Prefeitura de Teresina é selecionada para programa internacional que financia ações climáticas lideradas por jovens

Foto: ASCOM/SEMAI

A Prefeitura de Teresina foi selecionada para integrar o Fundo Juventude e Ação Climática, iniciativa internacional liderada pela Bloomberg Philanthropies que apoiará 300 cidades em todo o mundo na mobilização de jovens entre 15 e 24 anos para desenvolver e implementar soluções alinhadas às prioridades climáticas locais. O anúncio oficial ocorreu nesta quarta-feira (29), durante a Bloomberg CityLab 2026, em Madri.

A conquista foi viabilizada por meio da atuação da Coordenação da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI), responsável por identificar a oportunidade internacional, estruturar a candidatura e representar tecnicamente o município durante todo o processo seletivo. O resultado reforça a importância estratégica da Agenda Teresina 2030 na captação de oportunidades, na articulação institucional e no posicionamento da capital piauiense em redes e programas globais.

Com a seleção, Teresina receberá US$ 50 mil (aproximadamente R$ 280 mil, na cotação atual), além de apoio técnico, para estruturar chamadas públicas de inovação e oferecer microfinanciamento a projetos liderados por jovens voltados ao enfrentamento de desafios urbanos e climáticos. Caso execute integralmente a primeira etapa do programa dentro do prazo estabelecido, o município poderá se tornar elegível para uma nova rodada de mais US$ 50 mil. A iniciativa será executada em parceria com a Secretaria Municipal da Juventude (SEMJUV), fortalecendo a integração entre políticas públicas voltadas à juventude, inovação e sustentabilidade.

Para o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, a seleção representa um passo importante para consolidar a cidade como referência em inovação pública e ação climática. “A Agenda Teresina 2030 tem trabalhado para conectar a cidade às melhores oportunidades nacionais e internacionais. Essa seleção demonstra que planejamento, articulação e visão estratégica geram resultados concretos para a população. Agora teremos a oportunidade de transformar a energia e o talento da nossa juventude em projetos reais para a cidade”, destacou.

O secretário municipal da Juventude, Luis André, também celebrou a conquista e ressaltou o papel estratégico dos jovens na transformação da cidade. “Esse reconhecimento internacional fortalece nosso compromisso de criar oportunidades para que os jovens participem das decisões públicas e apresentem soluções para os desafios do presente e do futuro. A juventude de Teresina tem criatividade, capacidade e vontade de fazer a diferença”, afirmou.

A nova etapa do programa amplia em três vezes o alcance da iniciativa desde seu lançamento, em 2024. Nas edições anteriores, municípios participantes de 34 países executaram ações concretas para seus moradores e fortaleceram a confiança entre população e governos locais.

Em breve, a Prefeitura de Teresina divulgará novas informações sobre o lançamento local do programa, critérios de participação e oportunidades voltadas à juventude teresinense.

Agenda Teresina 2030 e SEMAI lideram articulação que viabiliza mapeamento de 167 áreas de risco e fortalece política de prevenção de desastres

Foto: Semcom/SEMAI

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI) e da Coordenação da Agenda Teresina 2030, participou da audiência pública realizada nesta sexta-feira (27), no CREA-PI, onde o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, apresentaram os resultados do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

O estudo identificou 167 áreas de risco geo-hidrológico no município, onde vivem cerca de 28 mil pessoas, além de propor intervenções para reduzir ou mitigar os riscos, especialmente nas áreas classificadas como de risco alto e muito alto.

A construção do PMRR em Teresina contou com forte articulação institucional conduzida pela Agenda Teresina 2030, que atuou como ponte entre o município, o SGB e o Ministério das Cidades ao longo de todo o processo.
O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, destacou a importância da iniciativa:

“A Agenda Teresina 2030 atuou de forma decisiva na articulação com o Serviço Geológico do Brasil e o Ministério das Cidades, assegurando não apenas a realização deste trabalho, mas, sobretudo, sua continuidade como política pública de Estado, mesmo diante da mudança de gestão após as eleições. Trata-se de um exemplo concreto de como a governança qualificada e a cooperação institucional são capazes de garantir a perenidade das políticas públicas, transformando diagnósticos técnicos em ações efetivas de proteção à população.”

