FMS passa a ofertar atendimento para disfunções na articulação da mandíbula em Teresina

Atendimento para disfunções na articulação da mandíbula (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina passou a oferecer atendimento especializado para Disfunções Temporomandibulares (DTM), condição que afeta a articulação da mandíbula, responsável por movimentos essenciais como falar, mastigar e bocejar. O novo serviço está disponível no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e integra a estratégia de ampliação dos cuidados em saúde bucal no município.

A DTM é uma condição que afeta a articulação da mandíbula, responsável por movimentos essenciais como falar, mastigar e bocejar. Quando essa articulação não funciona corretamente, o paciente pode apresentar sintomas como dor no rosto, dores de cabeça frequentes, estalos ao abrir e fechar a boca, dificuldade para mastigar, travamento da mandíbula e dores próximas ao ouvido, pescoço e ombros.

“Muitas pessoas convivem com esses sintomas por anos sem diagnóstico adequado, acreditando se tratar apenas de dor de cabeça, estresse ou problemas no ouvido. Com a implantação da especialidade de DTM no CEO, os usuários do SUS passam a ter acesso a avaliação especializada, diagnóstico correto e tratamento adequado, de forma gratuita”, explica Dante Oliveira, gerente de saúde bucal da FMS.

Segundo o gerente, o atendimento é voltado principalmente para o controle da dor, melhora da função da mandíbula e orientação ao paciente, utilizando, na maioria dos casos, tratamentos conservadores, sem necessidade de procedimentos cirúrgicos. “O acompanhamento especializado contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes”.

Para ter acesso ao serviço, o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Após avaliação pela equipe de odontologia, se houver necessidade, será feito encaminhamento para o CEO Maria Júlia Chaves, localizado na Av. Barão de Gurgueia.

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase (Foto: Ascom FMS)

A Ponte Estaiada João Isidoro França, até o dia 29 (quinta-feira), estará iluminando Teresina na cor roxa. Esta é uma das ações organizadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase. Durante este período, estão sendo promovidas atividades educativas que buscam informar a população sobre os sinais e sintomas da doença, formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce, fundamental para evitar sequelas e incapacidades físicas.

A programação inclui, no dia 28 de janeiro (quarta-feira), o terceiro Treinamento em Hanseníase Clínica com ênfase na Avaliação de Contatos, voltado para médicos e enfermeiros da Atenção Básica. Além disso, está acontecendo uma mobilização especial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, com palestras educativas, avaliação de contatos de casos acompanhados nos últimos cinco anos, aplicação de testes rápidos, busca ativa de pacientes faltosos e atividades coletivas para avaliação de manchas na pele.

Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS, ressalta que o que é a doença e como ocorre a transmissão. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Ela acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, atingindo com maior frequência braços, mãos, pernas e pés. A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, por meio das vias respiratórias, como fala, tosse ou espirros.”

FMS promove programação alusiva ao mês de conscientização sobre a hanseníase (Foto: Ascom FMS)

Em 2024, Teresina registrou 180 casos na população geral, com taxa de detecção de 19,9 por 100 mil habitantes. Entre menores de 14 anos, foram notificados quatro casos, com taxa de 2,3 por 100 mil habitantes. Já em 2025, contabilizaram-se 178 casos na população geral, com taxa de detecção de 19,6 por 100 mil habitantes, e dois casos na população infantil, correspondendo a uma taxa de 1,16 por 100 mil habitantes. “Mesmo com a redução do número de casos nos últimos anos, a hanseníase segue como um relevante problema de saúde pública, reforçando a necessidade de intensificar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença, em consonância com as metas da Estratégia Global para Eliminação da Hanseníase até 2030”, afirma Walfrido Salmito.

Onde realizar o tratamento em Teresina

No Brasil, o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem realizar o tratamento em domicílio, com acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Para situações mais complexas, a Rede de Atenção à Saúde de Teresina oferece atendimento especializado na Dermatologia do Hospital da Polícia Militar, Hospital Universitário e no Centro Maria Imaculada.

