Operação Tapa-Buracos realiza 25 mil reparos durante a pandemia

A Operação Tapa-Buracos realizou cerca 25 mil reparos emergenciais de ruas e avenidas de Teresina desde o início da pandemia do novo Coronavírus. Entre abril e junho foram utilizadas cinco mil toneladas de asfalto nesse trabalho, que garante a manutenção da qualidade da mobilidade urbana na capital.

“Em abril, suspendemos as obras de asfaltamento e priorizamos o atendimento das demandas de maior urgência. Além das ações da Operação Tapa-Buracos, também fizemos o recapeamento da Av. Raul Lopes, no trecho que dá acesso ao Hospital de Campanha do Ginásio de Badminton da UFPI”, explica o secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), Marco Antonio Ayres.

Segundo ele, em média, são aplicadas 100 toneladas de massa asfáltica por dia para cobrir cerca de 500 buracos. “Sabemos que no início do ano as vias ficam bastante desgastadas pelas chuvas e com a operação Tapa-Buracos conseguimos agir de forma assertiva e rápida para resolver as demandas da população”, ressalta.

O planejamento diário do trabalho é definido pelas equipes que permanecem nas ruas fazendo o levantamento das vias com necessidade de reparos. As solicitações também são recebidas pelo Colab, aplicativo utilizado pela Prefeitura Municipal de Teresina para atender aos pedidos dos teresinenses.

“Quando a população solicita o reparo em uma rua ou de um único buraco, nossa equipe é encaminhada ao local e realiza não apenas aquele ponto, mas toda a região próxima. É uma maneira das equipes realizarem o maior número de reparos partindo apenas de um único problema”, ressalta.

Teresina Solidária entrega cestas a 821 motoristas por aplicativo

O Teresina Solidária iniciou o atendimento aos motoristas por aplicativos. Nesta semana, 821 profissionais estão recebendo cestas básicas como forma de suprir necessidades básicas de suas famílias nesse período de pandemia. Nesta segunda fase, o programa Teresina Solidária está priorizando o atendimento daqueles que não tiveram acesso ao auxílio emergencial do governo federal através do cadastro de associações de moradores inseridas no Orçamento Popular.

Os motoristas de aplicativo são os primeiros beneficiados nesta etapa. “É um compromisso da gestão atender às famílias com esse auxílio de cesta básica, que vem sendo executado com recursos próprios, oriundos de receita municipal, para garantir que chegue às famílias mais necessitadas”, explica a Secretária Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Janaína Carvalho.

O atendimento a esses profissionais está sendo realizado na sede da Semcaspi. A distribuição segue ordem alfabética. Ontem (17), foram atendidos os profissionais cujos nomes começam com as letras A, B, C, D e E. Nesta quinta-feira (18), estão recebendo as cestas aqueles cujos nomes começam com as letras F, G, H, I e J. Na sexta-feira (19), recebem os profissionais com nomes começados em K, L, M, N, O, P, Q, R e S. E na próxima segunda-feira (22), receberão os profissionais com nomes começados em T, U, V, W, X, Y e Z.

“Os motoristas de aplicativo que tiverem alguma dúvida podem recorrer aos canais de informação. Estamos organizando todo um atendimento para evitar aglomerações”, informa Janaina. O 3131- 4729 e o 3131-4730 estão disponíveis para contato com o programa.

A Teresina Solidária vem focando ainda em uma segunda modalidade de entrega, através das associações de moradores inclusas no Orçamento Popular da capital. O cadastro para recebimento da cesta por meio das destas pode ser feito através do [https://antigo-sts.pmt.pi.gov.br/app/login.php]. Representantes de cada instituição devem cadastrar até 50 famílias vulneráveis. O acesso ao cadastro pede usuário e senha, sendo o usuário o CPNJ da entidade e a senha o conjunto dos seis primeiros números do CNPJ. Mais informações podem ser obtidas conferindo o site e as redes sociais da Semcaspi.

Distribuição de atividades impressas é alternativa para estudo dos alunos em casa

Ascom/FMS

Para garantir o acesso dos alunos às atividades pedagógicas em meio a pandemia, as escolas da Prefeitura de Teresina estão desenvolvendo uma série de estratégias. Além dos recursos digitais, como a internet e as aulas pela televisão, as unidades de ensino disponibilizam aos pais atividades impressas para serem realizadas em casa.

