SMPM informa sobre como identificar a violência psicológica e como agir em casos de agressão

Grupos de mulheres que são assistidas pela SMPM (Foto: Ascom/SMPM)

No primeiro semestre de 2023, ingressaram 158 novas mulheres no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). Ao todo, neste período, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência, inclusive vítimas de violência psicológica.

De acordo com a secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) Karla Berger, a violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

“A violência psicológica muitas vezes se inicia de forma sutil, quando nem mesmo a vítima nem consegue perceber o que de fato está acontecendo”, frisa Karla. “Esse tipo de violência possui características peculiares o que torna mais difícil a identificação tanto pela mulher como pelas pessoas que convivem com ela, por isso a importância de saber sobre o assunto e identificar os sinais”, destaca a gestora.

1-Perda da essência

Deve-se observar se houve alguma mudança de padrão entre o que a pessoa era e o que ela é agora. Isso inclui mudanças em como ela é percebida fisicamente, emocionalmente e socialmente. A vítima para de exercer alguns hobbies, muda a sua forma de vestir ou detalhes que antes eram importantes. Em sua vida íntima, essa pessoa pode estar em constante tensão pelo o que pode ou não dizer, e pelo o que pode ou não fazer.

2- Distanciamento e controle

Novamente, trata-se de observar se há uma mudança de padrão. A face oculta dessa violência é o distanciamento onde o agressor costuma ter o controle, buscando saber o que a vítima faz, com quem e onde. Isso acaba isolando a vítima de familiares e amigos.

3- O que contam e como contam

Nesse caso as vítimas costumam contar pouco ou nada sobre o relacionamento, o parceiro e o que ele faz. E se contar algo pode ser que busque justificar as ações do agressor. Essas atitudes revelam uma faceta do abuso: a culpa sentida pela pessoa violentada.

4- Dependências emocionais e dúvidas

Com a pessoa que sofre abuso psicológico, existe um apego ao agressor que se estende em intensidade e duração além do que é habitual, e é diferente da dependência saudável que existe nas interações humanas.

A vítima perde autonomia não tendo controle sobre seus próprios horários dependendo do agressor para tomar decisões. A pessoa violentada duvida de tudo e demonstra insegurança. Isso, junto com a dependência emocional, é fruto da constante manipulação a que ela está sendo submetida.

5-Como se comporta quando está com o parceiro (Agressor)

É importante saber que nesse caso as pessoas que exercem a violência psicológica tendem a ter perfis nascistas. As vítimas, sobretudo quando estão com o agressor não tomam iniciativas, não opinam, calam-se e concordam.

 

Procure o CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda
Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Projeto oferece tratamento odontológico gratuito para mulheres em situação de violência atendidas pelo Creg

Mulheres que sofreram violência têm a dentição recuperada em serviço Fotos(Reprodução Apolônias do Bem)

As mulheres atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), o serviço de acolhimento às mulheres em situação de violência da Prefeitura de Teresina, fazem parte de uma importante parceria para fortalecimento da sua autoestima: o Apolônias do Bem. Em todo o país, o projeto oferece tratamento odontológico integral e gratuito às mulheres que vivenciaram situações de violência e que tiveram a dentição afetada durante as agressões. Atualmente, cinco mulheres vinculadas ao Creg são atendidas pelo projeto em Teresina.

De acordo com Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), essa parceria é essencial para garantir que as mulheres atendidas pelo Creg possam recuperar não só a saúde bucal, mas também a confiança e a autoestima que foram abaladas pela violência. “O Apolônias do Bem é um projeto que valoriza a beleza e a força das mulheres que enfrentaram situações de violência e que merecem ser felizes e respeitadas”, declarou.

O projeto Apolônias do Bem existe desde 2012 e já atendeu mais de 1.500 mulheres em todo o Brasil. O nome é uma homenagem à Apolônia de Alexandria, uma mulher que teve os dentes arrancados por se recusar a renunciar à sua fé cristã no século III. Ela é considerada a padroeira dos dentistas e das pessoas que sofrem de problemas dentários.