FMS divulga rede de combate ao suicídio em Teresina

FMS divulga rede de combate ao suicídio em Teresina (Foto: Ascom FMS)

Nesta terça-feira (24), a Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Gerência de Saúde Mental, divulgou locais que contribuem com a prevenção e posvenção do suicídio para que pessoas com ideações suicidas e familiares saibam onde buscar tratamento gratuito na capital piauiense. A iniciativa faz parte de um esforço contínuo para fortalecer a rede de cuidados em saúde mental e contribuir para que a população acesse os serviços em momentos de sofrimento psíquico.

Em Teresina, a FMS mantém o PROVIDA, que é um ambulatório especializado no acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio e que fica localizado na Rua Álvaro Mendes, 1557, centro sul, que fica próximo da praça da igreja São Benedito. “O local conta com psicólogos e psiquiatras e atende por demanda espontânea”, afirma Luanna Bueno, gerente de saúde mental.

A gerente explica que, além do PROVIDA, existem 7 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que possuem equipe multiprofissional e acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. “Já em casos de transtornos leves, as pessoas podem buscar as Unidades Básicas de Saúde. Se houver necessidade, na própria Unidade é marcada consulta para psicólogos e psiquiatra, nos ambulatórios”.

Agora, em caso de urgência psiquiátrica, como surto psicótico ou tentativa de suicídio, a população pode acionar o SAMU, por meio do número gratuito 192 ou ir por meios próprios para o Hospital Areolino de Abreu, local que possui psiquiatras 24 horas e é o hospital referência em atendimento de urgência psiquiátrica. Outra opção é se dirigir aos CAPS, se o usuário em crise já for atendido pelo CAPS.

O suicídio é um grave problema de saúde pública, que pode ocorrer por múltiplos fatores. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, que podem ser prevenidos e tratados. Além disso, uma vez informada sobre o tema, a população pode contribuir com a diminuição dos fatores de risco e com o aumento dos fatores de proteção.

“Falar sobre o suicídio é fundamental para a sua prevenção, mas alerto que essa discussão deve ser de forma responsável e útil: não se pode divulgar casos individualizados para não impulsionar outras pessoas a terem a mesma conduta. A Organização Mundial de Saúde recomenda que se fale sobre a importância da saúde mental, que as doenças mentais têm tratamento, além de informar amplamente locais que fornecem ajuda”, finaliza Luanna Bueno.

CAPS AD atende mais de 3 mil pessoas na luta contra o álcool e drogas

CAPS AD atende mais de 3 mil pessoas na luta contra o álcool e drogas (Foto: Ascom FMS)

O consumo constante de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, pode comprometer o funcionamento do cérebro e de outros órgãos, além de representar um risco real à vida. Por isso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS), mantém o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que, nos cinco primeiros meses de 2025, já atendeu 3 mil pessoas em busca de apoio.

A coordenadora do CAPS AD, Elizandra Carvalho, explica como funciona o atendimento: “Qualquer pessoa pode procurar diretamente o Centro. Ao chegar, passa por uma triagem para avaliação do grau de dependência, e, a partir disso, desenvolvemos um projeto terapêutico personalizado. Contamos com uma equipe formada por enfermeiros, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e clínicos gerais. A frequência dos atendimentos varia conforme a necessidade de cada indivíduo.”

Segundo Elizandra, o CAPS AD atua na perspectiva de redução dos danos causados pelo consumo de substâncias psicoativas. “Aqui, trabalhamos para minimizar os prejuízos à saúde decorrentes do uso de álcool e outras drogas, buscando estratégias para reduzir o consumo ou os riscos associados. Se a pessoa expressar o desejo de interromper o uso e alcançar a abstinência, oferecemos total suporte nesse processo também”, finaliza.

