SMPM realiza encontro para discutir os 10 Anos da Lei Contra Feminicídios: Avanços, Desafios e a Rede de Proteção

10 Anos da Lei Contra Feminicídios (Foto: Ascom SMPM)

Nesta segunda-feira (17), a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), realizou um encontro para discutir os 10 anos da Lei do Feminicídio. A Secretária Rosa Neide, representantes de diversas instituições, mulheres da comunidade e membros do Conselho Municipal de Mulheres debateram os avanços e os desafios persistentes no enfrentamento da violência contra as mulheres.

A mesa de debate contou com a presença de importantes palestrantes, como a Dra. Rossana Marinho (UFPI), Dra. Eugênia Villa (SSP-PI) e Ma. Lara Danuta (CEPRO/SEPLAN e Instituto Ayabás), que trouxeram contribuições valiosas sobre a temática.

Rede de Proteção e Avanços

O debate, apontou a importância da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, que tem se fortalecido nos últimos anos, especialmente com a consolidação das políticas públicas. O papel das delegacias especializadas, as casas abrigo e os centros de atendimento às mulheres vítimas de agressões foram destacados como elementos essenciais para garantir a segurança e o acolhimento das vítimas.

Rossana Marinho, abordou a importância do trabalho conjunto entre as instituições de justiça e as organizações da sociedade civil, afirmando que, “embora o sistema de proteção tenha evoluído significativamente, há uma necessidade constante de articulação para garantir que a rede de atendimento seja eficaz, acessível e sensível às diferentes realidades das mulheres”.

10 Anos da Lei Contra Feminicídios (Foto: Ascom SMPM)

Aspectos Conceituais e Raciais dos Feminicídios

A discussão também trouxe à tona a questão racial, um aspecto crucial para entender as especificidades dos feminicídios no Brasil. A Ma. Lara Danuta, do Instituto Ayabás, sublinhou que “as mulheres negras, além de enfrentarem a violência de gênero, estão expostas a uma violência racial exacerbada, o que torna sua experiência de opressão ainda mais complexa”.

As palestrantes enfatizaram que, ao longo desses 10 anos de luta contra os feminicídios, é preciso considerar que, muitas vezes, as vítimas negras recebem menos atenção da mídia, das autoridades e da sociedade em geral. Isso reflete a necessidade de uma análise interseccional, que leve em conta as múltiplas formas de discriminação que as mulheres enfrentam.

10 Anos da Lei Contra Feminicídios (Foto: Ascom SMPM)

Desafios e a luta contínua

Apesar dos avanços significativos nos últimos dez anos, os desafios permanecem. A delegada, Eugênia Villa, diretora de Avaliação de Riscos da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, apontou que, embora a lei tenha sido um marco, ainda há muitos obstáculos no sistema de justiça, como a falta de capacitação adequada de profissionais que lidam com casos de feminicídios e a morosidade do processo judicial.

“A conscientização e a educação continuam sendo temas essenciais para a prevenção da violência. A discussão sobre os feminicídios não pode ser apenas uma reação, mas também uma prevenção, o que demanda um trabalho contínuo nas escolas, nas comunidades e dentro da família”, refletiu a delegada.

Os 10 anos da Lei do Feminicídio são um marco na luta pela igualdade de gênero e pela proteção das mulheres, mas os avanços conquistados não podem ser motivo para baixar a guarda. O evento foi uma oportunidade valiosa para refletir sobre os progressos feitos, as questões ainda em aberto e as estratégias necessárias para que as políticas públicas e a sociedade em geral possam garantir, de fato, a proteção das mulheres e o fim da violência de gênero.

A luta continua, e cada discussão, cada ação e cada voz levantada é um passo fundamental rumo a uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres.

