Agenda Teresina 2030 apresenta portfolio de projetos em evento internacional sobre justiça climática e resiliência

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

Nesta quinta-feira (02), a Agenda Teresina 2030 marcou presença no Daring Cities 2025, evento internacional promovido pelo ICLEI em parceria com a cidade de Bonn, na Alemanha. Realizado em formato virtual, o encontro reuniu especialistas e gestores públicos de várias partes do mundo para debater os desafios e soluções da Just Transition — conceito que conecta justiça social, resiliência urbana e ação climática multissetorial.

A atividade foi mediada por Nida Bilgen, especialista em desenvolvimento resiliente, e contou com a apresentação de Maryke van Staden, diretora do ICLEI’s Carbonn Climate Center, que introduziu o novo guia de Just Transition da organização. Em seguida, as sessões City Deep Dives trouxeram experiências de cidades em diferentes contextos.

Teresina foi representada por Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, ao lado das cidades de Izmir, na Turquia, representada por Mouran Ditbashatrkmani, consultora comunitária, e Seçil Uysal Halli, engenheira ambiental da municipalidade metropolitana.

Durante a apresentação, a capital piauiense destacou sua trajetória no enfrentamento ao calor extremo e na construção de políticas públicas inovadoras. Entre as iniciativas estão a pesquisa pioneira sobre os impactos do calor na saúde de gestantes, reconhecida pela ONU em 2024; a Política Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais; os estudos para eletrificação do transporte público em parceria com a GIZ; e a participação no Acelerador de Soluções Urbanas do WRI.

Segundo Leonardo Madeira, Teresina tem um portfolio diverso e consolidado que converge para o objetivo de promover resiliência e atender às populações climaticamente vulneráveis e esse trabalho tem reverberado em diversos eventos de caráter internacional.

“A presença de Teresina no Daring Cities reforça a importância da cooperação internacional e do diálogo multinível para que cidades brasileiras contribuam ativamente na definição das NDCs 3.0 e na preparação para a COP30, em Belém. Ao lado de experiências de outras cidades globais, a capital piauiense demonstrou como é possível alinhar ciência, justiça social e inovação para tornar os territórios mais inclusivos, resilientes e sustentáveis”, afirmou o coordenador.

Com a participação no Daring Cities 2025, Teresina consolida-se como referência em adaptação climática, ampliando sua inserção nas redes internacionais de cooperação urbana.

CiBiX: evento realizado pela Agenda Teresina 2030 e Iclei fomentará ideias inovadoras contra o calor extremo; saiba como participar

Foto: Agenda Teresina 2030

Teresina receberá, no dia 25, o CiBiX – City-Business Accelerator, evento realizado pela Agenda Teresina 2030 e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, para discutir os efeitos do B-R-O Bró (período mais quente do ano) e desenvolver soluções inovadoras com o objetivo de minimizar os impactos sentidos pela população e pelo meio ambiente. Startups, empresas e setor público participarão das discussões e o público em geral poderá se inscrever para assistir o evento.

O desafio é desenvolver soluções viáveis e inovadoras com o objetivo de minimizar os efeitos do calor extremo na cidade. Os participantes serão incentivados a propor projetos acionáveis que abordem diretamente a principal vulnerabilidade climática da cidade – calor extremo – por meio de parcerias tangíveis e caminhos claros de implementação. As propostas devem ser voltadas especificamente para estratégias de mitigação ou adaptação ao calor extremo, com ênfase em soluções escalonáveis e impactantes.

O workshop proporcionará uma oportunidade única para que empresas e organizações se envolvam em um diálogo direto com autoridades públicas, apresentem os possíveis resultados de suas soluções inovadoras e fortaleçam sua presença institucional por meio do alinhamento com uma iniciativa líder em inovação climática. Além disso, os participantes terão acesso a uma rede ampliada de contatos estratégicos nos setores público, privado e da sociedade civil.

