Teresina participa de debate nacional sobre calor extremo na Câmara dos Deputados

Debate nacional sobre calor extremo na Câmara dos Deputados (Foto: Ascom Agenda 2030)

A Prefeitura de Teresina, por meio da Coordenação da Agenda Teresina 2030 e da Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai), participou do 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), realizado nos dias 7 e 8 de maio, em Brasília, com atividades na Câmara dos Deputados. O evento foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), reunindo representantes do Governo Federal, estados, municípios e organismos parceiros para discutir soluções voltadas à ação climática local.

Nesta edição, o encontro teve como foco central o enfrentamento ao calor urbano extremo, tema cada vez mais urgente diante dos impactos das mudanças climáticas nas cidades brasileiras. Durante a programação, foram realizadas sessões temáticas do “Beat the Heat” (Mutirão contra o Calor Extremo), abordando temas como uso de dados, planejamento urbano, financiamento climático e Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

Representando Teresina, o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, participou como painelista da sessão “Soluções baseadas na natureza: experiências e aprendizados”, compartilhando experiências desenvolvidas pela capital piauiense no enfrentamento ao calor extremo, especialmente em territórios de maior vulnerabilidade social e no fortalecimento de equipamentos públicos urbanos.

Debate nacional sobre calor extremo na Câmara dos Deputados (Foto: Ascom Agenda 2030)

O convite oficial para participação de Teresina destacou o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido pelo município na integração de Soluções Baseadas na Natureza às estratégias de adaptação climática. A participação da cidade ocorreu ao lado de experiências de diferentes regiões do país, promovendo intercâmbio técnico e institucional sobre políticas urbanas resilientes.

Durante sua apresentação, Leonardo Madeira destacou que o enfrentamento ao calor extremo exige uma abordagem integrada entre planejamento urbano, justiça climática e proteção social. “O calor extremo já é uma realidade nas cidades brasileiras e afeta principalmente as populações mais vulneráveis. Participar desse debate nacional é importante para compartilhar experiências, aprender com outras cidades e fortalecer políticas públicas que tornem Teresina mais resiliente, humana e preparada para os desafios climáticos”, afirmou.

A participação de Teresina no encontro reforça o protagonismo da cidade nas agendas de sustentabilidade urbana, adaptação climática e cooperação institucional, ampliando o diálogo com organismos nacionais e internacionais sobre soluções inovadoras para os desafios urbanos contemporâneos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

SDU Sul avança nos serviços de recomposição do pavimento na Avenida Maranhão

Serviços de recomposição do pavimento na Avenida Maranhão (Foto: Ascom SDU Sul)

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul informa que, com a trégua nas chuvas na última semana, houve avanço significativo nos serviços de recomposição do pavimento no trecho interditado da Avenida Maranhão.

As equipes conseguiram acelerar a execução das camadas de base e sub-base, chegando à fase final de preparação para recebimento do asfalto. No entanto, com a retomada e intensificação das chuvas nesta segunda (6), os trabalhos foram novamente impactados, ocasionando atraso no cronograma.

Diante desse cenário, foi definida uma programação mais arrojada para aproveitar a próxima trégua das chuvas e intensificar ainda mais os serviços, com o objetivo de liberar o trecho até o final da próxima semana, caso as condições climáticas permitam.

Serviços de recomposição do pavimento na Avenida Maranhão (Foto: Ascom SDU Sul)

A SDU Sul reforça que segue mobilizada, mantendo frentes de trabalho ativas e ajustando o cronograma de forma contínua para garantir a execução com qualidade e segurança, minimizando os transtornos à população.

Sobre a obra da Galeria da P-10, trata-se de uma das principais intervenções de drenagem da zona Sul, com investimento superior a R$ 100 milhões e prazo de execução de 36 meses. A obra segue em andamento no bairro São Pedro, com o cronograma sendo adaptado conforme as condições climáticas.