No Centro Municipal de Educação Infantil Thereza Cristina, os pais buscam na escola um caderno de atividades quinzenal preparado pelas professoras. Cada vez que devolvem um respondido, levam para casa outra série de atividades novas. O material também é enviado online, caso as famílias prefiram fazer a impressão.

“Está dando certo, combinamos com os pais a melhor forma para cada um, e vamos acompanhando a execução das tarefas. Todos os dias recebemos fotos e vídeos lindos das crianças estudando em casa”, comentou a diretora Raimunda Soares.

A equipe gestora do CMEI Vila Bandeirante entregou aos pais todo o material didático necessário para as atividades em casa, como livros, material escolar, paradidáticos e tarefas impressas para os próximos 15 dias. Também uma agenda com orientações sobre a organização da rotina diária, ajudando os pais a manterem um ritmo parecido com o que as crianças tinham na escola.

“Mais do que nunca precisamos trabalhar em conjunto, então oferecemos todo o apoio aos pais, monitoramos as tarefas e dividimos a equipe de forma a estar sempre presente na rotina dos alunos”, disse a diretora Nordely Noronha. Ela conta que o CMEI montou um plantão exclusivo para tirar dúvidas dos pais. “Para aqueles que não possuem acesso à internet, os professores ficam disponíveis pelo telefone fixo da escola, em sistema de plantão”, concluiu.

A distribuição de material impresso é uma das alternativas descritas pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) no regime de atividades pedagógicas não presenciais, necessário para minimizar os prejuízos causados pela pandemia do Coronavírus.

SMPM apresenta plano de enfrentamento a violência contra mulheres durante a pandemia

As políticas públicas para mulheres desenvolvidas em Teresina durante a pandemia foram apresentadas no diálogo virtual ‘Conexão Mulheres Brasil’. A reunião, promovida pela comissão piauiense da Associação Brasileira de Mulheres na Carreira Jurídica, teve o objetivo de conectar as secretarias de políticas para as mulheres no âmbito federal, estadual e municipal, além de várias entidades ligadas à rede feminina de defesa à mulher.

Segundo a secretária da SMPM, Macilane Gomes, após determinação de distanciamento social, a equipe da secretaria elaborou um plano estratégico de enfrentamento à violência denominado ‘Teresina Para Elas’. Este plano compreende alguns eixos estratégicos como a comunicação, buscando atender as especificidades e necessidades das mulheres neste contexto.

“Pensamos em como poderíamos fazer para as informações circularem, até chegar no público alvo, então veio a ideia das lives, rádio, gravação de vídeos, e assim estamos atuando com várias formas de comunicar. Outra estratégia utilizada foi a de articulação com a Rede de enfrentamento à violência contra à mulher para conhecer como as outras instituições também estão trabalhando neste momento”, enfatiza a secretária.

Segundo a Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, as estratégias envolvidas no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Brasil devem ser pensadas também para as mulheres que possuem pouco ou nenhum tipo de acesso à comunicação. “Queremos levar soluções para as mulheres que não têm nenhuma condição de fazer uma denúncia. Estamos avançando para propiciar comunicação até por rádio, se for preciso, mas nós precisamos chegar a essas mulheres invisibilizadas. Isso é fazer cercear uma violação de direitos humanos. A falta de acesso a um meio para fazer uma denúncia é uma violação, precisamos combater isso”, destacou a Secretária Nacional.

Além de enfatizar a importância de fortalecer os meios de comunicação no enfrentamento à violência, a Secretária Nacional Cristiane Britto, falou ainda sobre o Plano de Combate ao Feminicídio, projeto que teve seu lançamento adiado devido à pandemia, mas deve ser retomado no segundo semestre. Ela também destacou as ferramentas de denúncia à violência, assim como a importância das delegacias virtuais nesse processo, onde a mulher não precise se dirigir à delegacia para efetivar alguma denúncia.

As mulheres de Teresina que sofrerem algum tipo de violência e precisarem de orientações, podem entrar em contato também com o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). A unidade está realizando atendimentos por ligações ou via Whatsapp através do número: (86) 99416-9451, nos dois turnos, manhã e tarde e também aos finais de semana. O local disponibiliza assistência social, psicológica e jurídica a essas mulheres.

