Prefeitura estuda com setores econômicos de Teresina protocolo para retomada de atividades

Depois de ouvir cerca de 25 entidades representativas de trabalhadores e empresários no último mês, a Prefeitura de Teresina iniciou um planejamento para a retomada das atividades econômicas. Nesta terça-feira, representantes do Comitê Gestor de Medidas para Enfrentamento da Pandemia do Coronavírus apresentaram aos vereadores os resultados das primeiras discussões para a elaboração de um protocolo de flexibilização.

O professor Washington Bonfim, membro do Comitê, apresentou aos vereadores a base do planejamento que está sendo elaborado pela Prefeitura de Teresina. “Para o funcionamento dos negócios, é necessário pensar na segurança da população, que tem sido a preocupação fundamental do prefeito. E o principal trabalho do Comitê tem sido essa conversa com a sociedade para sejam criados protocolos específicos para as diversas categorias.  Já dialogamos com mais de 20 categorias, e a ideia é que cada setor desenvolva seu plano de segurança de abertura, pois para abrir a atividade econômica para o novo normal é essencial ter também uma nova forma de se relacionar nas atividades comerciais”, afirmou.

Bonfim explicou que alguns eixos deverão ser levados em consideração na criação do protocolo de abertura das atividades. “Questões como distanciamento social, higiene pessoal, limpeza e higienização de ambientes, comunicação das medidas que estão sendo tomadas, além do monitoramento das condições de saúde dos funcionários são aspectos que deverão ser levados em consideração para garantir a segurança das pessoas”, disse.

Na conversa com os vereadores, foi destacado também que Teresina vive atualmente o distanciamento social ampliado e que a Prefeitura de Teresina tem avaliado as possibilidades do distanciamento social seletivo, que permite a abertura das atividades econômicas. “Quanto mais a gente testar, rastrear e isolar os positivados, mais bem sucedidos seremos na abertura das atividades com segurança. Então, é muito importante continuarmos monitorando a taxa de reprodução do vírus, e a questão da testagem dos trabalhadores, tanto da iniciativa pública quanto privada, é fundamental para que possamos fazer a ampliação de funcionamento das atividades econômicas. E essa transição só será possível quando critérios de segurança forem rigorosamente observados pelas empresas”, informou.

Variáveis como impacto econômico e baixo risco de contaminação dos setores econômicos também estão sendo analisadas para a elaboração do protocolo. “Compartilhamos com todos da ansiedade por um cronograma, mas estamos nos cercando dos cuidados para fazer disso uma experiência bem sucedida. A Prefeitura de Teresina considera a vida das pessoas o seu principal ativo, inclusive do ponto de vista econômico”, acrescentou Francisco Canindé, secretário municipal de Finanças.

A reunião foi conduzida pela líder do prefeito na Câmara Municipal de Teresina, vereadora Graça Amorim. Participaram da discussão, além do professor Washington Bonfim, o secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, e o secretário municipal de Finanças, Francisco Canindé, que também integram o Comitê Gestor de Medidas para Enfrentamento da Pandemia Coronavírus.

Índice de isolamento social aumenta no domingo e se aproxima de 60%


Neste domingo (24), dia em que em todo o Piauí foi decretado lockdown parcial com a permissão de funcionamento apenas para algumas atividades essências, como farmácias e hospitais, Teresina registrou índice de 56,7% de isolamento social. A marca ainda está abaixo do índice de 73% recomendado pelos órgãos de saúde para conter a disseminação do novo coronavírus.

O final de semana foi de feriado prolongado. Na sexta-feira (21), a Prefeitura de Teresina antecipou o Dia da Imaculada Conceição, como uma forma de deixar mais teresinenses em casa. No entanto, apenas 49,1% aderiram à iniciativa. No sábado o índice de isolamento ficou em 47,2%.

O monitoramento é baseado em informações de localização de 217 mil aparelhos de celular na cidade. Pelo levantamento, em geral, os moradores dos bairros da zona leste foram os que mais aderiram ao isolamento social alcançando o índice de 58,38%. Os piores índices foram registrados nos bairros da zona sudeste. 

Quando se leva em consideração os dados das operadoras de Telefonia Celular (Telecom), que monitoram cerca de 1,4 milhão de aparelhos telefônicos na capital, o índice ficou um pouco superior, chegando a 59,2% da população cumprindo as recomendações para permanecerem em casa.