O secretário municipal de Articulação Institucional, Luis André, reforçou o compromisso da gestão com a implementação das ações:

“Nós, da SEMAI, estamos comprometidos a auxiliar no que for possível e dentro da nossa competência na concretização das propostas apresentadas pelo SGB e pelo Ministério das Cidades.”

Do total de áreas mapeadas, sete foram classificadas como de risco muito alto, 66 como alto e 94 como médio. A maior parte da população exposta está em áreas de risco médio (24.156 pessoas), seguida pelas áreas de risco alto (4.116) e muito alto (108).

Os principais riscos estão associados a inundações, alagamentos e deslizamentos, especialmente em regiões de planície próximas aos rios Parnaíba e Poti. A ocupação dessas áreas, muitas vezes com aterros sobre solos frágeis, amplia a vulnerabilidade a eventos extremos.

Com o PMRR, o município passa a contar com um instrumento técnico estratégico para orientar o planejamento urbano, definir prioridades e acessar recursos federais voltados à prevenção de desastres e à promoção da resiliência urbana.

No Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento, Teresina mostra experiências no enfrentamento ao calor

Foto: ASCOM/SEMAI

A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, participou do evento que marcou o início da construção do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento, iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. O encontro reuniu representantes do governo federal, organismos internacionais e cidades brasileiras para discutir estratégias de enfrentamento ao calor extremo e ampliar soluções sustentáveis de resfriamento nas áreas urbanas.

Durante o evento, a capital piauiense apresentou experiências e iniciativas que vêm sendo desenvolvidas para enfrentar os impactos das altas temperaturas. A cidade tem estruturado sua agenda climática a partir do Plano de Ação Climática de Teresina, organizado em eixos estratégicos voltados à governança climática, economia verde, neutralidade de carbono, educação climática e resiliência urbana.

Entre os destaques apresentados está uma pesquisa desenvolvida em Teresina e reconhecida globalmente pelas Nações Unidas, que avaliou os impactos do calor extremo na saúde de mulheres grávidas. A partir desse estudo, a cidade avança agora na construção de soluções práticas. Com apoio da Fundação Van Leer e do INSEAD, está sendo desenvolvido um protótipo de pré-natal que considera o calor como variável no diagnóstico e no tratamento médico, utilizando ferramentas das ciências comportamentais.

No eixo de governança climática, Teresina criou, com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas, a primeira Comissão Municipal de Justiça Climática do Brasil. A iniciativa reúne representantes do poder público, academia e sociedade civil para discutir os impactos da mudança do clima sobre as populações mais vulneráveis.

A cidade também vem ampliando a produção de dados e o monitoramento ambiental por meio de parcerias com a World Resources Institute, além de colaborações tecnológicas com empresas como IBM e Google.

No campo da economia verde, Teresina implantou de forma pioneira um Programa de Pagamento por Serviços Ambientais voltado para áreas urbanas, desenvolvido com o apoio do C40, da WRI e do UrbanShift e financiado pelo Global Environment Facility. Já no eixo de neutralidade de carbono, a cidade está concluindo os estudos de eletrificação do transporte público com apoio da cooperação alemã, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit.

A capital também tem promovido ampla mobilização social por meio de três Conferências do Clima de Teresina e dois Fóruns de Justiça Climática, reunindo especialistas e instituições de diversas regiões do país para debater soluções para os desafios climáticos urbanos. Além disso, participa do Acelerador de Soluções para o Calor Urbano, iniciativa da WRI que busca acelerar a implementação de estratégias de adaptação nas cidades.

Políticas Climáticas

Teresina também integra compromissos internacionais voltados ao enfrentamento do calor extremo, como o Global Cooling Pledge, lançado durante a COP28, e mais recentemente a iniciativa Beat the Heat. De acordo com o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira Martins, a participação da cidade no evento representa um importante reconhecimento das iniciativas desenvolvidas na capital.