 

UBSs de Teresina fazem acompanhamento dos contatos de pessoas com COVID-19

Ascom/FMS

Em mais uma ação para conter o avanço do novo coronavírus em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) está realizando busca ativa dos casos de COVID-19 e seus contatos. Este trabalho também está acontecendo na zona rural de Teresina, e uma das Unidades Básica de Saúde (UBS) envolvidas é a UBS João Cirilo, na comunidade Boa Hora, que está usando a tecnologia a seu favor para acompanhar os usuários infectados pelo novo coronavírus e fazer o rastreamento de seus contatos.

Como explica a enfermeira Lívia Viana, da UBS João Cirilo, assim que um morador da comunidade é diagnosticado com COVID-19 a equipe Estratégia Saúde da Família é notificada com informações sobre seu estado de saúde e endereço. “Durante a visita, fazemos o teste rápido dos moradores da casa, cadastramos e pedimos o telefone de um responsável por aquele núcleo familiar. Através dele, monitoramos aspectos como a evolução dos sintomas, se apareceu algum sintoma novo ou e como tem sido a evolução com o uso das medicações prescritas. Também tiramos dúvidas e orientamos sobre o encaminhamento de acordo com cada caso”, explica a enfermeira.

Ela conta que o acompanhamento pode ser feito de duas formas: por meio da atuação do agente comunitário de saúde da área e também pelo telefone, por meio do aplicativo WhatsApp. “Dependendo da evolução de cada caso, a gente vai atendendo da melhor forma. Por exemplo, se for preciso mudança de medicamentos ou realização de algum outro exame, a gente vai orientando via remota ou através do agente. Desta forma, mantemos o isolamento da família sem perdermos o controle desses pacientes, tanto do primeiro sintomático como dos outros familiares, sendo testado positivo ou não”, informa Lívia Viana.

A usuária M.P.P., de 44 anos, está sendo acompanhada junto a sua tia, que está com COVID-19. Mesmo sem apresentar sintomas, ela conta que está sendo assistida pela equipe e, mesmo remotamente, pode tirar suas dúvidas para melhor proteger os outros integrantes da família que não contraíram a doença. “A equipe está sempre do nosso lado tentando resolver nosso problema da melhor maneira possível, dando informações corretas para que possamos nos cuidar melhor”, relata.

O objetivo do trabalho é evitar que a família vá até a UBS e possa assim cumprir o isolamento necessário para evitar o contágio. “Durante a visita, reforçamos sobre a importância do isolamento e de cumprir a quarentena de 14 dias”, ressalta Lívia Viana. “Além disso, tratamos de aspectos como os cuidados com a higiene, com a alimentação, toda a questão do manejo da doença em si e do pós isolamento, além de pedir para que mantenham contato pelo telefone, justamente para evitar que eles tenham que ir até a unidade”, diz a enfermeira.

Teresina lidera ranking das cidades com maior engajamento da população no Colab

Teresina é a cidade do Brasil com maior engajamento da população no Colab, aplicativo de gestão pública colaborativa. A evolução nos índices está relacionada com a inclusão de novas categorias no aplicativo para facilitar o atendimento da população durante a pandemia de Covid-19. Nos últimos 90 dias, a base de usuários na capital aumentou em 49%, passando de 12 mil para quase 20 mil novos usuários cadastrados.

“A população está colaborando de forma efetiva na gestão, baixando o aplicativo, criando usuários e encaminhando suas demandas para a Prefeitura de Teresina. A partir das publicações dos usuários, a Ouvidoria Municipal seleciona as solicitações e dá o devido encaminhamento”, destaca Hassan Said, ouvidor-geral do município.

As categorias inseridas no App permitem ao usuário tirar dúvidas, receber informações e denunciar estabelecimentos que estejam descumprindo determinações legais de combate ao novo coronavírus. “No momento em que as secretarias e demais órgãos da Prefeitura se encontram sem alcance presencial da população, o Colab é fundamental para que as demandas sejam comunicadas e atendidas, sem a necessidade do cidadão sair de casa”, acrescenta Hassan Said.

O aplicativo Colab é uma ferramenta utilizada pela população para comunicar os problemas do seu bairro ao poder público, criando uma ponte entre o cidadão e a Prefeitura. A plataforma está disponível para smartphones Android e IOS. Para ter acesso, o usuário precisa baixar e criar um perfil no aplicativo. Devidamente cadastrado, ele pode então fazer uma publicação, preenchendo o campo de descrição com informações da sua demanda e colocando o endereço do local, além de poder enviar fotos.

