Secretaria da Mulher vai realizar campanha de combate ao assédio durante Corso de Teresina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), vai realizar a campanha de carnaval “#TamoJuntas: nosso corpo não é sua fantasia”, de prevenção e combate ao assédio e importunação sexual praticados contra mulheres.

Secretaria da Mulher vai realizar campanha de combate ao assédio durante Corso FOTO: Madalena Rodrigues, Ascom/SMPM

A campanha é educativa e de conscientização, reforçando as ações de proteção ao público feminino, especialmente durante o tradicional Corso de Teresina. A equipe da Secretaria da Mulher estará presente nas atividades com blitz’s educativas, realizando entrega de material informativo e divulgação dos serviços e da rede de proteção à mulher existentes na capital.

“Durante as atividades festivas, muitas mulheres acabam sendo vítimas de abusos e outras violências”, aponta a secretária Karla Berger. “Com esta campanha gostaríamos de deixar as mulheres mais seguras e informadas, sabendo como proceder de casos de violência e abuso”, destaca a gestora.

A equipe estará presente também no Carnaval da Marechal, que acontece nos dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro, reforçando a campanha e de prontidão para atender e acolher qualquer mulher que necessite.

“A mulher que se sentir importunada durante o evento pode nos procurar, como também fazer a denúncia pelo 180, pelo disque 190, ou procurar os agentes da Guarda Municipal de Teresina, que estará presente durante todo o evento”, acrescenta Karla Berger.

Prefeito Dr. Pessoa e Ministra Cida Gonçalves se reúnem para organizar lançamento da Casa da Mulher Brasileira em Teresina

Nesta quarta-feira (24), o prefeito Dr. Pessoa se reuniu com a ministra Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, em Brasília. Na ocasião, o gestor avançou as tratativas para a inauguração da Casa da Mulher Brasileira (CMB), em março, mês que se comemora o Dia Internacional das Mulheres.

A CMB é um equipamento público que visa oferecer um atendimento humanizado e integrado às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. De acordo com a Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas – SAAD Centro, serão investidos quase R$ 6 milhões, oriundos do cofre da união.

Dr. Pessoa ressaltou a importância da parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres, em uma obra de tamanha importância para garantir mais dignidade às mulheres teresinenses.

“Aqui as mulheres de Teresina terão condições necessárias de, em um só local, terem todo o atendimento de uma rede que ela precisa no caso de violência doméstica. Aqui vamos ter o judiciário, o atendimento psicológico, o atendimento social, o centro de referência Esperança Garcia, a guarda municipal e a guarda feminina, toda uma rede de acolhimento para as mulheres”, frisou o prefeito.

Ademais, as mulheres poderão acessar os serviços do município, do Ministério Público, da Polícia Civil, da Defensoria Pública, do Judiciário e de outros órgãos que compõem a rede de proteção. Além disso, a CMB contará com uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais, psicólogas, advogadas, pedagogas e educadoras sociais.

“A violência doméstica é um problema que atinge diversas camadas sociais e equivale a toda ação danosa que venha a ser praticada contra mulher, sejam agressões físicas, patrimoniais, sexuais e psicológicas. A CMB vem como um espaço para que a mulher em situação de violência seja acolhida de forma humanizada, evitando a revitimização e garantindo os seus direitos”, explicou a secretária Karla Berger, secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, que acompanhou a comitiva que retornou de Brasília.

SMPM promove roda de conversa sobre a campanha 21 dias de ativismo no Florescer Salobro

SMPM promove roda de conversa sobre a campanha 21 dias de ativismo no Florescer Salobro. Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta quarta-feira, 29, uma roda de conversa sobre a campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. O encontro aconteceu no serviço Florescer Unidade Salobro, na zona Rural da capital.

A roda de conversa tem o intuito de informar as mulheres a respeito da campanha de combate à violência doméstica, o que pode ser feito em casos como esses e quem procurar. O encontro contou com a presença de representantes da Guarda Maria da Penha e foi mediado pela assistente social do Centro de Referência Esperança Garcia – CREG, Maria Gabriela Andrade, que destacou os tópicos abordados.

“Abordamos a importância dos 21 dias de ativismo e a conscientização sobre a violência contra a mulher. Dialogamos sobre a rede de atendimento em Teresina, bem como sobre os tipos de violência e o ciclo da violência, de modo a levar a informação para as mulheres e facilitar a identificação de um relacionamento abusivo. E finalizamos com uma atividade de mitos e verdades a fim de desmistificar alguns mitos sobre a violência.”, ressaltou.

