Empresas de Teresina recebem “Selo Dona Saló”

Renato Bezerra

 

Em uma solenidade emocionante, nove empresas privadas de Teresina receberam, na noite nesta quinta-feira (25), o “Selo Dona Saló – Empresa Promotora de Igualdade de Gênero” . O evento foi realizado no Teatro João Paulo II, localizado na zona Sudeste da capital. O Selo, que está na sua primeira edição, é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) e da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), e homenageia  empresas que promovem a igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Foram agraciadas as empresas: Águas de Teresina, Bioanálise, Botica Farmácia de Manipulação, Credishop, C2 Transportes, FATESP, La Vertu, Studio Iara Vaz e Tv Rádio Clube.

“Com a criação do Selo Dona Saló estamos homenageando a mulher guerreira, trabalhadora e empreendedora, ao mesmo tempo, chamando a atenção para a política de igualdade de gênero.  Estamos dando visibilidade à causa do direito das mulheres, fazendo uma Teresina mais justa. Esperamos que esta singela, porém bastante significativa homenagem possa ser uma marca, que possa ser exibida com orgulho pelas empresas. Desejamos que esse selo possa se transformar em uma boa tradição e que este seja o primeiro de uma grande sequência de passos futuros” disse o prefeito Firmino Filho.

“É de grande importância esse reconhecimento do trabalho da minha bisavó, que foi uma mulher muito importante na história de Teresina para as mulheres empreendedoras, no sentido de mostrar nosso trabalho, nosso valor. A gente está sempre lutando contra a desigualdade de gênero, que não existe só aqui, mas em todo país, então esse incentivo às empresas tem um valor enorme porque só a partir do momento em que gente faz visível essa realidade é que a gente consegue ir transformando as coisas”, falou Camila Rabelo, bisneta de Dona Saló.

Neste primeiro ano, 31 empresas se inscreveram no projeto e passaram pelas três primeiras etapas que dispõe no regulamento. Destas, apenas 16 continuaram na “disputa” e passaram pelas etapas de visitas institucionais e avaliação final, que escolheu nove empresas, entre as categorias pequeno, médio e grande porte, que cumprissem os cinco critérios de Responsabilidade Social: empregabilidade e liderança de Mulheres, igualdade salarial; saúde e qualidade de vida; educação e prevenção à violência.

“A intenção é reconhecer que as mulheres tem tanto potencial quanto os homens,  estimulando um olhar diferenciado. Queremos uma sociedade justa e igualitária. Temos força, capacidade e habilidades iguais às dos homens”, afirmou Marcilane Gomes, secretária da SMPM.

Segundo o Secretário da Semdec, Venâncio Cardoso, ações como essas são de grande importância para estimular o denvolvimento do Setor Privado no fomento às práticas que contribuam para a igualdade efetiva entre homens e mulheres nas várias dimensões sociais.

“Estamos muito felizes por essa primeira edição e a aceitação das empresas do município porque o nosso objetivo é a conscientização. Vamos lançar o edital da segunda edição do Selo Dona Saló no mês de agosto e esperamos reviver esse momento por muitos anos”, declarou Venâncio.

Sobre Dona Saló

Maria Salomé Silva Rabelo, a Dona Saló, foi proprietária da conhecida “Casa Saló”, loja localizada no Centro de Teresina, referência no comércio de variedades na capital na década de 60.

Dona Saló foi exemplo de trabalho, luta e tenacidade, obstinada pelo trabalho, mas igualmente dedicada à família. Uma mulher à frente do seu tempo.

 

 

 

Selo Dona Saló será entregue às empresas nesta quinta (25)

Nove empresas privadas de Teresina receberão nesta quinta-feira (25) o “Selo Dona Saló – Empresa Promotora de Igualdade de gênero” em uma solenidade, que acontecerá a partir das 19h, no Teatro João Paulo II. O Selo, que está na sua primeira edição, é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) e da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e visa certificar as empresas que de alguma forma promovam a igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Neste primeiro ano, 31 empresas se inscreveram no projeto e passaram pelas três primeiras etapas que dispõe no regulamento, sendo elas: inscrições online, apresentação dos programas e ações que a empresa dispõe e seleção. Destas, apenas 16 continuaram na “disputa” e passaram pelas etapas de visitas institucionais e avaliação final, que escolheu nove empresas, entre as categorias pequeno, médio e grande porte, que cumprissem os cinco critérios de Responsabilidade Social: empregabilidade e liderança de Mulheres, igualdade salarial; saúde e qualidade de vida; educação e prevenção à violência.