Teresina registra mais de 1.500 atendimentos de síndromes gripais em um dia

Com baixos índices de isolamento social, Teresina apresentou na última terça-feira  (09) o maior número de atendimentos por síndromes gripais desde o início da pandemia. Foram 1.514 registros na rede pública e privada, dado que tem apresentado um aumento desde o último domingo (07), quando foram registrados 1.040 atendimentos.

O diretor de Atenção Básica da FMS, Kledson Batista, explica que a consequência mais grave dessa situação é evolução da doença para casos que requerem internação. “Em um universo em que, por exemplo, de cada 100 pessoas, uma complica para o caso de internação, se este número sobe para 10 mil, teremos 100 internações e esta proporção tende a aumentar. Com isso, Teresina pode ter uma sobrecarga no sistema de saúde e até entrar em colapso”, alerta.

Segundo os dados do Painel de monitoramento da COVID-19, elaborado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), no início da pandemia eram registrados em torno de 103 atendimentos para casos de síndromes gripais. O número foi crescendo e chegou a 1.384 no dia 3 de junho, um aumento de mais de 1000%.

De março até agora, já foram prestados mais de 34 mil atendimentos a pessoas com sintomas gripais, dos quais 57% (mais de 19 mil) foram na rede pública de saúde.

Para Kledson Batista, o aumento é uma evidência de que os casos de COVID-19 ainda estão crescendo e é um reflexo da diminuição nas taxas de isolamento social na capital. Dados da startup Inloco revelam que, na última segunda-feira, este índice estava em 41,20%, uma queda em relação ao mesmo dia da semana anterior, que estava em 43,3%. Segundo os protocolos dos órgãos de saúde, o ideal seria uma porcentagem em torno dos 73%.

Ele explica que o aumento dos números ocorre porque uma das características do vírus é a alta transmissibilidade entre as pessoas, o que leva à evolução da doença pelo não cumprimento do isolamento social. “No início da pandemia, em meados de março, Teresina ainda estava com um número bem reduzido, pois a quarentena estava sendo respeitada mais fortemente e as pessoas não frequentavam lugares que geram aglomerações. Mas, mesmo com as imposições, decretos e as ações da prefeitura, é notório que muitas pessoas desrespeitam o isolamento e se aglomeram em filas de banco, em feiras livres, pequenas lojas, ou até mesmo em serviços essenciais. Nesse sentido, os casos tendem realmente a aumentar”, comenta Kledson Batista.

Por isso, o Centro de Operações em Emergências (COE) em Saúde Pública COVID-19 da FMS avaliou que ainda não há viabilidade para uma flexibilização do isolamento social na capital. “Todos querem voltar às suas atividades normais, mas é preciso seguir as medidas de isolamento, criadas por técnicos e estudiosos do tema. Estamos lidando com o risco de perder vidas humanas e é preciso ter cautela”, alerta Amparo Salmito, infectologista da FMS e membro do COE.

HCor capacita profissionais de Teresina para uso de respiradores em pacientes com Covid-19

Os profissionais de saúde das três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Teresina e do Hospital de Campanha Pedro Balzi estão recebendo uma capacitação que tem como principal objetivo a utilização de ventilador mecânico em pacientes diagnosticados com Covid-19. A atividade iniciou esta semana e segue até o final da pandemia do novo coronavírus, sendo realizada por consultores do Hospital do Coração, mais conhecido como HCor, um hospital de referência na cidade de São Paulo.

O HCor, enviou equipes assistenciais para capacitar os profissionais de saúde. A ação é uma parceria entre o hospital, Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias da Saúde (Conass), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Três profissionais do HCor ficarão em Teresina durante esse momento de pandemia. “Esta semana realizamos visita a todas as três UPAs e ao hospital de campanha. O objetivo é promover o alinhamento de conceitos e capacitar as equipes assistenciais quanto à assistência de pacientes Covid-19. Avaliamos o fluxo de atendimento, os recursos físicos e profissionais utilizados pelas unidades”, afirmou Américo Bez, da equipe HCor. Ele acrescenta que já houve um momento referente a capacitação do manejo de ventilador mecânico em pacientes e que o trabalho é contínuo.

Os profissionais de Teresina contam também com o apoio da Tele-UTI, onde podem discutir, através de um número 0800, os casos dos pacientes com médicos intensivistas do Proadi-SUS, melhorando o atendimento daqueles com síndrome respiratória aguda grave. “A UPA Renascença recebeu a visita do Dr. Americo Bez, que coordena o programa Proadi-SUS HCor . Na ocasião, Américo conheceu o fluxograma de atendimentos da UPA Renascença e um pouco da experiência que temos implementado para reduzir o tempo de permanência dos nossos pacientes na unidade, dando resolutividade e encaminhamento as demandas do serviço. Américo destacou a organização do serviço e dos nossos protocolos, utilizando-os de referência para outras unidades que irá visitar e que visitou”, informou Thamara Carvalho, diretora da UPA Renascença.

