Agenda Teresina 2030 e SEMAI lideram articulação que viabiliza mapeamento de 167 áreas de risco e fortalece política de prevenção de desastres

Foto: Semcom/SEMAI

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI) e da Coordenação da Agenda Teresina 2030, participou da audiência pública realizada nesta sexta-feira (27), no CREA-PI, onde o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, apresentaram os resultados do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

O estudo identificou 167 áreas de risco geo-hidrológico no município, onde vivem cerca de 28 mil pessoas, além de propor intervenções para reduzir ou mitigar os riscos, especialmente nas áreas classificadas como de risco alto e muito alto.

A construção do PMRR em Teresina contou com forte articulação institucional conduzida pela Agenda Teresina 2030, que atuou como ponte entre o município, o SGB e o Ministério das Cidades ao longo de todo o processo.
O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, destacou a importância da iniciativa:

“A Agenda Teresina 2030 atuou de forma decisiva na articulação com o Serviço Geológico do Brasil e o Ministério das Cidades, assegurando não apenas a realização deste trabalho, mas, sobretudo, sua continuidade como política pública de Estado, mesmo diante da mudança de gestão após as eleições. Trata-se de um exemplo concreto de como a governança qualificada e a cooperação institucional são capazes de garantir a perenidade das políticas públicas, transformando diagnósticos técnicos em ações efetivas de proteção à população.”

O secretário municipal de Articulação Institucional, Luis André, reforçou o compromisso da gestão com a implementação das ações:

“Nós, da SEMAI, estamos comprometidos a auxiliar no que for possível e dentro da nossa competência na concretização das propostas apresentadas pelo SGB e pelo Ministério das Cidades.”

Do total de áreas mapeadas, sete foram classificadas como de risco muito alto, 66 como alto e 94 como médio. A maior parte da população exposta está em áreas de risco médio (24.156 pessoas), seguida pelas áreas de risco alto (4.116) e muito alto (108).

Os principais riscos estão associados a inundações, alagamentos e deslizamentos, especialmente em regiões de planície próximas aos rios Parnaíba e Poti. A ocupação dessas áreas, muitas vezes com aterros sobre solos frágeis, amplia a vulnerabilidade a eventos extremos.

Com o PMRR, o município passa a contar com um instrumento técnico estratégico para orientar o planejamento urbano, definir prioridades e acessar recursos federais voltados à prevenção de desastres e à promoção da resiliência urbana.

Teresina realiza audiência pública para apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos

A audiência pública para apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Teresina já tem data definida, acontece nesta sexta-feira (27) de março. O evento, aberto ao público, será realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI) e marcará a divulgação dos resultados do mapeamento das áreas de risco no município, além das propostas de prevenção desses cenários.

A iniciativa é promovida pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, em parceria com a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdef), Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai) e Coordenação Agenda Teresina 2030.

De acordo com o pesquisador do SGB, Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada, a audiência pública representa uma etapa estratégica do processo. “Este é o momento de compartilhar o diagnóstico técnico com a população e gestores, promovendo o diálogo e permitindo que as recomendações sejam compreendidas e incorporadas ao planejamento municipal, com foco na prevenção de desastres e na redução de riscos”, destacou.

Após a apresentação, o documento será oficialmente entregue à Prefeitura de Teresina. Com base nas informações técnicas, caberá ao município definir prioridades e implementar ações estruturais e não estruturais voltadas à redução dos riscos identificados. O conteúdo completo do PMRR também será disponibilizado para consulta pública no site da Defesa Civil e Serviço Geológico do Brasil.

O secretário municipal de Defesa Civil de Teresina, coronel José Nunes, destaca a importância do plano para o fortalecimento das ações preventivas no município. “O PMRR é um instrumento fundamental para orientar nossas ações. O trabalho técnico realizado permitiu identificar com precisão as áreas de risco, o que fortalece a atuação da Defesa Civil e contribui diretamente para a proteção da população”, afirmou.

Elaboração do PMRR em Teresina

Previsto na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012), o PMRR é um instrumento técnico de gestão que orienta os municípios na identificação, classificação e mitigação de riscos.