Segundo dados do boletim epidemiológico do domingo, a capital alcançou 50 mortes pela Covid-19. A cidade registrou também 63 novos casos da doença, totalizando agora 1.771 casos positivos. Os números foram atualizados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

“É sempre tempo de reforçar aos teresinenses sobre a necessidade de protegermos vidas aderindo às medidas de isolamento e distanciamento social. Precisamos melhorar os índices, principalmente nessas regiões onde as taxas ainda estão muito abaixo do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais autoridades sanitárias”, reforçou o prefeito Firmino Filho.

Isolamento social em Teresina fica entre 47,2% e 55% no sábado (23)

Dados gerados pela startup InLoco

O índice de isolamento social de Teresina ficou entre 47,2% e 55% no sábado (23), segundo dados levantados pela startup recifense InLoco e pelas operadoras de telefonia celular que operam na cidade. Os percentuais, que vêm caindo nas últimas semanas, estão bem abaixo dos 73%, mínimo necessário para evitar uma maior disseminação do coronavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O monitoramento realizado pela InLoco também mostra dados por regiões da cidade, segundo o qual a zona leste de Teresina foi a que apresentou o maior índice de isolamento social, 48,01%; seguida da zona centro-norte, que apresentou um percentual de 46,83%. Logo depois vem a zona sudeste da cidade, com 46,50%; seguida da zona sul, com 46,02%.

Se observarmos por bairros, os locais da cidade em que a população mais respeitou as determinações para ficar em casa foram Matinha (52,40%), Joquei (54,25%), Centro (54,90%), Ininga (54,25%) e Parque Jacinta Andrade (52,40%). Os bairros onde a população menos respeitou o isolamento social foram Angelim (45,40%), Santa Cruz (45,40%), Santa Maria (45,47%), Água Mineral (45,75%) e Alegre (45,75%).

A Prefeitura de Teresina tem trabalhado com duas bases de dados, gerados por georeferenciamento, uma delas é disponibilizada pela sturtup recifense InLoco e a outra por meio de dados colhidos pelas operadoras de telefonia celular. Elas geram informações do tráfego da população que vive em Teresina, a partir dos smartphones destas pessoas. A identidade de cada usuário é preservada, sendo gerados apenas os dados de deslocamento dos aparelhos.

Dados gerados pelas operadoras de telefonia

Antecipação de feriado aumenta índice de isolamento social em Teresina

Teresina registrou, na última sexta-feira (22), uma alta no índice de isolamento social, que saiu da casa dos 44%, observado nos últimos dias, alcançando 49,1%. O aumento no número de pessoas que ficaram em casa pode ser atribuído ao feriado de Nossa Senhora da Conceição, que foi antecipado para a sexta-feira, pelo poder público municipal.

Se observados os gráficos gerados pela startup recifense InLoco, que realiza diariamente o monitoramento por georeferenciamento do isolamento social em Teresina, desde o início da pandemia, fica claro que o percentual de pessoas que fica em casa é maior durante domingos e feriados.

Se analisarmos por região da cidade, também é possível perceber que houve alta nos índices de isolamento social. Na zona centro-norte da cidade, 49,32% das pessoas ficaram em casa; na quinta-feira esse percentual era de apenas 44,44%. Já na zona leste de Teresina, 49,19% respeitaram o isolamento social no feriado de sexta-feira; na quinta, esse número chegou a apenas 45,67%. Já na zona sul, na sexta-feira, o isolamento social alcançou o percentual de 48,33%; na quinta-feira esse índice foi de apenas 42,72%. A região que menos respeitou as determinações para ficar em casa, no feriado, foi a zona sudeste, que registrou um índice de 46,43%; mas ainda foi superior ao que se observou na quinta-feira, quando apenas 43,25% da sua população ficou em casa.

O monitoramento também mostra o índice de isolamento social por bairros da cidade e, na sexta-feira, o que mais respeitou as determinações para ficar em casa foi o bairro Aeroporto (60,6%), seguido do Mafuá (57,50%), Noivos (55,40%), Cabral (55,30%) e Centro (55,13%). Para se ter uma ideia, na quinta-feira, o bairro Mocambinho havia ficado no topo desta tabela com um percentual de apenas (46,13%).

Já os bairros que menos respeitaram o isolamento social em Teresina, na sexta-feira, foram o Parque Jacinta (36%), Alegre (39,80%), Embrapa (39,90%), Memorare (43,20%) e a região da Frei Serafim (43,20%).

