Cadernos de Teresina nº 4 traz reportagem sobre o povoado Mimbó: comunidade negra em luta pela sobrevivência

Na edição nº 4 da revista Cadernos de Teresina, lançada em abril de 1988, uma das reportagens de maior relevância cultural e social foi intitulada “Mimbó: mito e realidade — uma comunidade negra luta pela sobrevivência”, assinada por Noé Mendes e Airton Gomes, com fotografias de Alcide Filho.

O texto registra a história do povoado Mimbó, em Amarante, comunidade formada por descendentes de quilombolas que, há gerações, mantém viva sua identidade cultural e suas tradições, enfrentando o isolamento geográfico e a exclusão social. O artigo foi publicado no contexto do centenário da abolição da escravatura, momento em que se discutia a herança da escravidão e as desigualdades persistentes no Brasil.

Na entrevista concedida a Cadernos de Teresina, Augusto Rabelo da Paixão, agricultor e então presidente da Associação Comunitária do Mimbó, revelou aspectos centrais da vida local: a agricultura de subsistência, a ausência de escolas formais, a religiosidade marcada pela devoção popular e a resistência cultural por meio da música, como o tradicional pagode do Mimbó. Ele relatou ainda as dificuldades enfrentadas pela comunidade, como a falta de acesso à terra, a precariedade dos serviços básicos e a discriminação racial.

A fala de Augusto evidencia como, mesmo após cem anos da abolição, comunidades negras continuavam a lutar por direitos elementares. “A nossa alimentação é na base do milho, arroz e feijão. Não fomos acostumados com carne ou manteiga. Para as crianças, era só a maniba seca”, destacou em um dos trechos, reforçando a realidade de privações.

Para conferir o texto completo, acesse a revista e leia a página 42.

Reportagem sobre o povoado Mimbó (Ascom FMC)

Edição histórica nº 4 de Cadernos de Teresina destaca arquitetura e cultura na capital

Edição histórica nº 4 de Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) continua seu projeto semanal de valorização da memória cultural da cidade por meio da revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, a edição em destaque é a número 4, publicada em abril de 1988, intitulada “Arquitetura Contemporânea de Teresina”, que explora a evolução arquitetônica da cidade e sua relação com a cultura local.

A servidora Joélia Firmiano realizou a leitura do poema “Quadro”, do filósofo Luiz Valadares, trazendo à tona a riqueza literária e filosófica que compõe a revista.

Além do debate sobre arquitetura, a edição aborda temas como “Os cem anos de um poeta vivo”, “Meu amigo Villa-Lobos” e “A função estética do folclore na música erudita”. Com entrevistas polêmicas e brilhantes de conceituados arquitetos, acompanhadas de imagens e gravuras de design, o exemplar combina reflexão crítica e expressão artística de forma única.

A edição nº 4 mostra como a arquitetura, a música e a literatura se entrelaçam na construção da identidade de Teresina, convidando o leitor a redescobrir a riqueza cultural e histórica que molda a capital piauiense.

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MIS de Teresina celebra primeiro mês de funcionamento com mais de 5 mil visitas

Museu da Imagem e do Som de Teresina (Foto: Ascom MIS)

O Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) completou seu primeiro mês de funcionamento consolidando-se como um novo espaço de encontros e vivências culturais na cidade. Nesse período inicial, mais de 5 mil pessoas visitaram as exposições e atividades oferecidas pelo museu.

Entre as novidades apresentadas ao público, destaque para a abertura da exposição “Colorindo Nossas Memórias”, desenvolvida pelo diretor do MIS, Paulo Dantas, e o superintendente da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), Abiel Bonfim. A mostra tem como proposta resgatar lembranças e experiências coletivas por meio das cores, conectando memória e arte.

Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) (Foto: Ascom FMC)

Outro marco deste primeiro mês foi a inauguração do rooftop, localizado no quarto andar do museu, que abriga a Galeria Café, um novo ambiente voltado para convivência, cultura e gastronomia.

