Teresina é selecionada pelo governo federal para participar de projeto de redução de riscos de desastres

Teresina é selecionada para participar de projeto de redução de riscos de desastres (Foto: Arquivo SEMCOM)

A capital do Piauí foi uma das 12 cidades selecionadas pela Fiocruz e Ministério das Cidades para participar de um projeto inovador no Brasil: o Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (DUI – RRD Cidades). A proposta é desenvolver novas metodologias de planejamento urbano para que a cidade possa lidar melhor com os riscos de desastres geo-hidrológicos, como cheias, enxurradas, inundações e deslizamentos.

O acesso de Teresina ao projeto foi garantido pela Agenda Teresina 2030, que fez a submissão da proposta junto às instituições federais. As cidades selecionadas vão participar de oficinas, debates técnicos e interação com diferentes entidades, além da possibilidade de estabelecer parcerias estratégicas para o desenvolvimento do projeto.

A Agenda Teresina 2030 tem como principal objetivo desenvolver a cidade de forma sustentável para garantir qualidade de vida à sua população. “Estamos sempre mapeando novas oportunidades de inserir Teresina nas discussões em nível nacional e mundial acerca da adaptação climática. Os riscos hidrológicos estão descritos no nosso Plano de Ação Climática, documento que também traz as projeções para o futuro. Portanto, é importante que a cidade esteja inserida nos projetos, no desenvolvimento de políticas públicas e no relacionamento com as instituições que possam viabilizar obras e ações de adaptação”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A seleção levou em conta critérios como: disponibilidade de infraestrutura e capacidade técnica e operacional, avaliação de iniciativas já existentes, diagnóstico das áreas de risco geo-hidrológico, arranjos intersetoriais, organização de gestão participativa com a comunidade, propostas de intervenção baseadas nos princípios de resiliência urbana e sustentabilidade e capacidade para replicar a metodologia para outros contextos municipais.

Sobre o projeto

O projeto DUI – RRD Cidades tem como principal objetivo elaborar um manual de intervenções urbanas voltado à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos a partir do fortalecimento das estratégias de planejamento urbano integrado voltadas e do desenvolvimento de novas metodologias, tecnologias e práticas inovadoras nos territórios selecionados.

Servidores da Prefeitura de Teresina participam de encontro com coordenador do Centro de Liderança Pública

Servidores da Prefeitura participam de encontro com coordenador do CLP (Foto: Ascom Semplan)

Os servidores da Prefeitura de Teresina, participaram, nesta quarta-feira (28), de um encontro com o coordenador do Centro de Liderança Pública (CLP), Renato de Jesus Alves. O encontro, articulado pela Agenda Teresina 2030, teve o objetivo de estreitar o relacionamento da gestão municipal com a instituição, informar sobre as atividades do CLP e oportunidades para os servidores, além da possibilidade de futuras parcerias que poderão ser estabelecidas entre a Prefeitura de Teresina e o CLP.

O Centro de Liderança Pública é uma organização que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 15 anos, trabalha por uma gestão pública mais eficiente no uso de seus recursos. Desde 2008, a organização já ultrapassou a marca de 1.000 cidades impactadas por projetos ou cursos; e tem mais de 300 pessoas na rede de líderes, que já alcançou 24 estados e setores da administração pública.

A Prefeitura de Teresina participa da rede MLG – Master em Liderança, Política e Gestão Pública, programa de pós-graduação lato sensu do Centro de Liderança Pública (CLP) que visa formar líderes públicos capazes de implementar políticas públicas eficazes e transformadoras. O curso é ministrado pelo CLP e certificado pelo Instituto Singularidades, e busca desenvolver habilidades de liderança, gestão, política e metodologia.

“Diversos servidores da Prefeitura já participaram do programa de pós-graduação e, com isso, contribuem para a eficiência da gestão, para a amplitude das ações e projetos e para que a gestão consiga se articular com entes em níveis nacional e internacional”, avalia Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Agenda Teresina 2030 avança na elaboração do protocolo de calor para gestantes de Teresina

A Agenda Teresina 2030 reuniu, nesta terça-feira (27), representantes de diversos órgãos da gestão municipal para avançar na elaboração do protocolo de calor destinado às mulheres gestantes da capital. Essa política pública atende às queixas das gestantes entrevistadas na pesquisa “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada no ano passado pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A pesquisa revelou que 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico; 75% acreditam que a condição foi agravada pelo calor; 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde; 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação, 84% sentem que não têm acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas Unidades Básicas de Saúde.