Teresina registra dois óbitos por Covid-19 e 209 casos confirmados da doença

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou no sistema a morte de mais duas pessoas vítimas da Covid-19 em Teresina, nesta quarta-feira (4). Houve ainda 209 novos casos confirmados da doença. Desde o início da pandemia, no mês de março, até agora, a capital piauiense contabiliza o total de 1.118 óbitos.

Os dados apontam ainda 38.652 infectados pelo novo Coronavírus e 15.215 recuperados da Covid-19. Os óbitos registrados datam de 25 de outubro e 4 de novembro. Foram de duas mulheres com 56 e 81 anos. As duas não tinham doenças pré-existentes.

Os órgãos de saúde recomendam várias medidas para evitar a propagação da COVID-19: lavar as mãos com frequência, usando sabão e água ou álcool em gel; manter uma distância segura das pessoas; usar máscara em locais públicos; não tocar nos olhos, nariz ou boca.; cobrir o nariz e boca com o braço dobrado ou um lenço ao tossir ou espirrar; ficar em casa se estiver indisposto e procurar atendimento médico ao apresentar qualquer sintoma de síndrome gripal.

Relatório destaca que acidentes de motos representam 85% dos atendimentos do HUT

Os acidentes no trânsito matam cerca de 1,25 milhão de pessoas por ano no mundo todo segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Em Teresina, dados do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) revelam que, este ano, de janeiro a setembro, 6.280 pessoas foram atendidas na Unidade de Saúde vítimas de acidente de trânsito e, desse total, 5.549 sofreram acidentes de motocicleta.

De acordo com diretor do HUT, Rodrigo Martins, os números revelam a violência que é praticada no trânsito. “As estatísticas nos mostram o quanto é alto o número de acidentes de trânsito na nossa capital. De janeiro a setembro deste ano, 5.449 pessoas deram entrada no HUT em consequência de acidentes com motocicleta. Tivemos também 220 pessoas atendidas por acidentes com carro e 446 atropelamentos, o que nos mostra a necessidade de atitudes mais preventivas no trânsito pelos cidadãos”, afirma.

O diretor informa ainda que, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 5.077 atendimentos de acidentes por motocicleta no HUT, sendo 4.772 de pessoas do Piauí, 293 do Maranhão e 12 de outros estados. “Só de Teresina, atendemos 3.486 pessoas acidentadas de moto. Desse total de atendimentos realizados no HUT nesse período em decorrência dos acidentes com motos, tivemos 2.158 internações, 1.780 procedimentos cirúrgicos e 378 procedimentos clínicos. Temos certeza que a maior parte desses acidentes poderia ser evitada ou ter sua gravidade reduzida se as pessoas tivessem atitudes mais responsáveis e preventivas no trânsito”, ressaltou.

O relatório do HUT revela também que, no período de janeiro a agosto, foram 3.963 homens vitimados por acidentes de motocicleta e 1.114 mulheres. Quanto à faixa etária, nesse mesmo período, foram 100 casos de acidentes de moto com crianças de 0 a 10 anos, 754 entre adolescentes e jovens de 11 a 20 anos; 2.898 casos com pessoas entre 21 a 40 anos; 1.125 acidentes com adultos entre 41 a 60 anos; 199 casos envolvendo idosos entre 61 e 80 anos. “Precisamos estar cada vez mais atentos aos perigos no trânsito, bem como aos outros riscos à saúde do cidadão”, destacou Rodrigo Martins.

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

Para chamar atenção do elevado número de acidentes de trânsito, foi instituído o Dia Nacional do Trânsito, lembrado nesta sexta-feira, 25 de setembro, e que, neste ano, tem como tema “Perceba o risco, proteja a vida”. A ideia é ressaltar a necessidade de preservar vidas, por meio de ações de conscientização voltadas para educação, engenharia e fiscalização de trânsito, seguindo as recomendações contidas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS), uma vez que os acidentes no trânsito constituem uma das maiores causas de mortes no mundo.