Em Teresina, os trabalhos tiveram início em outubro de 2024 e foram desenvolvidos em três etapas, concluídas em julho de 2025. Durante esse período, equipes do SGB, com apoio da Defesa Civil e participação de representantes comunitários, realizaram vistorias em diversos bairros para identificar áreas sujeitas a inundações e processos erosivos, classificando os níveis de risco com base em critérios técnicos.

Na etapa seguinte, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), realizou a revisão detalhada dos setores classificados como de risco alto e muito alto, elaborando propostas de intervenções estruturais para prevenção dos riscos.

Arte gráfica: Ascom Semdef

Teresina avança para a fase final do mapeamento de áreas de risco

Foto: ASCOM/Defesa Civil

A cidade de Teresina iniciou, nesta semana, a etapa final do mapeamento das áreas de risco, com foco na formulação de soluções para reduzir o grau de vulnerabilidade em regiões classificadas como de risco alto e muito alto. Os trabalhos seguem até o dia 7 de agosto e contam com o apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Durante esse período, os especialistas realizarão novas visitas aos pontos críticos já identificados em fases anteriores. O objetivo é propor intervenções estruturais, como obras de drenagem, contenção de encostas e melhorias urbanas e ações não estruturais.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel José Nunes, destacou a importância da iniciativa para a proteção da população. “Esse trabalho é essencial para garantirmos mais segurança às comunidades que vivem em áreas vulneráveis. Com base nessas análises, poderemos agir de forma mais eficaz, prevenindo desastres e protegendo vidas”, afirmou.

De acordo com o engenheiro civil Gabriel Araújo, do IPT, esta etapa foca exclusivamente nas regiões com maior grau de risco. Ele reforça que a intenção não é promover remoções em massa, mas sim tornar a permanência das famílias mais segura.

“Nosso trabalho agora é propor soluções técnicas viáveis. Isso inclui desde intervenções físicas até estratégias de educação e ordenamento territorial. A ideia é assegurar que as pessoas possam continuar vivendo nessas áreas, mas com o suporte necessário para que isso ocorra de forma segura e sustentável”, explicou.

Com a finalização dessa fase, o município contará com um planejamento robusto para mitigar os impactos de deslizamentos, alagamentos e outros eventos naturais. A previsão é de que o plano completo seja entregue à Prefeitura de Teresina até dezembro de 2025.

Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)

A partir do diagnóstico final, será elaborado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento estratégico que vai orientar a execução de ações preventivas e corretivas para minimizar os riscos mapeados. Entre as medidas previstas estão obras de infraestrutura, melhorias no sistema de drenagem urbana, reforço no saneamento básico e diretrizes para o controle da ocupação irregular em áreas vulneráveis.

Parceria com o programa Periferia sem Risco

Teresina também integra o programa Periferia sem Risco, iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades. A capital piauiense está entre as dez cidades brasileiras selecionadas para participar do projeto, que busca reduzir os impactos de desastres naturais em territórios periféricos. A ação promove o fortalecimento do planejamento urbano, a atualização de metodologias de avaliação de risco e a capacitação de profissionais para atuação em contextos marcados pela vulnerabilidade e pelos efeitos da crise climática.

Geólogos iniciam segunda etapa de monitoramento das áreas de risco em Teresina

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Os técnicos do Serviço Geológico do Brasil (SGB), deram início à segunda etapa do monitoramento das áreas de risco em Teresina. O trabalho envolve o mapeamento detalhado de regiões vulneráveis a eventos geo hidrológicos, como inundações e deslizamentos de terra. Com base nos resultados, as áreas analisadas serão classificadas em níveis de risco médio, alto e muito alto.

A ação segue até o dia 22 de fevereiro, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais da cidade. O trabalho conta com o apoio da Defesa Civil de Teresina, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), e das Superintendências de Desenvolvimento Urbano e Rural (SDUs).

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Segundo o geólogo, Marcos Oliveira, que integra a equipe de monitoramento, esse mapeamento é essencial para evitar tragédias e garantir segurança à população. “Nosso objetivo é fornecer um diagnóstico detalhado sobre as áreas mais vulneráveis da cidade, permitindo que as autoridades adotem medidas preventivas eficazes. A partir desse estudo, será possível planejar intervenções que minimizem os impactos de possíveis desastres naturais, como deslizamentos e enchentes”, explicou.

