Com 28%, bairro Santa Angélica teve o pior índice de isolamento social na quarta (13)

O bairro Angélica, na zona Sul de Teresina, registrou 28% de índice de isolamento social nesta quarta-feira (13) e atingiu uma das piores taxas já registradas no município desde o início da quarentena. Os dados da startup InLoco são preocupantes, pois segundo a pesquisa de investigação sorológica, esta região da cidade concentra o maior percentual de infectados, com 36% dos casos da Covid-19.

Na capital, conforme os dados do monitoramento, a média de isolamento verificada nesta quarta-feira foi de apenas 46,4%, a mais baixa desta semana. Na segunda-feira (11), o índice apresentou uma média de 46,6%. Já na terça (12), o percentual teve um crescimento e ficou em 47,4%.

Além da zona Sul, a região Sudeste também vem apresentando índices de isolamento social muito abaixo do esperado. Nesta quarta-feira, o índice foi o menor registrado entre as zonas, com percentual de 43,23%. Em seguida, a zona Leste aparece com 46,88%. A região Centro Norte teve a melhor taxa, quando 47,94% das pessoas ficaram em casa.

Os dados apontam ainda que alguns bairros seguem apresentando os piores índices de distanciamento social. Depois do bairro Angélica, o bairro Santo Antônio apresentou percentual de 33,55%, que corresponde a segunda pior taxa de isolamento. Depois deles, os bairros Flor do Campo, Parque Juliana e Vale do Gavião aparecem com os piores índices, com 37,6%, 38,5% e 39,67%, respectivamente.

Na quarta-feira, a melhor taxa de distanciamento social, de 56,75%, foi registrada no bairro Ininga. Em seguida no ranking, com índice de 56,60%, aparece o bairro Matinha. Os bairros Brasilar, Cabral e Centro também tiveram índices acima de 50%: 54,55%, 54% e 53,4, respectivamente.

A Prefeitura de Teresina também está acompanhando os índices de isolamento social através de informações geradas pelas operadoras de telefonia celular. Segundo essa outra base de dados, que disponibiliza informações de mais de 1 milhão de telefones, 50,8% dos teresinenses não descumpriram as regras de distanciamento e permaneceram em casa na quarta-feira.

Com base nos dois indicadores de taxa de isolamento, o índice está variando em torno de 50% e representa um afrouxamento do distanciamento social. “Nosso isolamento deu certo nas primeiras semanas, mas da quarta semana em diante foi diminuindo. Estamos muito abaixo do que espera a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que o percentual mínimo necessário para conter um avanço maior do vírus deve ser de 73% de isolamento social. Infelizmente, a repercussão dessa diminuição já pode ser vista no aumento da quantidade de casos confirmados, leitos hospitalares ocupados e fatalidades registradas em Teresina”, lamentou o prefeito Firmino Filho.

Prefeitos definem pautas de reivindicações para reunião com ministro da Saúde

O prefeito Firmino Filho participou, nesta quinta-feira (14), junto com prefeitos de todo o país, de uma reunião virtual, organizada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), para tratar sobre pautas relativas ao combate ao novo coronavírus. As demandas apresentadas pelos gestores vão compor uma pauta de reivindicações que será levada para reunião virtual com o ministro da Saúde, Nelson Teich. A reunião já está sendo articulada pela FNP.

Firmino Filho, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, afirmou que está fazendo falta aos municípios uma coordenação central, por parte do Governo Federal, em relação ao enfrentamento da pandemia. Ele afirma que alguns processos de aquisição de itens necessários neste momento seriam facilitados, caso houvesse o apoio do Governo Federal.

“Hoje prefeituras e estados estão comprando respiradores no mercado internacional, porque está todo mundo correndo para aumentar o número de leitos de UTIs. No caso de Teresina, nós compramos respiradores da China, mas tivemos problema na entrega e o contrato foi cancelado. Também estamos tentando adquirir testes no mercado internacional, mas tem sido um processo difícil. Nisso, o Governo Federal tem papel central, porque pode comprar em larga escala e distribuir aos municípios”, afirmou.

O prefeito defendeu ainda a necessidade de que o Ministério da Saúde olhe com maior atenção para municípios que estão sofrendo com o déficit de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, no Norte e Nordeste do país. “Várias capitais do Norte e Nordeste que estão em situação crítica, não é porque estão avançadas na curva epidemiológica, mas porque estão sem leitos de UTI. Então, isso exige um comportamento específico do Ministério em relação a estas cidades. É preciso fazer um mapeamento dos municípios que estão com número de UTIs abaixo da média para que eles tenham um tratamento diferenciado e possam dispor de um sistema de saúde mais eficaz”, afirmou.

