Capital com o melhor Ideb, Teresina tem um dos menores custos por aluno do Brasil

Primeiro lugar entre as capitais brasileiras no ranking no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), Teresina é uma das cidades com menor custo por aluno na educação. É o que aponta o Anuário Multicidades, documento divulgado pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que reúne informações sobre as finanças dos municípios do Brasil. O resultado mostra uma eficiência na aplicação dos recursos públicos, garantindo bons resultados sem prejudicar as contas municipais.

De acordo com os dados da FNP, cada aluno da rede municipal de ensino custa R$ 6.282,90 por ano, valor que coloca Teresina na 24ª posição entre as 27 capitais brasileiras, e com o menor custo entre as capitais do Nordeste. Para efeito de comparação, São Paulo, capital com maior custo por aluno, gasta R$ 17.346,20 com cada estudante da rede municipal.

Mesmo com o baixo custo, Teresina alcançou os melhores resultados de aprendizagem entre todas as capitais, tanto nos anos iniciais, com nota 7.4, como nos anos finais, com nota 6.3.
“Os indicadores mostram a qualidade do investimento do setor público na educação, com infraestrutura escolar e valorização dos professores, refletindo no rendimento. Saber como gastar é mais importante que dispensar grandes quantias sem resultados reais”, afirmou a secretária municipal de Educação, Kátia Dantas.

CMAM é pioneiro no Nordeste ao atender crianças com transtornos de aprendizagem

No início do ano letivo, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) faz um alerta. Alunos que costumam não ter bom desempenho escolar podem estar com algum transtorno de aprendizagem. Para garantir tratamento específico a esse público, a Prefeitura de Teresina mantém o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar (CMAM), serviço de saúde pioneiro na região Nordeste e que tem como público alvo crianças e adolescentes de escolas públicas municipais.

Em 2019, o Centro realizou 15.433 atendimentos médicos e terapêuticos a alunos com transtornos de aprendizagem. Foi o caso do Francisco Joaquim, de 6 anos, diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade. “Ele não tinha atenção na escola e não aprendia a ler. Com acompanhamento, está bem melhor. A mãe dele tinha os mesmos sintomas quando criança, mas não percebi na época”, conta a avó Cleonilda do Nascimento.

O presidente da FMS, Charles Silveira, explica que a Fundação se preocupa com a saúde mental dos pequenos e o seu desenvolvimento escolar.  “Por isso, a FMS e a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) da capital piauiense uniram esforços para criar o CMAM,  que favorece o desenvolvimento das crianças nos aspectos psicológicos, afetivos, sociais e acadêmicos”, ressalta.

Para ter acesso aos serviços, as crianças e adolescentes com idade entre cinco e 16 anos devem ser encaminhadas pela rede pública de ensino de Teresina, com suspeita de algum transtorno de aprendizagem. “O Centro oferece atendimento completo, contando com neuropediatra, psiquiatra, psicólogo, psicopedagogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e assistente social”, ressalta a coordenadora do Centro, Daniela Escórcio.

O psiquiatra do Centro, Francisco de Brito,  explica que há vários transtornos de aprendizagem que acometem crianças e adolescentes e que são recorrentes no CMAM. “O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) trata-se de uma dificuldade na questão da concentração, com variante desatento, hiperativo/impulsivo ou misto. Há outras demandas atendidas, a exemplo de dislexia, disgrafia, discalculia e disortografia.”

O médico afirma ainda que é preciso ter cuidado para que a situação do aluno que tem dificuldade nas habilidades escolares não seja agravada.  “Ele evolui de ano e o aprendizado pode ficar defasado. O familiar tem que compreender a situação, que não é falta de vontade ou gênio ruim da criança. É dificuldade e estamos no CMAM para reabilitá-los, para que acompanhem os outros da mesma idade no aprendizado”, finaliza.

 

Crianças com dificuldade de aprendizagem serão atendidas no mutirão do CMAM

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) realizarão neste sábado (14), de 8h às 17h, mutirão de atendimentos às crianças da rede municipal de ensino que apresentam dificuldades na aquisição da leitura e escrita. A atividade acontecerá no Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar (CMAM). A avaliação dessas crianças está sendo realizada desde outubro, através de exames: oftalmológico, audiometria, avaliação cognitiva (psicodiagnóstico) e hemograma. A última etapa será durante o mutirão, onde haverá a avaliação médica.

