Prefeito se reúne com vereadores para falar sobre ações de combate à pandemia em Teresina

Através de videoconferência realizada na manhã desta terça-feira (28), o prefeito Firmino Filho se reuniu com os vereadores para apresentar um balanço das ações realizadas pela Prefeitura de Teresina no combate ao Novo Coronavírus. A capital já confirmou 271 casos da COVID-19 e registrou nove óbitos.

Na conferência, os vereadores elogiaram as ações adotadas pela Prefeitura e alguns questionaram o prefeito sobre os estudos para iniciar a flexibilização do isolamento social. Firmino informou que foi criada uma comissão que está discutindo com representantes dos empresários e trabalhadores algumas estratégias para a retomada das atividades econômicas em Teresina. “Precisamos ter total segurança para fazer essa reabertura, que deve ser lenta e gradual”, ressaltou.

Ele informou que está aguardando os resultados de uma pesquisa por amostragem, com testes para a COVID-19, para ter uma noção de como o vírus está atuando na cidade. O prefeito também informou aos vereadores sobre as baixas taxas de isolamento na capital, única medida para conter a disseminação do Novo Coronavírus. “Todos estes dados serão essenciais para alinharmos as nossas decisões, sempre pensando no melhor para o povo teresinense”.

O prefeito falou sobre a importância do diálogo com os vereadores. “Neste momento, precisamos nos unir para buscarmos a melhor forma de preservarmos a vida. Com as medidas certas, poderemos vencer o nosso maior inimigo. Precisamos fazer a nossa parte”, disse durante a videoconferência com os parlamentares.

Em artigo sobre pandemia, Firmino diz que espera o melhor, mas se prepara para o pior

Em artigo publicado nesta quarta-feira, o prefeito Firmino Filho relatou a situação que Teresina vem enfrentando nos últimos dias por conta do novo coronavírus. O chefe do executivo municipal destacou que os efeitos da pandemia ainda são “bastante incertos”, tanto na saúde das pessoas quanto na economia e nas instituições. Segundo ele, nesse momento, enquanto gestor público, ele torce para que os problemas com a pandemia não se agravem, mas ressalta que as medidas administrativas que vem adotando têm como objetivo preparar a cidade para o Piauí cenário.

Firmino destacou que, ao mesmo tempo que é necessária a prudência na tomada de decisões, é preciso também decisões proativas. “Saindo do imobilismo e da retórica, prefeitos de todo o Brasil estão tomando medidas duras, mas necessárias, compatíveis com os cargos que ocupam. Estão exercitando a liderança de uma cidade no meio de uma quarentena global comparável às grandes guerras do século passado. Os governos locais são os mais demandados pela população. Pela proximidade, precisam garantir o atendimento às necessidades mais rápidas e às mais urgentes”, pontuou.

Em todo o mundo, mais de 100 mil pessoas já morreram vítimas do novo coronavírus. No Brasil, já passam de 1200. Estados vizinhos, como o Ceará, já registram um número significativo de pessoas contaminadas. No Piauí, são 75 casos confirmados, sendo 63 deles na nossa capital. Um vírus que já deixou cinco óbitos apenas em Teresina. Diante dos números, o prefeito destacou que, nesse momento, é necessário manter e ampliar rapidamente serviços básicos como saúde, assistência social, limpeza urbana e garantir que as medidas de isolamento social sejam efetivas.

Firmino Filho, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, revelou também a preocupação com a economia nos municípios, que estão experimentando queda nas receitas por conta da retração da atividade econômica, motivada pelo isolamento social. Ele fala do “choque de oferta e de demanda” e que, por conta disso, se espera também uma alta inadimplência em relação ao pagamento dos tributos municipais. “O efeito final ainda não está plenamente quantificado, mas é certo que será um choque bastante adverso, visto que o PIB (Produto Interno Bruto) nacional poderá encolher até 7%, segundo estimativas da revista The Economist”, contabiliza, lembrando que o déficit fiscal irá ser ampliado mundialmente.

O prefeito reiterou que, nesse momento, o Governo Federal precisa ser mais proativo no auxílio aos Estados e municípios e citou exemplos como o dos Estados Unidos onde o presidente Donald Trump lançou um pacote de USD 2,3 trilhões, quase 10% do PIB americano, para auxílio aos Estados e prefeituras de cidades com mais de 500 mil habitantes. Soma-se a isso, os recursos de um pacote extra de USD 250 bilhões que está em tramitação no Congresso Americano. “Apenas o Governo Federal pode atuar nesse momento de calamidade. Aliás, tem a obrigação de reagir ao extraordinário. E é exatamente por isso que os municípios precisam que as lideranças de Brasília demonstrem responsabilidade com sua população”, conclamou.