O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, afirmou que deve participar da reunião com o ministro da Saúde uma comissão formada por cinco prefeitos, que já foi montada anteriormente. “Todas as reivindicações e demandas levantadas na reunião foram anotadas e serão levadas para o ministro Nelson Teich”, garantiu.

Isolamento social continua baixo e fica em 47,4% na terça (12)

A taxa de isolamento social em Teresina nesta terça-feira (12) foi de 47,4%, segundo levantamento feito pela startup recifense InLoco através do monitoramento de 217 mil smarthphones. O dado representa um aumento de apenas 0,8% no índice do dia anterior. Em comparação com a terça-feira passada, que registrou 45,2%, a diferença entre os índices é de 2,2%.

Mesmo com um leve crescimento, os percentuais seguem muito abaixo do mínimo estimado pelas autoridades de saúde para diminuir o contágio, que é de 73%. Em decorrência da diminuição distanciamento social, o número de casos do novo Coronavírus na capital teve um aumento de 104,49% em dez dias. Os dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) apontam que o total passou de 458, dia 02 de maio, para 937, no dia 12 de maio.

Segundo informações do monitoramento, alguns bairros de Teresina apresentaram maiores taxas de isolamento na terça-feira (12). O bairro Pedra Miúda lidera este ranking com percentual de 56,43%. Em seguida, no bairro Ininga, 56,13% das pessoas ficaram em casa. Na contramão disso e descumprindo todas as recomendações de isolamento social, os bairros Flor do Campo e Santo Antônio tiveram os piores índices, com percentuais de 37,67% e 38,45%, respectivamente.

Ampliando as ações de monitoramento do índice de isolamento social, a Prefeitura de Teresina também está reunindo dados gerados pelas operadoras de telefonia celular, que disponibilizam informações de mais de 1 milhão de telefones. Segundo os números fornecidos pelas empresas, 51,1% não saíram de casa nesta terça-feira.

“Percebemos um leve aumento no índice de isolamento, mas é preciso que mais pessoas tomem a consciência da importância que é ficar em casa para evitar a proliferação do vírus. O afrouxamento do distanciamento social em toda a cidade reflete diretamente no aumento do número de casos, como aponta o resultado de nossas pesquisas”, destacou o prefeito Firmino Filho.

Prefeito decreta luto oficial pelo falecimento do médico Noé Fortes

Reprodução/Internet

O prefeito Firmino Filho decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do médico Noé Fortes, na manhã desta quarta-feira. Noé Fortes deu grandes contribuições para a cidade de Teresina como médico e como gestor.

Noé Fortes era médico pediatra com atuação em nutrologia, medicina preventiva e integrativa. Na área acadêmica, foi professor da Universidade Federal do Piauí. Como gestor da área de saúde, foi diretor do Hospital Getúlio Vargas e do Hospital Lucídio Portela. Na área médica, foi presidente do Conselho Regional de Medicina e da Associação Piauiense de Medicina. Noé foi o primeiro gestor da Secretaria Municipal da Saúde de Teresina, deu relevantes contribuições na implementação de políticas públicas voltadas para a saúde dos teresinenses.

O chefe do executivo municipal aproveitou para prestar a solidariedade à família. “O Dr. Noé tinha uma grande história com a cidade e merece todas as nossas homenagens. Nos solidarizamos com a família e amigos neste momento de dor, reconhecendo o legado deixado por Noé Fortes na área da medicina na capital. A cidade de Teresina tem gratidão ao trabalho deixado por ele”, pontuou.

Confira a nota na íntegra:

Manifesto meu profundo pesar pelo falecimento do médico Noé Fortes, que aconteceu na manhã desta quarta-feira. Noé Fortes deu grandes contribuições para a cidade de Teresina como médico e como gestor.

Noé Fortes era médico pediatra com atuação em nutrologia, medicina preventiva e integrativa. Na área acadêmica, foi professor da Universidade Federal do Piauí. Como gestor da área de saúde, foi diretor do Hospital Getúlio Vargas e do Hospital Lucídio Portela. Na área médica, foi presidente do Conselho regional de Medicina e da Associação Piauiense de Medicina. Em Teresina, foi o primeiro gestor da Secretaria Municipal da Saúde e deu relevantes contribuições na implementação de políticas públicas voltadas para a saúde dos teresinenses.