“Para Teresina, enfrentar o calor extremo é uma prioridade. Nossa cidade tem buscado integrar ciência, inovação e políticas públicas para proteger a população e construir soluções urbanas mais resilientes. Poder compartilhar essa experiência em um evento nacional é também um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido em nossa cidade”, destacou.

A participação de Teresina reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento de políticas climáticas inovadoras e com a construção de uma cidade cada vez mais preparada para os desafios das mudanças do clima.

O evento pode ser assistido na íntegra pelo link:
https://www.youtube.com/watch?v=0uhZD9-FpBk

SEMAI lança edital de voluntariado técnico para atuação na Agenda Teresina 2030

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI), lançou o Edital nº 01/2026 para seleção de voluntários técnicos que irão atuar no fortalecimento das políticas públicas vinculadas à Agenda Teresina 2030. A iniciativa segue o que estabelece a Lei Federal nº 9.608/1998, que rege o serviço voluntário no Brasil, assegurando que a atuação seja não remunerada, sem geração de vínculo empregatício e pautada no interesse público.

O programa tem como objetivo promover a participação cidadã qualificada, aproximando profissionais da sociedade civil da gestão pública e fortalecendo a produção de conhecimento, pesquisas, diagnósticos e ações colaborativas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cidade. O voluntariado também contribui para ampliar a capacidade técnica da administração municipal e estimular uma cultura de corresponsabilidade na construção de soluções para os desafios urbanos, sociais e ambientais de Teresina.

Podem participar do processo seletivo profissionais com formação de nível superior ou tecnólogo em áreas como Arquitetura e Urbanismo, Engenharias, Biologia, Geografia, Gestão Ambiental, Ciência da Computação, Ciências Sociais, Direito, Políticas Públicas, Serviço Social, Agronomia, Geoprocessamento, Energias Renováveis e Jornalismo, entre outras áreas correlatas. A atuação dos voluntários será de caráter consultivo e colaborativo, sem o exercício de atividades finalísticas da administração pública, com dedicação mínima de 3 h oras semanais, conforme previsto em edital.

Um exemplo do impacto do voluntariado é a trajetória da arquiteta e urbanista Elisa Carvalho, que iniciou sua atuação na Agenda Teresina 2030 como voluntária. “Comecei como voluntária e tive a oportunidade de contribuir tecnicamente com pesquisas e projetos estratégicos para a cidade. Essa experiência foi fundamental para meu crescimento profissional e para entender como o conhecimento técnico pode apoiar as políticas públicas”, afirmou.

Diálogo

Para o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, o edital representa uma oportunidade concreta de engajamento qualificado da sociedade. “O voluntariado técnico permite que profissionais contribuam com seu conhecimento e experiência, ao mesmo tempo em que fortalecemos a Agenda Teresina 2030 e ampliamos o diálogo entre a gestão municipal e a sociedade”, destacou.

Já o secretário municipal de Articulação Institucional, Luis André, destaca a importância da participação dos profissionais liberais no processo. “A convocação de profissionais de diversas áreas por meio do edital para promover uma maior integração da comunidade comprova a vocação da Agenda Teresina 2030 como um agente transformador dentro da nossa sociedade”, finalizou.

As inscrições estarão abertas de 3 a 20 de fevereiro de 2026. A divulgação do resultado preliminar está prevista para 25 de fevereiro, as entrevistas ocorrerão entre 2 e 6 de março, e o resultado final será publicado no dia 10 de março de 2026, conforme cronograma do edital.

EDITAL N° 01/2026/SEMAI – PROCESSO SELETIVO PARA ADMISSÃO DE SERVIÇOS VOLUNTÁRIOS TÉCNICOS PARA A SECRETARIA MUNICIPAL DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL

O Secretário Municipal de Articulação Institucional de Teresina, a fim possibilitar a participação dos candidatos em formato remoto, torna público a alteração do edital possibilitando entrevistas em formato remoto no período de 02 de março de 2026 a 06 de março de 2026. Torna pública, ainda, a retificação das datas constantes do parágrafo 3.3; conforme a seguir especificado.