Os impactos negativos do uso excessivo de álcool e drogas vão muito além da saúde física, afetando também a vida social e emocional. Além disso, há consequências psicológicas e sociais evidentes. Estudos indicam que o consumo prolongado dessas substâncias aumenta significativamente o risco de transtornos mentais, como depressão, ansiedade e psicoses. No âmbito social, a dependência química pode fragilizar vínculos familiares.

FMS alerta sobre sintomas da Tuberculose e realiza busca ativa de casos da doença

FMS alerta sobre sintomas da Tuberculose (Foto: Ascom FMS)

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, desenvolve programação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), relativa à Semana Nacional de Luta contra a Tuberculose.  As ações são pelo Dia Mundial da Tuberculose celebrado no dia 24. O objetivo é informar à população sobre a doença, realizar busca ativa de casos sintomáticos e iniciar o tratamento de pessoas que forem diagnosticadas.

A chefe do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, Dra. Juliana Raulino, explica que a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões e a transmissão é direta, de pessoa a pessoa, por meio de tosse, fala ou espirro. “O sintoma mais frequente é a tosse (seca ou com catarro), geralmente essa tosse dura mais que três semanas e pode vir associada a febre, emagrecimento e suores noturnos”, explica.

A prevenção da tuberculose tem dois pilares: a vacina BCG, indicada para crianças de 0 a 5 anos, que previne formas graves; e o tratamento da infecção latente, recomendado para quem teve contato com casos de tuberculose, mas não apresenta sintomas da doença no momento. Esse tratamento impede que a bactéria se torne ativa, protegendo a saúde e ajudando a interromper a transmissão.

Fátima Sousa, diretora de  Atenção Básica da FMS, alerta que pessoas com sintomas respiratórios há mais de três semanas, devem procurar uma UBS. “O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede da FMS. Essa doença tem cura e, após 15 dias de tratamento regular, o paciente não transmite a doença. Mas é essencial tratar por pelo menos 6 meses e realizar o acompanhamento mensal pela Equipe de Saúde da Família para garantir a cura”.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA TUBERCULOSE NAS UBS:

Regional Norte:
1.UBS Adelino Matos: 24/03 a 28/03 – Roda de conversa e busca ativa de sintomáticos respiratórios/rastreamento de contatos de TB.
2.UBS Água Mineral: 27/03 – Atividade educativa na sala de espera.
3.UBS Bela Vista: 24/03 a 27/03 – Busca ativa de sintomáticos respiratórios e palestras.
4.UBS Boa Hora: 26/03 – Acolhimento, diálogo, conceito, sintomas, tratamento e prevenção com dinâmica sobre mitos e verdades.
5.UBS Buenos Aires:24/03 – Palestra educativa e 26/03 – Roda de conversa.
6.UBS Cecy Fortes: 26/03 – Palestra educativa, roda de conversa e entrega de folder.
7.UBS Cidade Verde: 27/03 – Roda de conversa.
8.UBS Jacinta I: 27/03 – Palestra sobre tuberculose.
9.UBS Jacinta II: 19/03 – Palestra sobre tuberculose.
10.UBS Karla Ivana: 26/03 – Palestra sobre tuberculose.
11.UBS Mafrense: 25/03 – Roda de conversa.
12.UBS Memorare: 24/03 – Roda de conversa.
13.UBS Mocambinho: 25 e 26/03 – Palestra sobre tuberculose.
14.UBS Nova Teresina: 26/03 – Palestra educativa e painel sobre sinais e sintomas de alerta e 27/03 – Palestra educativa e painel sobre sinais e sintomas de alerta.
15.UBS Parque Brasil: 21/03 – Roda de conversa. 24/03 a 28/03 – Dinâmicas perguntas e respostas sobre tuberculose, busca ativa de sintomáticos respiratórios, palestra sobre a experiência de um usuário e bate-papo sobre tuberculose.
16.UBS Parque Wall Ferraz: 24/03 – Palestra e busca ativa de sintomáticos respiratórios com ACS e 26/03 – Roda de conversa e busca ativa de sintomáticos respiratórios.
17.UBS Poty Velho: 24/03 a 28/03 – Roda de conversa e busca ativa de sintomáticos respiratórios.
18.UBS Real Copagre: 24/03 – Roda de conversa e 25/03 – Palestras sobre tuberculose.

