Profissionais do Maranhão vão reproduzir modelo de escola da Prefeitura de Teresina

Ascom/Semec

Educadoras que trabalham com crianças especiais em escolas do município de Olho d’Água das Cunhãs, no Maranhão, estiveram em Teresina em busca de orientações sobre inclusão. O grupo quer se inspirar no modelo das salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) das escolas da Prefeitura para levar ao município maranhense.

As visitantes conheceram o Centro Municipal de Educação Infantil Santa Maria, no bairro Planalto Ininga, um dos 71 núcleos de AEE da capital. O foco foram as salas de multirecurso que recebem os estudantes especiais no contraturno escolar para o desenvolvimento de suas habilidades com atividades dinâmicas.

De acordo com Teresa Fortes, coordenadora de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec), as educadoras procuraram Teresina por ser referência no assunto. “Em Olho d’Água das Cunhãs a educação inclusiva ainda é bastante tímida, existem as salas com os recursos, mas não há capacitação para o bom uso do material. Em Teresina, temos excelentes resultados nas salas de AEE e somos exemplo, então fazemos questão de multiplicar as ações de sucesso”, disse.

Na escola, as visitantes foram recebidas pela professora Euna Nayara Cordeiro, que já atua há 5 anos nessa área. Ela é responsável pela sala de AEE no CMEI Santa Maria e orientou o grupo em todos os quesitos necessários para o atendimento.

“Conversamos sobre tudo, desde a importância de conhecer o diagnóstico de cada deficiência, passando pela elaboração do planejamento até a confecção de materiais para serem utilizados com os alunos. Destaquei também a importância de estamos sempre nos atualizando sobre a educação inclusiva. Esse diálogo foi bastante proveitoso, elas saíram animadas para colocar tudo em prática”, finalizou Euna.

Profissionais das salas de vacina participam de atualização para vacinação contra a gripe

Acontece durante esta semana, no auditório da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a atualização de todos os profissionais que vão trabalhar na Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que acontece em todo o país entre os dias 10 de abril e 31 de maio. O treinamento segue até a próxima sexta-feira (05) e acontece nos turnos manhã e tarde.

Participam do evento os enfermeiros, auxiliares de enfermagem das equipes Estratégia Saúde da Família, coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e profissionais dos hospitais municipais que tenham salas de vacina. “Está sendo discutida a operacionalização da campanha em 2019, de acordo com as orientações da nota técnica lançada pelo Ministério da Saúde”, informa a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba.

Para não prejudicar o atendimento de rotina, os participantes foram divididos em cinco turmas, nos turnos manhã e tarde, e organizados de acordo com o horário de trabalho. Nesta terça-feira (02) participou do evento a enfermeira Célia Santiago, da UBS Santa Isabel. “A procura para esta vacina é muito grande na comunidade, por isso é importante que a gente reveja questões como os grupos prioritários, as doses e a aplicação, e estamos aqui reforçando todas essas informações”, comentou a profissional de saúde.

O Ministério da Saúde em 2019 realizará a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no período de 10 de abril a 31 de maio. Este ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria.

A lista completa do grupo prioritário é: gestantes e puérperas, crianças de 6 meses a 5 anos de idade, maiores de 60 anos, profissionais da saúde, pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, distúrbios que comprometem a imunidade, como o câncer e outras), população indígena, pessoas privadas de liberdade, professores da rede pública e privada e trabalhadores do sistema prisional.

Amariles Borba chama atenção para a principal forma de prevenção da doença, que é a lavagem das mãos. “É necessário que as pessoas continuem a praticar as boas atitudes de lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, para que não transmitam os vírus respiratórios causadores de gripes e outras doenças respiratórias”, comentou a diretora. “Tomar a vacina anualmente também é importante para o público alvo, porque a gripe pode ter consequências sérias, como pneumonia e infarto. Para se ter uma ideia, ela mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, finaliza a diretora.