Na reunião de hoje estavam presentes representantes da Fundação Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas, Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres e Secretaria Municipal de Educação.

“É de grande importância o trabalho desenvolvido de forma colaborativa com as diversas secretarias da Prefeitura porque estamos construindo um protocolo para atender diretamente aos anseios que as mais de 400 gestantes pesquisadas nas 75 Unidades Básicas de Saúde pela nossa equipe manifestaram. A pesquisa nos mostrou que o calor afeta a todos na nossa cidade. Porém, afeta mais intensa aqueles que possuem menos mecanismos para lidar com seus efeitos na saúde e bem-estar”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A pesquisa foi realizada pela Agenda Teresina 2030 no âmbito do desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus”, lançado pelo Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). A capital piauiense foi a única cidade das Américas a vencer esse desafio e, com o prêmio, financiou a realização dos levantamentos. O resultado foi divulgado em dezembro do ano passado.

Agenda Teresina 2030 publica relatório final de pesquisa sobre os efeitos do calor na saúde das gestantes de Teresina; saiba como ter acesso

A Agenda Teresina 2030 publicou no site da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), à qual é vinculada, o relatório contendo os dados consolidados da pesquisa inédita “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada em parceria com o Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA).

Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa, sendo que 66% sente desconforto frequente por conta do calor e 44% disse que enfrenta uma intensidade extremamente alta de calor.

A pesquisa contempla bases de dados primária e secundária. Foram aplicados 411 questionários diretamente com gestantes atendidas em 75 Unidades Básicas de Saúde localizadas na zona urbana da capital. Cada questionário continha 35 perguntas.

Ao todo, 89% das entrevistadas declarou que o calor impacta sua saúde física, com 82,24% afirmando que tem piorado os sintomas de cansaço ou fadiga e para 50,61% aumentou a dificuldade de respirar. Elas relataram ainda que percebem que o calor afeta seus bebês: entre as que notaram o bebê mais agitado, apresentaram como sintomas físicos o cansaço (92%) e dificuldade de respirar (63%). E, de forma espontânea, elas manifestaram os sintomas relacionados ao calor que as levaram a procurar o médico: assaduras no corpo, falta de ar, dermatite, coceira, mal-estar, dor de cabeça, insônia, confusão mental, enxaqueca, pressão baixa, sangramento no nariz e piora na ansiedade.

Ainda sobre sintomas físicos, 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico durante a gravidez e 75% acreditam que a condição foi agravada pelo calor.

Quando perguntadas se estavam seguindo alguma orientação médica específica para lidar com o calor, 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde, 25% não buscou orientações e 12% afirmou que estava seguindo as orientações. Porém, ao responderem sobre quais seriam essas orientações passadas, 90% afirmou que seria beber água e 15% tomar mais banhos. No total, 68% avaliam que bebem pelo menos 2,5 litros de água diariamente. Além disso, 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação.

O questionário também avaliou o impacto emocional do calor nas gestantes. Do total de entrevistadas, 61% afirmou que sente de forma significativa esse impacto.

Perfil geral

84% das mulheres são pardas e pretas, com média de idade de 27 anos, 60% se locomovem a pé para as consultas e 53% se locomovem a pé no dia a dia.

Entre as que estão no grupo de 15% que declararam ter problema de saúde antes da gravidez, 34% apontaram a hipertensão, 18% a diabetes e 18% a anemia.

Para amenizar o calor

Sobre as medidas que adotam contra o calor extremo, 81% delas disseram que buscam um local fresco, 20% ficam no quarto com ar-condicionado e 20% ficam no quintal ou áreas cobertas da casa. Por outro lado, 70% afirmam que não frequentam parques ou praças, sendo que 34% afirmam que não gostam desses ambientes, 20% não tem acesso e 18% não se sentem seguras em parques e praças.

79% usam roupas específicas para lidar com o calor, como vestidos e shorts. 69% não consideram suas residências adaptadas ao calor extremo.

Falta informação

Do total de entrevistadas, 84% sentem que não tem acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez e 15% disseram que tem acesso. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas UBSs.

