Semam apresenta Plano Diretor de Arborização Urbana de Teresina

Teresina está prestes a dar um salto significativo em sua arborização com a implementação do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), conforme exigido pelo Estatuto das Cidades de 2001. Realizado por meio de um convênio entre a Prefeitura Municipal, o Governo Federal e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, o plano é coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A apresentação do projeto acontece nesta terça-feira (19), na prefeitura de Teresina, às 11h, com a participação de técnicos da Envex Engenharia, empresa de Curitiba que elaborou o plano, já assinado pelo prefeito Dr. Pessoa.

“Foi por meio de uma emenda parlamentar do ex-deputado Hugo Napoleão que conseguimos realizar esse plano, e fico muito feliz que em nossa gestão estejamos entregando esse grande presente para Teresina, para que continue sendo a nossa cidade verde”, comenta Luis André, secretário do municipal do Meio Ambiente.

Dr. Pessoa assina, junto com o secretário Luis André, o Plano de Arborização de Teresina. Foto: Ascom Semam

O processo de desenvolvimento do PDAU envolveu diversas etapas, desde um detalhado plano de trabalho até o diagnóstico da arborização existente na capital piauiense. Foram percorridos cerca de 160km de vias públicas na cidade para realizar esse diagnóstico, essencial para a definição das diretrizes do plano. Atualmente na fase 4, o plano apresenta uma minuta que destaca melhorias necessárias e métodos propostos para a arborização da cidade.

O estudo revelou dados surpreendentes e preocupantes sobre a arborização em Teresina. Em todas as quatro regiões da cidade, o número de árvores está abaixo da recomendação de 200 unidades por quilômetro, e a variedade de espécies é limitada a apenas dez. Na zona Leste, a maioria das árvores pertence aos biomas locais, o cerrado e a caatinga. Um dado alarmante é a presença de uma espécie exótica e invasora, o Nim Indiano, que representa 31% das árvores de todos os bairros de Teresina.

Secretário Luis André e Anderson Costa, analista ambiental da Semam, em tratativas sobre o plano. Foto: Ascom Semam

Em relação às vias públicas, a arborização é escassa, especialmente em áreas comerciais. Além disso, também são comuns os conflitos com a comunidade devido a falta de informação sobre formas de cuidado e manutenção das árvores.

Anderson Costa, analista ambiental e membro da Gerência de Planejamento e Projetos (GPP) da Semam, destaca a importância desse plano para a sustentabilidade e qualidade de vida da população teresinense. “O PDAU traz a proposta de plantio de aproximadamente 1.4 milhão de mudas, considerando reposições. A prefeitura planeja plantar entre 15 000 a 20 000 mudas nas vias públicas da cidade até 2024. Então, no próximo ano vamos alinhar essa ação com o Plano de Ação Climática para combater as ilhas de calor na área urbana e melhorar a qualidade de vida dos teresinenses”, conclui Anderson.

IPMT aprova Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação para o biênio 2021-2022

O Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina (IPMT) aprovou nesta quinta-feira (22) o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação do órgão para o biênio 2021-2022. O PDTIC define metas e objetivos para a área de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) e serve de instrumento para a execução de ações e projetos em TIC, possibilitando justificar os recursos aplicados e promovendo o uso eficiente e eficaz de cada um deles.

O PDTIC foi elaborado pela Gerência de Tecnologia da Informação do IPMT. O documento busca atender a Instrução Normativa Nº 05/2020 do Tribunal de Contas do Estado do Piauí e traz uma série de princípios e diretrizes norteadoras para o alcance dos objetivos do Plano.

– O PDTIC é um primeiro passo para a transformação digital, estruturando e planejando ações de tecnologia da informação para atendimento das necessidades do IPMT, dos seus segurados e dos servidores, bem como para a execução das suas estratégias de governança digital. Com isso, o IPMT dará um passo consideravelmente grande a fim de alcançar a independência digital de suas necessidades – explicou o gerente de Tecnologia da Informação do IPMT, Artur Luís Silva.

