FMS lança ferramenta para monitoramento de dengue e chikungunya

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) está lançando uma nova plataforma para registro dos dados de dengue e Chikungunya (as chamadas arboviroses) no município de Teresina. O boletim será atualizado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS TERESINA) e vai viabilizar o monitoramento das doenças por todos que tiverem interesse.

A ferramenta está disponível para o acesso público por meio do site da FMS: site.fms.pmt.pi.gov.br e tem por objetivo reunir dados abrangentes e atualizados sobre a dengue e Chikungunya, fornecendo uma visão detalhada do panorama epidemiológico no município. “Queremos assim garantir a transparência no fornecimento de informações e fomentar as iniciativas de combate à doença”, diz Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS.

A iniciativa faz parte das ações contra a dengue que estão sendo executadas a partir das ações do Plano Municipal de Contingência das Arboviroses Urbanas estabelecido pela FMS.

Aedes aegypti é o nome da principal espécie que transmite os vírus da dengue, o vírus causador da febre Chikungunya e o Zika vírus. Essa espécie tem como característica a presença de marcações brancas nas pernas e no dorso (em formato de uma lira).

É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. A fêmea tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano para fazer a maturação dos seus ovos.

Vigilância em saúde de Teresina monitora doenças causadas pelo Aedes Aegypti

A Diretoria de Vigilância em Saúde e a Gerência de Zoonoses (Gezoon), da Fundação Municipal de Saúde (FMS), realizaram reunião nesta terça-feira (1) com os agentes de endemias para análise de dados e de ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue.

Amariles Borba, diretora da Vigilância em Saúde, informa que as pessoas precisam ter mais cuidado nesse período de chuva para evitar criadouros de mosquito. “É preciso limpar os quintais e outros locais que acumulam água porque com o período das chuvas e com os números crescentes de casos da doença já estamos em alerta. A dengue pode ser uma doença grave com inflamação no cérebro e deixar sequelas permanentes”, fala.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, cita que os agentes de endemias fazem o trabalho de orientação em todas as zonas da cidade. “Os agentes estão em todas as áreas de Teresina dando orientações sobre como evitar a proliferação de doenças e com ações de coleta de ovos dos mosquitos. Analisamos quais são os pontos que estão com mais infestação para intensificar as atividades dos agentes de endemias nessas áreas”, cita.

Conforme dados da FMS, em 2021 foram confirmados 42 casos e somente em janeiro deste ano foram 53 casos confirmados da doença e nenhum óbito.Em janeiro deste ano os bairros com mais ocorrência de casos confirmados de dengue foram a Santa Maria da Codipi e Parque Brasil com 7 casos cada, São Joaquim 5 casos, Mocambinho 4 casos, Matadouro e Parque Alvorada com 2 casos cada, e Itararé, Promorar, Pedra Mole e Alto Alegre com 1 caso cada um.

No ano passado a ocorrência de casos de dengue foram em maior quantidade nos bairros São Joaquim com 108 casos, Matadouro com 98, Mocambinho com 73 casos, Parque Brasil com 51, Nova Brasília com 48, Parque Alvorada com 47 casos, Santa Maria da Codipi com 41, Mafrense 32, Primavera e Memorare com 23 casos.

Foto: Divulgação (FMS)

Teresina não registra mortes por dengue, chikungunya ou zica em 2021

Teresina não registrou nenhum óbito provocado por dengue, chikungunya ou zica este ano. Também teve queda acentuada nas notificações de casos e na confirmação por exames de laboratório e clínico-epidemiológico no período de janeiro a 5 de julho de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado.

De dengue foram confirmados nesse período 303 casos este ano e 783 no ano passado. Os casos de chikungunya caíram de 83 em 2020 para 25 em 2021. Em relação à zica houve o aumento, tendo apenas um caso no ano passado para 3 casos este ano. Os dados são da SINAN/GEEPI/DVS/FMS.

Os bairros com maior incidência de casos em 2020 foram na zona Norte: São Joaquim com 54 casos, Matadouro com 47 e Mafrense 40. Este ano os bairros que tiveram maior quantidade de casos foram São Joaquim com 26 casos, Matadouro com 18 e Mafrense com 15.

O gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Paulo Marques, informa que a Gerência de Zoonoses conta com o trabalho dos agentes de endemias com identificação e eliminação dos criadouros do mosquito transmissor dessas três doenças. “Estamos satisfeitos com esses dados de redução e de nenhuma morte provocada por elas este ano em Teresina. Destacamos o trabalho dos agentes de combate às endemias, que é realizado diariamente, com a ida às residências em toda a cidade. É um trabalho minucioso com eliminação de criadouros de mosquitos que podem transmitir doenças e com orientações para limpeza de espaços que podem ser possíveis criadouros”, diz o gerente.

Sobre a redução de casos em Teresina, a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba, analisa que não existe um fator determinante para essa redução, mas algumas hipóteses devem ser consideradas. “Será se por causa da pandemia as pessoas estão mais tempo em casa e mais atentas à limpeza dos quintais? As pessoas estão eliminando os criadouros do mosquito ou o vírus que circula é o que já teve mais casos em Teresina? O que sabemos é que a pessoa só é infectada uma vez por cada vírus e este ano pode ser o caso do vírus que já teve prevalência ”, cita.

A diretora explica que a dengue é cíclica e tem alguns anos de menor incidência e outros com mais casos. Ela cita que no Brasil circulam 4 tipos de vírus e a pessoa é acometido por um vírus a cada vez e quando tem surto é por vírus preponderante.

Foto: Divulgação (FMS)