No Piauí, o dentista Adelino Junior e sua equipe são os responsáveis pelos atendimentos do projeto Apolônias do Bem em Teresina. Eles têm como objetivo não só devolver sorrisos, mas também empoderar as mulheres que sofreram violência e perderam a autoestima. “Uma mulher relatou que não conseguia mais nem pentear o cabelo olhando para o espelho, usava a sombra para fazer isso, porque não queria olhar para o seu rosto”. “Através da recuperação da saúde bucal, do sorriso e da autoconfiança, nós queremos ajudar essas mulheres a se reerguer e a superarem o trauma da violência”, explica Adelino Junior.

Para participar do projeto há um perfil específico, explica Roberta Mara, a coordenadora do Centro de Referência Esperança Garcia. Somente mulheres que tiveram comprometimento nos dentes provenientes da violência podem ser beneficiadas. Para isso, elas precisam ser encaminhadas pelo Creg, que faz uma triagem e um acompanhamento psicossocial das vítimas. O tratamento odontológico é totalmente gratuito e pode durar até dois anos, dependendo da complexidade de cada caso.

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Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina

Colônia de Férias do Serviço Florescer encerra com visita a parques ambientais de Teresina. Foto (Ascom/SMPM).

As mulheres e as crianças atendidas pelo Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), tiveram um dia especial nesta quinta-feira (13). Elas encerraram a colônia de férias com uma visita aos parques ambientais da cidade, onde puderam desfrutar de momentos de diversão, aprendizado e contato com a natureza.

O Serviço Florescer tem como objetivo oferecer apoio e oportunidades para as mulheres que sofrem vulnerabilidade social em regiões descentralizadas da cidade. Além de acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, o serviço também promove atividades educativas, culturais e recreativas para as mulheres e seus filhos.

Nesta semana, a colônia de férias foi uma das atividades que acontecem no mês de julho em todas as unidades do Serviço Florescer. Foram realizadas oficinas de criatividade, banhos de piscina e momentos de interação entre as famílias. A ideia era estimular a criatividade, a autonomia e a autoestima das mulheres, além de fortalecer os vínculos afetivos entre as atendidas e seus filhos.

Para encerrar a colônia, as mulheres e as crianças foram levadas para conhecer os parques ambientais da cidade, como o Parque da Cidade, o Parque das Crianças, Praça do Promorar, Parque da Cidadania. Nos espaços, as mulheres puderam brincar, aprender e se conectar com a natureza, propiciando um momento de lazer, integração e conscientização ecológica.

Uma das participantes da colônia foi Pamela Oliveira, que é atendida pelo Serviço Florescer há mais de um ano. Ela conta que as atividades oferecidas pelo serviço foram fundamentais para ela pudesse empreender no seu negócio de bolos enquanto o seu filho fica em um local seguro. Ela também destaca a importância de compartilhar os momentos oferecidos pelo Florescer com seu filho de um ano e dez meses.

“Apesar das dificuldades em que algumas mães têm de comparecer por causa do trabalho, é muito importante a participação desses momentos com seu filho”, comenta Pamela. “Hoje, nessa atividade, nos divertimos bastante e vivemos momentos únicos”, finaliza.

A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Karla Berger, ressalta que a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma lúdica e divertida. Ela também elogia o trabalho das equipes do Serviço Florescer, que se dedicaram para realizar as atividades com criatividade e carinho.

“A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atraente”, destaca Karla. “Parabenizo todas as mulheres que participaram dessa experiência incrível e todas as profissionais que se empenharam para tornar isso possível”, conclui.

Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta

das 7hh:30 às 17h

Unidades: Florescer Norte

Rua Antônio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Atendimentos às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8% comparado ao ano passado

Atendimentos às mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). Foto (Ascom/SMPM).

Comparado ao ano de 2022, os atendimento às mulheres em situação de violência aumentaram 35,8%. Entre janeiro a julho de 2022 foram contabilizados 886 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, enquanto que no mesmo período de 2023 foram de 1.176, destacando um aumento de 310 atendimentos. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM).