O MIS também recebe a exposição “Cores da UAPPI”, que reúne obras disponíveis para contemplação e aquisição, fortalecendo o elo entre produção artística local e o público visitante. De acordo o diretor do museu, este é apenas o começo de uma trajetória que busca transformar o espaço em um polo cada vez mais dinâmico, pulsante e acessível de cultura em Teresina.

Palestra “A Arte do Jogo” reúne público no MIS em mais uma edição do Ciclo de Palestras Arte e Negócio

Palestra “A Arte do Jogo” reúne público no MIS (Foto: Ascom FMC)

O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebeu, na última terça-feira (16), a palestra “A Arte do Jogo”, ministrada por Tiago Peixoto, fundador da Disforme. O encontro fez parte do Ciclo de Palestras Arte e Negócio, iniciativa que busca promover reflexões sobre os vínculos entre criatividade, mercado e inovação.

Com linguagem acessível e exemplos práticos, Tiago Peixoto compartilhou experiências sobre o processo criativo, destacando como a arte e a tecnologia se entrelaçam na construção de narrativas interativas. A palestra atraiu profissionais da cultura e interessados no tema, reforçando a importância do debate sobre a economia criativa em Teresina.

A organização do evento esteve a cargo de Clarissa Parente, Paulo Dantas, Jaíssa Moreno e Joselé Martins, através da Fundação Monsenhor Chaves e da Fundação Wall Ferraz, instituições que vêm ampliando o espaço para discussões sobre cultura, negócios e inovação na cidade.

 

 

Projeto Banda Escola celebra 37 anos de história

O projeto tem como filosofia revitalizar a tradição das bandas de música em diálogo com a prática contemporânea (Foto: Ascom FMC)

O projeto Banda Escola da Fundação Monsenhor Chaves celebra 37 anos de história, e acontece no Palácio da Música, onde trouxe um concerto especial no último domingo (14).

Voltado à formação musical de crianças e jovens, o projeto é reconhecido como um dos principais centros de preparação de instrumentistas no Piauí e em toda a região. Mais do que música, o Banda Escola transforma vidas e incentiva novos talentos a trilharem caminhos no universo musical.

Mantido pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Monsenhor Chaves, o projeto tem como filosofia revitalizar a tradição das bandas de música em diálogo com a prática contemporânea. A proposta envolve a formação de jovens, de 8 a 18 anos, nos bairros e povoados da cidade, além da realização de concertos públicos abertos à comunidade.

Desde 2022, o coordenador Micael Fideles tem reforçado a importância sociocultural do Projeto Banda Escola para Teresina. Muito mais do que um espaço de aprendizado musical, ele se tornou um verdadeiro símbolo de transformação de vidas.

O Projeto é a maior fábrica de músicos do Piauí, mas carrega um detalhe que o torna ainda mais especial: todos os maestros que hoje conduzem as bandas são ex-alunos. Eles representam a prova viva de que a música forma, inspira e transforma, gerando um ciclo de dedicação e amor que atravessa gerações.

Mais do que ensinar música, o Banda Escola ensina cidadania, disciplina e esperança — valores que seguem ecoando no coração de cada criança e jovem que passa por suas fileiras.

MIS inaugura galeria da UAPPI com programação permanente para artistas piauienses

A proposta é manter a galeria ativa de forma permanente (Foto: Ascom FMC)

Nesta sexta-feira (12), o Museu da Imagem e do Som de Teresina (MIS) abre as portas para a inauguração da galeria da UAPPI – União dos Artistas Plásticos do Piauí, em um espaço que promete se tornar referência para a arte visual no estado.

A proposta é manter a galeria ativa de forma permanente, com exposições individuais e coletivas de artistas associados e convidados, além de artesãos piauienses. O local também será palco de oficinas, palestras e residências artísticas, fortalecendo a cena cultural e ampliando as oportunidades de formação e troca de experiências.

Fundada em 2008, a UAPPI tem como objetivo reunir e fortalecer artistas plásticos e visuais do Piauí, fomentando a produção e promovendo a arte como elemento essencial da cultura regional. Com mais de uma década de atuação, já realizou diversas exposições de destaque, consolidando-se como referência no estado.

