A Prefeitura de Teresina registrou aumento no número de famílias retiradas de suas casas por causa das fortes chuvas dos últimos dias. Segundo o relatório divulgado na terça-feira (8), atualmente há 712 famílias acolhidas pelo poder público municipal.
“Esse número, infelizmente, tende a aumentar porque temos famílias cujos cadastros ainda não foram concluídos. O nosso trabalho não para. Estamos monitorando áreas de risco 24 horas, temos equipes de plantão e estamos dando todo o apoio e o suporte necessário para que as famílias saiam em segurança de suas casas e encontrem a melhor opção de abrigo para o momento”, explica o Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Edmilson Ferreira, que é comandante do Comitê Emergencial que concentra as ações de combate aos alagamentos em Teresina.

Além da SEMDUH, a força-tarefa do Comitê inclui as Superintendências de Ações Administrativas Descentralizadas (SAADs), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), a Secretaria de Educação (SEMEC) e o Programa Lagoas do Norte.
De acordo com a coordenadora de Habitação da SEMDUH, Valdinete Ulisses, quando uma família está em situação de risco deve acionar a Defesa Civil ligando para o número 199. “A Defesa Civil vai ao local e, constatado o risco, o Comando e a SAAD da zona correspondente são acionados. A partir daí, nós providenciamos os caminhões e as equipes para a retirada da família”, explica Valdinete.

Cidade Solidária
Quando são retiradas da situação de risco, a família passa a ser acompanhada pelas assistentes sociais da Prefeitura. Essa família deve apresentar uma opção de abrigo, como uma casa de aluguel ou a casa de um parente/amigo.
“Geralmente, as famílias têm parentes que podem ajudar. Nesse caso, elas apresentam o endereço e as assistentes fazem o cadastro no Família Acolhedora. Caso não tenha essa opção, podem procurar um imóvel para o Aluguel Solidário. Em ambos os casos, as famílias recebem cesta básica e a Prefeitura paga uma ajuda de custo de até R$ 300 para o aluguel ou para a família que acolhe”, explica o secretário Edmilson Ferreira.

O gestor frisa que o acompanhamento da Prefeitura de Teresina não para por aí. “Mesmo com as famílias já acomodadas, as assistentes continuam com as visitas para verificar do que elas precisam, como kit de higiene, roupas e etc”, acrescenta.
Abrigos
Em última instância, caso o Aluguel Solidário ou a Família Acolhedora não sejam possíveis, a família é encaminhada para um abrigo. Atualmente, há seis locais recebendo as pessoas que foram retiradas de suas casas:
– Escola Municipal Minha Casa
– Escola Municipal Nova Brasília
– Escola Municipal Domingos Afonso Mafrense
– Centro de Convivência Parque Wall Ferraz
– Centro de Convivência dos Oleiros
– Fundação da Paz
“Temos hoje, 65 famílias distribuídas nesses seis abrigos. As demais estão incluídas no Programa Cidade Solidária. A orientação é que, durante o período em que estejam nos abrigos, as famílias continuem buscando outras alternativas, mas enquanto estiverem neles, a Prefeitura, através da SEMCASPI, oferece ajuda contínua, com cestas básicas, kits de higiene e limpeza, cobertores e colchões”, afirma o secretário Edmilson Ferreira.
“Na outra ponta, estamos buscando soluções para resolver a situação de moradia dessas famílias. Não vamos autorizar que elas voltem para as áreas de risco de forma alguma”, completa o gestor.


