FMS organiza mobilização para vacinar crianças da zona rural contra a covid-19

Em uma iniciativa para levar a vacinação contra a covid-19 para a população da zona rural, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) vai promover “dias D” nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) que não estão no perímetro urbano da capital. A programação começa na sexta-feira (11) e vai contemplar 16 unidades.

As primeiras unidades a receber a vacinação infantil serão as UBS Cacimba Velha – zona rural Leste – e Taboca do Pau Ferrado – zona rural Sudeste de Teresina – das 8h às 12h da manhã. Nestes locais, a atividade contempla apenas crianças das comunidades, na faixa etária de 8 a 11 anos.

Já no sábado (12), a ação acontece nas UBS Alegria (zona rural Sul) e Dois Irmãos (zona rural Norte). A vacinação da UBS Alegria vai contemplar as crianças de 7 a 11 anos das microáreas 3, 4, 5, 6 e 7, e de 5 a 11 anos nas microáreas 1 e 2. Já a UBS Dois Irmãos vai contemplar crianças de 8 a 11 anos em geral. Em ambos os locais, a atividade acontece das 8h às 17h.

A FMS organizou um calendário para contemplar todas as UBS rurais em dias diferentes no mês de fevereiro, cada uma com organização própria de acordo com a realidade de cada área. “A mobilização das famílias está sendo feita pelos agentes comunitários de saúde de cada região”, conta Nádia Spíndola, diretora de Atenção Básica da FMS.

A diretora ressalta que o objetivo da mobilização é contemplar o maior número possível de crianças da zona rural, considerando que são áreas mais remotas e com acesso mais difícil à internet, o que requer uma estratégia diferenciada. “Desta forma, poderemos levar a vacina para todas as crianças de Teresina”, finaliza Nádia Spíndola.

FMS vacina crianças de 5 a 11 anos contra a Covid. Foto: Ascom FMS

Vilas da zona Norte recebem obras de melhoria

As vias das vilas Nova Aroeira, Padre Humberto e Dilma Rousseff, localizadas na zona Norte da capital, estão recebendo serviços de terraplanagem. O objetivo da ação é recuperar as ruas que foram danificadas pelas chuvas e melhorar o acesso de veículos e pessoas às comunidades. O serviço está sendo feito com recursos próprios do município, orçado no valor de R$ 597.000,00.

“Essas vias ainda não têm pavimentação, por isso fazemos esse tipo de trabalho, que melhoram o acesso da população às comunidades. Existe previsão para pavimentar o local, mas até que essas obras iniciem faremos esse trabalho paliativo, assim estamos melhorando a qualidade de vida das pessoas”, afirma a gerente de obras da SDU Centro/Norte, Patrícia Santos.

A gerente também explica que, inicialmente, o serviço será feito nas vias que têm maior movimento, tanto de pessoas quanto de veículos. “Estamos atendendo a uma solicitação da própria comunidade, então começamos pela Vila Nova Aroeira e, em seguida, iremos para as vilas Padre Humberto e Dilma Rousseff”, complementa.

O presidente da Associação de Moradores do Residencial Prado Júnior, Gilvan Santos Pereira, considera esse tipo de serviço essencial para o acesso às comunidades. “Estamos satisfeitos com esse trabalho, pois são obras que melhoram a vida das famílias que moram aqui. Essa é uma medida necessária até que seja feita a pavimentação nas ruas”, enfatiza.

Escola da zona rural proporciona tarde de cinema para alunos

Esta quarta-feira (14) foi dia de passeio e diversão para a turma do II período do Centro Municipal de Educação Infantil Santa Teresinha. As crianças saíram do Povoado Campestre Norte, zona rural onde fica localizada a escola, para uma sessão de cinema no shopping. A atividade é parte da comemoração pelos bons resultados alcançados no CMEI.

No último Prêmio de Valorização do Mérito na Educação Infantil, oferecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semec), o CMEI Santa Teresinha ganhou o prêmio máximo, apresentando um rendimento de 100% dos alunos. A equipe escolar recebeu um bônus por isso e os alunos também desfrutaram da vitória.

Na visita ao cinema as crianças assistiram ao filme “O Rei Leão”, um clássico que completa 25 anos em 2019 e ganhou uma releitura para voltar às telonas. Divertido, emocionante e encantador, o filme prendeu a atenção da turma, que também ganhou pipoca.

“Para muitos alunos essa foi a primeira vez no cinema, então foi uma experiência inesquecível. O passeio é um momento de descontração e comemoração também. Alunos, pais, professores e equipe escolar trabalham incansavelmente pelos bons resultados, então merecemos esse dia de lazer”, destacou a diretora Hilneth Azevedo.