É importante ressaltar que a parceria entre a Semdec e a Universidade Federal do Piauí (Ufpi), por meio do Grupo de Estudos em Sistema de Produção (GESP), dos alunos de Engenharia de Produção, permitiu que as visitas institucionais fosse objeto de pesquisa para os estudantes que trabalham com a temática, criando assim um elo entre o conhecimento acadêmico e o desenvolvimento da responsabilidade social nas empresas da cidade.

A SMPM realizou em 2018, um diagnóstico da violência contra a mulher em Teresina. O estudo revelou que mulheres com idade entre 15 e 49 anos apresentam melhores níveis educacionais comparativamente aos homens de mesma faixa etária, no entanto, as mulheres ainda ganham 15,5% a menos que os homens.

“O Selo e a participação das empresas também impacta a vida de toda a sociedade, pois estamos enfrentando inclusive a violência contra a mulher, fazendo com que essas mulheres se reconheçam como um potencial econômico e que estimulem a nossa cidade a se desenvolver cada vez mais. As nossas mulheres são uma potência de habilidades e capacidades e precisam ser encorajadas a assumirem esses espaços de poder e no mercado de trabalho”, revelou Macilane Gomes, secretária da SMPM.

Segundo o Secretário da Semdec, Venâncio Cardoso, ações como essas são de grande importância para que haja um estímulo ao envolvimento do Setor Privado no fomento às práticas que contribuam para a igualdade efetiva entre homens e mulheres nas várias dimensões sociais.

“O Selo Dona Saló veio como uma forma da gente promover o incentivo, a valorização e a visibilidade para as práticas de enfrentamento ao preconceito e discriminação contra as mulheres dentro do mercado de trabalho. Estamos muito felizes por essa primeira edição e a aceitação das empresas do município porque o nosso objetivo é conscientizar mais do que certificar”, declarou o Secretário.

Laço Branco encerra projeto com homens envolvidos em processos pela Lei Maria da Penha

 

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) levou, na terça-feira (23), a Campanha do Laço Branco para o encerramento do projeto Reeducar – O Homem no Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – que tem como objetivo educar e sensibilizar homens envolvidos em processos pela Lei Maria da Penha.

O encerramento foi realizado com a Campanha Laço Branco, cujo objetivo é mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa é realizada pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID) em parceria com a SMPM.

A psicóloga do Nupevid, Cynara Veras, abriu a discussão com os homens. “Vamos finalizar esse módulo chamando vocês para a ação, como uma forma de vocês se comprometerem a enfrentar a violência contra a mulher. É preciso pensar: Qual o meu papel na sociedade? O que eu estou fazendo pelo outro?”, questionou.

Segundo Macilane Gomes, secretária da SMPM, o Laço Branco é um momento simbólico. “O Laço Branco mostra que o homem está comprometido com o fim da violência contra a mulher. Ele vai se manter vigilante com o seu comportamento e o dos demais. Vai observar todas as suas atitudes e respeitar as mulheres com quem convive”, comenta.

Para o assessor jurídico da SMPM, Daniel Sampaio, a mudança está nas pequenas atitudes. “Tudo parte do princípio do respeito. Nós, homens, não estamos ajudando as nossas companheiras porque nós estamos dividindo. Dividir é diferente de ajudar”, enfatizou.

“Cada um de vocês tem um motivo para estar aqui. Temos que buscar a equidade. Temos que trabalhar os nossos olhares a partir do que queremos para a gente. Rever os papeis de homens e mulheres na sociedade, querendo sempre um presente e um futuro igualitário”, reafirmou a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira.

Mães do Amor de Tia Sudeste aprendem a fazer chocolate para trabalhar na páscoa

Ascom/SMPM

O Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e Suas Crianças: Amor de Tia Sudeste realizou, na sexta-feira(11), uma oficina de chocolates com as mãe atendidas pelo serviço, para que elas possam trabalhar na páscoa e ganhar uma renda extra.