A coordenadora do serviço ressalta a importância do encontro para as mulheres assistidas pelo Florescer. “Esse tipo de encontro mostra para nossas mulheres que devemos nos unir, contra todas as formas de violência, que nossas mulheres não estão sozinhas, que somos uma rede de apoio. Nessa roda de conversa foi reforçado todo apoio a nossas mulheres, seja por meio do Florescer ou pelo CREG.”, completou ela.

A campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica começou no dia 20 de novembro dia da consciência negra e termina no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos. Durante todos esses dias a SMPM irá realizar ações de enfrentamento a violência doméstica em Teresina.

SMPM realiza roda de conversa sobre 21 dias de ativismo no Florescer Norte 2

SMPM realiza roda de conversa sobre 21 dias de ativismo no Florescer Norte 2. Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta terça-feira, 21, uma roda de conversa sobre a campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. O encontro aconteceu no serviço Florescer Unidade Norte 2, na região da Santa Maria da Codipi.

A técnica do Centro de Referência Esperança Garcia – CREG e assistente social, Maria Gabriela, foi quem conduziu a roda de conversa. Ela explica a importância dessa mobilização realizada pela SMPM. “Falamos sobre os tipos de violência, os mitos e as verdades sobre o tema alertamos as mulheres ali presentes sobre como se dá o ciclo da violência. A violência não é só quando tem agressão, então essas rodas servem para isso, para que ao menor sinal de perigo essas mulheres estejam informadas e saibam como e onde procurar ajuda.”, explicou ela.

A assistente social, Caroline Leal, detalha a importância de ampliar o debate e informar as mulheres. “Temos o intuito de sensibilizar as mulheres assistidas para o reconhecimento e enfrentamento dos diversos tipos de violência de gênero. Nessas rodas nosso objetivo é desconstruir preconceitos, naturalizações que ainda existem em torno da violência contra a mulher.”, detalhou ela.

A campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica começou no dia 20 de novembro dia da consciência negra e termina no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos. Durante todos esses dias a SMPM irá realizar ações de enfrentamento a violência doméstica em Teresina.

SMPM dá início a campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher em Teresina

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), deu início à campanha 21 dias pelo fim da violência contra a mulher. A campanha acontece anualmente em mais de 160 países e tem como objetivo conscientizar a sociedade civil e combater a violência doméstica.

Esse ano a SMPM programou uma série de atividades que irão acontecer durante esses 21 dias. Elas incluem rodas de conversa nos serviços Florescer, abertos a toda a população, bate-papo com empresas que participaram do prêmio Teresa Cristina, além de mobilização digital.

Estão programadas cerca de cinco rodas de conversas para acontecerem semanalmente durante a campanha dentro das cinco unidades do serviço Florescer (Norte 1, Norte 2, Sul, Sudeste e Salobro), todas abertas ao público. Além disso, ocorrerão visitas a empresas para ampliar sobre a violência contra a mulher, com enfoque especial na campanha Laço Branco.

A Assistente Social da SMPM, Caroline Leal, explica a dinâmica das rodas de conversa desenvolvidas pela SMPM no serviço Florescer. ” Os 21 dias de ativismo são um período em que a sociedade é chamada para refletir, se mobilizar, criar estratégias contra todo tipo de violência de gênero. Acreditamos que as rodas de conversa funcionam como uma excelente estratégia, tendo em vista que é uma metodologia participativa, onde as participantes têm espaço para expor e refletir sobre suas vivências; possibilitando a desconstrução de vários mitos que, ainda, estão em torno da violência.”, completou ela.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, destaca a importância da campanha para o combate a violência em Teresina. ” Essa campanha é mais um dos mecanismos que usamos para dar continuidade ao combate a violência doméstica. Os 21 dias nos ajudam a intensificar esse trabalho de formiguinha, de acessar mais espaços e de mostrar que essa é uma luta importante e que merece destaque não só durante esses dias, mas o ano todo.”, completou ela.

A campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência doméstica começou no dia 20 de novembro dia da consciência negra e termina no dia 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos. Durante todos esses dias a SMPM irá realizar ações de enfrentamento a violência doméstica.

Prefeito Dr. Pessoa e secretários visitam a Casa da Mulher Brasileira

Casa da Mulher Brasileira de Teresina (Fotos: SEMCOM/Dantércio Cardoso)

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, esteve na manhã desta quarta-feira (08), visitando a Casa da Mulher Brasileira, localizada no bairro Primavera, zona Norte da capital. A obra que está em fase de conclusão, é uma realização da Prefeitura de Teresina, com recursos federais, na ordem de R$ 5,4 milhões.