Roberta Mara, coordenadora do Serviço, explica a importância dessa informação: “Entendemos que as mulheres estão buscando o atendimento por sentirem confiança e credibilidade no Centro de Referência Esperança Garcia”. Roberta ainda destaca que desde o funcionamento da unidade, em 2008, nenhuma mulher que passou pelo serviço foi vítima de feminícidio. “Esses dados são positivos para que a gente possa prevenir casos de violência mais sérias que resultem na morte das mulheres”, finaliza.

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

SMPM informa como identificar cada etapa da violência contra mulher

É importante compreender quais os ciclos da violência Fotos(Ascom/SMPM)

A violência doméstica contra a mulher é uma realidade que atinge milhares de brasileiras todos os anos. Muitas vezes, essa violência se manifesta de forma repetitiva e previsível, seguindo um padrão conhecido como ciclo da violência. O ciclo é composto por quatro etapas: encantamento, aumento da tensão, agressão e arrependimento.

Na primeira etapa, o homem se mostra gentil e atencioso, mas já demonstra sinais de descontrole e ciúme, afastando a mulher da família, dos amigos, impondo restrições ao seu modo de vestir e às suas redes sociais.

Na segunda etapa, ocorre o aumento das discussões, das irritações, das humilhações e das ameaças. A mulher tenta acalmar o companheiro e evitar situações que possam desencadear sua raiva. Muitas mulheres acreditam que o comportamento violento é culpa delas ou resultado de algum problema externo.

Na terceira etapa, há a intensificação das agressões físicas, morais, psicológicas, sexuais e patrimoniais. O agressor explode em fúria e concretiza as ameaças feitas nas etapas anteriores.

Na quarta etapa, o homem se arrepende e pede perdão. Ele se torna carinhoso e promete mudar. A mulher acredita nas suas palavras e perdoa. Um breve período de tranquilidade se instala na relação, mas logo o ciclo se repete.

Muitas mulheres vivem esse ciclo por anos sem conseguir rompê-lo, correndo risco de vida. Diante disso, a secretária da SMPM, Karla Berger, destaca a importância dos serviços de acolhimento às mulheres em situação de violência oferecidos pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT).

“A violência doméstica contra a mulher é um problema grave e complexo, que exige uma atuação integrada e articulada de diversos setores da sociedade. A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria da Mulher, tem o compromisso de oferecer serviços de qualidade e humanizados para as mulheres que sofrem esse tipo de violência, buscando garantir seus direitos e sua dignidade. O CREG é um exemplo disso, pois além de acolher e orientar as mulheres, também contribui para o seu empoderamento e emancipação. Nós queremos que as mulheres saibam que elas não estão sozinhas e que podem contar com o nosso apoio para romper o ciclo da violência”, disse a secretária.

Um desses serviços é o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero. O CREG presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferece Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Além disso, o CREG promove a autonomia financeira e produtiva das mulheres, por meio de cursos de capacitação profissional. O acesso ao serviço pode ser feito diretamente pelas mulheres ou por meio da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. O CREG atende mulheres de 18 a 59 anos com uma equipe multiprofissional. O equipamento é seguro e não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa a coordenadora do espaço, Roberta Mara.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

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Prefeitura de Teresina realizou 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no primeiro semestre deste ano

Sede do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) (Foto: Ascom/SMPM)

Entre janeiro a junho de 2023, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

Roberta explica que o espaço conta com estratégias de alcance nas redes sociais e divulgação nos eventos e ações da Secretaria da Mulher para maior alcance do espaço. Mensalmente são realizados ciclos de divulgações nas comunidades urbanas e rurais para fazer com que mais mulheres sejam alcançadas e encontrem a rede de atendimento. Em junho, a SMPM desenvolveu o projeto “Entre Margaridas”, uma iniciativa de combate às violências nas comunidades rurais do município.

“É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta. “Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Serviço Florescer inicia colônia integrativa de férias nesta segunda-feira (10)

Crianças participam de colônia integrativa de férias em Unidades do Serviço Florescer (Foto: Ascom/SMPM)

Brincadeiras, distribuição de brindes e oficinas criativas são algumas das atividades que estão sendo realizadas durante a colônia integrativa de férias, que iniciou nesta segunda – feira (10), em todas as unidades do Serviço Florescer, o serviço de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade da Prefeitura de Teresina.