Para Janaína Sousa, mãe do Davi Lucas de 3 anos, a atividade foi bastante proveitosa. “Eu gostei do curso porque ele pode me oferecer uma renda a mais. Aprendi muitas coisas novas que espero usar na minha vida”, comemora Janaína.

A oficina foi ministrada pela culinarista Tuane Fonseca, que ensinou as mães a fazer ovos de páscoa e trufas. A ideia foi um curso bem prático, onde as mulheres pudessem treinar. “A experiência hoje está ótima, elas são muito participativas, metendo a mão na massa”.

O Amor de Tia é um serviço da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres que oferece rodas de conversa e cursos profissionalizantes para as mães enquanto seus filhos são acolhidos com atividades lúdico-pedagógicas.

Amor de Tia da zona Sul será entregue ainda esse ano

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) realizou na última quinta-feira (04), em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU Sul), uma reunião de apresentação do Serviço de Atendimento Integral às Mulheres e suas Crianças: Amor de Tia, que está previsto para ser entregue ainda este ano na Vila Santa Rita. Estiveram presentes lideranças da zona Sul no evento que ocorreu no CRAS do Promorar.

O Amor de Tia já possui unidades no Matadouro e no Alto da Ressurreição. O Serviço oferece qualificação profissional e rodas de conversa para mulheres enquanto acolhe suas crianças de 1 ano a 2 anos e 9 meses. “Hoje nós tivemos a oportunidade de esclarecer o perfil das mulheres que estão em situação de violência, vulnerabilidade ou risco social, encaminhadas pela própria comunidade ou rede de saúde para o CRAS, onde terá uma equipe técnica que fará escuta e atendimento para referenciar essa família ao Amor de Tia”, esclareceu a secretária municipal de políticas públicas para mulheres, Macilane Gomes.

A SDU Sul está trabalhando na realização da licitação da reforma do prédio do Centro de Produção da Vila Santa Rita para transformá-lo na nova sede do Amor de Tia. Nesta ação, a Prefeitura vai investir cerca de R$ 403 mil, não só na reforma do local, mas também da praça que ficará integrada ao prédio, onde 100 crianças serão assistidas.

A estrutura terá auditório para realização de eventos, salas, coordenação e banheiros, entre outros espaços. A previsão de inauguração é para o mês de agosto deste ano. “Não só com a reforma deste prédio, mas sempre que necessário estaremos dando todo apoio a esse importante trabalho”, garantiu Paulo Lopes, superintendente da SDU Sul.

Seminário “Mulher e mundo do trabalho” discute os desafios da inclusão socioprodutiva

Ascom/FWF

Promover a discussão acerca dos programas de profissionalização, inclusão socioprodutiva e fortalecer as políticas de geração de trabalho e renda entre as mulheres no município. Esse foi o objetivo do 1º Seminário Municipal: “Mulher e Mundo do Trabalho: desafios da inclusão socioprodutiva”. O evento foi promovido pela Prefeitura de Teresina, através da Fundação Wall Ferraz e Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.

A conferência de abertura discutiu os desafios históricos e atuais enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho e foi ministrada por Tauani Zampieri Cardoso, consultora do projeto Mulheres Resilientes, Cidades Resilientes, do PNUD. No segundo momento, foram apresentadas as Leis Municipais que tratam da relação mulher e o mundo do trabalho, profissionalização e inclusão da mulher no mercado de trabalho em Teresina. A responsável pela apresentação foi a vereadora Teresinha Medeiros. A mesa redonda formada por representantes da FWF, SMPM, Semest, Semdec, Senai e IFPI abordou experiências de profissionalização e inclusão socioprodutiva de mulheres em Teresina.

Representando o prefeito Firmino Filho, o gestor da Fundação Municipal de Saúde, Charles da Silveira, destacou a importância das políticas públicas para inserção da mulher no mercado de trabalho. “Nós queremos uma sociedade transformada, onde as mulheres possam avançar e ocupar espaços de maneira igualitária. Aí entra o poder público possibilitando qualificação profissional, oficinas de conscientização, para que juntas, as mulheres possam construir um sentimento comunitário de ação”, afirmou.

