SDU Centro discute uso de pavimento de concreto como solução durável para vias urbanas

SDU Centro discute uso de pavimento de concreto (Foto: Ascom SDU Centro)

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Centro, recebeu, nesta semana, a gerente Norte e Nordeste da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) para discutir alternativas tecnológicas mais eficientes e sustentáveis para o pavimento urbano. A reunião, contou com a presença da superintendente executiva da SDU Centro, Jhamille Almeida.

Durante o encontro, a gerente da ABCP, apresentou o pavimento de concreto como solução viável para os problemas enfrentados nas vias da capital. Segundo ela, essa tecnologia é mais econômica a longo prazo, além de apresentar maior durabilidade e vantagens no que diz respeito à manutenção e ao conforto térmico — fator especialmente relevante para cidades de clima quente, como Teresina.

SDU Centro discute uso de pavimento de concreto (Foto: Ascom SDU Centro)

Jhamille Almeida, destacou que a iniciativa faz parte de um esforço da SDU em buscar soluções mais duráveis e sustentáveis para a infraestrutura urbana. Também ressaltou que a organização Soluções para a Cidade, vinculada à ABCP, já é parceira da Prefeitura de Teresina e que vê com bons olhos a possibilidade de formalizar uma parceria também com a SDU Centro.

“Acreditamos que essa tecnologia pode trazer benefícios significativos para nossa região, especialmente em termos de redução de custos de manutenção e melhoria da qualidade das vias”, afirmou a superintendente executiva.

Teresina é a 10ª capital brasileira a lançar o Plano de Ação Climática

Teresina lança Plano de Ação Climática. Foto: Dantércio Cardoso

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan, realizou, nesta quarta-feira (18), o lançamento do Plano de Ação Climática. Teresina é a 10ª capital brasileira a lançar o documento, principal norteador das políticas públicas locais para adaptação e mitigação dos efeitos da emergência climática.

Dr. Pessoa ressaltou a importância do plano para execução de projetos que visem melhorar a qualidade de vida das pessoas, por meio das ações climáticas.

“O plano reúne estratégias que servirão de guia para a melhoria na infraestrutura da cidade e na qualidade de vida dos teresinenses. São diversas ações que devemos executar para mudar essa realidade que permeiam também em outras cidades do Brasil. O plantio de árvores é um exemplo que ajuda a reduzir a poluição do meio ambiente, além de proporcionar a liberação do oxigênio que melhora a qualidade do ar”, disse o prefeito.

O trabalho foi desenvolvido pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Semplan, com financiamento do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. A consultoria contratada elaborou um diagnóstico da atual situação da cidade em relação a emissão de gases do efeito estufa e fez um estudo dos riscos causados pela emergência climática, como formação de ilhas de calor, deslizamentos, alagamentos, queimadas e arboviroses. Além disso, o plano propõe ações e obras em eixos estratégicos de atuação para que a cidade possa se adaptar e reagir de forma resiliente a essa nova condição.

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, ressaltou a importância do documento para a cidade.

“O plano traz um inventário de gás de efeito estufa, um amplo estudo de vulnerabilidade, onde mostra quais são as zonas da cidade que precisam de maior atenção e traz um amplo e complexo arranjo de ações, com metas e indicadores do que devemos fazer. O plano envolve não somente ações públicas, mas também apresenta para a sociedade civil o que ela pode fazer. Então a responsabilidade não é somente da gestão pública, a responsabilidade é de toda a sociedade. Nós precisamos do morador no plantio de árvore, na não impermeabilização do seu quintal, na gestão adequada de seu resíduo. Então, essas pequenas ações no dia a dia permitirão que a cidade consiga se adaptar melhor a esse contexto de urgência climática”, explicou Leonardo Madeira.

Diagnóstico

Teresina está aquecendo a uma velocidade superior ao restante do mundo. Esse aquecimento é o responsável pela ocorrência de fenômenos periódicos, como o El Niño. É ele que está provocando, em todo o mundo, diversos fenômenos climáticos extremos, como as ondas de calor, responsáveis pela alta nas temperaturas na Europa, Ásia e Estados Unidos, por exemplo. No Rio Grande do Sul, recentemente, foram registradas ocorrências de três ciclones e fortes temporais em curto espaço de tempo.

Na capital piauiense, as altas temperaturas no segundo semestre já são conhecidas. É o tradicional B-R-O Bró. Porém, com o aquecimento, esse período mais quente do ano está sendo antecipado para julho e se estendendo para janeiro. Além do mais, no período chuvoso já estão ocorrendo chuvas mais fortes com ventos em menor espaço de tempo, o que provoca o acúmulo de água em determinadas regiões da cidade.