As atividades da colônia integrativa de férias iniciaram nesta segunda-feira e seguem até o dia 13, finalizando com um passeio em praças e parque municipal da cidade, promovendo momentos voltados a atividades lúdicas de socialização e integração para as mulheres e crianças. Ao longo da semana, também serão feitas atividades diferentes do dia a dia, com brincadeiras que possam estimular o equilíbrio, coordenação motora e criatividade das crianças, além de fortalecer vínculos entre mães e suas crianças.

De acordo com a secretária Karla Berger, a colônia possibilita a integração entre as mães e mulheres que participam do serviço, proporcionando bem estar e melhora da autoestima de uma forma mais lúdica e divertida. “A decoração criativa, com diversas brincadeiras, danças e músicas torna a oficina mais atrativa”, destaca Karla. “Percebemos como as mulheres que participaram do Serviço elogiam esses momentos de interação e se sentem bem acolhidas junto a seus filhos”, finaliza a secretária.

A coordenadora do Serviço Florescer Norte, Aline Heira, explica que na colônia é realizada para as crianças, mas também para as mulheres. “Teremos momentos de integração para que elas participem, um dia da semana, que possam falar sobre maternidade, a autonomia das famílias e fortalecimento de vínculos”.

Para a Flaviana Andrade, mãe de uma criança de dois anos, a atenção com as crianças no mês das férias é essencial para manter a filha em atividades recreativas e também proporcionar lazer e bem estar para a família. “Dentro do Serviço existe sempre a preocupação de saber como estamos ou se estamos precisando de algo. E, na programação de férias não podia ser diferente, muitas atividades, brincadeiras para serem realizadas para que a gente faça com nossos filhos. Sou muito feliz de fazer parte disso”, relata.

Horário de Funcionamento:Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horasUnidades:

Florescer Norte
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Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

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DIA DO ORGULHO LGBTQIAPN+: Serviços de acolhimento atendem mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis em situação de vulnerabilidade

Centro de Referência Esperança Garcia (Foto: Ascom/SMPM)

Os serviços CREG (Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia) e Florescer, oferecidos pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), por meio da Prefeitura de Teresina, funcionam de portas abertas para as mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis. O objetivo é garantir o acesso dessas mulheres aos serviços de saúde, educação, assistência social, cultura e lazer, bem como prevenir e combater a violência e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Karla Berger, destaca a importância da ampliação do atendimento para essa população dentro dos serviços municipais. “Essas mulheres sofrem diariamente com o preconceito, a violência e a exclusão. Elas têm direito a uma vida digna, com saúde, educação, trabalho e lazer. Queremos que elas se sintam acolhidas e respeitadas pela Secretaria da Mulher e pelos demais órgãos públicos”, afirmou.

Em Teresina, entre 2015 e 2017, foram registradas 1.038 notificações de violências contra pessoas LGBT no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo 57% contra homossexuais e bissexuais e 43% contra travestis e transexuais. A maioria das violências foi física (72%), seguida da psicológica (23%) e da sexual (3%)2. Esses dados, segundo Karla Berger, mostram a urgência da ampliação de políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos da população LGBTQIAPN+.

As mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis que quiserem participar dos serviços Florescer e CREG podem procurar os serviços nos seguintes endereços:

Sobre o Florescer

O serviço Florescer é um projeto que acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. O serviço possui quatro unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte, Sul e Zona Rural de Teresina. O serviço oferece oficinas, palestras e eventos sobre saúde, higiene, cidadania e empoderamento feminino. Além disso, o serviço oferece cursos de capacitação profissional em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia é um projeto que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos. O serviço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional. O serviço também conta com a parceria da Guarda Maria da Penha, que monitora as mulheres que possuem medida protetiva.

Onde encontrar o CREG?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Mulheres em situação de violência atendidas pela Prefeitura de Teresina participam de sessão de cinema no Teresina Shopping

Mulheres sendo atendidas pelo CREG

Um grupo de mulheres em situação de violência, atendidas pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), participou de uma sessão de cinema no Cinemas Teresina, onde assistiu ao filme “A Pequena Sereia live-action” (2023). A atividade fez parte das ações desenvolvidas pelo serviço da Prefeitura Municipal de Teresina, que age para dar acolhimento social, psicológico e jurídico às mulheres que sofrem ou sofreram violência de gênero na capital.