O Plano envolve diagnóstico e planejamento, habilidades, competências, hardware e software, redes, sistemas de informações, infraestrutura e pessoal para atender às necessidades de informação com ações estratégicas, táticas e operacionais necessárias à instituição, dando mais transparência aos processos de requisição de TIC.

Esta é a primeira vez que o IPMT organiza um PDTIC. Anteriormente as iniciativas eram realizadas de forma pontual para atender as necessidades de TI. Para o presidente do instituto, Kennedy Glauber, a implantação do PDTIC é um importante passo para o avanço da melhoria da gestão do IPMT.

– Seguindo a orientação do nosso Prefeito, Dr. Pessoa, estamos buscando utilizar os melhores instrumentos e recursos disponíveis para que o nosso IPMT possa ser gerido com transparência, boa governança e controle interno efetivo. A nossa meta é trabalhar com o que há de melhor no Brasil com relação aos recursos de TI direcionados para Institutos de Regime Próprio de Previdência. Com a aprovação do PDTIC, estamos abrindo caminho para várias implementações que serão realizadas nos procedimentos administrativos do IPMT. Um exemplo é trazer condições para que as aposentadorias sejam realizadas em até sessenta dias, através de procedimentos objetivos e análises de dados de forma automática. Também iremos avançar na transparência das aplicações do recurso do Fundo Previdenciário. Isso tudo será possível através da utilização de ferramentas de TI e da integração entre os sistemas– analisou Kennedy Glauber.

O presidente também enfatizou a importância da participação do Conselho de Administração do IPMT na aprovação do PDTIC.

– Estamos muito felizes por essa aprovação e muito felizes pela participação do Conselho de Administração, que tem sido ímpar nesses avanços de gestão. Com o PDTIC vamos melhorar tanto na questão das auditorias como na própria legitimidade dos procedimentos que são realizados no nosso órgão. Com certeza o servidor ficará muito satisfeito com essas implementações e melhorias que estão sendo feitas na gestão do IPMT – disse o gestor.
O PDTIC do IPMT possui vigência de 2021 a 2022, com revisões anuais ou quando necessárias.

Reunião apresenta Plano Diretor para investimentos em esgotamento sanitário

A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete) realizou nessa terça-feira, 23, reunião com a equipe técnica e diversos setores da sociedade para apresentar o Plano Diretor para investimentos em esgotamento sanitário, da Águas de Teresina, bem como para ratificar a necessidade de maior celeridade aos processos que hoje representam grande demanda na empresa.

Estiveram presentes na reunião o diretor-presidente interino da Arsete, Dirceu Mendes, o analista de Regulação da agência, Rafael Chaves, além dos membros do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon).

A subconcessionária Águas de Teresina foi representada pelo presidente, Cleyson Jacomini e o diretor executivo, Fernando Vieira.

Reunião de apresentação do Plano Diretor de para investimentos em esgotamento sanitário Foto (Ascom/Arsete)

Usuários de barcos na travessia Teresina-Timon são ouvidos em pesquisa de transporte

Ascom/Strans

Os usuários do sistema de transportes em barcos que fazem a travessia de Teresina a Timon estão sendo entrevistados nesta quarta-feira, 16, para a pesquisa de elaboração do Plano Diretor de Mobilidade Sustentável de Teresina (PDMUS). A Prefeitura de Teresina está ouvindo os envolvidos no sistema de transporte para elaborar o PDMUS, principal instrumento de planejamento que vai nortear toda a política de transportes na capital pelos próximos 20 anos.

Várias pesquisas ainda serão realizadas para levantar dados de como o sistema de transporte de pessoas e cargas funciona em Teresina. Os levantamentos abordam as principais características dos deslocamentos, incluindo origem e destino, motivo da viagem, tempo de percurso, conexões com outros modos, facilidades e dificuldades na viagem.

Para o assessor técnico da Strans, Ricardo Freitas, as etapas de pesquisas são as mais importantes nessa fase de diagnóstico. “A população está sendo ouvida para poder expressar as suas necessidades e, com esses dados, teremos um diagnóstico real para subsidiar o planejamento de ações”, diz.