Dr. Pessoa ressaltou a importância da parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres, em uma obra de tamanha importância para garantir mais dignidade às mulheres teresinenses. “Aqui as mulheres de Teresina, terão condições necessárias de, em um só local, terem todo o atendimento de uma rede que ela precisa no caso de violência doméstica. Aqui vamos ter o judiciário, o atendimento psicológico, o atendimento social, o centro de referência Esperança Garcia, a guarda municipal e a guarda feminina, toda uma rede de acolhimento para as mulheres”, frisou o prefeito.

O superintendente das Ações Administrativas Descentralizadas Centro (SAAD/Centro), Roncalli Filho, falou sobre a conclusão dos serviços para a entrega da Casa da Mulher Brasileira. “Primeiramente, a gente queria parabenizar o prefeito Dr. Pessoa, pois a prefeitura de Teresina adquiriu o terreno por mais de 3 milhões de reais e por meio da SAAD/Centro, essa obra foi executada em tempo recorde, em menos de um ano. Já fizemos a aquisição também do mobiliário e, em breve, será entregue esse marco para a cidade de Teresina, um importante equipamento que vai conter uma série de ações para atender as mulheres da capital”, explicou Roncalli Filho.

Para a Secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Karla Berger, desde que assumiu a Secretaria, a gestão vem fazendo constantemente vários projetos e serviços. “Não poderia ter sido diferente, esse sonho está se transformando em realidade. Estou emocionada de hoje estar aqui com o prefeito Dr. Pessoa, estivemos aqui no lançamento da pedra fundamental em menos de um ano e hoje, a gente está vendo a Casa da Mulher Brasileira já finalizando as suas obras e logo, em breve, será entregue às mulheres de Teresina”, destacou a secretária.

Segundo a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Larissa Bastos, o Centro de Acolhimento terá um atendimento especializado e humanizado. “Estamos organizando alguns detalhes para iniciar com perfeição um trabalho que vai atender as mulheres de Teresina, que sofrem de violência doméstica. É um trabalho humanizado e integrado, quer dizer, a mulher vai chegar aqui e não vai sofrer revitimização, aqui ela vai resolver todos os seus problemas de violência doméstica, tanta parte humanizada psicossocial, com uma parte jurídica, delegacias, entre outras”, finalizou a coordenadora.

SMPM participa do lançamento da pedra fundamental do Hospital da Mulher

SMPM participa do lançamento da pedra fundamental do Hospital da Mulher. Fotos (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, esteve presente no lançamento da pedra fundamental do Hospital da Mulher, onde foi assinada a Ordem de Serviço para a construção da Unidade de Saúde tão aguardada pelas mulheres teresinenses. O Hospital da Mulher leva o nome de Maria do Socorro de Macêdo Claudino, em homenagem à matriarca da família Claudino.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, destaca a importância da obra. “Esse hospital é uma conquista da gestão do Dr. Pessoa e significa muito para nós mulheres teresinenses, é um passo importante no cuidado, na atenção à mulher teresinense. São serviços essenciais e necessários para nós mulheres, um modelo de hospital que já existe em outras capitais e que agora tem uma unidade em Teresina.”, explicou.

Ela destacou ainda o volume de obras executadas em prol da mulher na gestão do prefeito Dr. Pessoa, em especial a Casa da Mulher Brasileira, com previsão de entrega para o final de 2023. “Não é só o Hospital da Mulher, nós temos várias obras e agora iremos entregar a nossa tão sonhada Casa da Mulher Brasileira, um sonho antigo e que foi possível graças aos esforços do prefeito Dr. Pessoa, meu e do ministro João Henrique.”, completou.

O Hospital da Mulher tem um investimento de mais de R$ 50 milhões de reais, recursos próprios, provenientes de financiamento do Banco do Brasil. A Unidade de Saúde irá oferecer às mulheres teresinenses acesso a serviços de saúde como ginecologia, mastologia, oncologia diagnóstica, reprodução assistida e assistência psicológica e psiquiátrica às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. A obra tem previsão de entrega para dezembro de 2024.

Outubro Rosa: SMPM leva rodas de conversa sobre o câncer de mama ao serviço Florescer

Rodas de conversa sobre o câncer de mama ao serviço Florescer. Fotos (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, tem realizado durante o mês de outubro rodas de conversa sobre o câncer de mama e câncer de colo do útero em todas as unidades do serviço Florescer, com o intuito de levar informação e conscientização às mulheres atendidas.

Os encontros são realizados, por meio de uma parceria com o SESC-PI e com o curso de enfermagem da Universidade Federal do Piauí – UFPI. Uma das responsáveis pelas rodas de conversas coordenadas pelo SESC-PI, Angélica Linhares, destaca a importância de levar informação e autoconhecimento para as mulheres. “Procuramos conscientizar e fazer com que a mulher conheça o próprio corpo. Para essa mulher diga no momento de uma consulta o que seu corpo está dizendo. A intenção é essa, a prevenção, o cuidado. O câncer de mama hoje é o que mais está matando as mulheres, o diagnóstico precoce é importante para que possamos combater essa doença bem no início.”, completou ela.