Também foram realizados os workshops Mulher e Liderança no Mundo do Trabalho, com Monique Menezes e Elisane Melo; Empreendedorismo entre as Mulheres, com a empresária Silvia Meneses e Yolanda Amorim (SEBRAE); Educação Financeira e Mulher no cenário da Ciência e Tecnologia, com Ana Claudia Galvão e Luciana Farias. O evento também possibilitou que mulheres empreendedoras fortalecessem seus negócios através da exposição e comercialização de produtos artesanais.

Marilia Carvalho, estudante de Serviço Social e participante do Seminário, citou que a discussão acerca do tema mulher e mundo do trabalho merece ser cada vez mais inserida no cotidiano da sociedade. “É importante que esse assunto seja sempre pautado para que cada vez mais as mulheres tenham consciência do seu espaço em todas as esferas da sociedade”, disse.

“Foi um momento de articulação entre as diversas instituições que de alguma forma desenvolvem ações para promoção da mulher no mundo do trabalho. Nesta oportunidade, tivemos um momento de troca de informação, formação e difusão da legislação local acerca do que já temos instituído legalmente para o acesso da mulher ao mercado de trabalho”, destacou a presidente da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira.

Segundo a gestora da SMPM, Macilane Gomes, o seminário foi pensado para refletir sobre os desafios da inclusão socioprodutiva das mulheres. “Em 2018, realizamos um diagnóstico sobre a violência contra a mulher em Teresina, que apontou que as mulheres se destacam na educação formal. No entanto, na inclusão no mercado de trabalho e na garantia da autonomia, a cidade ainda precisa avançar. Por isso, já pensamos ações que possam garantir essa inclusão e a superação da desigualdade de gênero para que as mulheres possam participar desse desenvolvimento econômico de maneira equânime, ocupando espaços de poder, que elas possam se qualificar escolhendo em que área e incluindo-se no mercado de trabalho também como superação da violência que vivenciam em âmbito doméstico”, apontou.

Mulheres em situação de violência participam de Dia Holístico

Ascom/SMPM

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) tiveram hoje acesso a um Dia Holístico com ioga, hoop dance (dança com bambolês), barra de access, reiki e um piquenique. A intenção era unir terapias integrativas e complementares com momentos de lazer em contato com a natureza.

O CREG já oferece massagem, florais e reiki, mas segundo a coordenadora, Roberta Mara, estar ao ar livre proporciona bem estar. “Foi um momento agradável na natureza e isso possibilita elevar a autoestima da mulher. Nós quisemos sair desse ambiente interno. Além do atendimento psicossocial e assessoria jurídica, estamos buscando outras atividades para que elas se empoderem, se fortaleçam”, afirmou.

Juliana* aprovou a iniciativa. “O dia foi muito bom, maravilhoso. Tem que acontecer com mais frequência. A gente se sente bem, volta para casa acreditando que ainda existe justiça, porque nós sofremos tanto e voltamos pra casa leves depois de uma manhã de lazer. Essas atividades fazem a gente crescer, porque nos sentimos travadas e essas ações fazem a gente mexer o corpo e a mente”, comemorou.

O Centro de Referência Esperança Garcia oferece atendimento psicológico, social e jurídico para as mulheres em situação de violência em Teresina, por meio de uma equipe multidisciplinar. Além disso, as mulheres participam de diversas atividades, como massoterapia, cinema, e grupos de reflexão para se fortalecerem e melhorarem sua autoestima.

O funcionamento do CREG é de segunda a sexta, de 8h às 14h. Mais informações podem ser adquiridas pelo número (86) 3233-3798.

Juliana* é um nome fictício para proteger a identidade da entrevistada

Teresina Mulher leva reflexão sobre rap e empoderamento das mulheres negras

No quadro Teresina Mulher desta quarta-feira(20), a convidada é a jornalista Juliana Farias, que vai conversar sobre o assunto “O rap como instrumento de empoderamento das mulheres negras”, tema do rádio-documentário que fez para a conclusão de sua graduação.

“Vamos levar reflexões sobre o racismo e as desigualdades presentes dentro do contexto social no qual estão inseridas as mulheres do rap, e como ele serve de instrumento para que se sintam fortalecidas dentro da sociedade”, afirma Juliana.

O Teresina Mulher é uma parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e da Secretaria de Comunicação e vai ao ar todas as quartas-feiras, dentro do programa Cultura Mix, na FM Cultura de Teresina 107.9.