A inscrição deverá ser realizada através de formulário através link https://forms.gle/gsxaRmUSExXsFt62A, de 03 de fevereiro a 20 de fevereiro de 2026

Teresina recebe mais de R$ 3,5 milhões para gestão ambiental a partir de doação internacional

Ponte Estaiada (Foto: Jailson Soares/Semcom)

Teresina acaba de dar mais um passo decisivo rumo ao desenvolvimento urbano sustentável. A capital piauiense e os municípios que integram a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (RIDE) foram contemplados com mais de R$ 3,5 milhões em investimentos internacionais por meio do Projeto CITinova II, com a contratação de três importantes produtos: o Plano de Ação Climática, o Plano de Biodiversidade Urbana e um projeto-piloto de urbanismo de baixa emissão.

O CITinova II – Promoção do planejamento metropolitano integrado e de investimentos em tecnologia urbana inovadora – no Brasil é um projeto executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que também atua como agência implementadora. O investimento advém do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – Global Environment Facility), que reúne recursos doados por países signatários da Convenção da ONU para o Clima e a Biodiversidade, visando apoiar a proteção dos ecossistemas em escala global. 

Bessah Araújo Costa Reis Sá, secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM), destacou as oportunidades geradas por tais recursos. “Para o município, esses recursos geram benefícios diretos, como soluções integradas de planejamento que superam barreiras administrativas, fortalecendo a resiliência ambiental e o crescimento ordenado em uma região de médio porte com desafios crescentes. A SEMAM, em articulação com a Coordenação da Agenda Teresina 2030 e a SEMAI, está plenamente inclusa e interessada na execução do projeto, atuando como interlocutora essencial para garantir a implementação eficaz e o alinhamento com políticas municipais.” 

Teresina está entre as três regiões brasileiras escolhidas para receber ações diretas do CITinova II, ao lado das regiões metropolitanas de Belém (PA) e Florianópolis (SC)..Na capital piauiense, a Coordenação da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM) são responsáveis por articular localmente o projeto, garantindo a interlocução entre as instituições nacionais, internacionais e os municípios da RIDE.

Para Júlio Arcoverde, secretário municipal de Articulação Institucional (SEMAI), a conquista é reflexo direto do esforço conjunto entre os entes locais e internacionais. “O papel da Secretaria de Articulação Institucional é justamente construir pontes. Essa conquista é resultado do diálogo entre o município, os organismos internacionais e os demais entes da RIDE, garantindo que Teresina esteja inserida nas principais agendas globais sobre clima. Não se trata apenas de planos, mas de soluções que vão impactar a vida das pessoas, seja na mobilidade, na qualidade ambiental ou na adaptação às mudanças climáticas. É planejamento hoje para garantir uma cidade pronta para o futuro.”

Com essa nova conquista, Teresina reforça sua posição como referência nacional e internacional em planejamento climático e inovação urbana.

Teresina inicia hoje a 3ª Conferência do Clima reunindo especialistas nacionais para debater calor extremo, pesquisa e inovação

A capital piauiense abre nesta quarta-feira (26) a 3ª Conferência do Clima de Teresina – CLIMATHE25, que segue até sexta-feira (28) no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Com o tema  “Cidades Quentes, Ideias Vivas: Justiça Climática e Inovação para um Futuro Resiliente”, o encontro reúne pesquisadores, gestores públicos, instituições internacionais, sociedade civil e movimentos sociais em uma programação voltada para um dos maiores desafios da cidade: a adaptação ao calor extremo.