No processo de obter dados junto à população já foi realizada consulta pública com entidades, usuários e empresários do setor; pesquisa de origem destino nos terminais de integração e com ciclistas e caminhoneiros. Na pesquisa domiciliar foram levantados dados de 11 mil domicílios e ainda estão previstas as pesquisas de sobe e desce com usuários dos transportes coletivos; de origem e destino nos terminais de integração e de contorno com os motoristas nas BRs que dão acesso a Teresina.

Helder Paixão, coordenador da pesquisa, explica que a coleta de dados é analisada para compor o PDMUS. “Nossos formulários constam as formas de uso de cada tipo de transporte para compreender como cada um é utilizado. Esta semana iremos fazer outra pesquisa nas BRs de entrada da cidade com caminhões, carros e motos para identificar origem e destino”, adianta.

Plano Diretor
O Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável de Teresina (PDMUS) está sendo desenvolvido pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) desde outubro do ano passado. Nesse plano, sob forma de lei, irão constar os objetivos, metas e ações relacionadas à mobilidade urbana, a curto, médio e longo prazo (5, 10 e 20 anos).

O PDMUS irá abranger todo o município de Teresina, zona urbana e rural, considerando a inserção da cidade na Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Grande Teresina.

Cerca de 1.500 motoristas foram ouvidos para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável

Ascom/Strans

As pesquisas de campo realizadas em trechos rodoviários da capital, no último mês de janeiro, tiveram cerca de 1.500 motoristas de transporte de cargas ouvidos no total. A etapa faz parte da construção do novo Plano Diretor de Mobilidade Urbana Sustentável (PDMUS).

O objetivo das entrevistas foi traçar o perfil do setor de transporte de carga que tem a cidade de Teresina como destino ou passagem. Foram feitas perguntas como a origem e destino dos caminhões, o tipo de carga e modelo dos veículos.

Durante a pesquisa foi realizada a parada de veículos nas margens dos trechos rodoviários, em ambos os sentidos, com a presença de pesquisadores fardados e identificados com crachá.

Cláudio Souza, supervisor de campo da pesquisa, espera obter bons resultados com os dados coletados. “Foram ouvidos em torno de 1.500 motoristas de transporte de cargas no total, e a partir desses dados coletados, vamos traçar um perfil do setor de transporte de carga da cidade de Teresina”, disse o supervisor.

O assessor técnico da Strans, Ricardo Freitas, explica que conhecer a realidade da mobilidade urbana da capital é o primeiro passo para se alcançar um trânsito sustentável.

“A partir de agora será traçado o perfil do funcionamento dos veículos de carga e detectado os seus focos de saída, destino e distribuição. É muito importante avaliar isso para alcançarmos uma mobilidade sustentável”, destacou Ricardo.

Com IPTU progressivo, Plano Diretor quer combater vazios urbanos e especulação imobiliária

Terrenos sem nenhuma estrutura erguida e nenhuma destinação específica, conhecidos popularmente como terrenos baldios, são chamados também de vazios urbanos. Áreas assim nem sempre são cercadas e acabam acumulando lixo e, em alguns casos, chegam a servir de abrigos para marginais. Terrenos com essas características estão espalhados por todas as regiões da cidade, mas, com o novo PDOT, a Prefeitura de Teresina pretende combater esse problema utilizando o instrumento do IPTU progressivo.

Em alguns casos o que ocorre é a especulação imobiliária, com a espera pela valorização do lote para obtenção de lucros maiores com a venda. Uma estratégia que gera problemas para a cidade. Para combater esse problema e garantir o uso racional desses espaços, será incluído no novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) a cobrança progressiva do IPTU (Imposto territorial urbano).

“Os proprietários ficam aguardando que se agregue valor ao terreno com infraestrutura e qualidades urbanos no entorno. O objetivo do IPTU progressivo é fazer cumprir a função social da terra. Nós temos casos de vazios urbanos em áreas dotadas de infraestrutura completa”, conta Thiscianne Pinheiro, assessora de coordenação da SEMPLAN.