Ainda de acordo com o prefeito, até o momento, apenas a garantia dos recursos do FPM nos níveis de 2019 foi encaminhada pelo Palácio do Planalto. “Este fato é importante, especialmente para os municípios menores, FPM dependentes, mas insuficientes para garantir a sobrevivência dos Municípios médios e grandes, que dependem fortemente da cota-parte municipal do ICMS e da arrecadação própria, como o ISS, e que concentram nos seus territórios mais de 80% da rede de média e alta complexidade dos serviços de saúde. Além disso, 95% dos casos da COVID-19 estão em cidades com mais de 80 mil habitantes”, lembra, destacando que o que os municípios pedem ainda é que seja expandida essa equalização de receitas à arrecadação de ISS e à da Cota-Parte de ICMS. Para os Municípios, essa conta não deve passar dos R$ 30 bilhões, valor equivalente à cerca de apenas 0,4% do PIB nacional.

O prefeito finaliza o artigo destacando que não se fala em “farra fiscal” e que as medidas garantidoras da responsabilidade fiscal devem ser observadas e que elas são necessárias para o crescimento econômico sustentável a longo prazo. “No entanto, medidas de curtíssimo prazo são necessárias, sob pena de recriarmos a barbárie. O fato de se usar a escada de emergência durante o incêndio não significa que o elevador é uma tecnologia superada que tem que ser abandonada depois que o fogo foi debelado e a vida normal retomada”, compara, pedindo ainda que as pessoas permaneçam em casa para evitar prejuízos ainda maiores por conta da proliferação do vírus.

Banco Popular adota medidas de apoio aos microempreendedores frente à pandemia

O Banco Popular de Teresina (BP) está adotando medidas de apoio aos pequenos empreendedores que tiveram seus negócios afetados pela pandemia do novo coronavírus. Uma das medidas foi o aumento do prazo de carência para pagamento da primeira parcela dos financiamentos de microcrédito, que passou de 45 para 120 dias. O número de parcelas em que se pode dividir o empréstimo também foi ampliado, agora são 12 meses ao invés de 10.

“Entendemos que a pandemia e o isolamento social afetaram o lucro de nossos microempresários, que agora terão dificuldade de pagar as parcelas dos seus empréstimos. Por isso estamos oferecendo mais flexibilidade acerca dos pagamentos dos contratos. Nosso objetivo sempre foi ajudar essas pessoas”, afirma Michel Sena, gerente do BP.

Aqueles microempreendedores com contrato ativo no Banco que estejam adimplentes até o mês de fevereiro de 2020 também terão a opção de remanejar as parcelas de março, abril e maio para o final do contrato, sem nenhuma alteração no valor dessas parcelas.

O Banco oferece ainda mais uma opção de pagamento dos contratos ativos. “Podemos também pegar o saldo devedor do microempreendedor e refinanciar o valor, sendo que esse novo financiamento contará com 60 dias de carência para começar a pagar e poderá ser dividido em até 12 vezes”, explica Michel Sena.

O Banco Popular é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Economia Solidária (Semest) e proporciona aos pequenos empreendedores, sobretudo os de natureza solidária, o acesso ao microcrédito. São empreendedores de várias áreas ligados à economia solidária e criativa, como artesãos que trabalham com arte santeira, bordados, bonecas e outros.

SDU Leste acompanha funcionamento do Mercado do Peixe após medidas contra a Covid-19


Os fiscais da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Leste (SDU Leste) estão acompanhando, na manha desta quinta-feira (09), a movimentação interna e externa do Mercado do Peixe. Ontem (08), representantes da SDU Leste, Guarda Civil Municipal, Strans e Vigilância Sanitária estiveram reunidos na sede do Mercado para definir estratégias frente à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Com a chegada da Semana Santa, o Mercado do Peixe recebe um fluxo ainda maior de clientes que procuram pela compra do pescado. Com o intuito de evitar a aglomeração de pessoas e assegurar a saúde de todos, a Prefeitura de Teresina adotou medidas para frear a disseminação do vírus.

O Gerente de Controle e Fiscalização da SDU Leste, Lupércio Medeiros, está no local e relata como anda a movimentação no Mercado. “Estamos aqui com mais dois fiscais acompanhando o fluxo de pessoas, bem como a quantidade de comerciantes por cada boxe. Nossa missão aqui é garantir que todos tenham acesso às mercadorias de forma segura e respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do nosso decreto Municipal.

É importante esclarecer que as providências tomadas a partir de hoje são para garantir a segurança de todos e fazer com que esse comércio essencial continue prestando seus serviços com toda a higiene possível”, esclareceu.

Confira as medidas adotadas pelos órgãos municipais:

A partir das 5h desta quinta-feira (09), os veículos não têm mais acesso ao estacionamento da frente do Mercado, que está disponível apenas para os idosos e pessoas com deficiência.