Apesar do aumento nos indicadores, os números ainda estão abaixo dos 73% recomendados pelas organizações de saúde para serem considerados satisfatórios no combate ao novo coronavirus. Várias medidas já foram adotadas pelo poder público para incentivar as pessoas a permanecerem em casa, mas novas medidas ainda podem ser anunciadas. O isolamento social é a alternativa adotada para evitar uma contaminação em massa que viria a sobrecarregar o sistema de saúde, que já opera com mais de 70% das UTIs ocupadas.

Prefeitos discutem os desafios fiscais em tempos de Covid-19 durante conferência da Comunitas

O prefeito Firmino Filho, junto com o prefeito de Santos (SP), Paulo Alexandre Barbosa; a prefeita de Caruaru (PE), Raquel Lyra, e o prefeito de Niteroi (RJ), Rodrigo Neves, participou, nesta sexta-feira (22), de uma conferência virtual organizada pela Comunitas. No evento, que contou com a moderação do secretário executivo da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, os gestores trocaram experiência sobre as ações que vêm executando em suas cidades, durante a pandemia da Covid-19, tendo como tema central o desafio fiscal dos municípios durante a Covid-19.

Firmino Filho afirmou que nos meses de maio e junho a queda de receita em Teresina deve chegar a 45% e que o desafio é administrar a cidade e enfrentar a pandemia apesar dessas perdas. “Em abril, a queda na receita já foi de 37%, mas temos a obrigação de manter o essencial funcionando. Estamos mantendo apenas o básico, e isso vai permitir que a gente tenha um tipo de redução de despesa”, disse.

Os prefeitos admitem que tem feito falta uma presença mais forte do governo federal, tanto no apoio à saúde quanto à economia dos estados e municípios. “Se não tivermos o apoio do governo federal, prefeituras vão quebrar. Em Niterói, teremos uma queda na receita de R$ 400 milhões, até o final do ano. O Senado aprovou uma ajuda aos municípios, através da qual nossa cidade vai receber entre R$ 40 e R$ 50 milhões e isso não é nem metade do que necessitamos. Ou seja, se não tivermos o apoio do governo federal, enfrentaremos uma grande crise, além da sanitária”, disse o prefeito de Niterói.

Firmino Filho afirmou que, até o momento, o que tem chegado de apoio do governo federal em Teresina é o auxílio emergencial, que tem ajudado famílias carentes e pessoas desempregadas. Como forma de complementar isso e auxiliar quem não conseguiu ter acesso a esta ajuda financeira, a Prefeitura tem desenvolvido algumas ações junto às categorias desamparadas.  “Antes de o auxílio ser liberado, nós distribuímos cerca de 100 mil cestas básicas para famílias carentes. Estamos trabalhando por categorias, como taxistas, mototaxistas e agora nós vamos trabalhar junto com as  associações de moradores para identificar quem ainda está de fora desse auxilio emergencial”, pontuou.

Os gestores comentaram ainda sobre as novas formas de oferecer serviços essenciais, como saúde e educação, à sociedade e da necessidade que os gestores estão tendo de se reinventar neste momento. “Nós estamos nos reinventando todos os dias, buscando uma nova forma de fazer educação, de oferecer serviços de saúde. Agora, por exemplo, nós vamos passar a trabalhar com a telemedicina para além do apoio psicológico à população, ou seja, é um jeito novo de oferecer estes serviços”, disse a prefeita de Caruaru.

Isolamento social em Teresina fica em 44,4% na quinta-feira

O índice de isolamento social em Teresina ficou em 44,4%, na última quinta-feira (21), segundo levantamento realizado pela startup recifense InLoco. O percentual mínimo necessário para diminuir a disseminação do novo coronavírus é 73%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na capital, que já alcançou percentuais acima dos 60%, esse índice vem apresentando queda nas últimas semanas. Quando analisado por regiões da cidade, os dados mostram que a zona leste apresenta o maior índice de pessoas que ficaram em casa, na quinta-feira, com 45,67%; seguida da zona centro-norte, com 44,44%. Logo depois vem a zona sudeste, com 43,25%; seguida da zona sul, com 42,72%.

Se analisarmos por bairros, os que apresentaram maior percentual de isolamento social foram Mocambinho (46,13%), Noivos (45,95%), Nova Brasília (45,90%), Alto Alegre (45,85%) e Promorar (45,80%). Já os bairros em que a população menos ficou em casa foram Angélica (34,60%), Portal da Alegria (35,25%), Monte Verde (35,40%), Aroeiras (36,14%) e Parque São João (37,15%).