Para Samyra Motta, gerente de Educação no Trânsito da Strans, as ações educativas são essenciais para despertar a reflexão e o comportamento mais defensivo no trânsito. “A maioria dos acidentes é causada por falhas humanas, seja por excesso de velocidade, uso do celular, estar sob efeito de bebidas alcoólicas enquanto dirige, ou falta de uso do cinto de segurança e capacete. Portanto, a junção de ações educativas com trabalhos de fiscalização e sinalização viária são indispensáveis para garantir a segurança de condutores e pedestres, e é esse trabalho que a Strans vem realizando na nossa capital”, destaca a gerente.

Atendimento às vítimas de acidentes de trânsito cresce 20% no HUT

O Hospital de Urgência de Teresina registrou aumento de 20% na entrada de vítimas de acidentes de trânsito em julho de 2020. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4) e apontam ainda que, a cada dez pessoas acidentadas, oito delas estavam em motocicletas.

O levantamento encaminhado pelo Setor de Estatística do HUT compara a primeira e a última semana do mês passado. No período de 29 de junho a 5 de julho, foram atendidas 146 vítimas de acidentes de trânsito. Já entre 27 de julho e 2 de agosto, foram 175 acidentados. Ao contabilizar todos os registros de acidentes no mês de julho, deram entrada no HUT, 783 pessoas, 88% delas estavam em motos.

Os números preocupam a unidade de saúde, já que a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está acima de 90%. “Com a possibilidade de mais pessoas circulando, teremos um aumento de vítimas de acidentes de trânsito. Em tempos de Covid, diminuir essa taxa de ocupação tem sido um desafio”, explicou o diretor geral do HUT, Rodrigo Martins.

Preocupada com esse cenário, a Prefeitura de Teresina tem adotado a retomada gradual das atividades para não comprometer as estratégias implementadas no enfrentamento à Covid-19. “Precisamos manter o alerta para que o cidadão evite relaxar nas medidas de proteção. Se precisar sair de casa, utilizar os itens de segurança, como máscara, capacete e cinto de segurança”, reforçou Rodrigo.

Painel epidemiológico registra 354 novos casos de Covid-19 em Teresina

Teresina registrou na última sexta-feira (17) 354 novos casos de Covid-19 e 11 óbitos pela doença, dos quais seis ocorreram ontem. Os dados são do Painel Epidemiológico da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que contabiliza agora 13.346 casos e 586 mortes desde a chegada da pandemia na cidade.

Dentre os novos óbitos registrados, estavam sete homens e quatro mulheres, com idade entre 46 e 84 anos. Nove deles apresentavam alguma comorbidade, como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças pulmonares. Cinco deles eram moradores da zona Sul, quatro residiam na zona Norte, um na zona Leste e um na zona Sudeste.

O painel registrou ainda 2.715 pessoas recuperadas desde o início da pandemia. Integram o grupo dos recuperados aquelas pessoas com Covid-19 que tiveram alta após atendimento na rede hospitalar e também as que estavam com quadro leve da doença e fizeram o tratamento em casa.

A Prefeitura de Teresina tem trabalhado para reduzir os números da Covid-19 no município, e para isso mantém abertos todos os serviços da linha de frente de combate à doença mesmo aos fins de semana.

As 26 Unidades Básicas de Saúde destacadas para o atendimento de síndrome gripal seguem abertas aos sábados e domingos, das 7h às 19h. Nesses locais, o paciente com sintomas gripais recebe todos os atendimentos necessários. A equipe de saúde avalia o caso e toma a conduta adequada, que pode envolver orientação médica, prescrição de medicamentos, indicação de isolamento domiciliar ou mesmo encaminhamento para hospitais ou UPAS, em casos mais graves.

