HUT e CRMFT discutem acolhimento e encaminhamento de mulheres vítimas de violência

HUT e CRMFT discutem acolhimento à mulheres vítimas de violência (Foto: Ascom HUT)

As gerentes do Serviço Social e Psicologia do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), receberam nesta terça-feira (18), representantes do Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência “Francisca Trindade” (CRMFT). Durante o encontro, foi discutido entre os dois órgãos, as formas de acolhimento e encaminhamento da mulher vítima violência, para o CRMFT que oferece atendimento psicossocial, orientação e encaminhamentos jurídicos necessários.

No HUT, quando uma mulher vítima de violência é atendida, qualquer profissional da equipe multiprofissional pode comunicar o setor de serviço social que fará o acolhimento e orientações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher em situação de violência para que estas possam acessar seus direitos, quando for desejo da paciente, explica Alba Valéria, gerente do setor de serviço social do hospital.

“A visita dos técnicos da CRMFT foi muito positiva porque este diálogo sobre a dinâmica de funcionamento e serviços oferecidos pelo Centro possibilita que a equipe do serviço social do HUT possa encaminhar, da melhor forma, as mulheres que necessitam de apoio deste serviço. A parceria já existia, mas está sendo fortalecida para que os esforços sejam somados e as mulheres entendam que não estão sozinhas e que podem romper o ciclo da violência com ajuda do poder público”, explica a gerente.

Em Teresina existem dois centros públicos de referência para atendimento à mulher vítima de violência. Tem o Centro de Referência Esperança Garcia, que fica na Casa da Mulher Brasileira, Endereço: Av. Roraima, 2563 com atendimento 24 horas e administrado pela Prefeitura de Teresina. Já o Centro Francisca Trindade é estadual e fica localizado no Centro Social Urbano do bairro Buenos Aires, zona norte de Teresina, na Rua Crisipio Aguiar.

SMPM recebe visita da Defensoria Pública do Piauí

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, recebeu hoje (11) a visita da Defensoria Pública do Piauí, que teve como ponto principal o alinhamento dos serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica em Teresina, visto que o funcionamento do Centro de Esperança Garcia está acontecendo na sede da SMPM.

As defensoras públicas visitaram o espaço que compõe o núcleo técnico temporário, que vem executando o atendimento do Centro de Referência Esperança Garcia. A assistente social da Defensoria Pública, Mauricema Holanda, explicou o motivo da visita ao local. “A necessidade partiu depois da mudança do endereço do Centro de Referência Esperança Garcia, o CREG, para que pudéssemos alinhar a forma de encaminhamento dessas mulheres que necessitam desses serviços.”, explicou ela.


A secretária da SMPM Karla Berger detalhou a importância do alinhamento entre os órgãos que compõem a rede de atendimento à mulher em situação de violência. “É importante termos essa conexão entre os órgãos para potencializar ainda mais o nosso atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, não só com a Defensoria Pública, mas com toda a rede que mantém esse atendimento especializado e extremamente importante de combate a violência contra a mulher em Teresina. Importante também ressaltarmos que o funcionamento do CREG continua acontecendo aqui na sede da SMPM, sem interrupções.”, completou ela.


O atendimento do Centro de Referência Esperança está acontecendo de forma efetiva e sem interrupções das 07h30 às 17h00 na sede da SMPM, Rua Agripino Maranhão 235 – Noivos.

Prefeitura de Teresina realizou 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no primeiro semestre deste ano

Sede do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) (Foto: Ascom/SMPM)

Entre janeiro a junho de 2023, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

Roberta explica que o espaço conta com estratégias de alcance nas redes sociais e divulgação nos eventos e ações da Secretaria da Mulher para maior alcance do espaço. Mensalmente são realizados ciclos de divulgações nas comunidades urbanas e rurais para fazer com que mais mulheres sejam alcançadas e encontrem a rede de atendimento. Em junho, a SMPM desenvolveu o projeto “Entre Margaridas”, uma iniciativa de combate às violências nas comunidades rurais do município.

“É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta. “Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Secretaria da Mulher orienta mulheres sobre o ciclo da violência doméstica

 

 

Centro de Referência Esperança Garcia (Creg). Foto (Ascom/SMPM).