Calor e preocupação

As gestantes relataram de forma espontânea preocupações sobre o impacto do calor na sua saúde: piorar a falta de ar e evoluir para algo mais grave, gatilho de ansiedade, insolação, ter um AVC, medo de eclâmpsia, passar mal, desmaio, medo do parto prematuro, infarto, tontura, agravar o emocional, pensamentos agoniantes, medo da depressão subir muito e colocar a vida dela e do filho em risco.

Caráter inédito

Teresina é uma das poucas cidades do planeta a pesquisar cientificamente, com equipes em campo, como o calor extremo tem afetado sua população de mulheres gestantes. Ao propor o tema “O impacto do calor extremo e altas temperaturas no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina” no desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus” do Fundo de Populações das Nações Unidas, a Agenda Teresina 2030 foi uma das seis selecionadas no mundo e premiada com recurso que financiou a realização desta pesquisa.

Acesse aqui o relatório

https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/wp-content/uploads/sites/39/2025/05/RelatA%CC%83%C2%B3rio-Final-Maio-2025_UNFPA.pdf

Prefeito Silvio Mendes recebe visita de representantes do Pacto Pelas Crianças e TCE

Prefeito Silvio Mendes em reunião com a coordenadora do Pacto pelas Crianças do Piauí, Isabel Fonteles e a conselheira do TCE, Rejane Dias (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

O prefeito Silvio Mendes, recebeu, nesta terça-feira (22), a visita da primeira-dama do Estado, Isabel Fonteles, coordenadora do Pacto Pelas Crianças, e da conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Rejane Dias. A visita teve como objetivo apresentar ao prefeito o Plano Estadual pela Primeira Infância e aproximar possíveis iniciativas em conjunto.

Participaram ainda do encontro, o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, Marco Antonio Ayres, o secretário executivo de Planejamento Estratégico e Gestão, Daniel Pereira, e o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. A Agenda Teresina 2030 é a instituição responsável pelo desenvolvimento do planejamento e ações intersetoriais para a primeira infância na capital. Foi dela a iniciativa da criação do Plano Municipal Pela Primeira Infância de Teresina, em 2022.

Durante o encontro, o prefeito Silvio Mendes, elencou diversas ações e dados alcançados pela capital tendo como foco crianças de 0 a 6 anos, especialmente na educação, saúde e assistência social. “Crianças sempre foram e sempre serão prioridade na gestão da prefeitura de Teresina”, afirmou o prefeito.

A primeira-dama, Isabel Fonteles, manifestou intenção de trabalhar em conjunto com a prefeitura de Teresina. “Já estivemos com o secretário de Educação, Ismael Silva, que nos recebeu muito bem. Nosso desejo é estreitar as relações para trabalharmos juntos”, destacou.

Prefeito Silvio Mendes em reunião com a coordenadora do Pacto pelas Crianças do Piauí, Isabel Fonteles (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

A conselheira do TCE, Rejane Dias, comentou que, atualmente, os tribunais em todo o país estão trabalhando a temática da primeira infância. “Os tribunais no Brasil têm se envolvido no apoio ao desenvolvimento das políticas públicas e nos planos de primeira infância. Por isso nós estamos aqui”, disse.

Prefeito Silvio Mendes em reunião do Pacto pelas Crianças do Piauí, com a conselheira do TCE, Rejane Dias (Foto: Jailson Soares/SEMCOM)

Teresina foi o primeiro município piauiense a desenvolver o Plano Municipal para a Primeira Infância e tem ações integradas para a promoção da saúde, educação e assistência social. A Agenda Teresina 2030 é o órgão, dentro da prefeitura, que faz o trabalho de engajamento, articulação e desenvolvimento de ações com os órgãos da prefeitura e instituições nacionais e internacionais, a exemplo da Urban95 e da Fundação Van Leer.

“A primeira infância é uma pauta consolidada dentro da prefeitura de Teresina. A partir do trabalho da Agenda Teresina 2030, a cidade tem um planejamento e diversas ações em execução. A exemplo disso, estão a realização de formações de servidores e a articulação para que as crianças da capital tenham o primeiro parque linear público projetado especificamente para ser um ambiente de contato com a natureza e um caminho seguro entre a casa e a escola”, finalizou Leonardo Madeira.

Agenda Teresina 2030 reúne secretarias para iniciar formatação de protocolo de calor para gestantes

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

As gestantes de Teresina passarão a contar com um protocolo de calor, um documento com orientações específicas para garantir sua saúde e bem-estar no período do B-R-O Bró. Esse documento será formatado por um grupo de profissionais de várias secretarias da Prefeitura de Teresina, sob a liderança da Agenda Teresina 2030, e subsidiado pelos resultados da pesquisa “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada no ano passado e que revelou os problemas e dificuldades enfrentados por essas mulheres no período mais quente do ano.