E o público em geral poderá participar desse momento. Estudantes, especialistas, estudiosos do tema e demais interessados podem fazer a inscrição através do link (http://bit.ly/4mMiMsW)

O CiBiX é uma iniciativa operacionalizada em Teresina pelo ICLEI e Agenda Teresina 2030, com apoio do MCTI e do WRI e conta com financiamento do Global Environment Facility (GEF) por meio do programa UrbanShift, uma plataforma global que reúne líderes e instituições comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o planejamento urbano integrado. O evento acontecerá no Museu da Imagem e do Som (MIS), no dia 25 de setembro.

Agenda Teresina 2030 desenvolverá espaços de resfriamento urbano em parceria com o WRI Brasil

Teresina foi uma das cinco cidades brasileiras selecionadas para participar do Acelerador de Soluções para o Calor Urbano do WRI Brasil. O programa vai apoiar ideias e projetos em fase de ideação que proponham soluções verdes ou de baixo carbono para reduzir o calor e seus impactos na saúde, com foco em inclusão social e populações vulneráveis. O projeto inscrito pela Agenda Teresina 2030 no desafio proposto foi o “Territórios de Resfriamento”, um projeto piloto a ser desenvolvido na zona sudeste com o objetivo de transformar praças e hortas urbanas em refúgios climáticos, diminuindo em até 5˚ C o calor nesses espaços.

O público-alvo desse projeto são as gestantes da região. A pesquisa “Análise dos impactos do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, realizada pela Agenda Teresina 2030 no ano passado mostrou que 69% das gestantes não frequentam praças por falta de atratividade, segurança ou interesse, apesar de 60% se locomoverem a pé para consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 57% realizarem deslocamentos cotidianos a pé. Esse cenário evidencia a urgência de integrar arborização e infraestrutura verde ao cotidiano das mulheres.

O relatório da pesquisa pode ser consultado aqui.

Além da pesquisa, o projeto utiliza como base o Plano de Ação Climática, documento também elaborado pela Agenda Teresina 2030 que traz um diagnóstico da situação climática atual e projeções futuras sobre a formação de ilhas de calor, espaços urbanos que concentram calor em determinadas áreas da cidade, que tendem a aumentarem caso não sejam adotadas medidas de resfriamento.

O conteúdo do Plano de Ação Climática de Teresina pode ser consultado aqui.

“Nossa equipe tem se debruçado sobre os desafios climáticos urbanos em busca de soluções que possam melhorar a qualidade de vida da nossa população. A pesquisa sobre a saúde das gestantes, especialmente no período mais quente do ano, nos mostra a urgência na adoção de medidas de resfriamento e de atenção às populações climaticamente vulneráveis. Já temos alguns projetos em andamento, como o protocolo de calor voltado às gestantes, mas precisamos avançar em intervenções urbanas para que a população tenha mais conforto e menos impacto do calor na sua saúde durante atividades cotidianas, como se locomover até um hospital, escola ou mercado”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Além da capital piauiense, foram escolhidas neste desafio do WRI Brasil as cidades de Campinas, Florianópolis, Recife e Fortaleza. O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que transforma grandes ideias em ações através de estudos e soluções em florestas, cidades e clima.

Agenda Teresina 2030 apresenta estudo de eletrificação do transporte público durante simpósio no RJ

A Agenda Teresina 2030 participa, nesta quarta-feira (10) e quinta-feira (11), do simpósio “M2G 2025: Eletrificação do transporte público e garagens de veículos no Brasil e na Alemanha”, apresentando a experiência da capital piauiense no desenvolvimento do estudo de viabilidade de implementação do transporte público elétrico, em parceria com a Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito). O objetivo do evento é fomentar o diálogo no meio acadêmico e entre planejadores urbanos, autoridades públicas e partes interessadas da indústria.