Regional Sudeste:
1.UBS Atalaia: 24/03, das 8 h às 8h30 – Roda de conversa.
2.UBS Alto da Ressurreição: 27/03 – Ciclo de palestras e 28/03 – Panfletagem

Regional Sul:
1.UBS Hugo Prado: 24/03 a 27/03 – Busca ativa de contatos sintomáticos. 27/03 – Palestra e 28/03 – Atendimento de casos sintomáticos.
2.UBS Saci: 24/03 a 31/03 – Busca ativa de contatos sintomáticos e 28/03 – Palestra.
3.UBS Irmã Dulce: 24/03  – Busca ativa de contatos sintomáticos. 25/03 – Orientações sobre tuberculose e 26/03 – Atendimento dos sintomáticos.
4.UBS Parque Piauí:  28/03 – dia D de sensibilização sobre a Tuberculose
5.UBS Três Andares: 24 e 25/03
6.UBS São Pedro: 25/03
7.UBS Nossa Senhora da Paz: 25/03
8.UBS Carolina Silva: 26/03 – roda de conversa

Regional Leste:
1 – Anita Ferraz: 20/03
2 – Cacimba Velha: 20/03
3 – Campestre Norte: 21/03
4 – Cidade Jardim: 20/03
5 – Coroatá: 19/03
6 – Dr. Félix Francisco: 18/03
7 – Dois Irmãos: 28/03
8 – Mama Mia: 27/03
9 – Piçarreira: 27/03
10 – Planalto Ininga: 19/03
11 – Planalto Uruguai: 28/03
12 – Santa Bárbara: 20/03
13 – Santa Isabel: 18/03
14 – Santa Luz: 21/03
15 – Santa Teresa: 20/03
16 – São João: 17/03
17 – Satélite: 24/03
18 – Soinho: 26/03
19 – Taquari: 24/03
20 – Vale do Gavião: 24/03
21 – Vila Bandeirante: 26/03
22 – Vila do Avião: 20/03

FMS abre vagas para tratamento de dependência de cigarro eletrônico

Tratamento de dependência de cigarro eletrônico (Foto: Ascom FMS)

Nesta segunda-feira (10), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, anuncia a abertura de vagas para o tratamento de pessoas viciadas em cigarro eletrônico. Esta iniciativa faz parte do programa de combate ao tabagismo no Hospital do Parque Piauí, também conhecido como Hospital da Criança.

Interessados a partir de 18 anos devem comparecer ao setor de serviço social do hospital até o dia 12 de março. “O tratamento inclui consultas individuais, sessões em grupo e uso de adesivos de nicotina, quando necessário. Este suporte é multidisciplinar e pode durar até um ano, proporcionando acompanhamento contínuo para aqueles que desejam abandonar o hábito de fumar”, explica Nicole Alves, diretora do Hospital do Parque Piauí.

Riscos dos cigarros eletrônicos

Os cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como “vapes”, apresentam sérios riscos à saúde, incluindo câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares, como infarto e hipertensão. Apesar da proibição da venda desses dispositivos no Brasil desde 2009 pela Anvisa, o uso dos vapes tem se tornado comum, especialmente entre os jovens em festas e eventos.

A Anvisa, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 855/2024, ampliou as restrições, proibindo também a fabricação, importação, distribuição, armazenamento, transporte e publicidade dos cigarros eletrônicos. O uso desses dispositivos é proibido em espaços fechados, públicos ou privados, com penalidades para quem desrespeitar a lei.