Me solidarizo com a família e amigos neste momento de dor, ao mesmo tempo em que ressalto o legado deixado por Noé Fortes na área da medicina na capital e destacando ainda a gratidão da cidade ao trabalho deixado por este ilustre médico. Perder alguém especial, ainda mais em um momento como esse, é uma dor difícil de mensurar.

Quantidade de casos da Covid-19 em Teresina cresceu 38%, aponta pesquisa

Teresina já apresenta 17.297 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Foi o que atestou a quarta etapa da pesquisa de investigação sorológica realizada pela Prefeitura de Teresina, em parceria com o Instituto Opinar. De acordo com a sondagem, a quantidade é 36 vezes maior que os 435 casos confirmados no domingo anterior à pesquisa, que foi realizada entre os dias 08 e 10 de maio, e houve um crescimento de 38% dos casos em relação à semana anterior.

O índice de positivados saltou de 0,56%, quando foi realizada a primeira etapa da pesquisa entre os dias 16 a 19 de abril, para 2,0% nesta quarta etapa da sondagem. “A queda do isolamento social coloca em risco a vida das pessoas. Já tivemos 23 óbitos na cidade de Teresina e a nossa única arma para evitar um desastre maior é a nossa atitude, e o apelo do poder público é para que as pessoas fiquem em casa. Com essas pesquisas tomamos a dimensão do problema e como está o vírus na capital. Está existindo o crescimento dos casos, o quadro ainda não é de estagnação e precisamos continuar tomando medidas para conter a disseminação do vírus”, avaliou o prefeito Firmino Filho.

Em relação à taxa de propagação do vírus, o conceito denominado de R0 (R-zero), que corresponde ao número médio de contágio causado por cada pessoa, nesta etapa apresentou uma queda e a taxa foi de 1,24%. A média mundial varia entre 2% e 2,5%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “O R0 (R-zero) caiu, mas ainda não temos o que comemorar. Essa taxa menor do que 1 é que vai definir a possibilidade da abertura das atividades. Enquanto tivermos essa taxa maior que 1, que ainda é o caso de Teresina, não podemos flexibilizar o isolamento social. Falar em abertura do processo antes disso é irresponsabilidade”, disse Firmino

Os dados da pesquisa mostram também que região Sul da cidade segue crescendo no número de registros e apresentou o maior percentual de casos, 36%. Os números na zona Norte também aumentaram em relação à terceira etapa da sondagem e agora são 21%.  A zona Sudeste permanece com os 23%, o mesmo registrado na última pesquisa, e a zona Leste apresentou uma queda no número de positivados, e agora são 20% dos casos.

Um outra novidade nesta etapa diz respeito à faixa etária. A terceira etapa da pesquisa apontou que as crianças e adolescente estavam preservados da infecção e não houve registro de infectados com a Covid-19 na faixa etária de 0 a 14 anos. Nesta etapa, o cenário mudou e esta faixa etária já apresenta 11% dos casos positivados. No entanto, a população com idade entre 15 a 24 anos continua representa a maioria dos casos, 25%.

Em seguida, com 20%, estão as pessoas com idade entre 25 a 34 anos. Nas pessoas entre 35 a 44 anos, o índice de infectados está em 16%, na faixa de idade entre 45 e 54 anos o índice também subiu em relação à última sondagem e está em 14%. E nas idades entre 55 e 69 anos e acima de 70 anos o índice foi de 7%. Os casos de mulheres confirmados nesta etapa da pesquisa continuam maiores em relação aos homens e é de 55%.

“Vamos continuar a pesquisa nas próximas semanas. A quantidade de casos é crescente, mas o número de casos subnotificados é cada vez menor devido as testagens que estão sendo realizadas na cidade. Precisamos seguir esse processos de testes, rastreamento e isolamento, pois se continuarmos com crescimento de casos positivados isso pode impactar na situação dos leitos clínicos e leitos de UTIs, que já estão com 50% da sua capacidade ocupada”, destacou o prefeito.

A sondagem é feita em visitas residenciais com equipes composta por pesquisadores da Opinar, responsáveis pelos questionários, e técnicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que fazem os testes rápidos para Covid-19. A pesquisa leva em consideração uma população estimada em 864.845 habitantes em Teresina.

Confira AQUI os dados da pesquisa.