“O evento faz parte de todo um projeto feito entre a FMS e a SEMEC. Amanhã teremos quatro médicos, duas assistentes sociais, entrega de medicamentos. Serão repassados aos médicos (três psiquiatras e um neuropediatra) os envelopes individuais contendo todos os exames realizados pelos alunos e a avaliação cognitiva (psicodiagnóstico). O que já dará um indicativo do principal problema evidenciado pela criança; o que contribuirá para avaliação médica”, explica Daniella Escórcio, diretora do CMAM.

O CMAM visa atender somente neste sábado 70 crianças. De 2017 até novembro de 2019 o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar realizou 7.842 atendimentos médicos, 37.484 atendimentos terapêuticos. Além de ter marcado 1.093 exames e consultas, feito a entrega de 256 medicações e disponibilizado 5.019 vales transporte.

 

CMAM realiza mutirão para identificar alunos com problemas de aprendizagem

Ascom/Semec

O Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho  (CMAM) inicia agora outra etapa de atendimento a alunos de escolas municipais de Teresina que apresentam dificuldades de aprendizagem.

Nesta terça-feira, dia 17, técnicos da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Fundação Municipal de Saúde (FMS) e CMAM estiveram reunidos para organizar um mutirão de atendimento para alunos com dificuldades de aprendizagem.

Após a identificação será realizado avaliação médica com oftalmologista, audiometria e exames hormonais. Em seguida, as crianças serão atendidas pela psicóloga, que irá elaborar um plano terapêutico específico para cada uma delas.

As crianças atendidas pelo CMAM realizam tratamento terapêutico com especialistas em psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, serviço social, educadores físicos, terapia ocupacional, neuropediatria e psiquiatria.

De acordo com a coordenadora do Centro, Daniela Coutinho, após o processo de identificação as crianças são acompanhadas para superar suas dificuldades de aprendizagem. “Recebemos alunos com os mais variados transtornos, desde hiperatividade a traumas emocionais. Eles recebem todo o apoio da equipe multidisciplinar para a superação das dificuldades”, afirma.

Professores são orientados para lidar com desatenção e dificuldades de aprendizagem

Ascom/Semec

Para garantir que os alunos que apresentam algum tipo de desatenção ou transtorno tenham bom desempenho no processo de alfabetização, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) está preparando os professores para melhor lidar com cada especificidade. Hoje (8), docentes de língua portuguesa do 2º ano participaram, no Centro de Formação Odilon Nunes, de uma palestra sobre métodos de inclusão das crianças com TDAH e autismo.

Na sexta-feira (12) serão professores do 1º ano. O espaço foi promovido a partir de uma parceria da Divisão de Educação Inclusiva com o Centro Municipal de Atendimento Multidisciplinar Professora Ceiça Carvalho. As atividades realizadas em conjunto têm apoiado os professores nas estratégias pedagógicas que transformam a realidade da sala de aula para os alunos com deficiência.

Dessa vez, o diálogo foi com foco na alfabetização das crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e autismo. Segundo a coordenadora pedagógica da Semec, Hostiza Machado, o encontro surgiu da necessidade de atender as especificidades dos alunos com transtornos que estão no ciclo de alfabetização.

“Os professores tinham essa demanda de conhecer melhor estratégias pedagógicas na perspectiva inclusiva. Então, fizemos a interlocução para ampliar as políticas voltadas para a inclusão, considerando a complexidade do tema”, explicou.

Durante a palestra, as profissionais do CMAM deram dicas que vão desde a organização da sala de aula pensando nos alunos com TDAH e autismo, à aplicação de exercícios práticos específicos para esse público. “Primeiro é preciso entender que cada aluno tem sua forma de aprender, e alguns transtornos levam a criança a falta de atenção ou agitação extrema, a escola precisa considerar isso para ter êxito no processo de alfabetização da turma por completo”, afirmou Daniela Coutinho, diretora do Centro Multidisciplinar.

Na sala de aula da professora Rejane Leão, da Escola Municipal Dom Helder Câmara, os alunos estão indo bem em leitura e escrita. Ela conta que atende três alunos com transtornos de aprendizagem e acaba de pegar novas dicas para apoiá-los ainda mais nessa etapa.

“É de fundamental importância que o professor participe das formações, conheça e estude esse assunto para saber trabalhar com seus alunos. As crianças não aprendem ao mesmo tempo, mas se você conhece os obstáculos e procura formas de superar, vai ampliando o horizonte e conseguindo extrair o melhor da turma”, disse. Segundo Rejane, palestras como essa orientam os professores sobre como conseguir apoio. “É muito bom aprender formas alternativas e saber onde procurar ajuda, até para passar informações corretas para as famílias”, conclui.