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM), oferece atendimento jurídico, psicológico e social às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), também realiza ações de prevenção e conscientização sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de enfrentamento à violência.

Uma das informações que o Creg busca difundir é sobre o ciclo da violência doméstica, um padrão de comportamento dos agressores que se repete constantemente e dificulta a saída das vítimas da relação abusiva. De acordo com a secretária Karla Berger, esse fenômeno acontece em três fases e a cada novo recomeço pode ser mais intenso e agressivo.

“No começo há a construção das tensões, quando o agressor mostra-se tenso e irritado por motivos banais, faz ameaças, humilhações e ofensas verbais à vítima”, explica Karla. “Depois, há a explosão da violência, quando o agressor perde o controle e parte para a agressão física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial contra a mulher”, detalha a secretária. “E por fim, há o arrependimento e comportamento carinhoso: o agressor pede perdão, promete mudar, demonstra afeto e atenção à vítima. A mulher se sente aliviada, esperançosa e responsável pelo bem-estar do agressor”, finaliza.

No entanto, Karla alerta que esse ciclo se repete cada vez mais rápido e com maior intensidade, gerando um círculo vicioso que aprisiona a mulher na relação abusiva. Por isso, é importante que as mulheres reconheçam os sinais de violência e busquem ajuda para romper esse ciclo.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora do espaço, Roberta Mara, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância das pessoas poderem ajudar as mulheres em situação de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, destaca Roberta.

 

 

21 Dias de Ativismo: SMPM realiza panfletagem sobre violência doméstica em órgãos municipais

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), realizou nesta quarta-feira (30) uma panfletagem sobre a violência doméstica em órgãos públicos municipais e no centro da capital. A ação, que é parte da campanha dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, teve o objetivo de levar até a população informações a respeito dos canais de denúncia e dos serviços oferecidos pela SMPM para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fotos: Ascom SMPM

A secretária da SMPM, Gabriela Rodrigues, destacou a importância da ação e da luta conjunta pelo fim da violência doméstica.

“Foi uma manhã muito importante onde pudemos aumentar o alcance do acesso a informação desses serviços, tanto para as mulheres, que porventura estejam passando por uma situação de violência, como para todo o restante da sociedade, considerando que é uma questão de saúde pública. É uma responsabilidade de toda a sociedade nos envolvermos e nos engajarmos pelo fim da violência contra a mulher”, enfatizou a secretária.

O assessor técnico da SMPM, Marcos Paulo, também esteve presente na ação e reforçou a necessidade de ações que levem informações objetivas à população de Teresina.

“A gente sabe que muitas vezes algumas mulheres ainda não têm conhecimento do serviço ofertado pela prefeitura. Então a gente procura fazer esse corpo a corpo mesmo de uma panfletagem, de ir conversando, explicando quais são os serviços, dando orientações. Estamos lá, estamos na rua e chegando próximo a população que precisa”, explica Marcos Paulo.

A SMPM visitou e distribuiu panfletos em onze órgãos municipais, além do Shopping da Cidade, durante toda a manhã.

SMPM alerta para importância de uma rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, alerta para a importância do amparo e acolhimento das vítimas de violência doméstica. Nas últimas semanas dois casos de feminicído e de tentativa de feminicídio em Teresina chamaram atenção.

Em busca de evitar o surgimento de novos casos na cidade a SMPM investe no fortalecimento da divulgação de informações, no atendimento psicológico das mulheres em situação de vulnerabilidade e na capacitação profissional delas em busca da independência financeira. A Secretaria Municipal destaca que o órgão além de fortalecer o acesso das mulheres a informação, também oferece uma rede de proteção para a mulher que busca pelos serviços. “É lamentável que casos como esses ainda ocorram com tanta frequência na nossa cidade. Nós observamos esses casos com muita atenção e preocupação.

Uma das atuações da SMPM é fortalecer a informação, divulgar os direitos das mulheres e todos os serviços aos quais elas tem acesso.”, enfatizou a secretária.

O medo de não conseguir quebrar o ciclo de violência no qual está inserida, a dependência financeira ou emocional do parceiro, a vergonha por se sentir exposta ou a crença na melhora do companheiro são apenas alguns dos motivos que impedem que centenas de mulheres busquem ajuda. Nesse sentido, a rede de proteção que se forma em torno da vítima é um dos pilares no processo de recuperação e de denúncia do agressor.

