Viver+Teresina licita obra de urbanização para o bairro Nova Brasília com equipamentos inovadores para prática esportiva

O Viver+Teresina está licitando a obra de urbanização que será implementada nas margens da lagoa do Mazerine, bairro Nova Brasília, orçada em quase R$ 3 milhões Serão implementados equipamentos públicos inovadores para a prática esportiva e socialização.

O projeto foi discutido e aprovado pela população em encontro ocorrido neste mês de abril. Nele estão previstas a instalão de mesa de concreto para prática de futmesa, que é uma modalidade que vem sendo difundida em vários bairros da capital; academia de musculação de concreto; mesa de concreto para tênis de mesa, equipamento que já vem sendo experimentado em outras praças com sucesso; quadra poliesportiva coberta com duas arquibancadas; quadra de volei de areia, modalidade bastante apreciada pela população; playground com brinquedos de madeira, além de bancos, iluminação pública, arborização e outras melhorias.

A obra compreende o trecho da rua Anísio Pires com a rua Santa Inês até a rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades do terminal de integração da Rui Barbosa e a UBS da Nova Brasília.

“Por determinação do prefeito Doutor Pessoa estamos retomando essa obra para que a população possa ter acesso a um espaço qualificado de convivência e prática esportiva. Isso porque o local enfrenta um problema sério de depósito irregular de lixo, utilizado pela própria população de forma errada. Na primeira etapa foi feita a galeria na margem da lagoa e outros dispositivos de drenagem. Então, estamos retomando essa obra e iremos fazer uma conscientização para que as pessoas possam usar todos esses equipamentos de forma adequada, preservando e zelando por esses equipamentos”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Viver+Teresina inicia implementação de projeto piloto inovador de fossas ecológicas na zona Rural

A equipe do Viver+Teresina, programa da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, está iniciando a implementação do projeto piloto de fossas ecológicas. O projeto utiliza pneus e resto de entulho para construir os equipamentos e proporcionar que famílias em situação de vulnerabilidade possam ter acesso a saneamento, atendendo a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU.

O sistema da fossa ecológica é sustentável porque reutiliza pneus e restos de entulho de construção. A camada de pneus funciona como uma câmara de fermentação do material que vem do vaso do banheiro. Ao redor da camada e pneus, é colocada uma outra de entulho cerâmico que abrigam os microorganismos que decompõem o esgoto. Por cima fica uma camada grossa de brita, seguida por uma de areia e outra de terra. Esse sistema permite a perfeita decomposição de todo o material que vem do vaso do banheiro e finaliza com a evaporação do que sobra, que é água.

Na camada mais superficial, estão plantas de espécies frutíferas com folhas grandes, como bananeiras. É essencial que sejam desse tipo porque elas requerem mais água para se desenvolverem.

Se houver nos dejetos qualquer agente que cause doenças nos dejetos que chegam ao sistema fica retido, já que o sistema é todo fechado por uma parede de cimento. Por isso, os frutos produzidos pelas plantas são comestíveis. Existem estudos comprovando a qualidade dos alimentos produzidos e a inexistência de microorganismos provenientes dos dejetos.

Em cada sistema de fossas são utilizados 28 pneus. Elas medem 1,40m de altura; 1,30m de largura e 5m de comprimento. A construção segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Cada família beneficiada será atendida também com treinamento sobre o manejo adequado do sistema, para que ele funcione plenamente.

O projeto piloto contemplará a construção de 50 fossas na comunidade Santa Luz, zona rural leste de Teresina. A equipe de agentes de saúde da região estão fazendo um mapeamento para a definição das famílias que serão beneficiadas.

Viver+Teresina

Lançado neste mês de março, o Viver+Teresina é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação para executar obras e ações com foco na sustentabilidade, resiliência e inovação.

O objetivo é aplicar recursos oriundos de fontes externas em projetos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida da população utilizando soluções baseadas na própria natureza.

Viver+Teresina: Semplan lança pacote com investimento inicial de R$ 17 milhões em obras com foco na sustentabilidade

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) da Prefeitura de Teresina, lançou, nesta segunda-feira (20), o Viver+Teresina, um pacote de investimento em obras com foco na sustentabilidade financiadas com recursos externos. São iniciativas que levarão à população um novo conceito de vivência da cidade, com o objetivo principal de minimizar os efeitos das mudanças climáticas, que já fazem parte do cotidiano das pessoas.

Foto: Ascom Semplan

Com base nos estudos realizados pela equipe da Agenda 2030, também vinculada à Semplan, constatou-se que Teresina tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

O Viver+Teresina propõe iniciativas que busquem, por exemplo, a diminuição dos pontos de calor na cidade. Além de novos parques, aumentando a cobertura vegetal, alguns equipamentos públicos deverão ser reformulados, como os mercados públicos. Esses locais concentram grande número de pessoas principalmente aos fins de semana e deverão ter sua estrutura repensada para que sejam pontos em que a temperatura seja mais amena, propício ao caminhar dos frequentadores, e com melhor organização do seu funcionamento.

O novo pacote de investimentos foi lançado durante o ClimaTHE23, evento coordenado pela Agenda 2030 que reuniu especialistas nas áreas de mudança climática, sustentabilidade, empreendedorismo e inovação para discutir o diagnóstico da cidade e soluções para que Teresina possa ser mais resiliente e sustentável.

Entre as fontes de investimento, está sendo buscado, junto à Agência Francesa de Desenvolvimento, um total de 46 milhões de euros. Baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o contrato permitirá a implementação de obras e ações nas áreas social, ambiental e econômica, proporcionando a redução da precariedade da infraestrutura de atendimento à população mais vulnerável, melhoria na resiliência da cidade e da população e da governança e a gestão administrativa da prefeitura.

Estão previstas para serem implementadas obras de mobilidade urbana, saneamento, requalificação habitacional, equipamento de promoção da inovação, áreas verdes, ações de eficiência energética, fortalecimento institucional e empoderamento social.

“Esse investimento está chegando para colocar Teresina em um outro patamar. A gestão está imbuída na elaboração de projetos inovadores, que permitam que a população tenha mais qualidade de vida baseada em soluções que respeitam o meio ambiente, com foco na sustentabilidade, na eficiência e na ideia de que a gestão pública é para todos. Teremos, por exemplo, forte atuação na zona rural, levando benefícios que ainda não chegaram a essa população”, explica Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.