Além disso, muitos bairros tem se tornado ilhas de calor, que são regiões mais adensadas, com menos infraestrutura e arborização. Nesses locais, as temperaturas ultrapassam os 40º em determinados dias do ano.

Propostas

O plano tem uma abordagem transversal e deve a sinergia entre diferentes áreas, como infraestrutura, transporte, energia, saúde, educação e planejamento urbano, garantindo uma resposta holística e efetiva aos impactos das mudanças climáticas. Ao adotar esse planejamento integrado, Teresina estará preparada para lidar com os desafios presentes e futuros, tornando-se uma cidade mais resiliente, sustentável e adaptada às condições climáticas futuras, protegendo seus cidadãos.

Entre as propostas, em linhas gerais, o plano destaca a adoção de políticas públicas que incentivem a arborização da cidade, tanto no âmbito da gestão como no privado, fomento à economia verde, adoção de energia limpa, educação ambiental e climática, realização de obras de infraestrutura que tornem a cidade mais resiliente aos fenômenos climáticos, incentivo ao transporte coletivo limpo, estabelecer uma governança climática e ambiental, fortalecimento da Defesa Civil, melhoria nos sistemas de drenagem, promoção da qualidade dos recursos hídricos, entre outras.

Apresentação e apoio

O plano foi elaborado por uma consultoria especializada. O arquiteto e urbanista Leonardo Werneck, mestre em Gestão de Projetos em Planejamento Integrado Urbano Ambiental e de Transportes e diretor da I Care Brasil, veio a Teresina e fez a apresentação do documento.

“O primeiro diagnóstico que é feito é um inventário de emissões de gases de efeito estufa. A gente entende como e quais setores da economia de Teresina contribuem mais ou menos para emissões de gases de efeito estufa, nesse caso aqui o setor de transporte é o grande contribuinte em Teresina, representa quase 40% das emissões. O segundo diagnóstico foi entender como é que a crise climática afeta Teresina”, explicou Leonardo Werneck.

O lançamento do Plano de Ação Climática de Teresina é apoiado pelo programa UrbanShift (www.shiftcities.org). O gerente sênior de ação climática da C40 para o UrbanShift, Matheus Ortega, esteve presente no evento de lançamento, e ministrou uma sessão para os parlamentares e autoridades de Teresina sobre os impactos das mudanças climáticas em cidades e a importância da elaboração e condução de planos municipais para combatê-los. Além disso, o programa apoiou na elaboração de modelos visuais para a comunicação das ações do plano para a população em geral.

UrbanShift é a marca do Programa de Impacto para Cidades Sustentáveis do Global Environment Facility, GEF (www.thegef.org), liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (www.unep.org) e implementado em parceria com o World Resources Institute (www.wri.org), C40 Cities (www.c40.org), ICLEI – Local Governments for Sustainability (www.iclei.org), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (www.undp.org), o Banco Mundial (www.worldbank.org) e o Banco Asiático de Desenvolvimento (www.adb.org).

O objetivo do programa é apoiar o desenvolvimento urbano integrado em mais de 23 cidades na Asia, África e América Latina. No Brasil, o programa apoia o projeto CITinova II, liderado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (www.gov.br/mcti), e financiado pelo GEF, do qual a cidade de Teresina é integrante.

Com articulação da Agenda Teresina 2030, secretarias da PMT participam de curso sobre urgência climática

Teresina e mais sete grandes cidades brasileiras participam do curso Urgência Climática: implementando soluções em territórios urbanos vulneráveis, oferecido pelo Instituto Lincoln de Políticas do Solo, com apoio do WRI Brasil e da Frente Nacional de Prefeitos, do Fórum Unicidades e do Ministério das Cidades. A participação da capital piauiense se deu pela articulação da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan.

O curso tem o objetivo de desenvolver habilidades e estratégias em cada cidade para a formulação e implementação de políticas públicas específicas de redução dos riscos e efeitos em decorrência da urgência climática, e ainda promover a formação de uma comunidade profissional ativa no compartilhamento de experiências e conhecimentos na gestão da crise.

Os gestores da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan; Secretaria Municipal de Meio Ambiente – Semam; Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas – Semcaspi; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – Semdec; Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – Strans; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação – Semduh; e Fundação Municipal de Saúde – FMS participam da capacitação.

Além de Teresina, integrantes do setor público de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Campo Grande, Recife, Ribeirão Preto e Salvador também integram os inscritos no curso.