A nova galeria está localizada no térreo do MIS, prédio da antiga Câmara dos Vereadores, na Rua Barroso, Centro de Teresina.

Balé da Cidade de Teresina realiza mais uma edição do projeto “Balé da Cidade Convida” com retorno do espetáculo AbsoLUTAS

Nesta edição, o público foi presenteado com o retorno do espetáculo AbsoLUTAS (Foto: Ascom FMC)

O palco do Teatro João Paulo II recebeu, na noite desta quinta-feira (12), mais uma edição do Balé da Cidade Convida, projeto que abre espaço para o encontro entre o Balé da Cidade de Teresina e artistas locais. A iniciativa busca valorizar a cena cultural da capital, promovendo diálogos artísticos e compartilhando experiências que fortalecem a dança enquanto linguagem de resistência.

Nesta edição, o público foi presenteado com o retorno do espetáculo AbsoLUTAS, que voltou a ser apresentado após alguns anos. A obra, marcada pela intensidade e pela potência de seus corpos em cena, atravessa temas como gênero, sexualidade, raça e classe, transformando a dança em manifesto.

As participações especiais desta edição trouxeram ainda mais potência à noite. Savana Victória, a Afrodysyaca, apresentou uma performance marcada por sua expressividade única. Já as drag queens Sheron Lumynes e Tárcilla Bloody animaram o público, reafirmando a arte drag como forma de expressão queer. Cada uma deixou sua marca singular no encontro.

O Balé da Cidade destacou a importância de revisitar AbsoLUTAS justamente no contexto do projeto, que reforça o caráter plural e inclusivo da companhia. “É um espetáculo que fala de lutas, de presenças, de existências. Trazê-lo de volta em uma noite com grandes convidadas foi um gesto de celebração e resistência”, destacou Chica Silva, diretora do grupo.

A companhia agradeceu às artistas pela partilha no palco e ao público que lotou o teatro. “Cada pessoa presente nos ajuda a manter viva essa chama”, ressaltou a diretora.

FMC revisita a terceira edição da Revista Cadernos de Teresina, lançada em 1987

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de revisitar e disponibilizar ao público as edições da Revista Cadernos de Teresina. Nesta semana, foi a vez da terceira edição, publicada no final de 1987, ganhar destaque nas redes sociais da instituição.

Apresentada pelo professor, Jairo Sherlock, a edição recebeu comentários em vídeo que ressaltaram a relevância e a riqueza do conteúdo. O exemplar trouxe textos de nomes marcantes como O. G. Rego de Carvalho e Noel Rosa, além de ensaios, poesias e contos que refletiram aspectos da cultura piauiense da época.

Um dos diferenciais dessa edição foi a inclusão de uma aba antes da capa, recurso que valorizou ainda mais o material editorial. O número também destacou a problemática da educação e seus desdobramentos artísticos e culturais, tema central que atravessava debates importantes na sociedade teresinense do período.

Terceira edição da Revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

Outro ponto de destaque foi a Agenda Cultural, que reunia manifestações artísticas e eventos que movimentavam a cena cultural de Teresina no final da década de 1980.

Com a retomada dessas publicações históricas, a Fundação reafirma o compromisso de resgatar e valorizar a memória cultural da cidade, permitindo que novas gerações tenham acesso a registros que marcaram o desenvolvimento intelectual e artístico de Teresina.

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Prefeito Silvio Mendes participa do desfile de 7 de setembro em Teresina

Desfile 7 de Setembro (Foto: Jailson Soares/Semcom)

O prefeito de Teresina Silvio Mendes, participou, na manhã deste domingo (7), do desfile cívico que celebra os 203 anos da Independência do Brasil. O desfile, realizado na Avenida Marechal Castelo Branco, é um dos momentos mais tradicionais do calendário cívico nacional e contou com a participação de escolas estaduais, municipais e particulares, tropas militares e pelotões mirins com cerca de 1000 crianças e adolescentes.