Além de levar informação, as rodas de conversa também podem tirar dúvidas sobre o autoexame, a doença e o tratamento do câncer. A acolhida, Ivanessiele Teles, ressaltou como os encontros ajudam a entender melhor o que é o câncer de mama e como o tratamento precoce é essencial para o processo de cura. “É muito importante pra gente! Tira nossas dúvidas sobre a doença, sobre o exame que a gente mesmo pode fazer, as meninas orientam bem a gente. A gente falou sobre fatores de risco, sobre tratamento, recebemos várias orientações que deixam a gente mais segura sobre esse assunto.”, finalizou ela.

As rodas de conversa são uma iniciativa da SMPM, por meio do Núcleo de enfrentamento, realizadas através de parcerias com o SESC-PI e a Universidade Federal do Piauí e acontecem durante todo o mês de outubro, mês que trabalha a conscientização e informação a respeito do câncer de mama e câncer de colo do útero.

“Secretária por um dia”: SMPM e Plan International promovem ação em alusão ao dia da menina

Secretária por um dia”: SMPM e Plan International promovem ação em alusão ao dia da menina. Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Política Públicas para Mulheres (SMPM), em parceria com a Plan International, levou até a sede da SMPM uma ação em alusão ao dia da menina, data que reforça a importância dos investimentos na liderança e no potencial das meninas em todas as fases de desenvolvimento. A parceria entre Plan e SMPM levou a jovem Gisele a experimentar por um dia como é ser secretária municipal, mostrando que mulheres e meninas podem ocupar os espaços que quiserem.

A ação faz parte do movimento #MeninasOcupam como explica a coordenadora da Unidade de Programas, Tainá Lima. “Esse movimento é global. Hoje a gente tá trazendo a Gisele aqui na SMPM, representando tanto as meninas da comunidade dela, como outras meninas do Piauí, para dar visibilidade aos direitos das meninas e também para mostrar que essas meninas têm liberdade e autonomia para escolher quem elas querem ser.”, completou ela.

A secretária em exercício, Gisele , visitou todos os espaços que compõem a secretaria e conheceu como são executados os serviços realizados para a secretaria. Ela destacou a importância desse momento. “É muito legal poder conhecer esse espaço, ter essa experiência e entender como tudo funciona aqui.”, frisou ela.

A Plan International é uma organização humanitária que promove os direitos de crianças, adolescentes e jovens, em especial de meninas. Está presente em mais de 80 países e atua no Brasil há 25 anos.

Prefeitura de Teresina promove ações de enfrentamento à violência de gênero na zona rural

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres – SMPM, realizou um levantamento com base em dados nacionais disponibilizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O estudo mostrou que mais da metade das mulheres que vivem em territórios rurais no Brasil já sofreram violência doméstica. Os dados também apontaram que 35% dos casos de violência doméstica foram praticados pelo marido da vítima.

Ainda foi possível observar que existem fatores específicos que dificultam desde a denúncia até o acolhimento dessas mulheres que são vítimas de violência em territórios rurais. Alguns deles são: A demora para ter acesso a hospitais, delegacias e serviços de assistência social, medo de denunciar e não ser acolhida, além da falta de recursos financeiros. A assistente social e pesquisadora da SMPM, Suzianne Santos, destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres que vivem em territórios rurais. “Dentre alguns dos fatores que agravam a vivência de mulheres que se encontram nos territórios rurais está a dificuldade de acesso a projetos educativos e a rede de atendimento especializado, justamente pela distância geográfica dos grandes pólos de serviços que possuem atendimentos voltados para elas”, disse a assistente social.

Nesse mesmo levantamento foi possível outro dado importante, 46% das vítimas já tinham ouvido falar ou conheciam serviços de apoio à mulheres em situação de violência. É no sentido de informar e levar conhecimento a essas mulheres que a SMPM desenvolveu o projeto “Entre margaridas: juntas contra a violência” que tem como objetivo promover ações de enfrentamento à violência de gênero, voltado para mulheres que residem na zona rural de Teresina, como explica a assistente social Suzianne Santos “ No projeto foram desenvolvidos momentos educativos com profissionais da saúde e da assistência social que estão diretamente nos territórios rurais. Além disso, estão sendo realizadas oficinas com as mulheres sobre violência de gênero.” frisa ela.

O Entre Margaridas é um projeto da SMPM com o intuito de promover ações de enfrentamento à violência de gênero, voltado para mulheres que residem na zona rural da capital. O projeto tem como foco principal ampliar o conhecimento de mulheres sobre as desigualdades de gênero e violência.