“Vamos iniciar esse trabalho em conjunto com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, Fundação Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A pesquisa nos revelou os efeitos do calor extremo na saúde de mulheres gestantes e também que o nível de orientação não é suficiente para que elas consigam lidar com esses efeitos. Então, esse protocolo vai cumprir essa função”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A pesquisa foi realizada pela Agenda Teresina 2030 no âmbito do desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus”, lançado pelo Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). A capital piauiense foi a única cidade das Américas a vencer esse desafio e, com o prêmio, financiou a realização dos levantamentos. O resultado da pesquisa foi divulgado em dezembro do ano passado.

Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa. Ao todo, 89% das entrevistadas declararam que o calor impacta sua saúde física, com 82,24% afirmando que tem piorado os sintomas de cansaço ou fadiga e para 50,61% aumentou a dificuldade de respirar. E, de forma espontânea, elas manifestaram os sintomas relacionados ao calor que as levaram a procurar o médico: assaduras no corpo, falta de ar, dermatite, coceira, mal estar, dor de cabeça, insônia, confusão mental, enxaqueca, pressão baixa, sangramento no nariz e piora na ansiedade.

Ainda sobre sintomas físicos, 35% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico durante a gravidez e entre elas 75% acreditam que a condição foi agravada pelo calor.

Quando perguntadas se estavam seguindo alguma orientação médica específica para lidar com o calor, 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde, 25% não buscou orientações e 12% afirmou que estava seguindo as orientações. Porém, ao responderem sobre quais seriam essas orientações passadas, 90% afirmou que seria beber água e 15% tomar mais banhos. No total, 68% avaliam que bebem pelo menos 2,5 litros de água diariamente. Além disso, 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação.

O questionário também avaliou o impacto emocional do calor nas gestantes. Do total de entrevistadas, 61% afirmou que sente de forma significativa esse impacto.

Perfil geral

84% das mulheres são pardas e pretas, com média de idade de 27 anos, 60% se locomovem a pé para as consultas e 53% se locomovem a pé no dia a dia.

Entre as que estão no grupo de 15% que declararam ter problemas de saúde antes da gravidez, 34% apontaram a hipertensão, 18% a diabetes e 18% a anemia.

Para amenizar o calor

Sobre as medidas que adotam contra o calor extremo, 81% delas disseram que buscam um local fresco, 20% ficam no quarto com ar-condicionado e 20% ficam no quintal ou áreas cobertas da casa. Por outro lado, 70% afirmam que não frequentam parques ou praças, sendo que 34% afirmam que não gostam desses ambientes, 20% não tem acesso e 18% não se sentem seguras em parques e praças.

79% usam roupas específicas para lidar com o calor, como vestidos e shorts. 69% não consideram suas residências adaptadas ao calor extremo.

Falta informação

Do total de entrevistadas, 84% sentem que não têm acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez e 15% disseram que têm acesso. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas UBSs.

Para Elisa Carvalho, líder da pesquisa, os dados evidenciam que as mulheres sentem falta de informação, de um cuidado mais específico por parte dos profissionais de saúde e orientação. “Fomos muito felizes em aplicar um questionário que permitiu que essas mulheres pudessem manifestar o que estavam sentindo e passando no seu cotidiano e o que percebemos com isso é que elas precisam é de informação, de orientações mais direcionadas às formas de mitigar o calor extremo, de se sentirem mais confortáveis em casa e minimizar os sintomas”, explicou.

Calor e preocupação

As gestantes relataram de forma espontânea preocupações sobre o impacto do calor na sua saúde: piorar a falta de ar e evoluir para algo mais grave, gatilho de ansiedade, insolação, ter um AVC, medo de eclâmpsia, passar mal, desmaio, medo do parto prematuro, infarto, tontura, agravar o emocional, pensamentos agoniantes, medo da depressão subir muito e colocar a vida dela e do filho em risco.

Teresina recebe segunda missão para construção do Plano Municipal de Redução de Riscos

Equipes do Serviço Geológico do Brasil (SGB) estão em Teresina para a segunda missão de construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A missão é conduzida pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), e pela Secretaria Municipal de Defesa Civil. Os técnicos da SGB percorrerão áreas de risco nas quatro regiões urbanas e rurais da cidade, em companhia também dos profissionais das Superintendências de Desenvolvimento Urbano e Rural.