Os principais benefícios do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) para a população são a redução de filas de espera, qualificação de profissionais para a melhoria de desfechos clínicos, pesquisas de interesse público, validação de diretrizes, estudos de identificação de barreiras nas políticas públicas de saúde, avaliação de tecnologias para o SUS, melhoria da gestão de hospitais públicos e atendimento especializado de casos mais complexos.

Isolamento social varia de 41% a 51% na última quarta-feira (03) em Teresina

O índice de isolamento social em Teresina na última quarta-feira (03) variou entre 41,60% e 51,90%. Os dados são registrados pelas duas bases de dados usadas pela Prefeitura de Teresina: a Startup Inloco e as operadoras de telefonia celular, que disponibilizam informações de mais de um milhão de linhas telefônicas. Os índices figuram bem abaixo do recomendado pelas organizações de saúde para evitar a proliferação da Covid-19 na capital, que é de 73%.

O monitoramento também mostra o percentual de isolamento social por regiões da cidade, indicando que na quarta-feira a região Centro/Norte apresentou maior índice, com 42,12%, seguida da região Leste, com 41,99%, e Sul com 40,98%. O pior índice ficou com a região Sudeste, com apenas 40,49% de isolamento.

Apesar de todos os esforços feitos pela gestão municipal no sentido de frear o avanço da pandemia na cidade, os índices de isolamento continuam sem apresentar melhoras. “Pedimos o empenho e a compreensão de todos para que fiquem em casa e saiam somente em caso de extrema necessidade, pois o isolamento é a arma mais eficaz que temos para vencer essa batalha”, afirma o prefeito Firmino Filho.

Em Teresina o mês de junho iniciou com recorde no número de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Apenas nas últimas 24 horas a capital ultrapassou a marca dos 100 casos confirmados de COVID-19. Segundo dados do painel epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a capital registrou ontem (03) 109 novos casos da doença, totalizando 2.650 pacientes com o novo coronavírus desde o início da pandemia. Quanto aos óbitos, Teresina registrou seis novas ocorrências, totalizando 107 mortes.

 

 

Prefeitura recebe 70 novos respiradores para atender pacientes graves com Covid-19

A rede municipal de saúde de Teresina recebeu, na manhã desta segunda-feira (01), 70 novos respiradores mecânicos comprados pela Prefeitura junto a uma empresa da Turquia, um investimento superior a R$ 8,1 milhões. Os equipamentos servirão para ampliar leitos de estabilização e de UTI nos hospitais da rede, reforçando o cuidado a pacientes com quadro grave da Covid-19.

“Nosso grande desafio nessa pandemia é ampliar a quantidade de leitos de UTI, o que é extremamente necessário diante do número de pessoas infectadas que cresce a cada dia. Temos um cenário de escassez de respiradores em nível mundial, o que dificultou a compra dos equipamentos. Estes foram adquiridos no exterior, dentro das regras internacionais e dos critérios estabelecidos para um momento de emergência como este”, explica o prefeito Firmino Filho.

“Com essa aquisição de mais 70 novos respiradores, vamos ampliar os leitos de UTI do HUT, além de reforçar o trabalho realizado nas salas de estabilização de hospitais, UPAs e hospital de campanha”, afirma o presidente da FMS (Fundação Municipal de Saúde), Manoel de Moura Neto.

Ele informa que o contrato referente à compra dos equipamentos, escrito em inglês, está sendo traduzido para o português por um tradutor juramentado, como determina a lei, e será publicado no Diário Oficial do Município ainda esta semana. Os governos de São Paulo, Bahia, Piauí e Recife também adquiriram respiradores da mesma empresa turca.

O médico infectologista da FMS, Walfrido Salmito, afirma que a disponibilização desses equipamentos representa um avanço na saúde pública da capital. “Uma das complicações da Covid-19 é a insuficiência respiratória, já que a pessoa pode ter pneumonia viral ou bacteriana, comprometendo os pulmões. Nesses casos, os respiradores são importantes para dar suporte de ventilação ao paciente, aumentando a possibilidade de sobrevida”, explica.