Nesta quarta-feira (12), os técnicos estiveram nas zonas Sudeste e Sul da capital, acompanhados pelo secretário municipal da Defesa Civil, coronel José Nunes. O secretário destacou a importância do trabalho realizado pelo SGB para a gestão de riscos no município.

“O monitoramento realizado pelos especialistas do SGB é fundamental para que possamos agir de maneira preventiva. Com essas informações, poderemos direcionar investimentos e medidas que reduzam os riscos e protejam a população, especialmente diante das mudanças climáticas”, afirmou o gestor.

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)

Após a conclusão do mapeamento e da análise do cenário, será elaborado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), um documento que orientará a implementação de medidas estruturais e não estruturais para mitigar os riscos identificados. Entre as ações previstas, estão obras de infraestrutura, melhorias no saneamento e estratégias para evitar ocupações em áreas de risco.

Parceria com o Programa Periferia sem Risco

Teresina foi contemplada pelo programa Periferia sem Risco, iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), do Ministério das Cidades. O programa visa reduzir os impactos de desastres naturais em áreas vulneráveis, fortalecendo o planejamento urbano, revisando metodologias de avaliação de risco e capacitando profissionais para atuar na mitigação de desastres, especialmente diante dos desafios impostos pela crise climática.

Bairros monitorados

As áreas contempladas pelo mapeamento incluem bairros das zonas urbanas e rurais de Teresina:

Zona Sudeste: Jardim dos Pássaros, Vila Washington Feitosa, Curva São Paulo, Loteamento Parque do Sol, Mariana Fortes, Redonda, Vila Verde, Comprida;

Zona Sul: Vila Ferroviária, Ilhotas, Porenquanto, Parque Vitória, Areias, Santo Antônio, Vila da Paz, Ocupação Terra Prometida, Vila Nova Parnaíba, Prainha, Loteamento Jataí, Portal da Alegria, Torquato Neto, Brasilar, Pedra Miúda, Vila Irmã Dulce, Palitolândia, Vila Santa Cruz;

Zona Norte: Aroeiras, Santa Rosa, Parque Brasil, Cidade Industrial, Santa Maria da Codipi, Edgar Gayoso, Nova Brasília, Itaperu, Água Mineral, Vila Cristalina, Poty Velho, Mocambinho, Bom Jesus, Buenos Aires;

Zona Leste: Satélite;

Área Rural: Santana, Parque Bumerangue, Chapadinha, Alegria, Poção, Cantinho Sul, Chapadinha Sul, Serafim, Cebola, Angolar, Formosa, Boquinha, Santa Rosa, Taboca do Pau Ferrado, Lagoa da Mata, Fazenda Nova, Lagoa de Dentro, Mano Gayoso, Cancela, Matapasto, Povoado Santa Helena, São Vicente, Nova Laguna, Santa Luz, Boqueirão.

Geólogos monitoram áreas de risco em Teresina (Foto: Ascom)

Defesa Civil mantém equipes plantonistas em estado de alerta

A Defesa Civil orienta a população para situações emergenciais Foto(Ascom/Semdef)

Devido às recentes chuvas, a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil – SEMDEF, mantém equipes de bombeiros civis em estado de alerta para atenderem à população e monitorar as 56 áreas de risco da capital.

“Estamos monitorando as áreas de risco que podem sofrer algum desastre natural como alagamentos, deslizamentos e outras situações ocasionadas pelas chuvas. De todas as áreas, mantemos uma atenção maior pela zona Norte, devido a região Lagoas do Norte”, informa o gerente de operações da SEMDEF, Marcos Rolf.

Até o momento, nenhuma família teve que ser retirada da sua residência e a Defesa Civil orienta a população para situações emergenciais.

“Os teresinenses devem ficar alertas e sempre buscar locais seguros para se abrigar, evitar locais abertos ou próximos a árvores e postes, pois são locais considerados de risco em casos de chuvas intensas”, pontuou o gerente.
Em situações emergenciais ou em casos de dúvidas, o cidadão pode ligar para o telefone de emergência 199, da Defesa Civil ou para o telefone fixo (86) 3223-7366. O atendimento via telefone é 24 horas, todos os dias da semana, incluindo feriados.