 

Teresina registra mais 14 óbitos por Covid-19 e 123 novos casos da doença

Teresina registrou mais 14 óbitos por Covid-19, que ocorreram em dias anteriores, desde o dia 10 de julho e que só foram contabilizados no sistema nesta segunda-feira (13). Houve também registro de 123 novos casos confirmados da doença. Agora, o município possui um total de 527 mortes e 12.120 infectados pelo novo coronavírus. Os dados foram atualizados pelo Centro de Operações Emergenciais (COE) da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Do total de 14 óbitos registrados, 8 eram do sexo feminino e 13 tinham doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardíaca e pulmonar. A idade das vítimas variou entre 48 e 96 anos de idade. A FMS computou ainda que essas pessoas residiam nos bairros Satélite, Santo Antônio, Monte Castelo, Lourival Parente, Ininga, Parque Brasil, Santana, São Joaquim, Esplanada, Cacimba Velha, Primavera e Parque Piauí.

A diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, lamenta os óbitos e alerta que, segundo a literatura científica mundial, é grande a quantidade de pessoas com coronavírus que não apresentam sintomas. “Mesmo assim, a pessoa está infectada e é transmissora do vírus. Por isso, é preciso considerar que todos estão infectados e adotar rigorosamente as medidas de prevenção”.

Teresina registra mais 7 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou a morte de 7 pessoas vítimas da Covid-19 em Teresina nas últimas 24 horas. Houve ainda mais 13 óbitos ocorridos em dias anteriores, desde o dia 22 de junho, e que só foram computados no sistema nesta terça-feira (30). Agora, o município registra o total de 389 mortes e 8.294 casos confirmados da doença.

A coordenadora da Comissão de Operações em Emergência da FMS, Wesllany Santana, explica que o Laboratório Lacen, ligado ao Governo do Estado, teve problema pontual para entregar o resultado dos exames da Covid-19 e que isso foi um dos fatores que contribuiu para acumular a quantidade de óbitos e de casos confirmados, atrasando o registro dos dados no sistema.

Em relação aos 20 óbitos registrados, 10 eram do sexo masculino e 15 tinham doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, pulmonares e renais. Sobre a idade dessas vítimas, o mais novo tinha 49 anos e o mais velho 84. A FMS computou ainda que 6 moravam em bairros da zona norte, 5 na zona sul, 2 na zona leste e 5 na sudeste.

O presidente da FMS, Manoel de Moura, lamentou os óbitos. “Além de estender nossa solidariedade às famílias, informamos que a Prefeitura está seguindo o plano de contingência, mas reiteramos à população que devem ser mantidos os cuidados com a higiene. Pedimos também que só saiam de casa se for estritamente necessário”.

 

Motociclistas são 91% das vítimas de acidentes de trânsito durante isolamento social

Em três meses, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou 601 ocorrências com vítimas de acidentes de trânsito nos finais de semana, sendo 91% delas envolvendo motociclistas. Os dados fazem parte de um balanço realizado pelo HUT desde a implantação do decreto da gestão municipal que estimula o isolamento social durante a pandemia de Covid-19.

O aumento do número de acidentes é reflexo das baixas taxas de isolamento social na cidade. Um relatório da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) revela que a circulação o fluxo de veículos em Teresina na primeira quinzena de junho teve um aumento de 44% se comparado ao início da quarentena, quando foi observado um fluxo de 42% na primeira quinzena de abril.

O levantamento feito pelo Setor de Estatística do HUT avalia o período entre o primeiro final de semana após o isolamento social (dias 21 e 22 de março) até o final de semana mais recente deste mês (13 e 14 de junho). Neste intervalo, os dias 4 e 5 de abril foram os que apresentaram a menor quantidade de vítimas de acidentes de trânsito, com 30 registros. Deste total, 27 foram ocorrências com motos.

Já o final de semana do Dia das Mães foi o que mais registrou acidentes de trânsito. Nos dias 9 e 10 de maio deste ano, o número de acidentados atendidos no hospital subiu para 58, sendo 56 deles com motos.

