CMEI promove dinâmica sobre o ciclo do pão

A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Centro Municipal de Educação Infantil Thereza Christina, realizou uma atividade educativa, que envolveu os estudantes em um aprendizado prático sobre o ciclo do pão, em culminância da semana “Eu Cientista”. Sob a orientação das professoras Ana Lúcia Fontinele e Selma Barros, os alunos do Maternal II participaram, onde tiveram a oportunidade de explorar a ciência por trás de algo tão cotidiano quanto o pão. A atividade permitiu que os estudantes compreendessem os processos de fermentação e os ingredientes utilizados, proporcionando uma experiência sensorial e interativa.
O agente de portaria Francisco Torres foi um dos responsáveis pela realização da atividade, trazendo sua experiência para ensinar os pequenos sobre a arte da panificação. O agente explicou como a massa de pão, inicialmente pequena, se expande e cresce com o tempo, graças à ação da fermentação. Francisco compartilhou o conhecimento de maneira simples e acessível, destacando a importância da paciência e da observação nos processos científicos. “Foi uma grande alegria dividir com os alunos esse momento, porque o que a gente sabe, não devemos guardar só para si, é uma perda de tempo, é necessário levar aos outros o conhecimento”, enfatizou.
Além de aprenderem sobre os ingredientes e a técnica de amassar, os discentes participaram da preparação da massa, ajudando a misturar, contar e amassar os ingredientes. A ação contou com momentos de risadas e curiosidade, destacou as professoras.

A atividade teve o objetivo de mostrar aos alunos que a ciência está presente em muitas coisas simples do cotidiano, como o preparo do pão. As professoras destacaram como o ato de fazer o pão é uma tarefa culinária e uma rica oportunidade de explorar conceitos científicos, como a mistura de substâncias, as transformações químicas e o trabalho em equipe. “Esse tipo de atividade permite que as crianças compreendam a ciência de maneira lúdica, despertando o interesse pela exploração e pelo conhecimento”, ressalta o secretário municipal de Educação, professor Reinaldo Ximenes.

Ao final da dinâmica, quando os pães ficaram prontos, os alunos puderam saborear a produção feita por eles. A alegria e a satisfação foram contagiantes, pela experiência de fazer algo com as próprias mãos e pela compreensão de como o conhecimento científico pode ser aplicado de forma prática. A culminância da semana “Eu Cientista” uniu aprendizado, diversão e degustação.

Profissionais da licenciatura podem participar da I Jornada CREF Integra

Profissionais da Rede Municipal de Ensino que atuam na área da licenciatura podem participar do 4º ciclo da “I Jornada CREF Integra”, promovida pelo Conselho Regional de Educação Física do Piauí (CREF 15), que ocorre no dia 11/12, no Blue Tree Hotel. A Secretaria Municipal de Educação (Semec) está apoiando o evento.

Os interessados podem realizar a inscrição até 08/12 através do link: http://www.eventos.inforgeneses.com.br//inscricao_semana/index.php?ei=Hba6zIPAPTEVky7aJ5OWhe_2q7o3tCiLQ5dT0nAtH-TDggWp2L5&evi=Ts0x5VxIQP1zFvntiYzU1MvpKLfH6RiK7mPg-V

O evento terá duas palestras: Educação Física Escolar e o Guia de Atividade Física para a População Brasileira”, que será ministrada por Valter Cordeiro Barbosa Filho; e Literacia Física no ensino da Educação Física Escolar, com Antônio Ricardo Catunda de Oliveira.

Em virtude da pandemia de Covid-19 as vagas serão limitadas.

 

Mulheres atendidas pelo CREG rompem o silêncio no III Colóquio Vozes

Rômulo Piauilino

Promover um espaço para relato de experiência das mulheres em situação de violência. Com este objetivo, foi realizado nesta terça-feira (07), o III Colóquio Vozes – Rompendo o silêncio da violência contra mulher. O evento aconteceu no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Na oportunidade, o prefeito Firmino Filho destacou que o Colóquio é uma oportunidade para ouvir as mulheres de Teresina, especialmente aquelas que tiveram seus direitos desrespeitados. “É uma forma de ouvir os gritos de dor e sofrimento das mulheres que são castigadas na nossa cidade, onde ainda existe muito machismo praticado todos os dias”, disse.

Durante a programação, quatro mulheres deram depoimentos de como a violência começou na vida delas, como foram tratadas ao buscar ajuda e como estão tentando romper o ciclo.

A mulher de iniciais L.P.V.N. destacou o apoio recebido no CREG foi fundamental. Ela confessou que chegou destruída psicologicamente, aos prantos, e no local encontrou força e orientação por parte de toda a equipe.

“Sofri com muita violência psicológica durante 17 anos de casada, fui impedida de trabalhar e estudar, eu era totalmente dependente do agressor, até que decidi dar um basta nessa situação. Já estou com três anos que tomei a decisão de denunciá-lo e agradeço toda a equipe pelo apoio e por trabalharem minha autoestima, o que foi muito importante, pois ele fazia eu me sentir sem beleza nenhuma. Hoje estou descobrindo quem eu sou, não sabia do que eu gostava, voltei a estudar e comecei a trabalhar conquistando, assim, a minha independência”, relatou.

Segundo L.P.V.N., a decisão de agir foi pelas filhas, pois diante de tanto sofrimento e fragilidade também tiveram que ser acompanhadas pela equipe de atendimento.  “Fiz isso pelas minhas filhas, para que não vissem tudo acontecer e considerassem como algo normal. Elas também foram acompanhadas pela equipe do CREG, e hoje são mulheres seguras e decididas, e com a dor aprendemos, hoje estamos bem, estamos em paz. Hoje mais do que nunca me amo, e influencio positivamente pessoas por me considerar exemplo de superação”, disse a vendedora.

Para a secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Macilane Gomes, a denúncia e a busca da ajuda é bastante importante. Segundo ela, a violência é um processo naturalizado em nossa sociedade, e tem a ver com o processo de educação e cultura que necessita ser desconstruído. Para isso, é preciso que a mulher reconheça a violência, denuncie e procure ajuda, tanto para a violência psicológica, física, social e patrimonial.

“No momento que a mulher busca ajuda ela está avançando e rompendo o ciclo da violência. Não aguento, não aceito, reivindico, denuncio, é um grande avanço. E hoje, 07 de agosto, comemoramos 13 anos de lei Maria da Penha, que é um instrumento que serviu para avançar, mas precisamos avançar ainda mais e encorajar algumas mulheres a denunciar e buscar ajuda, porque é um ato muito importante”, afirma a secretária.

O CREG tem como objetivo atender a mulher em situação de violência doméstica, familiar e outras de gênero, por meio do trabalho da equipe multiprofissional: psicóloga, assistente social e assessora jurídica. O Centro atende das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, e fica localizado na Rua Benjamim Constant, 2170, Centro/Norte. O contato para mais informações é 3233-3798.