“A urgência climática é uma realidade e as prefeituras precisam desenvolver políticas públicas de mitigação e adaptação. Estamos vivenciando eventos extremos, como os ciclones que ocorreram em sequência no Rio Grande do Sul, agora a seca no Amazonas, o calor intenso no Piauí com temperaturas ultrapassando os 41° em vários dias desde julho. E Teresina já vem se preocupando com essa pauta há algum tempo. Temos desenvolvido estudos e elaboramos nosso Plano de Ação Climática, um documento que traz o diagnóstico e vai nortear as políticas públicas da capital, preparando a infraestrutura, gestão pública e sensibilizando a população para necessária mitigação e adaptação”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Teresina firma parceria com universidade holandesa sobre mudanças climáticas

A Prefeitura de Teresina firmou parceria com a universidade holandesa Fontys, especializada em intervenções urbanas. O acordo foi feito para a realização de um workshop que capacita profissionais para a elaboração de projetos para enfrentar mudanças climáticas com um enfoque de gênero. O workshop “Stadslab Master Class” acontece entre os 13 e 18 de outubro e faz parte do programa Mulheres Pelo Clima, desenvolvido pela Agenda Teresina 2030, departamento da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan). A pauta é voltada para o alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Teresina será a primeira cidade da América Latina a sediar este workshop. Na capital piauiense, o projeto pretende dar visibilidade aos desafios e oportunidades a grupos de meninas e mulheres no enfrentamento da crise socioambiental em um contexto de clima extremamente quente. Além disso, busca aproximar e desenvolver relações de confiança entre jovens arquitetos e profissionais das áreas correlatas e a comunidade local. A ideia é promover a liderança feminina em comunidades vulneráveis, como uma medida de adaptação aos riscos e ameaças associados às mudanças climáticas.

“O objetivo da nossa aliança é promover o desenvolvimento urbano com foco na equidade de gênero e na transversalidade da mudança do clima. Nós reconhecemos o desafio da mudança do clima e a vulnerabilidade de mulheres a questões climáticas em grupos específicos. Por isso, buscamos ajuda especializada para desenvolver e construir resiliência para esse grupo de mulheres”, destaca Gabriela Uchoa, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

A participação no workshop é gratuita e o programa envolve aulas, visitas de campo e trabalhos em equipe. Serão 30 vagas, sendo 15 para profissionais locais e 15 para profissionais de outros estados e países. Os candidatos podem se inscrever enviando o formulário preenchido e uma carta de motivação para semplan.agenda2030@gmail.com até o dia 23 de agosto. Os participantes serão selecionados com base nos seus currículos, no conteúdo da carta e ordem de inscrição. Serão notificados sobre o seu status até 30 de agosto.

“O que nós buscamos nesse workshop é um intercâmbio de conhecimento. Profissionais locais e de outras cidades e países trarão os saberes de outras práticas, de outros lugares, para que possamos buscar novas soluções para problemas que enfrentamos aqui”, conclui Mariana Fiuza, Urbanista da Agenda Teresina 2030.

Técnicos da SEMAM avaliam qualidade da água do Rio Poti

Ascom Semam

Uma equipe de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), ligados aos diversos setores do órgão, vem realizando o monitoramento da qualidade da água do Rio Poti, trabalho que integra o Projeto Observando os Rios, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica. Na manhã de hoje (26), os profissionais se reuniram para fazer mais uma análise no trecho do rio que margeia o Parque da Cidade, na zona Norte de Teresina.

Esse trecho é um dos nove pontos de observação existentes nos municípios de Teresina e Demerval Lobão, onde está incluído o monitoramento de rios e córregos. A partir das análises, esses corpos hídricos são classificados como ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.

As atividades de monitoramento das equipes são realizadas com o uso de kits especiais disponibilizados pela Fundação, que permitem verificar parâmetros como temperatura da água, espumas, fosfatos, oxigênio dissolvido, cheiro e peixes.

A totalização desses indicadores é reunida em um sistema online de dados georreferenciados, que ficam disponíveis no site da organização: http://sosobsriospi.znc.com.br/relatorio/.

“Além disso, a equipe faz a coleta dos resíduos sólidos encontrados nas imediações do nosso ponto de observação, contribuindo ainda mais para a preservação do rio, do meio ambiente. É um trabalho realizado de forma voluntária, que conta com uma equipe empenhada e competente.  Certamente, isso contribuirá para as gerações futuras”, destaca o secretário da Semam, Olavo Braz.

Situação climática

A Semam também realiza, diariamente, o monitoramento da situação climática de Teresina, que envolve o acompanhamento do nível dos rios Parnaíba e Poti, precipitação acumulada, temperatura máxima e mínima, umidade do ar, direção dos ventos, ocorrências de queimadas e alertas de eventos meteorológicos severos.

Esses dados são agrupados e transformados em boletins diários, feitos com o suporte de informações provenientes de algumas plataformas, como Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – Programa Queimadas – Apoio do Ministério do Meio Ambiente.

Para ter acesso aos boletins, basta acessar o site do órgão: semam.teresina.pi.gov.br