A abertura do CLIMATHE25 contará com a presença de autoridades municipais e especialistas na área, além do lançamento do Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Na sequência, serão realizadas duas palestras internacionais. A primeira será ministrada por Cristiane Borda, representante do C40, com o tema “A Era do Calor: como o aumento extremo da temperatura está redesenhando o planeta e nossas cidades”. Em seguida, o moçambicano Hortêncio Lopes, da Prefeitura de Boane, apresentará experiências de adaptação com a palestra “Resiliência à seca, inundações e erosão no município de Boane”. Um painel com especialistas do ONU-Habitat e do Ministério do Meio Ambiente encerra os debates da noite.

Nesta quinta-feira (27), a programação será dedicada a quatro eixos centrais: saúde e calor extremo; financiamento climático; tecnologia para monitoramento ambiental; e governança para ação climática. Entre os palestrantes estão representantes da Fiocruz, I Care Brasil, GIZ, MCTI, Fundação Grupo Boticário, WRI Brasil, além de secretários municipais e pesquisadores da UFPI. O dia se encerra com o anúncio dos vencedores da maratona de inovação “Pense Quente, Teresina!”, que desenvolve soluções para enfrentar o calor nas cidades.

A sexta-feira (28) será dedicada ao II Fórum de Justiça Climática de Teresina, com debates voltados às populações mais vulneráveis às altas temperaturas. A programação inclui discussões sobre os impactos do calor extremo na população em situação de rua, estratégias de cuidado na primeira infância e o papel das mulheres na resposta à crise climática. O encontro se encerra com a leitura e assinatura da Carta de Teresina pelo Clima e pelo Cuidado, simbolicamente apresentada por uma criança, representando as futuras gerações diretamente afetadas pelas mudanças climáticas.

O CLIMATHE25 é realizado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, SEMPLAN (Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação), SEMAI (Secretaria Municipal de Articulação Institucional), e conta com correalização do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), além do apoio de instituições como UFPI – Universidade Federal do Piauí, IFPI – Instituto Federal do Piauí, CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí), CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo Piauí), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), SEMDEC (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), SEMCASPI (Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas), SEMJUV (Secretaria Municipal da Juventude), FMS (Fundação Municipal de Saúde) e SECTI (Secretaria Municipal da Ciência, Tecnologia e Inovação).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.semplan.pmt.pi.gov.br

O evento é aberto ao público e deve atrair técnicos, estudantes, pesquisadores e cidadãos interessados nas soluções que podem transformar Teresina em uma cidade mais resiliente.

Gestantes em Teresina terão novo pré-natal após estudo confirmar calor extremo como risco à saúde

Foto: Ascom FMS

O calor em Teresina tem se intensificado a cada ano. E o que muitos ainda ignoram é que as altas temperaturas podem representar sérios riscos à saúde, incluindo gestantes. Diante desse cenário, a Agenda Teresina 2030 realizou uma pesquisa científica que revela os impactos do calor extremo na saúde das grávidas da capital e agora deu início à implantação de uma política pública que reconhece o calor extremo como fator de risco no pré-natal.

A iniciativa foi motivada pela pesquisa “Análise do impacto do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, realizada pela Agenda Teresina 2030 no período do B-R-O BRÓ com 411 gestantes atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Teresina. Agora, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde, um novo pré-natal está sendo estruturado, incorporando o calor extremo como fator de risco. O foco principal é a proteção de gestantes expostas a altas temperaturas, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social.

A exposição prolongada ao calor pode trazer várias complicações durante a gravidez. O estudo chamou atenção para uma série de complicações percebidas nas gestantes, como: infecção urinária, inchaço corporal, aumento de pressão arterial, infecções ginecológicas e impactos na saúde mental. Além disso, estudos internacionais reforçam que o calor excessivo pode afetar o fluxo sanguíneo fetal, aumentar a incidência de pré-eclâmpsia e comprometer o desenvolvimento do bebê.