“Temos um projeto em pleno andamento em Teresina e estamos buscando qualificar essa experiência. O estudo vai estruturar uma futura implantação dos ônibus elétricos não apenas para reforçar o sistema existente, mas também é uma etapa para avançarmos na transição do modelo a diesel para uma energia limpa. O abastecimento desses veículos será a partir da produção de energia fotovoltaica. Isso é significativo, já que o Plano de Ação Climática de Teresina aponta que o principal emissor de gases do efeito estufa é o setor de transporte”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Participam do simpósio especialistas e gestores de outras cidades, além de instituições que apoiam iniciativas de sustentabilidade no país. Teresina foi convidada pela Embaixada da Alemanha e a organização está a cargo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Technische Universität Berlin (TU Berlin). O espaço é uma plataforma para a troca de perspectivas sobre tendências emergentes em infraestrutura e planejamento de ônibus elétricos.

A pauta que está sendo abordada no simpósio é a integração de sistemas de ônibus elétricos e gestão digital de garagens. A TU Berlin tem mais de uma década de pesquisa sobre eletrificação de sistemas de ônibus, conduzida em cooperação com a operadora de transporte público de Berlim, a BVG. Já a UFRJ apresenta os desafios e oportunidades específicos relacionados à eletrificação de ônibus no Brasil. O simpósio também busca identificar soluções adaptadas às necessidades do Brasil, lançando as bases para uma colaboração de pesquisa de longo prazo entre as duas instituições.

Teresina integra o projeto Acoplamento de Setores e Economia Verde – AcoplaRE, que apoia iniciativas de governos para a descarbonização dos setores da indústria e dos transportes no Brasil. Os estudos que estão sendo desenvolvidos na capital piauiense são fruto de doação e conduzidos em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, Ministério das Cidades e Ministério das Minas e Energias.

Agenda Teresina 2030 e FMS participam de curso na França para elaboração de política pública para primeira infância

Foto: Ascom Agenda Teresina 2030

Teresina é a única cidade do Brasil a participar, em Fontainebleau (França), durante esta semana, do curso Applying Behavioural Science for Early Childhood Development, oferecido pelo INSEAD, Save the Children’s CUBIC e BVA Nudge Unit. O curso é uma iniciativa da Fundação Van Leer e a capital está representada por uma equipe da Prefeitura formada pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, pela arquiteta Elisa Carvalho e pelo médico Breno Noah, da Diretoria de Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde. Além do Brasil, participam equipes da Índia, Israel, Jordânia, Etiópia, Zâmbia e Holanda.

A participação neste curso é resultado da pesquisa “Análise do impacto do calor na saúde da mulher gestante de Teresina”, desenvolvida pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), com apoio da Fundação Municipal de Saúde. A proposta do curso é capacitar líderes para que possam aplicar métodos de ponta da ciência comportamental no desenvolvimento de políticas públicas, aumentando a escala e o impacto da iniciativa.

“Esta é uma oportunidade para que possamos estruturar de forma mais robusta nossa política pública de atendimento às crianças em idade de primeira infância, que estão entre os públicos mais suscetíveis ao calor extremo. Temos uma base de dados primária riquíssima  e agora temos as ferramentas para desenvolver as ações necessárias para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Durante toda esta semana, a capacitação será desenvolvida por professores e especialistas renomados, experimentando ferramentas e conceitos da ciência comportamental e finalizando o plano de ação personalizado. Nos meses seguintes, as equipes receberão coaching, mentoria e orientação técnica para a implementação do plano.

“A pesquisa e projeto tem potencial de mudar o pré-natal em Teresina e servir de exemplo para todo o Brasil e outras cidades no mundo com relação ao calor. O calor influencia em vários aspectos da saúde da gestante, desde o número de infecção do trato urinário até a saúde mental. A FMS vai estar pronta para aplicar as ações no pré-natal para garantir uma mudança pioneira na saúde das nossas gestantes nas Unidades Básicas de Saúde”,  finaliza Breno Noah.

A equipe de Teresina participa deste curso a convite da Fundação Van Leer em virtude das iniciativas que a gestão da cidade vem adotando para garantir que crianças em idade entre 0 a 6 anos possam ter assegurados seus direitos e que a cidade possa ser um lugar cada vez mais acolhedor para os pequenos. A Agenda Teresina 2030 é ponto focal de articulação dessas iniciativas junto à Fundação Van Leer e à Urban95.