“Dependendo da gravidade do acidente, esse paciente costuma chegar politraumatizado e precisa de internação em UTI. No momento em que vivemos é importante que esses leitos também estejam disponíveis para outros traumas”, alerta o diretor geral do HUT, Rodrigo Martins.

No final de semana passado, dias 13 e 14 de junho, o número de atendimentos a pessoas acidentadas teve uma leve queda em relação aos períodos anteriores. O balanço aponta que no último sábado e domingo deste mês foram recebidas 44 pessoas acidentadas no HUT. “Deste total, as ocorrências com motocicletas chegaram a 41. É preciso que nossa população tenha consciência e perceba que permanecer em casa é a saída para a diminuição desses casos”, explica Rodrigo Martins.

HUT registra queda de atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito e violência no final de semana

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) divulgou nesta segunda-feira (18), levantamento que aponta uma redução nos atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito e violência na capital, neste final de semana. A queda de 22% e 20%, respectivamente, está diretamente relacionada às medidas restritivas de isolamento social no feriadão antecipado do Dia do Piauí.

De acordo com o Setor de Estatística do HUT, entre os dias 15 e 17 de maio, foram atendidas 59 vítimas de acidentes de trânsito, sendo 53 delas com motocicletas, uma redução de 22% em relação ao final de semana anterior, que registrou 76 colisões, a maioria delas com moto.

Já sobre os dados de agressões físicas, foram atendidas 16 vítimas neste feriadão, sendo a maioria delas feridas por faca.  Houve uma redução de 20% em comparação ao mesmo período da semana anterior, que registrou 20 pessoas alvo desse tipo de violência em Teresina.

Para o diretor geral do HUT, Rodrigo Martins, os números mostram que manter o isolamento na capital e antecipar feriados têm surtido efeito positivo na queda dos atendimentos no hospital.

“Há uma relação clara que mostra que, quanto mais a população fica em casa, menos teremos registros de acidentes e violência. Apesar disso, enfrentamos um grande desafio, já que além de receber essas vítimas, precisamos ter leitos disponíveis para receber pacientes com Covid-19. O cenário ainda é preocupante”, avalia Rodrigo.

Neste domingo (17), Teresina bateu um novo recorde com seis mortes em apenas 24 horas. Vale lembrar que cerca de 65% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) sediados na capital e destinados para tratamento de pacientes diagnosticados com o novo Coronavírus estão ocupados.

Isolamento social é responsável por queda de 33% no número de vítimas de trânsito

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) registrou uma queda de 33% no número de atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito desde o início do primeiro decreto municipal que determina o fechamento do comércio e serviços não essenciais em Teresina. A variação está diretamente relacionada às ações de distanciamento social recomendadas por órgãos de saúde.

Os dados do relatório, emitido pelo setor de estatística do HUT, apontam que nos primeiros quinze dias de março foram atendidas 438 vítimas de acidentes de trânsito. Já na segunda quinzena do mesmo mês foram 293 pessoas acidentadas. Uma queda de 33%. Ao todo, no primeiro trimestre deste ano, a unidade de saúde contabilizou 2.359 registros.

De acordo com o diretor geral do HUT, Rodrigo Martins, o distanciamento social é uma medida importante nesse momento de pandemia da Covid-19. “Ficar em casa também reflete na menor quantidade de veículos circulando pela cidade. Isso é importante para reduzir os acidentados e deixarmos mais leitos disponíveis aos pacientes, caso nosso hospital venha a receber casos confirmados da doença”, avalia o diretor.

Outro dado importante divulgado pelo HUT aponta que, no ano passado, 10.632 pessoas deram entrada na unidade de saúde vítimas de acidentes de trânsito. No dia 3 de março, o prefeito Firmino Filho anunciou um novo decreto que suspende o funcionamento de estabelecimentos comerciais, como lojas de material de construção e peças automotivas. As restrições de convívio social no município foram reforçadas pela insistência de alguns cidadãos em desobedecer o que recomenda organizações de saúde.