A Prefeitura Municipal de Teresina foi uma das dez cidades brasileiras contempladas, através do Programa Periferia sem Risco do Ministério das Cidades, para receber o PMRR. O programa é uma estratégia que orienta as ações do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco da Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do ministério.

O PMRR tem importante papel no conhecimento técnico sobre os riscos existentes no território do município. Ele indicará, por exemplo, áreas prioritárias que deverão ser objeto de investimentos com intervenções estruturais e não estruturais, com a finalidade de reduzir os riscos identificados. O plano busca aperfeiçoar os instrumentos de planejamento, revisar a sua metodologia e fortalecer a formação de profissionais na área de mitigação de riscos e prevenção de desastres frente à crise climática.

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, analisa a importância desse instrumento para a cidade. “A partir desse plano, a Prefeitura terá informações para projetar obras estratégicas para mitigar os riscos de deslizamentos de terra e inundações, por exemplo. Agora, a SGB deve concluir o levantamento de campo e o plano deverá ser finalizado até o final deste ano”, afirma.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel José Nunes, detalha como a ação contribui para o trabalho de garantir a segurança da população. “A continuidade do mapeamento das áreas de risco em Teresina, agora incluindo a zona rural, é um avanço essencial para a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Com o apoio dos técnicos do Serviço Geológico do Brasil, teremos um diagnóstico ainda mais preciso das vulnerabilidades do nosso município, o que permitirá ações preventivas mais eficazes. Nosso compromisso é fortalecer a segurança da população, adotando medidas que reduzam os impactos de eventos adversos. Esse trabalho conjunto é fundamental para garantir um planejamento urbano mais seguro e sustentável para Teresina”, declara.

Ministério das Cidades, SGB e Prefeitura de Teresina iniciam construção do Plano Municipal de Redução de Riscos

As equipes da Agenda Teresina 2030, do Ministério das Cidades e do Serviço Geológico do Brasil (SGB) se reuniram hoje (17) com o Comitê Gestor de Redução de Risco de Desastres – CGRRD e outros órgãos estratégicos para iniciar o trabalho de elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos. Participaram da reunião, Tiago Antonelli, representando o SGB, e Fernando Rocha Nogueira e Renan Duarte dos Santos Saraiva, representando a Secretaria Nacional de Periferias do ministério, instituição que está coordenando o trabalho com os 10 municípios brasileiros que receberão esse trabalho.

A Prefeitura Municipal de Teresina foi contemplada, através do Programa Periferia sem
Risco – estratégia que orienta as ações do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco da Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades -, para receber o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

O PMRR tem importante papel no conhecimento técnico sobre os riscos existentes no
território municipal e sobre as áreas prioritárias que deverão ser objeto de investimentos com intervenções estruturais e não estruturais com a finalidade de reduzir os riscos identificados. A ação busca aperfeiçoar os instrumentos de planejamento urbano, revisar a sua metodologia e fortalecer a formação de profissionais na área de mitigação de riscos e prevenção de desastres frente à crise climática.

“O governo federal retomou esse importante instrumento com foco nas periferias. A ideia é ter, pelo menos, 200 planos sendo aplicados neste governo. Hoje vemos, por exemplo, um vendaval inviabilizar uma cidade como São Paulo. Tivemos o desastre no Rio Grande do Sul. Só esse fato já seria suficiente para a gente rever o papel desse instrumento”, afirmou Fernando Rocha Nogueira.

As primeiras atividades serão desenvolvidas nos territórios mais vulneráveis para a atualização do mapeamento das áreas de risco. De acordo com o coordenador da Agenda Teresina 2030, a prefeitura já possui estudos que servirão de linha de base para o trabalho.

“Ao longo do tempo, a cidade foi formatando seu planejamento para lidar com os riscos de alagamentos, inundações, enchentes, queimadas e deslizamentos de terra, por exemplo. Temos o Plano de Ação Climática, que traz dados atualizados. Temos os estudos que foram feitos para subsidiar as obras e intervenções feitas pelo Programa Lagoas do Norte, que conseguiu reverter o risco em uma enorme área da zona norte. Vamos agora atualizar esses dados e compartilhar com os técnicos do SGB e, ao final do próximo ano, a cidade terá o seu Plano de Redução de Riscos e, assim, ter um instrumento completo de proteção dessas áreas de risco”, destacou Leonardo Madeira.