“As mulheres grávidas de Teresina manifestaram suas queixas, os sintomas, sua condição de vida e sua necessidade de mais informação sobre o que o calor provoca na sua saúde. O que estamos fazendo é construindo, junto com os profissionais da saúde, um novo pré-natal, que atenda diretamente às necessidades dessas gestantes. A parceria com a FMS tem sido de muita colaboração e o resultado será um grande salto de qualidade do pré-natal que Teresina vai oferecer às suas pacientes e aos bebês, que nascerão com mais saúde”, afirmou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O médico Breno Noah, da equipe técnica da FMS, explicou que o objetivo é que o impacto do calor passe a ser considerado um marcador clínico e epidemiológico nos atendimentos de pré-natal. “É preciso que as altas temperaturas de Teresina não sejam somente assunto para iniciar conversa. O calor extremo tem que ser colocado no centro das políticas de saúde da cidade”, disse.

Agenda Teresina 2030 participa de discussões sobre calor extremo na COP30

A Agenda Teresina 2030 participa da programação da COP30 – 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), em Belém (PA), nesta segunda-feira (10) e terça-feira (11). O encontro global reúne líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutirem ações no combate à crise climática.

Na sessão “Rising Temperatures, Local Solutions: The Role of Cities in Tackling Extreme Heat”, no Pavilhão da Saúde da Blue Zone, a analista Bárbara Isa, da Agenda Teresina 2030, apresentará as iniciativas da capital piauiense para o enfrentamento ao calor extremo e dividirá espaço com Michèle Rubirola, prefeita de Marseille (França) e Roberto Ariel Gaudio, Secretário de Meio Ambiente de Quilmes (Argentina), a convite do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.

Já nesta terça, Teresina estará no evento de alto nível do Beat the Heat – Mutirão contra o Calor Extremo, das 14h30 às 16h, na Blue Zone, Special Events Room 2.

“Temos um portfólio de ações que será apresentado no principal evento sobre mudanças climáticas do planeta: a COP30. Teresina tem evoluído de forma substancial no que diz respeito ao calor extremo e tem sido convidada a participar de discussões em nível internacional, dada a experiência que vem acumulando. Isso é o reconhecimento do quanto a cidade tem amadurecido seu planejamento e suas iniciativas. A COP é um espaço privilegiado que poderá nos proporcionar contato com diversas instituições que poderão se tornar nossas parceiras”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A partir da construção do seu Plano de Ação Climática, a capital piauiense vem planejando iniciativas de adaptação contra os efeitos do calor extremo na população. Esse é um dos principais problemas detectados no plano. O calor vem avançando a cada ano e tende a piorar a qualidade de vida da população, especialmente a parcela com menos recursos de resfriamento. “É preciso repensar o espaço urbano, o modo como lidamos com o calor em casa, no trabalho, proteger os mais vulneráveis e conscientizar a todos para os perigos que ele representa em todas as áreas”, explica.

Entre os principais temas da conferência estão a redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono, preservação de florestas e biodiversidade, justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.

Parceria da Agenda Teresina 2030 com o UNFPA garante elaboração do Plano de Enfrentamento ao Feminicídio para a capital

A cidade de Teresina passará a contar com um Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero. A viabilidade da construção desse plano se deve à parceria da Agenda Teresina 2030 com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O organismo internacional fez a contratação de uma consultoria, que fará o levantamento de dados e a elaboração do documento. Também está inserida nesta construção a Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para as Mulheres. O trabalho da consultoria inicia na próxima semana.

Nesta sexta-feira (17), foi realizada a primeira reunião de alinhamento com a consultoria para estabelecimento de cronograma. “Estamos iniciando a construção desse plano de extrema importância para a cidade, que vem testemunhando números crescentes de mulheres sendo agredidas e mortas. Essa parceria com a SMPM renderá esse fruto e o que esperamos é que seja desenvolvida, a partir dele, uma política pública sólida de proteção a mulheres e meninas da nossa cidade”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero trará um panorama geral dos crimes cometidos contra mulheres na capital para propor ações diretas e indiretas no sentido de garantir os direitos de mulheres e meninas, não apenas no aspecto punitivo aos agressores, mas também de prevenção e fortalecimento da rede de apoio e dos fluxos de atendimento.