Prefeito estuda implantação de rodízio de carros e lockdown parcial em Teresina

Como tentativa de diminuição da circulação de pessoas e do crescimento do novo coronavírus em Teresina, o prefeito Firmino Filho estuda a possibilidade da implantação de rodízio de carros e de um lockdown parcial, com fechamento da cidade aos finais de semana. A capital já registrou 22 óbitos e, segundo estimativa da pesquisa sorológica realizada pela Prefeitura, 17 mil pessoas podem estar infectadas com a Covid-19.

De acordo com o prefeito, é preocupante a queda da taxa de isolamento na cidade. “Os percentuais de isolamento caíram drasticamente nas últimas semanas e estão figurando entre os mais baixos desde o início da quarentena na capital. Os números seguem muito abaixo do mínimo estimado pelas autoridades de saúde para diminuir o contágio, que é de 73%. Estamos vendo muitas pessoas indo ao Centro através do transporte individual. Portanto, já existe um estudo de um decreto para que nós possamos reduzir a circulação no Centro da cidade, tendo em vista que o Centro pode ser um irradiador do vírus para outras regiões, e isso poderá ser feito por meio de um rodízio de carros”, informa.

O prefeito destaca ainda que a terceira etapa da pesquisa de investigação sorológica mostrou que a única região que ainda não chegou o vírus de uma forma acentuada foi na zona Norte. “Dessa forma, esse processo de comparecimento das pessoas ao Centro para atividades que não sejam essenciais precisa ser diminuído. Assim, se não houver um aumento do respeito ao decreto do isolamento, se tivermos aumento do número de pessoas infectadas, é possível que possamos tomar medidas mais drásticas, como é a questão do rodízio de carros”, acrescenta.

Firmino informa ainda que está sendo debatida a questão de um eventual lockdown na cidade. “Caso as taxas de isolamento continuem caindo, existe a possibilidade de lockdown parcial, que poderia eventualmente funcionar durante os finais de semana. Mas essa é uma medida drástica, que está em estudo e análise, e que só ocorrerá se houver uma piora no nosso quadro em relação ao coronavírus”, ressalta.

O prefeito acrescenta que são medidas impopulares, mas que poderão ser necessárias para salvar vidas. “Infelizmente, com a duração da quarentena muitas pessoas se acostumaram com a ameaça, se acostumaram com o medo, de forma às vezes até desrespeitosa quebrando o isolamento, o que pode significar muito sofrimento, muita dor, muita morte. Já tivemos muitos óbitos, mais de 17 mil pessoas infectadas. Para que possamos minimizar esse sofrimento, esse processo de isolamento precisa ser cada vez mais respeitado, se não houver esse respeito por parte da população, vamos ter que partir para outros tipos de medidas mais duras”, conclui.

Monitoramento em barreiras sanitárias entre Teresina e Timon será intensificado

Por determinação do prefeito Firmino Filho, as barreiras sanitárias entre Teresina (PI) e Timon (MA) serão intensificadas nos próximos dias e o monitoramento será fortalecido. A medida leva em consideração o aumento no número de óbitos e de pessoas infectadas no estado do Maranhão.

Segundo o prefeito, o número de óbitos em São Luís é nove vezes maior do que o de Teresina. “Temos mais de 85 atendimentos de pacientes do Maranhão somente com Covid-19 e no Estado do Maranhão tem explodido o número de casos da doença, inclusive já foi determinado até lockdow. Então é importante que a gente possa fazer, junto com o Rio Parnaíba, uma barreira para que o vírus não venha com a mesma intensidade para o Piauí, especificamente, para Teresina”, disse.

O prefeito informou ainda que existe uma pactuação na área da saúde com 17 municípios maranhenses. “Temos a pactuação com 17 municípios e através do SUS existe uma solidariedade entre os municípios. Nós vamos respeitar a pactuação e os pacientes poderão vir devidamente regulados, mas não de forma espontânea como esses 85 casos já testemunhados e recebidos em Teresina. O secretário de saúde do Maranhão informou que o Estado tem autossuficiência em relação ao Covid-19, portanto, vamos intensificar as barreiras sanitárias para evitar a vinda do vírus e para que não tenhamos que atender sem necessidade as pessoas que vêm do Maranhão”, acrescentou.

Teresina registrou 85 atendimentos de pacientes oriundos de cidades do interior do Maranhão com sintomas de Covid-19, de 22 de fevereiro, quando se iniciou a vigilância epidemiológica do novo Coronavírus na capital, até a última sexta-feira (08). Desses, 45 tiveram o diagnóstico confirmado e 26 ainda estão em análise. Segundo registros do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE Covid-19 Teresina) da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, 13 casos foram descartados, entre eles, um óbito, e foi registrado um caso de H1N1.