Pelas regras do novo PDOT, os proprietários de terrenos configurados como vazios urbanos na chamada Macrozona de Desenvolvimento, que fica em um raio de 400m em torno dos corredores de transporte público, serão notificados e terão um ano para protocolar junto à Prefeitura um projeto de destinação para a área. Com o projeto protocolado, o proprietário terá mais dois anos para iniciar as obras. Se não cumprir as exigências, a alíquota de cobrança do IPTU (Imposto predial e territorial urbano) será dobrada ano a ano, podendo chegar até 15% do valor do terreno. Em casos extremos, o poder público pode chegar até a desapropriar a área.

“Quando se completam cinco anos de cobrança do IPTU progressivo, o terreno fica sujeito a um processo de desapropriação. Não é obrigatório que a Prefeitura efetue a desapropriação, mas pode fazê-la caso exista o interesse. É possível, por exemplo, utilizar estes terrenos para construção de habitações de interesse social”, explica Thiscianne.

Os transtornos causados por esses vazios urbanos são variados, envolvendo principalmente a limpeza pública e a segurança. “A prefeitura devia tomar uma iniciativa, já que os donos esquecem o terreno e deixam aí juntando lixo. Os ladrões roubam e às vezes usam esses terrenos para guardar também as mercadorias roubadas”, conta o comerciante Francisco das Chagas, que mora próximo a um vazio urbano.

O que é o PDOT?

De acordo com a Legislação Federal, todo município com mais de 20 mil habitantes deve possuir um Plano Diretor, que deve ser revisado a cada dez anos. Em Teresina, o processo de revisão, que se deu durante um período de três anos de debates com diversos setores da sociedade, como setor imobiliário e movimentos sociais, foi concluído neste mês com a aprovação na Câmara Municipal de Teresina.

A estratégia central do novo PDOT é impedir a expansão desorganizada da cidade, estimulando a moradia, o comércio e os serviços em áreas mais centrais e já devidamente estruturadas, tornando a cidade mais compacta, organizada e coordenada. O novo PDOT entrará em vigência seis meses após a aprovação na Câmara, ou seja, em junho de 2020.

Plano Diretor irá combater problema histórico de drenagem em Teresina

Alagamentos e problemas de drenagem em geral são comuns nas grandes cidades brasileiras, e na capital piauiense não é diferente. Para combater este problema, além das obras de drenagem que estão em curso, a Prefeitura de Teresina está criando soluções a partir do Novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que define zonas de maior cuidado com a drenagem e estabelece regras sobre a taxa de permeabilidade do solo nas futuras construções da cidade.

O escoamento das águas das chuvas é um dos eixos reguladores do plano diretor, lei municipal que trata de todo território do município, definindo como ele deve funcionar, crescer e se desenvolver. O plano é revisado a cada dez anos, e a nova versão que está sendo elaborada é a primeira a dar mais atenção para a questão da drenagem.

“Teresina é uma cidade entre rios, com vários cursos d’água naturais que compõem as microbacias que foram mapeadas pelo plano diretor de drenagem. Quando você ocupa desorganizadamente essas regiões, as edificações são atingidas pelas inundações. Por isso, precisamos dessa regulamentação através do Plano Diretor e outras leis de drenagem”, explica a arquiteta urbanista e assessora de coordenação da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), Thisciane Pessoa.

Solo permeável reduz risco de inundações

Pela nova proposta, as construções feitas na cidade deverão respeitar uma taxa mínima de permeabilidade do solo, assim como se adequar às características ambientais e geográficas do terreno. O intuito desse novo eixo regulamentador é permitir que o escoamento da água aconteça de forma natural, absorvida pelos lençóis freáticos ou escoada pelas micro bacias que deságuam nos rios Poti e Parnaíba.

Mapa das microbacias que alimentam os Rios Poti e Parnaíba

A taxa de permeabilidade corresponde ao percentual do terreno que obrigatoriamente deve ser livre de edificação. Ou seja, neste espaço o solo deve ser completamente permeável, permitindo que a água da chuva seja absorvida sem qualquer impedimento pelo lençol freático.