É a Agenda Teresina 2030 o órgão que estabelece parcerias entre a Prefeitura e instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas para o atendimento de populações vulneráveis, atendendo às diretrizes dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU. A construção desse plano atende ao ODS 5 – Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Violência contra a mulher em Teresina

O Mapa da Segurança Pública de 2025 aponta que o Piauí apresentou o maior aumento percentual de feminicídios no Brasil entre os anos de 2023 e 2024. O número no Estado cresceu 42,86% e o de estupro teve um aumento de 23,61% no período. Teresina também aparece entre as capitais com os maiores números absolutos em 2024, ficando em quarto lugar, com 12 vítimas.

Até o mês de junho de 2025, a polícia já contabilizava 24 feminicídios no Estado. A delegada Bruna Verena, da Diretoria de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, confirmou à imprensa que um estudo mostra que 90% das vítimas não tinham feito boletim de ocorrência ou pedido medida protetiva.

Teresina é finalista de prêmio internacional que reconhece melhores projetos e práticas contra os efeitos das mudanças climáticas

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

A cidade de Teresina é finalista do Prêmio Bloomberg Philanthropies Local Leaders de 2025 , que reconhece as melhores políticas, projetos ou programas liderados por líderes locais, estados e regiões que abordaram as mudanças climáticas de forma eficaz nos últimos três anos. A iniciativa da indicação da capital piauiense é da Agenda Teresina 2030. O anúncio dos finalistas ocorreu nesta quinta-feira (09).

De acordo com a Bloomberg Philanthropies, o prêmio destaca o papel exemplar e crucial que prefeitos e líderes locais desempenham em todo o mundo na aceleração do progresso climático global rumo à COP30.

Teresina concorre na categoria Infraestrutura mais segura para um mundo em mudança – Protegendo comunidades com sistemas resilientes e preparados para o clima. A Agenda Teresina 2030 submeteu o projeto Lagoa de São Joaquim – Infraestrutura Verde e Resiliência Climática. Ele reflete o esforço da gestão municipal em transformar uma área antes totalmente degradada em um espaço público qualificado, totalmente voltado para a criação de um microclima mais agradável e um projeto arquitetônico voltado para crianças em idade de primeira infância.

A obra, que está sendo executada agora pela Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte, é remanescente do Programa Lagoas do Norte, pioneiro nas iniciativas de adaptação climática num período em que a maior parte das cidades do mundo inteiro pouco estavam estruturando em intervenções urbanas para combater os efeitos da crise do clima.

“Esse é um projeto especial que a cidade vai ganhar, principalmente as crianças daquela região que, até um tempo atrás, estava imersa em uma situação social bastante preocupante. Isso é fruto de um programa disruptivo e ousado por integrar tantos eixos de atuação, como social, saneamento, modernização da gestão municipal e requalificação urbana e ambiental, que foi o Lagoas do Norte, executado junto com o Banco Mundial”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Concorrem com a capital piauiense a cidade de Pequim (China) – Construindo um Centro Administrativo Municipal de Pequim Resiliente ao Clima; Bogotá (Colômbia) – Revitalização urbana resiliente em Bogotá; e o Rio de Janeiro (RJ) – Protocolo de Resposta ao Calor Extremo.

As categorias do Prêmio Bloomberg Philanthropies Local Leaders de 2025 estão alinhadas com as prioridades da presidência da COP30 — transição energética justa, adaptação, saúde pública e parcerias multiníveis poderosas — enfatizando soluções climáticas ousadas e inovadoras nos níveis local e regional.

“A mudança climática é um desafio global, mas soluções eficazes muitas vezes começam no nível local – onde grandes ideias podem criar raízes e se espalhar de cidade para cidade”, disse Michael R. Bloomberg, Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para Ambição e Soluções Climáticas e Fundador da Bloomberg LP e da Bloomberg Philanthropies. “Cada um desses finalistas está tomando medidas ousadas para reduzir as emissões, melhorar a saúde pública e estimular o crescimento econômico – demonstrando o quanto de progresso é possível quando líderes trabalham juntos em diferentes cidades, países e setores público e privado”, finaliza.