“Nós atuamos em conjunto também com a rede de enfrentamento e prevenção a violência contra a mulher para que cada vez mais essa rede seja fortalecida entre todos os organismos envolvidos, sempre priorizando a vítima que enfrenta a violência doméstica.”, explica a secretaria municipal Gabriela Rodrigues.

Procure o Creg

Mulheres em situação de violência podem procurar o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG). O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.
As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

Prefeitura de Teresina disponibiliza atendimento social, jurídico e psicológico para mulheres em situação de violência

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, através da Prefeitura Municipal de Teresina, disponibiliza o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG). O local é um espaço para acolher e garantir que as mulheres possam romper o ciclo da violência dentro de casa, no ambiente de trabalho ou outras violências cometidas contra mulheres. Em 2021, o serviço atendeu 280 mulheres na capital.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.
Através de parcerias, o serviço tem buscado ampliar seu alcance. Em tratativas com o  Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), foi pensando uma parceria, inicialmente, entre o TJ-PI e o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg) para a criação de um novo serviço, um plantão de atendimento 24h para mulheres.

Um fator indispensável para que se alcance a igualdade de gênero é a intervenção socioeducativa nos diversos segmentos da sociedade. A coordenadora do CREG, Roberta Mara, destaca que é necessário que a própria população se engaje em denunciar e acolher a mulher que está em situação de violência, principalmente aquelas que residem longe dos serviços de acolhimento, nas zonas rurais e mais afastadas do Centro.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, conta Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade para nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

Dentro do CREG, os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção.

Onde encontrar o CREG?
Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00. (86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Secretaria da Mulher disponibiliza atendimento psicológico para mulheres em situação de violência

O Diagnóstico sobre a situação da violência contra a mulher em Teresina, produzido em 2018 pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), apontou que 46,7% das mulheres que passaram por violência na capital desenvolveram algum tipo de transtorno mental. Por fatores culturais, as mulheres são as mais afetadas por estes transtornos – um problema que foi ainda mais agravado, em decorrência da pandemia, onde se observou o expressivo aumento dos casos de violência doméstica.

O Brasil, atualmente, é o país com a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade do mundo e o 2° em casos de depressão. No Brasil, no primeiro mês do ano, é desenvolvido a campanha Janeiro Branco, que busca chamar a atenção para o tema da saúde mental na vida das pessoas. O mês de janeiro foi escolhido porque é neste mês que as pessoas estão mais focadas em resoluções e metas para o ano.

A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, possui o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina,com idade de 18 a 59 anos. No local, é oferecido assistência psicológica para que a mulher possa romper o ciclo da violência – além da assistência jurídica e social.

De acordo com Joseli Barbosa, psicóloga de referência da SMPM, em relação às mulheres que sofrem violência doméstica, muitas chegam fragilizadas para o atendimento. Isso porque, muitas estão/estiveram repetidas vezes dentro do ciclo de violência – principalmente por não reconhecerem a violência psicológica como uma agressão.

“Com essas mulheres é necessário estabelecer ainda mais um vínculo de confiança, pois muitas delas querem apenas desabafar e relatam medo de denunciar, sendo necessário mais de um encontro para convencê-las a procurar a ajuda”, explica a psicóloga.

Onde encontrar o Creg?

R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
(86) 3233-3798 / 99416-9451

O atendimento às mulheres também está disponível nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS):

CAPS Leste
Rua Visconde da Parnaíba, 2435 – Horto Florestal. Fone 3216-3967

CAPS Norte
Rua Presidente Lincoln, 2978 – São Joaquim. Fone 3213-2080

CAPS Sudeste
Rua Poncion Caldas – Bairro Colorado / Loteamento Parque Sol. Renascença (ao lado da UBS Redonda). Fones: 3236-8747 / 3234-2506

Secretaria da Mulher firma parceria com Instituto Avon para abrigamento de mulheres em situação de violência

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) firmou parceria com o Instituto Avon (IA) junto ao Programa Acolhe, que prevê o acolhimento temporário de mulheres e meninas em situação de violência doméstica em Teresina. A iniciativa é mantida pelo Fundo de Investimento Social pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Meninas, criado pelo IA e pela rede de hotéis Accor.