As áreas suscetíveis a inundações foram mapeadas para garantir que esse escoamento natural aconteça. Em alguns casos, esse mapeamento estabelece diferentes taxas de permeabilidade do solo nas zonas da cidade, podendo chegar a 35% do lote em que a obra será construída.

Thiscianne Pessoa explica que Teresina precisa de um solo permeável de fato, com vegetação onde a água possa infiltrar, mas isso acaba não acontecendo com o atual processo de expansão urbana.

“É interessante destacar que antes a gente não tinha a taxa de permeabilidade como uma obrigação em todas as zonas. O nosso objetivo com essas medidas é evitar novos problemas. Hoje, a prefeitura já tem uma série de obras estruturantes, como as galerias, voltadas aos problemas de drenagem que a gente criou no passado. Estes gastos podem ser evitados no futuro”, comentou Thiscianne Pessoa.

Obras de drenagem em geral exigem uma engenharia complexa e geram transtornos no tráfego, além de demandarem altos investimentos. Um exemplo é a galeria da Zona Leste de Teresina, que com uma extensão de 6Km consumirá quase R$ 50 milhões dos cofres públicos. Com um planejamento eficiente e preocupado com a drenagem, boa parte destes recursos poderia ser economizada e aplicada em outras áreas. Para efeito de comparação, os R$ 50 milhões necessários para construir 6Km de galerias seriam suficientes para construir cerca de 100 Unidades Básicas de Saúde..

Zoneamento respeitando as características da cidade

De forma geral, o plano estabelece que Teresina precisa crescer de forma sustentável, sendo capaz de se desenvolver economicamente e proporcionar uma melhor qualidade de vida para toda a população. Mas para isso, a cidade deve utilizar os recursos da natureza de maneira eficiente. E foi por esse motivo que as divisões de macrozoneamento e de zoneamento da cidade passaram a utilizar o mapeamento do Plano Diretor de Drenagem do município e criar regras específicas para as construções e a drenagem da água.

Mapa com a divisão de zoneamento da capital

A partir desse mapa fica estabelecido as Zonas Especiais de Uso Sustentável – ZEUS, as Áreas de Preservação Permanente – APP, a Zona de Interesse Ambiental – ZIA, entre outras, cada uma com suas normas específicas do que e como pode ser construído. Em alguns casos, a variação da taxa de permeabilidade do solo pode variar de  2,5%, 5% , 15% até 35%.

Projeto do novo Plano Diretor é encaminhado para a Câmara de Vereadores

A Prefeitura de Teresina encaminhou para a Câmara de Vereadores o projeto de lei da revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) da capital piauiense. O plano, que contém uma série de normas que orientam a expansão, ocupação e organização do território urbano, objetiva uma cidade mais coordenada, compacta e conectada.

A revisão atende a uma exigência da legislação federal, que determina que toda cidade com mais de 20 mil habitantes deve elaborar o plano diretor, que será revisado a cada dez anos. Teresina iniciou o processo de revisão, liderado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, ainda em 2016 com realização de audiências públicas e reuniões com setores diversos da sociedade, como movimentos populares, conselhos de classe e empresários da construção civil.

As discussões resultaram no projeto encaminhado para a Câmara, cujas normas visam estimular o crescimento da cidade nas regiões mais centrais e já estruturadas, principalmente ao redor dos corredores de transporte público.

“O objetivo do Plano Diretor é organizar a cidade para ela se tornar mais eficiente. Teresina passou por um processo exacerbado de expansão horizontal, o que obriga o gestor a ter que levar coleta de lixo, transporte público, educação e saúde cada vez mais distantes. Além do tempo que leva até esses serviços chegarem à população, os recursos necessários poderiam estar sendo melhores aplicados para qualificar as áreas que já possuem estrutura básica e deveriam ser mais ocupadas”, explica o secretário de Planejamento, José João Braga.

A versão final do novo plano foi apresentada em audiência pública realizada em outubro e deliberada pelos delegados eleitos no mês de novembro. Com o envio para a Câmara, o projeto será votado pelos vereadores e, caso aprovado, as novas regras passarão a valer seis meses após a publicação oficial.