Segundo a secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), a escolha do filme e atividades como essas são essenciais para que se fortaleça a união, a parceria e a autoestima das mulheres. “São mulheres que chegam ao serviço muito fragilizadas, e aqui dentro, com nossas ações, elas são capazes de superar seus traumas deixados pela violência e redescobrir o seu auto-amor”, complementa a gestora.

O momento foi oferecido pela empresária Cláudia Claudino, que cedeu gratuitamente os ingressos para que as mulheres pudessem prestigiar a sessão. “O filme “A Pequena Sereia live-action” nos lembra do poder transformador que todas as mulheres possuem. Assim como Ariel, as mulheres têm o direito de explorar, sonhar e encontrar sua voz única, desafiando as expectativas e buscando seu lugar no mundo”, destaca Karla. “São importantes apoios e parcerias como essas que buscamos articular e desenvolver para garantir um leque cada vez mais amplo de possibilidades às nossas mulheres atendidas pelo serviço de referência municipal”.

Ações do CREG são direcionadas a romper o ciclo de violência, não de denúncia

Uma das informações que o CRE busca difundir é sobre o ciclo da violência doméstica, um padrão de comportamento dos agressores que se repete constantemente e dificulta a saída das vítimas da relação abusiva. De acordo com a secretária Karla Berger, esse fenômeno acontece em três fases e a cada novo recomeço pode ser mais intenso e agressivo.

“No começo há a construção das tensões, quando o agressor mostra-se tenso e irritado por motivos banais, faz ameaças, humilhações e ofensas verbais à vítima”, explica Karla. “Depois, há a explosão da violência, quando o agressor perde o controle e parte para a agressão física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial contra a mulher”, detalha a secretária. “E por fim, há o arrependimento e comportamento carinhoso: o agressor pede perdão, promete mudar, demonstra afeto e atenção à vítima. A mulher se sente aliviada, esperançosa e responsável pelo bem-estar do agressor”, finaliza.

No entanto, Karla alerta que esse ciclo se repete cada vez mais rápido e com maior intensidade, gerando um círculo vicioso que aprisiona a mulher na relação abusiva. Por isso, é importante que as mulheres reconheçam os sinais de violência e busquem ajuda para romper esse ciclo.

O espaço é seguro, sigiloso e gratuito. “O CREG não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Centro de Referência Esperança Garcia (CREG)

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o CREG?

O CREG está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O CREG não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

Mulheres participam de atividades no Teresina Shopping (Fotos: Ascom/SMPM)

Secretaria da Mulher orienta mulheres sobre o ciclo da violência doméstica

 

 

Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), oferece atendimento jurídico, psicológico e social às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), também realiza ações de prevenção e conscientização sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de enfrentamento à violência.

Uma das informações que o Creg busca difundir é sobre o ciclo da violência doméstica, um padrão de comportamento dos agressores que se repete constantemente e dificulta a saída das vítimas da relação abusiva. De acordo com a secretária Karla Berger, esse fenômeno acontece em três fases e a cada novo recomeço pode ser mais intenso e agressivo.

“No começo há a construção das tensões, quando o agressor mostra-se tenso e irritado por motivos banais, faz ameaças, humilhações e ofensas verbais à vítima”, explica Karla. “Depois, há a explosão da violência, quando o agressor perde o controle e parte para a agressão física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial contra a mulher”, detalha a secretária. “E por fim, há o arrependimento e comportamento carinhoso: o agressor pede perdão, promete mudar, demonstra afeto e atenção à vítima. A mulher se sente aliviada, esperançosa e responsável pelo bem-estar do agressor”, finaliza.

No entanto, Karla alerta que esse ciclo se repete cada vez mais rápido e com maior intensidade, gerando um círculo vicioso que aprisiona a mulher na relação abusiva. Por isso, é importante que as mulheres reconheçam os sinais de violência e busquem ajuda para romper esse ciclo.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.