UNFPA e Prefeitura de Teresina iniciam elaboração de plano para combater feminicídio e violência contra a mulher

Foto: Arquivo Semcom

Uma parceria entre a Prefeitura de Teresina e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA/ONU) vai permitir que a capital tenha seu Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero da capital. O documento tem o objetivo de fazer um diagnóstico do problema e propor uma política pública que possa impactar os crescentes dados de feminicídios e crimes contra mulheres.

O Mapa da Segurança Pública de 2025 aponta que o Piauí apresentou o maior aumento percentual de feminicídios no Brasil entre os anos de 2023 e 2024. O número de feminicídios no Estado cresceu 42,86% e o de estupro teve um aumento de 23,61% no período. Teresina também aparece entre as capitais com os maiores números absolutos de feminicídios em 2024, ficando em quarto lugar, com 12 vítimas.

Até o mês de junho de 2025, a polícia já contabilizava 24 feminicídios no Estado. A delegada Bruna Verena, da Diretoria de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, confirmou à imprensa que um estudo mostra que 90% das vítimas de feminicídio não tinham feito boletim de ocorrência ou pedido de medida protetiva.

O Plano de Enfrentamento ao Feminicídio e de Combate à Violência Baseada no Gênero trará um panorama geral dos crimes cometidos contra mulheres na capital para propor ações diretas no sentido de proteger meninas e mulheres. “A violência contra a mulher na nossa cidade, em todo o seu contexto, precisa ser enfrentada com uma política pública sólida. E essa parceria com o UNFPA permitirá que a cidade receba um plano que integre ações e instituições e norteie os caminhos para que, juntos, possamos proteger meninas e mulheres. Isso é urgente”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Esse trabalho será realizado por consultoria doada pelo UNFPA para a Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan). É a Agenda Teresina 2030 o órgão que estabelece parcerias entre a Prefeitura e instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas para o atendimento de populações vulneráveis, atendendo às diretrizes dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU.

A contratação será feita pelo UNFPA e os interessados podem acessar as informações através do link [https://brazil.unfpa.org/pt-br/vacancies/consultoria-para-apoio-t%C3%A9cnico-e-elabora%C3%A7%C3%A3o-do-plano-municipal-de-enfrentamento-ao].

O acompanhamento desse trabalho será feito pela Agenda Teresina 2030 e pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres.

Agenda Teresina 2030 leva experiência da gestão municipal para evento em Pernambuco

O evento discutiu estratégias sustentáveis de enfrentamento às mudanças climáticas no âmbito de atuação dos governos locais (Foto: Ascom Agenda Teresina 2030)

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, apresentou a experiência desenvolvida pela Prefeitura de Teresina com iniciativas de adaptação e os desafios da crise climática durante o 1º Encontro Regional Pernambucano do ICLEI Brasil, realizado na cidade de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco, durante esta semana.

O evento reuniu governos locais, representantes dos governos estadual e federal; terceiro setor, iniciativa privada e academia, para discutir estratégias sustentáveis de enfrentamento às mudanças climáticas no âmbito de atuação dos governos locais.

Com o tema “Biodiversidade e Economia Circular”, o encontro abordou o papel dos governos subnacionais brasileiros na agenda de meio ambiente, destacando o federalismo climático, a intersecção das agendas de biodiversidade e de clima considerando os resultados da COP 16 e as perspectivas para a COP 30. Foram abordados o turismo sustentável e possíveis caminhos para implementação de agendas locais e globais de meio ambiente, além de ações de mitigação, adaptação e resiliência que fomentem a transição energética e soluções de zero carbono.

“Tratamos dos desafios do federalismo climático, o quanto isso é complexo. De fato, as mudanças ocorrem nos municípios e os desafios são enormes. Por isso, as cidades precisam do apoio do Estado e da União. Entendemos que os problemas e as soluções estão realmente no território. Porém, precisamos desse ecossistema no entorno, prestando a devida assistência técnica, fazendo repasse de recursos, quando possível, para sanar os problemas. E levantamos alguns exemplos de projetos da Prefeitura de Teresina desenvolvidos pela Agenda 2030 que têm o objetivo de conectar a cidade a soluções para lidar com a crise do clima de forma sustentável”, enfatizou Leonardo Madeira.

O ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade é uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais comprometida com o desenvolvimento urbano sustentável. Ativo em mais de 125 países, a instituição busca influenciar políticas de sustentabilidade e impulsiona a ação para o desenvolvimento de zero carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.

Agenda Teresina 2030 abre consulta pública para colher contribuições sobre o PSA

Estará aberta entre os dias 09 e 23 de agosto a consulta pública para a coleta de contribuições da população sobre o PSA – Pagamento por Serviços Ambientais, programa que visa compensar financeiramente instituições, organizações sociais, cooperativas e pessoas físicas pela prestação de serviços ambientais, como arborização urbana e coleta de resíduos sólidos.

A elaboração do programa está sendo viabilizada pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), pago com recurso oriundo de doação, resultante de premiação da cidade em desafio proposto pelo Programa UrbanShift e pela rede C40 Cities.

O objetivo do PSA é promover e incentivar ações que beneficiem o meio ambiente na cidade, baseando-se no princípio do provedor-recebedor. Esse princípio reconhece que aqueles que protegem e preservam os recursos naturais devem ser recompensados, transformando o programa em uma ferramenta de incentivo econômico que valoriza a biodiversidade e os ecossistemas.

O programa está sendo estruturado a partir de um estudo baseado em análise de legislação, coleta de dados sobre os serviços ecossistêmicos essenciais, identificação de oportunidades para engajar parceiros estratégico, mapeamento e categorização de grupos de interesse, sistema de indicadores para avaliar o desempenho do PSA, definição de procedimentos para avaliações regulares do impacto ambiental social do programa.

Os interessados podem enviar sua contribuição através do formulário disponível NESTE LINK (clique aqui) .

Prefeitura de Teresina e Ministério de Minas e Energia realizam reunião em busca de soluções para o transporte público da capital

 

A reunião foi realizada no salão Nobre da Prefeitura de Teresina (Foto: Lucas Dias/Semcom)

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, esteve reunido na tarde desta terça-feira (05) com representantes da agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e do Ministério de Minas e Energia para a elaboração de um estudo de viabilidade para a implantação de uma frota elétrica no transporte público da cidade, por meio do Projeto Acoplamento de Setores e Economia Verde. A missão está sendo conduzida pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), e pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

A capital piauienses está recebendo assessoria especializada para avaliar o potencial técnico, econômico e ambiental da eletrificação da frota de veículos. O estudo envolve a análise de tecnologias adequadas para a cidade, avaliação dos impactos ambientais e implicações econômicas, elaboração de medidas digitais, além da implementação de um método padronizado e escalável para outras cidades.

As equipes da GIZ e do Ministério de Minas e Energia, juntamente com representantes da Caixa Econômica Federal, Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Instituto Federal do Piauí (IFPI), Equatorial e demais órgãos da administração municipal, estiveram reunidos com o prefeito Silvio Mendes para discutir o andamento do estudo. A visita técnica tem como objetivo promover a integração entre as equipes de governança e gestão do projeto, além de identificar possíveis locais para a futura implementação da iniciativa.

O Prefeito de Teresina, Silvio Mendes, destaca o encontro e a busca por soluções para o transporte público da capital.

“Recebemos agências da Alemanha e da Suíça, membros do governo federal, como o Ricardo, do Ministério de Minas e Energia, e o secretário municipal de Transporte de São Paulo. Enfim, uma equipe composta por pessoas que realmente entendem de transporte coletivo. Estamos discutindo várias alternativas e caminhos para, de fato, intervir no transporte coletivo de Teresina, que atualmente é muito ruim, um dos piores do Brasil. Há vários caminhos possíveis, e espero que possamos dar continuidade a esse processo. Trata-se de uma intervenção que envolve muito dinheiro. E todos sabem que não temos tantos recursos disponíveis, por isso é essencial que se faça um planejamento cuidadoso, para que a população seja atendida como merece”, finaliza.