De acordo com a secretária-executiva da SMPM, Marcela Portela, a principal atuação do programa é reduzir os impactos da violência contra as mulheres, apoiando os serviços públicos de abrigamento e proteção. Em Teresina, a SMPM através do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg), torna-se porta de entrada para as mulheres em situação de violência.

“A mulher em risco passa pela triagem e avaliação no nosso serviço de referência”, explica Marcela. “Mulheres sem abrigamente, recebem hospedagem, alimentação, serviço jurídico e psicológico através do Programa Acolhe por 15 dias”, destaca a secretária-executiva.

No local, as mulheres podem se acomodar juntamente com seus filhos que sejam menores de 18 anos. Ainda conforme Marcela Portela, o projeto vem agregar a construção ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Mulher no que diz respeito ao enfrentamento das violências.

“Nós buscamos esse diálogo com o Instituto Avon para poder somar forças com as parcerias e o serviço que já oferecemos através da Secretaria da Mulher”, ressalta a secretária. “Foi uma iniciativa que tomamos e vem se tornando positiva nas reuniões que já tivemos com os responsáveis pelo Programa Acolhe”, finaliza Marcela.

Psicóloga da SMPM destaca benefícios da escuta qualificada para saúde mental de mulheres em situação de violência

Dentro do ciclo de violência doméstica ou de gênero, muitas mulheres acabam não conseguindo romper o contato com o agressor por não terem como manifestar a violência ou comunicar à família e pessoas próximas sobre as agressões vividas. Nesse sentido, um dos processos para poder acolher a mulher em situação de violência é a escuta qualificada.

De acordo com Joseli Barbosa, psicóloga da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), o ato é uma escuta empática para compreender o sofrimento de forma cuidadosa e sem julgamentos. Segundo a psicóloga, a escuta é fundamental para a saúde mental das mulheres, seja para aquelas que sofrem algum tipo de violência, quanto para aquelas que vivem duplas jornadas de trabalho, afazeres domésticos, maternidade e outros fatores que afetam diretamente a vida do gênero feminino.

“Ouço muitos relatos e percebo que muitas querem apenas alguém para ouvi-las, um momento só delas, alguém que as acolham e compreenda sem julgamentos”, destaca a profissional, que realiza escutas especializadas para as mulheres atendidas nos três Serviços Florescer, coordenado pela SMPM. “A escuta, é um diálogo com essas mulheres que trazem diferentes demandas, desde os vários tipos de violências e abusos, até outros sofrimentos mentais como depressão e ansiedade provocadas por fatores econômicos e financeiros”, ressalta.

Apesar dos benefícios e impactos positivos na vida das mulheres, a escuta psicológica não substitui a terapia, tendo em vista que é uma intervenção de acolhimento, dando a possibilidade de quem a procura de ser ouvida e acolhida. Porém, existem algumas limitações na escuta, devido ela não se configurar como psicoterapia. Em casos que precisem tratamento mais intenso, as mulheres são aconselhadas e encorajadas a realizarem os encaminhamentos para o tratamento psicológico pelos órgãos da saúde do município.

Joseli destaca que em relação às mulheres que sofrem violência doméstica, muitas chegam fragilizadas para o atendimento. Isso porque, muitas estão/estiveram repetidas vezes dentro do ciclo de violência – principalmente por não reconhecem a violência psicológica como uma agressão. “Com essas mulheres é necessário estabelecer ainda mais um vínculo de confiança, pois muitas delas querem apenas desabafar e relatam medo de denunciar, sendo necessário mais de um encontro para convence-las a procurar a ajuda”, explica a psicóloga.

Procure o Creg

Além dos serviços especializados em saúde mental, é fundamental o acompanhamento fornecido por serviços especializados da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de violência, como o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que contribuem no enfrentamento à situação de violência e fortalecimento da autonomia dessas mulheres.

O serviço atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha. Este atendimento visa a sua proteção e contribui para o empoderamento da mulher.

Onde nos encontrar?

R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
(86) 3233-3798 / 99416-9451

Foto: Divulgação (SMPM)