Prefeitura monitora áreas de risco continuamente e mantém assistência a 712 famílias

A Prefeitura de Teresina registrou aumento no número de famílias retiradas de suas casas por causa das fortes chuvas dos últimos dias. Segundo o relatório divulgado na terça-feira (8), atualmente há 712 famílias acolhidas pelo poder público municipal.

“Esse número, infelizmente, tende a aumentar porque temos famílias cujos cadastros ainda não foram concluídos. O nosso trabalho não para. Estamos monitorando áreas de risco 24 horas, temos equipes de plantão e estamos dando todo o apoio e o suporte necessário para que as famílias saiam em segurança de suas casas e encontrem a melhor opção de abrigo para o momento”, explica o Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Edmilson Ferreira, que é comandante do Comitê Emergencial que concentra as ações de combate aos alagamentos em Teresina.

Além da SEMDUH, a força-tarefa do Comitê inclui as Superintendências de Ações Administrativas Descentralizadas (SAADs), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), a Secretaria de Educação (SEMEC) e o Programa Lagoas do Norte.

De acordo com a coordenadora de Habitação da SEMDUH, Valdinete Ulisses, quando uma família está em situação de risco deve acionar a Defesa Civil ligando para o número 199. “A Defesa Civil vai ao local e, constatado o risco, o Comando e a SAAD da zona correspondente são acionados. A partir daí, nós providenciamos os caminhões e as equipes para a retirada da família”, explica Valdinete.

Cidade Solidária

Quando são retiradas da situação de risco, a família passa a ser acompanhada pelas assistentes sociais da Prefeitura. Essa família deve apresentar uma opção de abrigo, como uma casa de aluguel ou a casa de um parente/amigo.

“Geralmente, as famílias têm parentes que podem ajudar. Nesse caso, elas apresentam o endereço e as assistentes fazem o cadastro no Família Acolhedora. Caso não tenha essa opção, podem procurar um imóvel para o Aluguel Solidário. Em ambos os casos, as famílias recebem cesta básica e a Prefeitura paga uma ajuda de custo de até R$ 300 para o aluguel ou para a família que acolhe”, explica o secretário Edmilson Ferreira.

O gestor frisa que o acompanhamento da Prefeitura de Teresina não para por aí. “Mesmo com as famílias já acomodadas, as assistentes continuam com as visitas para verificar do que elas precisam, como kit de higiene, roupas e etc”, acrescenta.

Abrigos

Em última instância, caso o Aluguel Solidário ou a Família Acolhedora não sejam possíveis, a família é encaminhada para um abrigo. Atualmente, há seis locais recebendo as pessoas que foram retiradas de suas casas:

– Escola Municipal Minha Casa

– Escola Municipal Nova Brasília

– Escola Municipal Domingos Afonso Mafrense

– Centro de Convivência Parque Wall Ferraz

– Centro de Convivência dos Oleiros

– Fundação da Paz

“Temos hoje, 65 famílias distribuídas nesses seis abrigos. As demais estão incluídas no Programa Cidade Solidária. A orientação é que, durante o período em que estejam nos abrigos, as famílias continuem buscando outras alternativas, mas enquanto estiverem neles, a Prefeitura, através da SEMCASPI, oferece ajuda contínua, com cestas básicas, kits de higiene e limpeza, cobertores e colchões”, afirma o secretário Edmilson Ferreira.

“Na outra ponta, estamos buscando soluções para resolver a situação de moradia dessas famílias. Não vamos autorizar que elas voltem para as áreas de risco de forma alguma”, completa o gestor.

Famílias são removidas das áreas de risco na zona Leste de Teresina

Dr. Pessoa e o secretário Carlos Ribeiro na rua Bela, bairro Satélite Fotos(Ascom/Semdef)

A Secretaria Municipal de Defesa Civil (SEMDEF) vem atuando, desde o início do ano, nos pontos mais atingidos pelas chuvas em Teresina. O bairro Satélite, na zona Leste da capital, foi o mais prejudicado. Os Bombeiros Civis estão auxiliando as equipes da Prefeitura de Teresina e fizeram o isolamento das ruas que foram devastadas pelas águas.