Participaram da reunião também representantes das Secretarias de Assistência Social, Cidadania e Políticas Públicas; de Planejamento e Coordenação; Defesa Civil Municipal; de Políticas Públicas para Mulheres; de Governo; de Meio Ambiente; Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito; Procuradoria Geral do Município; Fundação Municipal de Saúde; das Superintendências de Ações Administrativas Descentralizadas das regiões Norte, Sul, Leste e Sudeste; além da Câmara Municipal de Teresina, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Conselho Regional de Química, entre outros.

Prefeitura de Teresina e Ministério das Cidades preparam Plano Municipal de Redução de Riscos

Teresina foi a segunda cidade do Brasil selecionada pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos, documento norteador de toda a política pública que o município passará a adotar na gestão de risco de desastres.

A ação está sendo conduzida pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com a Defesa Civil Municipal. Na manhã desta quarta-feira (09), uma reunião entre diversos órgãos do município alinhou a participação de cada um na construção coletiva do documento.

A Prefeitura constituirá uma equipe técnica com apoio do SGB – Serviço Geológico do Brasil para atualizar o mapeamento das áreas de risco em toda a cidade e, com base nesses dados, construir o documento. Técnicos do SGB e Ministério das Cidades estarão em Teresina nos próximos dias para iniciarem, junto com a equipe da Agenda Teresina 2030 e da Defesa Civil Municipal, o diagnóstico e levantamento atual das áreas de risco.

“As catástrofes e problemas decorrentes da crise climática tendem a se agravar e isso levou o governo federal a propor medidas de prevenção. O governo escolheu cidades que teriam condições de receberem um planejamento desse tipo e que possam servir de modelo para as demais. E mais uma vez a Prefeitura de Teresina está na vanguarda”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O plano conterá relatórios de comunicação de risco, das etapas e das áreas mapeadas. O comitê, instituído por meio de decreto municipal, passará a discutir periodicamente a formatação desse documento. Integrarão esse comitê as Secretarias de Planejamento e Coordenação; de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas; de Políticas Públicas para Mulheres; Defesa Civil Municipal; Fundação Municipal de Saúde; Saads; Procuradoria Geral do Município; de Desenvolvimento Urbano e Habitação; de Desenvolvimento Econômico; de Governo; de Meio Ambiente; de Educação e Câmara Municipal de Teresina.

O secretário municipal de Defesa Civil, Marcos Vinícios, destaca a importância da união de esforços. “Uma situação de desastre necessita de resposta rápida, recursos humanos e financeiros e a Defesa Civil não tem condições de enfrentar o problema sozinha. Por isso é importante a participação de todos na formatação desse plano”, diz.

Teresina é convidada para encontro de gestores que fortalecerá compromissos do G20 em SP

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, participará do encontro da Cúpula de Prefeitos do Urban 20, que acontece entre os dias 17 e 18 em São Paulo. O convite foi feito pela Prefeitura de São Paulo. O encontro promoverá o debate entre gestores com o objetivo de fortalecer a participação dos governos locais nas pautas que estão sendo discutidas durante toda a presidência brasileira do G20.

De acordo com Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, esta é uma oportunidade para que a capital do Piauí possa trocar experiências e fortalecer as conexões com outras cidades que também estão debatendo e desenvolvendo políticas públicas para lidar com a crise climática.

“Teresina já está, há muito tempo, desenvolvendo obras e ações de adaptação e estamos acumulando essa experiência. Hoje, a crise climática está afetando cidades e estados que antes não afetavam tão diretamente. Nós buscamos nos adaptar há muito tempo porque há tempos já percebíamos e passamos a estudar como o calor extremo e as chuvas intensas impactavam na vida da população. Estamos levando essa experiência a diversos eventos país afora. O encontro de cúpula do U20 será uma grande oportunidade para estabelecermos novas conexões e parcerias para fortalecermos o trabalho que estamos implementando”, destaca Leonardo Madeira.

Além do encontro do U20, no mesmo período, a Agenda Teresina 2030 também apresenta sua experiência durante a programação do Congresso Mundial do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade. A instituição, da qual Teresina faz parte, reúne líderes locais no mundo todo para aprofundar o desenvolvimento de políticas públicas urbanas sustentáveis.