será de 45 milhões de euros, somando o valor financiado pela AFD e a contrapartida da Prefeitura, que será de 9 milhões. “Teresina faz parte de um contexto onde o desenvolvimento sustentável é ainda mais importante. A cidade passou por um processo desordenado de espalhamento urbano, perdeu cobertura vegetal e a temperatura está subindo além da média global. Este programa visa combater estes problemas, melhorar a questão climática e qualidade de vida da população”, explica Flávia Maia, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

O diretor do escritório da Prefeitura em Brasília, Erick Elysio, informa que a proposta de financiamento foi apresentada à técnicos do governo federal na última sexta-feira (08) e dever ser aprovada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo Senado Federal. Em seguida, deverá ser assinado o contrato entre a Prefeitura de Teresina e a AFD, com previsão de início do Programa para 2020.

“O programa exige um investimento alto, que a Prefeitura de Teresina não poderia arcar neste momento. Por isso buscamos esse financiamento junto à AFD, que já é parceira em outros projetos de Teresina e tem um histórico de apoiar ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável”, ressalta Erick.

Os ODS são 17 objetivos definidos pela ONU na chamada agenda 2030, ano em que estes objetivos deverão ser alcançados pela humanidade. Teresina foi uma das primeiras cidades brasileiras a criar um departamento exclusivo para acompanhamento e promoção dos ODS, a Agenda Teresina 2030, que agora lidera o projeto de criação do programa Teresina 2030.