“A rua Bela, no bairro Satélite, teve grande parte da via pública interrompida devido às chuvas e foi interditada ainda na manhã de sábado (5). Nossas equipes estiveram no local e é necessário que a população não retire as fitas de isolamento, pois servem de alerta para qualquer teresinense que trafegar na região”, disse o secretário da SEMDEF, Carlos Ribeiro.

A Defesa Civil orienta a população para evitar os trechos, pois ainda há risco de abertura do asfalto e queda dos concretos.

“É importante que os pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas, evitem trafegar nos trechos próximos aos que foram interditados, pois há risco de queda na abertura feita no asfalto”, destacou o secretário.

Com as enxurradas, uma residência teve sua estrutura comprometida. A chuva danificou parte do baldrame, alagando, assim, a casa e provocando a rachadura de alguns cômodos. Os Bombeiros Civis juntamente, às assistentes sociais da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (SEMCASPI), estiveram no local para remover os moradores da área de risco.

Para evitar maiores danos, a família foi removida e levada para casa de familiares onde será assistida pelo Programa Família Solidária.

O prefeito Dr. Pessoa, acompanhado dos secretários, visitou a região do bairro Satélite e conferiu a situação das vias que seguem interditadas e determinou a realização de obras emergenciais.

Defesa Civil intensifica monitoramento e faz abordagens preventivas

A população deve ficar atenta às estruturas dos imóveis Fotos(Ascom/Semdef)

A Secretaria Municipal de Defesa Civil (SEMDEF) tem intensificado o monitoramento em áreas de risco de Teresina, principalmente durante este período chuvoso. Em visita realizada ao residencial Pedro Balzi, região do Bom Princípio, zona Sudeste da capital, equipes da SEMDEF, juntamente com os Bombeiros Civis, estiveram no local alertando a população sobre os riscos de desabamentos e deslizamento de terra.

“O residencial Pedro Balzi requer uma atenção, pois é uma região com muitas encostas de terras, o que pode provocar desabamento. Em casos de chuvas fortes, é necessário que os moradores deixem imediatamente suas casas, pois aumentam os riscos de deslizamentos de terra”, alerta o secretário da SEMDEF, Carlos Ribeiro.

A população deve ficar atenta às estruturas dos imóveis: rachaduras nos terrenos, muros ou paredes; estalos em blocos de rochas ou surgimento de trincas; água mais barrenta do que de costume; inclinação de postes e árvores são sinais de que a residência pode estar comprometida.

“No período chuvoso, a atenção deve ser redobrada. Além de orientar e prestar assistência aos teresinenses, devemos ficar atentos aos pontos de alagamentos, enchentes e deslizamentos”, afirma o secretário.

Ações preventivas para evitar deslizamento de terra:

• Não construa próximo a barrancos. Quanto maior for a distância que você deixar, maior será a segurança para a sua moradia;
• Não jogue lixo nas encostas;
• Não jogue água de pia, tanque ou chuveiro nas encostas. Além de contaminar o solo, umedece a área e aumenta o risco de deslizamento;
• Não destrua a vegetação das encostas. Plantas com raízes maiores, gramas e capins ajudam na fixação do solo.

Saiba como agir:

• Saia imediatamente do local;
• Procure abrigo em lugares sem perigo de deslizamento;
• Não se arrisque sem necessidade, não entre no local do deslizamento, somente pessoas especializadas em salvamento podem entrar.
• Informe a Defesa Civil. Ligue 199 ou (86) 3223-7366. O atendimento é 24h, todos os dias da semana.

Dr. Pessoa visita áreas de risco com governador e garante recursos para assistência às famílias afetadas

Dr. Pessoa enfatizou que o intuito da agenda é mostrar mais de perto ao governador a situação de emergência de Teresina Fotos: Rômulo Piauilino/SEMCOM

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, visitou novamente, nesta sexta-feira (7), as áreas de risco para alagamentos e as famílias vulneráveis que estão temporariamente em abrigos na zona Norte da capital. Desta vez, o chefe do executivo municipal foi acompanhado pelo governador do Estado, Wellington Dias.