 

Mulheres da zona Norte buscam capacitação na área da construção civil

Ascom PLN

Lugar de mulher também é no canteiro de obras. Munidas de vontade de aprender e de conseguir a independência financeira, 29 mulheres moradoras da região Norte de Teresina estão fazendo os cursos de pintura de parede e aplicação de revestimento cerâmico, incentivadas pelo Programa Lagoas do Norte. Todas estão desempregadas e sem condições de contribuírem no sustento de suas casas e filhos. Para elas, o curso é uma alternativa e uma ferramenta para se inserirem no mercado de trabalho.

Pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego em 2011 mostram que, no Brasil, o número de trabalhadoras neste setor cresceu 65% em uma década. No ano de 2000, elas eram pouco mais de 83 mil entre 1.094 milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2008, o número subiu para 137. 969. Os dados revelam uma crescente e as mulheres da zona Norte de Teresina sabem que o principal fator que despertou as construtoras é a qualidade do serviço que elas desempenham numa obra.

“Vim fazer a inscrição com receio de não ter mais mulheres no curso. Estou gostando das aulas e vejo que não é só homem que tem a capacidade de trabalhar com pintura. A mulher tem conhecimento, é mais perfeccionista, tem mais capacidade de enxergar os defeitos, para nós tem que ser tudo perfeito e observamos mais que os homens”, afirma Maria dos Remédios Barbosa e Sousa, 34 anos, moradora do bairro São Joaquim.

Além de terem a disposição de fazerem o curso e se qualificarem, elas consideram que o fato de o mercado de trabalho ainda ser eminentemente masculino e o ambiente considerado machista não traz receio. Diante de qualquer insinuação sobre sua capacidade ou manifestação de preconceito, elas já têm a resposta.

“Não tenho medo de sofrer preconceito porque eu tenho certeza que eu vou saber fazer bem feito e ninguém vai me apontar o dedo só porque eu sou mulher. E, se acontecer, eu não vou parar. Se não quiserem me contratar porque eu sou mulher, vou bater em outras portas até conseguir emprego. Eu acredito que o mercado está aceitando mais mulheres nesse tipo de trabalho pelo nosso jeitinho, o nosso toque feminino. Então, eu tenho certeza que vou conseguir”, diz Maria do Socorro Barros de Oliveira, 41 anos, mãe de três filhos.

Um dos principais fatores que contribuíram para que elas procurassem os cursos foi a possibilidade de se tornarem independentes financeiramente. A maioria das mulheres que reside na região ainda depende dos maridos. Muitas fazem trabalhos informais, porém pouco contribuem com as contas de casa e o sustento dos filhos.

É o caso da Joseane Soares, 31 anos. “Eu já trabalho como autônoma, mas o dinheiro que eu ganho ainda não dá para ajudar em casa. Geralmente, é meu marido que paga as contas. Esse curso é uma forma de empoderamento. Meu marido disse para mim que esse era mais um curso que vai ficar na gaveta. Mas eu tenho boas expectativas e já até conversei com as meninas daqui do curso sobre a possibilidade de fundarmos uma cooperativa entre nós e oferecermos nossos serviços na vizinhança, na família da gente”, revela.

O Programa Lagoas do Norte teve a iniciativa de fazer a parceria para abrir os cursos na área da construção civil a partir da demanda da própria população e também das construtoras que têm atuado nas obras projetadas pelo programa na região. “Identificamos uma demanda de pessoas sem emprego na região de atuação do Lagoas do Norte e, como um dos componentes do programa é justamente o olhar para o social, buscamos operacionalizar esses cursos em parceria com a Fundação Wall Ferraz. A intenção é que essas pessoas se qualifiquem para que possam atuar na área da construção civil, nas obras que acontecem próximas das suas comunidades ou serem contratadas por qualquer empresa”, destaca Márcia Muniz, diretora geral do Programa Lagoas do Norte.

Os cursos foram projetados e estão sendo executados em parceria com a Fundação Wall Ferraz. Ao todo, 120 pessoas estão fazendo a capacitação. “O segmento da construção civil, mesmo em um momento de crise, se mantém ativo e traz um leque de possibilidades de atuação. No caso das mulheres, a atividade de pintora e aplicadora de revestimento acaba tendo um diferencial justamente porque são atividades que requerem maior zelo. Então, esse fazer bem feito tem contribuído para que essas mulheres quebrem o preconceito e o estigma de que o espaço da construção civil não é para elas. Nós esperamos resultados bastante positivos, especialmente a partir da articulação que está sendo pensada pela Prefeitura com as empresas que possuem atuação na área da construção civil na região do Lagoas do Norte”, acrescenta a presidente da Fundação Wall Ferraz, Samara Pereira.

O curso de pintor de obras tem um total de 80 horas/aula e acontece no prédio da administração do Parque Lagoas do Norte. Já o curso de aplicador de revestimento cerâmico está sendo ministrado no Centro de Capacitação do bairro Parque Alvorada e totalizará 140 horas/aula. Ao final, tanto as mulheres como os homens sairão com a mesma capacitação teórica e prática e poderão ser contratados pelas empresas que atuam na região dos 13 bairros de abrangência do Lagoas do Norte ou por qualquer empresa com atuação na cidade.