BARREIRAS

As barreiras sanitárias entre Teresina e Timon acontecem desde o dia 27 de abril nas três pontes que ligam a capital ao município de Timon, no Maranhão (Ponte Metálica, Ponte da Amizade e Ponte Nova). Durante a ação é realizada a medição de temperatura de quem trafega entre as duas cidades, com o objetivo de fazer um controle do estado de saúde das pessoas que entram em Teresina. A barreira envolve vários órgãos municipais, como a Fundação Municipal de Saúde (FMS), Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans) e Guarda Municipal.

Após tratamento contra a Covid-19, mãe e filha têm alta do Hospital do Monte Castelo

Uma única saída de casa foi suficiente para que Antônia Rosimeire Moura, 49 anos, fosse contaminada pela Covid-19. Dias depois, foi a vez de sua mãe, Isabel Moura, 78 anos, também contrair a doença. Após seis dias de internação no Hospital do Monte Castelo, mãe e filha tiveram alta hoje (11), e comemoram a vitória sobre a pandemia.

As duas procuraram atendimento no Hospital da Primavera e, posteriormente, foram transferidas para internação no Hospital do Monte Castelo, que é a referência na saúde municipal para o novo Coronavírus. “Elas deram entrada com quadro de síndrome gripal com suspeita de Covid-19. Durante a internação, a gente confirmou o diagnóstico das duas, então demos início ao protocolo de tratamento do hospital e as duas tiveram êxito”, conta a médica Giovana Paulo.

Antônia Moura conta que só foi informada sobre a internação de sua mãe dois dias depois. “Fiquei muito preocupada, pois tudo o que eu não queria era que ela pegasse, mas ao mesmo tempo fiquei tranquila por ela ter sido bem atendida no Hospital da Primavera, e por ter sido transferida para cá; aqui eu sabia que ela estava sendo bem atendida como eu fui”, elogia. Ela define a sensação de vencer esta batalha junto com a sua mãe como emocionante. “Eu fico emocionada, sabendo que é uma doença grave, mas que estamos nos recuperando. Agora estou preocupada com meus dois filhos, que são menores de idade e estão sendo acompanhados em casa”, relata.

Segundo a infectologista do Hospital do Monte Castelo, Maria Dolores, o próximo passo é dar sequência ao tratamento em domicílio e em isolamento por 14 dias. “Nós orientamos os familiares e os pacientes a se manterem em isolamento. O paciente, em um cômodo à parte da casa; se possível, com banheiro exclusivo para ele, e utensílios pessoais também exclusivos para a pessoa com a Covid-19. As pessoas podem se contaminar com o Coronavírus através de outras pessoas que têm o vírus. A doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com Covid-19 tosse ou espirra. O indicado é que a pessoa diagnosticada fique em isolamento por 14 dias”, explica a médica.

Após a experiência, Antônia Moura diz que acredita mais ainda na força do isolamento social como forma de prevenção à Covid-19. Ela diz que estava cumprindo as regras e saía apenas para casos de urgência, mas que acredita que contraiu o Coronavírus na única vez que teve que sair de casa: “As pessoas não acreditam, só acreditam quando passam por isso. Então o que eu digo para todas as pessoas é que elas tenham cuidado, mantenham o isolamento, e mantenham os cuidados. E a pessoa tem que entender o que realmente está acontecendo, que é muito difícil”, relata. “Eu tive sorte que ainda estava tendo vaga (na rede de saúde), e também agradeço muito. O isolamento que o prefeito decretou é um dos maiores cuidados que deveria ter sido dado, mas tem muita gente que não obedece, então o recado que eu deixo é que as pessoas entendam que é sério, que colaborem e fiquem em casa para cuidar da sua vida e da do outro”.

Segundo a diretora médica Ana Tecla, o Hospital do Monte Castelo tem apresentado grande êxito no tratamento de pacientes positivos para Covid-19. “O número de altas que estamos tendo é de quase de 100%, salvo aqueles pacientes que já tinham uma doença de base que descompensa, além do tratamento do novo Coronavírus. Nestes casos foi necessária a transferência para hospitais de maior complexidade, como o HUT. Diariamente temos altas com pacientes estáveis e assintomáticos”, comemora.

Segundo dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), divulgados na noite de ontem (10), Teresina possui 786 casos confirmados do novo Coronavírus.