A Prefeitura de Teresina também tem trabalhado com os dados oferecidos pelas operadoras de telefonia celular, com o monitoramento de mais de 1,4 milhões de linhas telefônicas. Com base nos índices, nesta quinta-feira, o isolamento social na capital ficou em 53,9%.

Os feriados e domingos costumam ser os dias de maior índice de isolamento social, por isso, alguns feriados municipais estãos sendo antecipados pela Prefeitura de Teresina, com a aprovação da Câmara Municipal, como o feriado de Nossa Senhora da Conceição, comemorado em 8 de dezembro, e antecipado para esta sexta-feira (22).

Teresina registra isolamento social de 44,7% na quarta-feira (20)

Teresina continua registrando um índice de isolamento social abaixo dos 50%, na última quarta-feira (20) esse percentual ficou em 44,7%. Esse dado é bem inferior ao que a capital registrou nas suas primeiras semanas de implantação de medidas restritivas e também está bem abaixo do índice mínimo considerado eficaz, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para diminuir a disseminação do novo coronavírus.

Quando observado por região da cidade, a zona leste ocupa o primeiro lugar do ranking, com um isolamento social de 45,89%; seguida da zona centro-norte, com 44,90%. Logo depois vem a zona sul, com 43,40% de sua população respeitando a determinação de ficar em casa. Em último lugar está a região sudeste de Teresina, uma das mais populosas da capital, com um percentual de 41,90%.

Os bairros que mais respeitam o isolamento social em Teresina são Ininga (55,65%), Jóquei (52,95%), Mafuá (52,90%), Cabral (51,20%) e Lourival Parente (50,73%). Na outra ponta da tabela, os bairros que mais desrespeitam as determinação de ficar em casa são Vila São Francisco (43,20%), Santa Rosa (43,20%), Colorado (43,30%), Porenquanto (43,35%) e Itararé (43,48%).

O monitoramento é realizado diariamente pela startup recifense InLoco, que colhe as informações por meio de georeferenciamento, usando dados de deslocamento colhidos a partir dos smartphones de pessoas residentes em Teresina.

A Prefeitura de Teresina também está acompanhando os índices de isolamento social através de informações geradas pelas operadoras de telefonia celular. Segundo essa base de dados, que reúne informações de mais de 1,4 milhão de linhas telefônicas, 53,8% dos teresinenses permaneceram em casa na quarta-feira (20).

Para estimular as pessoas a ficarem em casa e obedecerem as recomendações de isolamento social, a Prefeitura de Teresina encaminhou para a Câmara Municipal projeto de lei solicitando antecipação do feriado municipal do dia 08 de dezembro, quando se comemora o Dia de Nossa Senhora da Conceição. A solicitação foi aprovada e o feriado será antecipado para esta sexta-feira (22).

Prefeito se reúne com atacadistas e reforça importância da testagem nos trabalhadores

Em reunião por videoconferência com representantes da Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores (APAD) nesta quarta-feira (20), o prefeito Firmino Filho reforçou a importância do Decreto Nº19.73, que determina a realização de testes de diagnósticos para Covid-19 em trabalhadores dos serviços essenciais, e se comprometeu em prorrogar o prazo para testagem.

Baseado nos resultados das pesquisas sorológicas, na ocupação de leitos e nos números oficiais de infectados e óbitos de Covid-19 em Teresina, o gestor municipal elencou que o objetivo principal da medida é evitar o crescimento explosivo da doença na cidade, que está em período de ascensão. Segundo a quinta etapa da pesquisa realizada pela Prefeitura, em parceria com o Instituto Opinar, 32.691 pessoas devem estar infectadas.

“Quantos mais testes fizermos e isolarmos os positivos, mais rápido vamos voltar para a atividade econômica, o que vai beneficiar todos nós. Mas precisamos ter a certeza que iremos retornar para um campo seguro. Não podemos ser irresponsáveis com a vida de mais de 860 mil pessoas. Por isso, para voltar a vida normal, temos que fazer o dever de casa, que é reduzir o contágio”, destacou o prefeito.