FMS realiza campanha de conscientização para diagnóstico precoce da Hanseníase

 

Janeiro Roxo, campanha mundial de incentivo ao diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase

Uma mancha na pele que não doi, não coça, não arde, não incomoda pode ser perigosa e sinal de hanseníase. A informação é divulgada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, durante o Janeiro Roxo, campanha mundial que busca incentivo ao diagnóstico e ao tratamento precoce dessa doença infectocontagiosa e que também pretende combater o preconceito. Ações educativas estão sendo realizadas, além de busca ativa em Hanseníase, durante todo o mês.

Dia 20, a FMS realiza workshop de formação para Agentes Comunitários de Saúde, na Coordenadoria Regional Leste/CMEI Jorge Amado, manhã e tarde. De 20 a 31 de janeiro serão realizadas avaliações de contatos domiciliares de Hanseníase e busca ativa nos seguintes locais: Coordenadoria de Saúde Sul: UBS Irmã Dulce, UBS Nossa Senhora da Paz, UBS São Pedro/Francisco Soares Filho, UBS Santa Clara/Virginia Castelo Branco, Coordenadoria de Saúde Leste: UBS Santa Bárbara/Onesima Nascimento, UBS Planalto Ininga, Coordenadoria de Saúde Norte e Coordenadoria de Saúde Sudeste.

“A hanseníase afeta os nervos e se manifesta por meio de lesões na pele. Entre as complicações da doença, uma pessoa pode ter, por exemplo, problemas de visão e apresentar lesões físicas”, explica Svetlana Coelho, membro do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

Ela explica ainda que a transmissão pode acontecer por gotículas que o paciente, sem tratamento, elimina quando respira, fala, tosse ou espirra. “Os familiares por terem um contato prolongado e íntimo com uma pessoa doente não protegida tem o maior risco de adoecer. É por isso que a FMS realiza periodicamente a vigilância dos contatos, o que significa avaliar as pessoas que convivem com quem tem a doença”, finaliza.

A FMS intensifica as ações de combate à doença em janeiro, mas o trabalho de vigilância acontece durante todo o ano. Em caso de suspeita de mancha, a recomendação é de que a pessoa se dirija à uma das 92 Unidades Básicas de Saúde de Teresina, para ser avaliada e receber o tratamento médico adequado.

Oito Unidades Básicas de Saúde de Teresina realizam tratamento para pessoas pararem de fumar

Teresina tem oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) que fazem parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT): UBS Santa Luz, UBS Vila Bandeirante, UBS Buenos Aires, UBS Parque Flamboyante, UBS Todos os Santos, UBS Irmã Dulce, UBS Esplanada e UBS Alegria.

“Aquele usuário que manifesta o desejo de parar de fumar pode ir direto a umas das unidades que fazem parte do Programa Nacional de Controle ao Tabagismo e também podem se informar com a equipe de saúde da família da própria unidade onde ele já é atendido”, afirma Natália Guerreiro, gerente de ações estratégicas da FMS.

O PNCT se destaca na articulação para implementação principalmente da educação, comunicação, treinamento e conscientização do público; medidas de redução de demanda relativas à dependência e ao abandono do tabaco. Além disso, por meio de seu trabalho em rede, cria uma capilaridade que contribui na promoção e no fortalecimento de um ambiente favorável à implementação de todas as medidas e diretrizes de controle do tabaco no país, ainda que não estejam diretamente sob a governabilidade do setor saúde.

O uso do tabaco passou a ser identificado como fator de risco para uma série de doenças a partir da década de 1950. No Brasil, na década de 1970, começaram a surgir movimentos de controle do tabagismo liderados por profissionais de saúde e sociedades médicas. A atuação governamental, no nível federal, começou a institucionalizar-se em 1985 com a constituição do Grupo Assessor para o Controle do Tabagismo no Brasil e, em 1986, com a criação do Programa Nacional de Combate ao Fumo.

FMS treina servidores de outros municípios para tratamento contra tabagismo

Profissionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) participaram esta semana da oficina estadual para capacitar profissionais da atenção primária no manejo clínico do Tratamento do Tabagismo. O treinamento foi para servidores de 31 municípios da região entre rios.