Na ocasião, Dr. Pessoa enfatizou que o intuito da agenda é mostrar mais de perto ao governador a situação de emergência pela qual a cidade está passando neste momento, por conta das fortes chuvas e do aumento no nível dos rios e lagoas, e alinhar ações assistenciais em parceria entre as duas instâncias administrativas.

“Queremos ajudar aqueles ou aquelas que estão precisando da assistência do poder público. As comunidades vulneráveis precisam de lençóis, alimentação, abrigo e casas acolhedoras, por exemplo. O governo tem a sua programação estadual e vai discutir conosco o que podemos fazer juntos”, disse o prefeito.

Além da visita às áreas críticas para alagamentos na região que estão sendo monitoradas pela Defesa Civil Municipal, a comitiva visitou alguns abrigos improvisados, como o instalado na Escola Municipal Antônio Dilson Fernandes, na Vila Apolônia, onde atualmente estão alojadas seis famílias.

Ao elogiar o trabalho das equipes de assistência, Wellington Dias também destacou a importância do programa Aluguel Solidário, iniciativa da Prefeitura de Teresina, que permite às pessoas em situação de vulnerabilidade ficar abrigadas na casa de parentes ou alugadas por meio de um benefício social.

“Vejo as pessoas bem atendidas e toda a dedicação das equipes. Todo o foco é na pessoa humana, cuidar para que elas, no momento de transtorno, tenham um bom atendimento. Vamos cuidar das outras coisas materiais, da infraestrutura e nas soluções que for preciso, sempre integrado. Queremos trabalhar integrado com o município”, afirmou o governador.

Ao término da visita, a Secretaria Estadual da Assistência Social (SASC-PI) anunciou que, além dos suprimentos já distribuídos diretamente às famílias abrigadas temporariamente nos alojamentos da capital, fará o pagamento das parcelas do co-financiamento social vencidas e antecipação de parcelas referentes ao ano de 2022.

“O objetivo é que esses recursos, exatamente para esse tipo de eventualidade, possam ser utilizados nesse momento de dificuldade e melhorar o sofrimento dos nossos irmãos atingidos pelas enchentes. Devemos passar nesse momento um montante no valor de R$ 1 milhão”, informou o secretário Zé Santana.

SAAD Sul realiza trabalho intensivo de monitoramento às famílias em áreas de riscos

A Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Sul, através de todas às suas gerências, está realizando ações preventivas a fim de minimizar os impactos causados pelo período chuvoso. As equipes de assistência social estão, desde que as chuvas intensificaram, realizando o acompanhamento e listagem das famílias que se encontram em situação de risco, até o momento já são três famílias inclusas no aluguel solidário.

A gerente de habitação, Jeovanna Alencar, falou sobre o trabalho de assistência social que está sendo executado pela equipe técnica “Estivemos visitando e monitorando pontos ao longo da Zona Sul de possíveis situações de emergência durante período chuvoso. Dentre os locais mais críticos encontramos no Terra Prometida, fomos acompanhados pela líder comunitária Sra Bia que nos indicou as maiores demandas da região. Faremos um trabalho preventivo de remoção de algumas famílias onde as casas apresentam riscos. Bem como de constante acompanhamento de todas as áreas de possíveis situações de calamidade ao longo da zona Sul”, ressaltou.

O superintendente da SAAD Sul, Juca Alves, informou que a situação na zona sul se encontra sob controle e monitoramento técnico de todas as equipes “No momento estamos dedicando todos os nossos esforços à monitorar as famílias que estão em áreas de riscos. Até o momento apenas três famílias necessitaram ser deslocadas de suas residências e já as inserimos no aluguel solidário. Seguiremos realizando essas ações intensivas até o final do período chuvoso”, concluiu.

Pontos para serem evitados durante as chuvas na zona Sul:

– Rua da Lama (Parque Sul)

-Henry Wall de Carvalho (em frente a Ambev)

-Rua Beneditinos (São Pedro)

-José Miguel Haddad (Torquato Neto)

-Rua Eurípedes de Aguiar com 07 de Setembro (Macaúba)

-Rua Curimatá (Irmã Dulce)