Durante a conversa, os representantes do setor atacadista tiraram dúvidas sobre alguns aspectos do decreto e explanaram suas dificuldades com relação a compra, custos e operacionalização dos testes. “Alguns testes que estão disponíveis não tem a qualidade ideal e, os custos para cada um de nós é elevado, considerando o momento que estamos vivendo”, disse o empresário Emmanuel Filho.

Em resposta, o prefeito destacou que os empresários devem considerar a relação custo benefício existente na medida de enfrentamento ao coronavírus. “Toda receita tem um custo correspondente. A decisão do empresário sempre deve ser baseada se esse custo vai compensar. Estamos pedindo ao setor privado que se faça um teste mensal para facilitar o nosso retorno. Se continuarmos nesse bom caminho, ampliando a testagem e isolando os casos positivos da doença, vamos sair mais rápido que os outros e a vida vai voltar ao novo normal”, acrescentou.

O prefeito frisou ainda que só pode haver a reabertura da economia quando à taxa de propagação do vírus, denominado de R0 (R-zero) for menor ou igual a um, e no momento esse índice em Teresina cidade está em 1,62%. “Se soubéssemos quem são as 32 mil pessoas infectadas, isolaríamos elas e a doença reduziria em 14 dias, mas como temos informação suficiente sobre quem está positivado, não há como ter um controle da doença”, completou.

Até o momento, de acordo com último boletim epidemiológico de Covid-19, Teresina tem 1.504 pessoas com teste positivo e 45 mortes causadas pelo novo Coronavírus. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Estado (Sesapi).

“O transporte coletivo no Brasil necessita de novas fontes de financiamento”, diz Firmino em videoconferência

O prefeito Firmino Filho participou, na tarde desta quarta-feira (20), de videoconferência na qual foram debatidas soluções para o transporte público e mobilidade urbana durante o enfrentamento da crise causada pela pandemia do coronavírus. A reunião virtual contou com a participação de prefeitos, secretários, deputados, senadores e do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre Jorge da Costa.

Umas das questões abordadas durante a reunião foi a MP 936/2020, enviada à Câmara dos Deputados, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, com aplicação durante o estado de calamidade pública, bem como a Emenda 26, que propõe a criação do Programa Emergencial Transporte Social, o qual consiste na aquisição de créditos eletrônicos de transporte (passagens) pelo Governo Federal que poderão ser destinados aos programas sociais do Governo para utilização futura dos seus beneficiários.

Segundo o prefeito Firmino Filho, se faz necessária uma discussão profunda para reinventar o transporte coletivo no Brasil, com novas fontes de financiamento.  “O transporte coletivo vive uma crise secular. Os municípios não têm fonte de subsídios para manter o transporte coletivo e as cidades estão ficando cada vez mais estranguladas pelo transporte individual. Este é um setor que está definhando e que chegamos ao fundo do poço”, disse Firmino.

Para o gestor teresinense, essa é a oportunidade para fazer uma reengenharia do setor. “O transporte coletivo vai continuar sendo deficiente por um tempo até se reposicionar e se reinventar. Precisamos de uma discussão profunda para reinventar o transporte coletivo no Brasil, com novas tecnologias, novas fontes de financiamento, para construir um novo transporte coletivo a partir dessa crise. Precisamos dar um salto qualitativo também no transporte coletivo para que possamos ter mais qualidade de vida nas cidades”, destacou o prefeito.

De acordo com Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, a questão do transporte público é um problema emergencial, mas ao mesmo tempo também um problema de longo prazo. “As soluções de mobilidade urbana são fundamentais para organizar as cidades. Entendemos, portanto, que o transporte público é um problema sério e urgente. Mas, precisamos transformar isso em uma oportunidade. E isso passa por melhorar o marco regulatório e como as concessões são feitas no setor, financiamento, entre outras coisas. Temos que trabalhar nessas soluções e buscar alternativas criativas, afirmou.

Estavam presentes também na reunião virtual Diogo Mac Cord, secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia; Pedro Maciel Capeluppi, secretário-adjunto de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia, Jeronimo Goergem (PP – RS), deputado federal, autor da Emenda 26 da MP 936/2020; Nelsinho Trad (PSD – MS), senador, ex-prefeito de Campo Grande; Rodrigo Tortoriello, presidente do Fórum de Secretários Municipais de Mobilidade Urbana (Secretário de Porto Alegre/RS); Fábio Ney Damasceno, secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura – Governo do Estado do Espírito Santo; e membros da Diretoria Executiva da NTU (Otávio Cunha, Marcos Bicalho e André Dantas).