Ricardo Fiuza, representante do Ministério de Minas e Energia, afirma que o Governo Federal tem interesse na pauta.

“Conte com a gente. Conte com o apoio do governo federal. O Ministério de Minas e Energia está atuando diretamente nesse projeto, que tem total interesse estratégico para nós, pois faz parte do nosso panorama de transição energética. Também contamos com a parceria do Ministério das Cidades, por meio do PAC”, afirma.

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, destaca a importância do projeto.

“Hoje marca a segunda missão de uma cooperação entre Brasil e Alemanha. Teresina é uma das cidades contempladas por esse importante projeto. Além da capital piauiense, também foram selecionados os municípios de Rio Branco e Porto Alegre, bem como os governos dos estados da Bahia e do Espírito Santo. Teresina se destaca como uma das cidades pioneiras no esforço de promover a eletrificação do transporte coletivo, buscando oferecer uma alternativa mais sustentável e eficiente para a sociedade”, destaca.

O Projeto Acoplamento de Setores e Economia Verde – AcoplaRE busca apoiar os governos na descarbonização dos setores industrial e de transportes no Brasil, contribuindo para a transição energética. A abordagem adotada promove a substituição de combustíveis fósseis por tecnologias baseadas em eletricidade, tanto na indústria quanto no transporte. O projeto atua em três componentes: mobilidade, indústria e pesquisa. No componente de mobilidade, envolve a cooperação com cinco municípios ou estados brasileiros – sendo dois deles no Nordeste – para oferecer assessoria técnica sobre estratégias de descarbonização do transporte urbano, com foco na eletrificação do transporte público, serviços urbanos e logística urbana.

Agenda Teresina 2030 reúne secretarias para alinhar elaboração de manual de prevenção de desastres do governo federal

Agenda Teresina 2030 reúne secretarias para alinhar elaboração de manual de prevenção de desastres do governo federal (Foto: Agenda Teresina 2030)

A Agenda Teresina 2030 reuniu, nesta segunda-feira (07), representantes de diversas secretarias da Prefeitura de Teresina para discutir o DUI-RDD Cidades, projeto de construção de um manual de intervenções urbanas voltado à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos a partir do fortalecimento das estratégias de planejamento urbano integrado voltadas e do desenvolvimento de novas metodologias, tecnologias e práticas inovadoras nos territórios selecionados. O projeto é desenvolvido pela Fiocruz e pelo Ministério das Cidades.

Participaram do encontro representantes da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano) Norte, Secretaria Municipal de Defesa Civil, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e as equipes de drenagem e das Superintendências Executivas de Planejamento Urbano e de Captação de Recursos e Monitoramento, ambas da Semplan.

A capital participa do DUI-RDD Cidades através da Agenda Teresina 2030, coordenação vinculada à Semplan que tem como função integrar a cidade à pauta da sustentabilidade, às estratégias e planejamento voltados à adaptação e mitigação da cidade à crise climática.

“Estamos participando das oficinas que estão sendo promovidas pela Fiocruz e pelo Ministério das Cidades e, agora, estamos reunindo esses órgãos da gestão municipal para alinharmos as informações para que possamos construir um projeto que renda frutos ao planejamento urbano integrado de Teresina. Ficou definido que faremos o projeto com foco na Lagoa dos Oleiros, que é uma lagoa que recepciona as águas das demais lagoas da zona norte e, por uma questão de engenharia, precisa ser trabalhada para mitigar efeitos hidrológicos”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Teresina é uma das 12 cidades brasileiras participantes do DUI-RDD Cidades. A seleção levou em conta critérios como: disponibilidade de infraestrutura e capacidade técnica e operacional, avaliação de iniciativas já existentes, diagnóstico das áreas de risco geo-hidrológico, arranjos intersetoriais, organização de gestão participativa com a comunidade, propostas de intervenção baseadas nos princípios de resiliência urbana e sustentabilidade e capacidade para replicar a metodologia para outros contextos municipais.