Sistema de Regulação de Consultas de Teresina é apresentado a pesquisadores da Abrasco

Pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) estão em Teresina. A visita, que segue até dia 29 de março, é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Nesta terça-feira (26), profissionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) apresentaram a Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte da capital aos pesquisadores Luiz Augusto Facchini, Patty Fidelis e Lígia Giovanella.

“A central para a regulação de consultas especializadas e exames complexos através do Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo organizar o atendimento de forma isenta e ágil. É totalmente online e coordena o fluxo de todas as Unidades de Saúde de Teresina, como também integra 223 municípios de todo o Piauí e 27 municípios do estado do Maranhão. Em um acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI), a central trabalha com um sistema moderno de identificação por IP, que designa o acesso para apenas uma máquina com servidores cadastrados por unidade, evitando assim a marcação por terceiros”, informa Vitória Urbano, da Central de Regulação do SUS Teresina.

Aos pesquisadores da Abrasco foi exposto o desenvolvimento do sistema de regulação Gestor Saúde, que utiliza tecnologias de informação e comunicação; coordenando o fluxo de marcação de consultas e exames especializados com transparência da fila de espera, desenvolvimento de estratégias de redes sociais e mensagens SMS informando o usuário do atendimento para evitar perdas, absenteísmos e garantir efetividade.

“É uma satisfação estarmos aqui em Teresina. Estamos fazendo uma análise das experiências de fortalecimento da atenção primária à saúde no Brasil e Teresina é uma das cidades destacadas neste sentido”, fala Luiz Augusto Facchini, coordenador da rede de pesquisa em atenção primária à saúde da Abrasco.

Na Central de Regulação do SUS Teresina os pacientes são submetidos a uma fila única e regulada por esta central, que distribui de forma mais ágil as vagas do SUS em unidades de saúde públicas, filantrópicas e privadas na capital. “A regulação ambulatorial de consultas e exames especializados sempre começa na Atenção Básica. Só há essa porta de entrada. Se na Sala de Marcação de Consulta da Unidade Básica for cadastrada uma requisição de consulta especializada e tiver a vaga o paciente já sai de lá com o comprovante de marcação. Se a vaga não estiver disponível, a solicitação entra em agendamento e o paciente pode verificar a marcação online pelo  endereço eletrônico”, explica Sérgio Rodrigues, da Central de Regulação do SUS.

A visita dos pesquisadores da Abrasco à capital tem como objetivo acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

Ascom FMS

Prefeito recebe técnicos da OPAS que estão conhecendo informatização da saúde

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, recebe nesta quarta-feira (27), às 8h30, no Palácio da Cidade, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estão acompanhando a sistematização das transformações realizadas no sistema de saúde do município.

A informatização e os processos de trabalho em saúde são o motivo da visita dos pesquisadores à Teresina, que já conhecerem in loco os sistemas que atuam na informatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências bem sucedidas em Atenção Básica desenvolvidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A visita é uma etapa do programa Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) desenvolvido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cujo objetivo é dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora a problemas comuns da saúde.

“Teresina foi escolhida para o projeto graças a seu sistema de saúde de atenção básica sólida, com uma estrutura sedimentada e que atende toda a cidade. É composta por 90 unidades de saúde com 100% de cobertura, além de 10 hospitais, quatro maternidades e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)”, ressalta o presidente da FMS, Charles da Silveira .

Pesquisadores revisitam a história da Atenção Básica em Teresina

A origem da atenção básica em Teresina contada por aqueles que participaram dela desde o começo. Conhecer e registrar esta história é um dos objetivos da visita dos pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que visitam Teresina durante esta semana. Na tarde da última segunda-feira (25) eles estiveram reunidos com representantes de diversos segmentos relacionados à saúde para entender mais sobre como se deu esse processo.

Os pesquisadores vieram fazer registros e recolher depoimentos das experiências exitosas em Atenção Básica desenvolvidas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) na capital. No primeiro momento, foram ouvidos os profissionais de saúde envolvidos nas primeiras equipes de saúde da família instaladas na capital, que contemplavam três áreas da cidade: Cerâmica Cil, Usina Santana e Santa Maria da Codipi.

Ao longo de 23 anos, as equipes foram se expandindo, sempre priorizando áreas de maior vulnerabilidade social, e atualmente são 256 equipes em 90 Unidades Básicas de Saúde, o que corresponde a 100% de cobertura em nossa cidade. Em seguida, foi a vez dos representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores, prestadores e gestores de saúde que desbravaram o controle social em Teresina.

O médico Ernesto Alberto Bravo foi um dos pioneiros da implantação do programa. Ele veio para Teresina em junho de 1997 como enviado de Cuba (país de origem da Estratégia Saúde da Família) para prestar assessoria técnica na implantação do programa por meio de convênio entre Teresina e o Ministério da Saúde Pública de seu país. “Quando chegamos aqui já existiam três equipes com médico, enfermeiro e agentes comunitários de saúde, além da técnica de enfermagem”, conta o médico. “Junto com estes profissionais, começamos a discutir, construir ferramentas e tentar repassar conhecimentos trazidos da estratégia que há muitos anos acontecia como referência latino-americana em Cuba, como programas básicos de saúde da mulher, criança, idoso, acompanhamento de diabéticos e hipertensos. Junto com esse trabalho, acompanhamos visitas e assessoramos esse processo inicial. Posteriormente, participamos do processo seletivo para a contratação de novos médicos e enfermeiros e do curso de capacitação”, relata ele.

O médico cubano avalia como positivo o trabalho desenvolvido pela FMS em relação à atenção básica em saúde. “Podemos ver uma diminuição muito evidente de indicadores como mortalidade infantil e materna, além de uma melhoria significativa de condições como tuberculose e hanseníase. Além disso, hoje é muito raro encontrar uma criança desnutrida, o que era comum naquela época. Então eu vejo que tem sido uma evolução muito boa”, diz Ernesto Bravo.

A visita é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) na capital, que tem como objetivo o acompanhamento e a sistematização das transformações que estão ocorrendo na saúde da cidade, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde. “Diversos aspectos, como o investimento da Estratégia Saúde da Família, investimento em estrutura e regulação do acesso, têm feito com que Teresina possa servir de modelo para outros municípios interessados no fortalecimento da atenção primária no nosso país”, comenta Luiz Alberto Facchini, coordenador da rede em pesquisa em atenção primária à saúde da ABRASCO e professor da Universidade Federal de Pelotas-RS.

Nesta terça-feira (26) pela manhã a equipe vai conferir de perto a qualificação e informatização das Unidades Básicas de Saúde e do complexo regulador, além de fazer uma visita à UBS Monte Castelo. À tarde eles vão conhecer a Central de Regulação Ambulatorial, Hospitalar e de Transporte.

Ascom FMS