Durante o treinamento foi exposto aos presentes o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas do tratamento do tabagismo utilizado no Programa de Controle do Tabagismo do hospital municipal do Parque Piauí, além apresentar a operacionalização do programa em Teresina. A equipe da FMS que coordena o programa foi convidada para apresentar a experiência exitosa da capital no tratamento do tabagismo com objetivo de ampliar a oferta para outras unidades de saúde da capital e demais municípios do estado, explica Alba Valéria, coordenadora do programa de Teresina.

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo se destaca na articulação para implementação principalmente de educação, comunicação, treinamento e conscientização do público além de medidas de redução de demanda relativas à dependência e ao abandono do tabaco. Em Teresina, o Programa Municipal de Controle do Tabagismo existe desde 2010 e funciona no Hospital da Criança, no Parque Piauí. De acordo com dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS), 860 pessoas já participaram do programa, com uma taxa de cessação do tabagismo de cerca de 60%.

As reuniões do programa acontecem às quintas-feiras nos turnos da manhã de 08:00h às 10:00h e a tarde de 15:00hs às 17:00hs, em uma sala do Centro Social Urbano do Parque Piauí-CSU, que fica ao lado do hospital. Os interessados em ingressar no tratamento devem procurar a sala do serviço social do Hospital Municipal da Criança, de segunda a sexta-feira das 7h às 22h. Podem ainda fazer contato por telefone pelo número 3220-5939.

O treinamento realizado beneficiou os municípios que fazem parte da região do entre rios : Agricolândia,Água Branca,Alto Longá,Altos,Amarante,Angical do Piauí,Barro Duro,Beneditinos,Coivaras,Curralinhos,Demerval Lobão,Hugo Napoleão,Jardim do Mulato,José de Freitas,Lagoinha do Piauí,Lagoa Alegre,Lagoa do Piauí,Miguel Alves,Miguel Leão,Monsenhor Gil,Olho D’Água do Piauí,Palmeirais,Passagem Franca do Piauí,Pau D’Arco do Piauí,Regeneração,Santo Antônio dos Milagres,São Gonçalo do Piauí,São Pedro do Piauí,Teresina,União.

Visita ampliada beneficia familiares e pacientes do HUT

No Hospital de Urgência de Teresina (HUT), unidade assistencial da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da administração indireta da Prefeitura de Teresina, as visitas ampliadas beneficiam familiares e pacientes de longa permanência.

Diferente da visita social, na modalidade ampliada há uma flexibilização do horário e da quantidade de pessoas, adequando no
que for possível dentro das possibilidades do paciente, acompanhadas por uma equipe multiprofissional envolvendo médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e maqueiros.

A atividade monitorada inclui passeios terapêuticos na área externa da unidade, para sair dos leitos, os pacientes passam por uma avaliação, onde são liberados de acordo com condições clínicas e seguidos os protocolos de segurança.

Paulo Ferreira pode usufruir do benefício, internado para tratar um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) a cerca de 53 dias, em função da visita ampliada o paciente recebeu o carinho e a companhia das três filhas, esposa, irmão e cunhada, além de apreciar o por do sol nos espaços abertos, praças do HUT.

A medida que faz parte da Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde, contribui com a redução do seu medo, estresse e ansiedade.

“A presença da família faz parte do processo terapêutico para a melhora da aderência ao tratamento e enfrentamento adequado”, como explica a Assistente Social, Alba Valéria.

O fisioterapeuta Mayco Farley fala sobre essa medida.

“Essa prática faz bem à saúde e auxilia na reabilitação do paciente”, enfatiza.

O projeto recebe o apoio das coordenações do HUT, bem como do Grupo de Trabalho em Humanização (GTH) e do Serviço Social que não mede esforços para garantir os direitos de cada usuário SUS. Para além da intermediação do contato, a missão diária é tornar o ambiente hospitalar mais humano e acelerar o processo de cura.