Os agentes da Strans também estão no local para dar orientações aos motoristas, que podem estacionar seus veículos nas ruas próximas ao Mercado.

A Guarda Civil Municipal está restringindo a entrada da população no local, limitando a uma quantidade de até 30 pessoas, por vez, para evitar aglomerações no interior do Mercado.

Prefeito convoca mais 261 guardas municipais para reforçar ações durante pandemia

O prefeito Firmino Filho está convocando 261 novos guardas municipais para compor a corporação, que passa a contar com um total de 400 profissionais em Teresina. “Queremos que a Guarda não apenas proteja o patrimônio público, mas também aumente a sensação de segurança na cidade e que seja um instrumento essencial na garantia do isolamento social, que é a nossa única arma contra o coronavírus”, afirma o prefeito Firmino Filho.

Os novos guardas prestaram concurso em 2018 e agora estão sendo convocados a assumirem seus cargos.  Os candidatos passaram por várias etapas no certame. Além de prova física, fizeram avaliação médica e odontológica, exames de aptidão física, avaliação psicológica e investigação social. Também já passaram pelo curso de formação e estão aptos a assumirem suas funções. Os profissionais devem apresentar a documentação na Secretaria Municipal de Administração (Sema).

Os profissionais atuam nas praças da Bandeira, Rio Branco, Fripisa, nos parques Lagoas do Norte, Estação da Cidadania, Floresta Fóssil e Encontro dos Rios, Centro Unificado de Esporte e Lazer (CEU) Sul e Norte e Complexo Esportivo José Ponce Filho (Parentão).

A GCM também realiza patrulhamentos nos corredores e terminais de integração de ônibus, prédios municipais públicos, executa blitz por meio do eixo de proteção na área do Lagoas do Norte e desenvolve atividades educativas e de prevenção em escolas municipais.

“A Guarda vem trabalhando incansavelmente e, nesse momento de crise, ressaltamos a importância do trabalho desses homens e mulheres, fazendo valer o isolamento social”, pontua Samuel Silveira, secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas.

A Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Confira aqui a relação dos convocados

Prefeito Firmino Filho reforça que população deve permanecer em isolamento social

O prefeito Firmino Filho reafirmou nesta sexta-feira (27) que Teresina continuará obedecendo as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o isolamento social necessário para a contenção da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Ele ressaltou, durante live nas suas redes sociais,  que a prioridade no momento é salvar vidas e que a suspensão de atividades não essenciais, como comércio, continua em vigor até segunda ordem.

“Enfrentaremos uma crise econômica, mas as restrições são necessárias. Sou economista e sei que podemos nos recuperar de uma recessão. Existem instrumentais para reavivar uma economia, mas os médicos não têm instrumental para ressuscitar uma vida”, enfatizou.

O prefeito também afirmou que, sobre a economia dos municípios e estados, a resposta virá do Governo Federal. “Já começaram a adotar medidas para amenizar os transtornos econômicos. Foi aprovado essa semana um auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, famílias que recebem Bolsa Famílias e donas de casa receberão R$ 1.200. Isso vai amenizar a recessão”, apontou.

No âmbito do município, o gestor afirmou que a Prefeitura vai ajudar as famílias dos alunos da rede municipal de ensino, que estão com aulas suspensas desde a semana passada. Na próxima semana, será iniciada a distribuição de 44 mil cestas básicas. Ele também mencionou a campanha que está sendo lançada para a arrecadação de cestas básicas destinadas para pessoas de baixa renda.

Firmino destacou ainda a importância de medidas restritivas para evitar colapso da saúde devido à COVID-19. “Ainda não há vacinas, não há cura, então a única alternativa que temos é o isolamento social. Se o vírus se propagar rapidamente, a quantidade de casos será tão grande que a rede hospitalar não vai dar conta e o sistema ficará caótico. As pessoas poderão morrer sem conseguir acessar o hospital. É o que está acontecendo na Itália, por exemplo”, lembrou.

Segundo o gestor, com o objetivo de aumentar essa capacidade da rede hospitalar para atender a demanda de pacientes, a Prefeitura está estudando possibilidade de transformar o Ginásio de Badminton da Universidade Federal do Piauí (UFPI) em um hospital de campanha com 40 leitos para pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus. Além disso, a ASA (Ação Social Arquidiocesana) disponibilizou o prédio do antigo Lar da Fraternidade para instalação de mais 30 leitos.

Firmino finalizou a live reforçando o pedido para que a população continue com o isolamento social. “Precisamos continuar mantendo a população dentro de casa. Percebemos que nessa sexta-feira muita gente saiu e isso não é o que aconselhamos. Precisamos sair vivos desta crise. Se o país fizer boas escolhas, não tenho a menor dúvida de que vamos minimizar os custos econômicos e sociais dessa situação”, disse.