Mais de 50 instituições participaram do evento, somando cerca de 7 mil participantes. Além da Polícia Militar, desfilaram também o Exército Brasileiro, Polícia Federal, PRF, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana, Corpo de Bombeiros e a Cavalaria da PM.

Desfile 7 de Setembro (Foto: Lucas Dias/Semcom)

O prefeito Silvio Mendes, após o hasteamento da bandeira de Teresina, acompanhou o desfile cívico ao lado do vice-prefeito Jeová Alencar, de autoridades estaduais e de cerca de 40 mil espectadores demonstrando o sentimento e a importância do dia 7 de setembro para o nosso país.

Desfile 7 de Setembro (Foto: Jailson Soares/Semcom)

Projeto Banda Escola retorna ao desfile 7 de Setembro

A Prefeitura de Teresina celebrou o retorno do Projeto Banda Escola que voltou a abrilhantar o tradicional desfile da Marechal, após seis anos de ausência, celebrando a Independência do Brasil e reafirmando sua relevância na formação musical e cidadã de crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.

Criado em 1989, o projeto já formou milhares de músicos que hoje atuam em bandas, orquestras, grupos culturais e instituições de ensino em Teresina e em diversas cidades do Brasil. O retorno ao desfile representa não apenas a valorização da música como ferramenta pedagógica, mas também a reafirmação de uma política pública que promove disciplina, inclusão social e cidadania por meio da arte.

Cerca de 300 alunos que compõem as bandas de música da Secretaria Municipal de Educação (Semec) participaram do desfile.

Projeto resgata a memória cultural de Teresina através da digitalização da revista Cadernos de Teresina

Edição da revista Cadernos de Teresina (Foto: Ascom FMC)

A Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves segue com o projeto de digitalização e divulgação das edições da Revista Cadernos de Teresina, um importante registro da produção cultural e intelectual da capital piauiense. O projeto prevê a publicação semanal de cada exemplar, permitindo que o público volte a ter acesso a esse acervo histórico.

Nesta semana, será disponibilizada a segunda edição da revista, publicada originalmente em agosto de 1987, durante a gestão da então presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Eugênia Ferraz, e do superintendente Noé Mendes. Com textos, crônicas, ensaios e poesias que refletem a efervescência cultural da época, a revista foi criada com o intuito de ser uma plataforma de expressão para artistas, escritores e pensadores locais.

A publicação desta edição ganha um significado especial ao trazer, como destaque, um poema do escritor William Melo Soares, o Poetinha, que faleceu recentemente. Figura marcante da cena literária teresinense, William deixou um legado de sensibilidade, lirismo e forte ligação com a cidade. Sua obra permanece viva entre leitores, colegas de ofício e admiradores da poesia piauiense. Em homenagem ao autor, a Fundação escolheu destacar o poema “Lua Acima Rua Abaixo”, no qual o poeta percorre, com palavras suaves e melancólicas, os caminhos da cidade que tanto amou.

LUA ACIMA RUA ABAIXO
William Melo Soares

Caso você siga
rua abaixo
lua acima
percorra toda a cidade
por entre becos e esquinas
procure um rastro de estrela
no céu de Teresina

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
passe pelo cais do rio
de um vapor que evaporou
pro remanso de outras águas
deixando ondas no peito
do mano velho barqueiro

Caso você siga
lua acima
rua abaixo
no movimento das barcas
me envolva num abraço
só não toque no meu manto
de solidão e cansaço

A série de publicações continuará, semanalmente, sempre com uma nova edição da revista sendo disponibilizada nos canais oficiais da Fundação Monsenhor Chaves. O projeto reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória cultural e o incentivo à leitura e à reflexão sobre a identidade teresinense.

LINK PARA O ACESSO DO CADERNOS DE TERESINA 2 COMPLETO: https://drive.google.com/file/d/157cdAeX3XPcmIJXE6RBjnyhC-Bwv79jr/view?usp=drivesdk