A intervenção tem como objetivo reduzir os alagamentos históricos da região, beneficiando diretamente os moradores do bairro São Pedro e áreas adjacentes.

A SDU Sul segue monitorando a situação e manterá a população informada sobre o andamento dos serviços.

Três projetos vencem a maratona “Pense Quente, Teresina!” e recebem premiação para financiar pesquisa

Projetos vencedores da maratona “Pense Quente, Teresina!” (Foto: Ascom Agenda 2030)

A Prefeitura de Teresina anunciou, na noite desta quinta-feira (27), durante a programação da 3ª Conferência do Clima (CLIMATHE25), os três projetos vencedores da maratona “Pense Quente, Teresina: Cabeça Fervendo, Cidade Evoluindo”, iniciativa promovida pela Agenda Teresina 2030, pela Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) e pela Secretaria Municipal de Articulação Institucional (Semai). A competição desafiou equipes multidisciplinares a desenvolver soluções inovadoras, de baixo custo e aplicáveis ao território da capital, para enfrentar o agravamento do calor extremo.

A divulgação marca o encerramento da maratona, dedicada à apresentação dos pitches diante de uma banca técnica e pública, com avaliação baseada em critérios objetivos e notas totalmente transparentes. Como previsto no edital, o julgamento final não comporta recursos.

Os três projetos vencedores são:

1º – “Microclimas Resilientes” (44,5 pontos)

O projeto, voltado à produção agrícola urbana no Grande Dirceu, propõe estratégias bioclimáticas de baixo custo para reduzir a temperatura em hortas comunitárias e áreas de cultivo. As soluções envolvem sombreamento inteligente, manejo ecológico de solo e intervenções capazes de melhorar o conforto térmico para trabalhadores e comunidades locais.

2º – “Índice de Vulnerabilidade Térmica Urbana (IVTU-Teresina)” – 42 pontos

Combinando parâmetros ambientais e socioeconômicos, a proposta utiliza temperatura de superfície (LST), uso do solo e indicadores sociais para identificar quais áreas de Teresina mais sofrem com o calor extremo. O IVTU poderá apoiar gestores públicos na definição de prioridades para políticas adaptativas e investimentos em infraestrutura verde.

3º – “HomeLab Ambiental” – 41 pontos

O projeto incentiva soluções domésticas de monitoramento ambiental, voltadas para sensibilização da população e construção de dados comunitários sobre calor e umidade. A iniciativa reforça o papel das tecnologias acessíveis para aproximar cidadãos das políticas de adaptação climática.

A maratona “Pense Quente, Teresina!” se consolidou como um dos pontos altos do CLIMATHE25, ao promover inovação aberta e estimular pesquisadores, estudantes, profissionais e coletivos a gerar respostas reais para um dos maiores desafios urbanos da capital: conviver e se adaptar ao calor extremo com justiça climática. Para o coordenador da Agenda Teresina 2030, o resultado dá início a uma nova fase de fomento à pesquisa científica diretamente relacionada às mudanças climáticas em Teresina.

“O objetivo da maratona foi envolver estudantes e professores das universidades, faculdades e institutos locais na produção de dados que possam subsidiar a elaboração de políticas públicas mais assertivas, com foco nos efeitos das mudanças climáticas na nossa população e na nossa biodiversidade. Essas equipes terão, agora, uma premiação em dinheiro que possibilitará o desenvolvimento das pesquisas, ressaltando que a participação ativa da UFPI, do IFPI e faculdades nesse processo foi de extrema importância para o sucesso da maratona”, afirma Leonardo Madeira.

Os projetos vencedores seguem agora para acompanhamento técnico, com previsão de integração às políticas públicas em construção pela Agenda Teresina 2030 e parceiros institucionais.

O resultado final pode ser conferido no link (https://drive.google.com/drive/folders/1VL_FiFyY25SZJJz9lQPlkRQmqVcsWpPA).

Prefeito Silvio Mendes prestigia abertura da 3ª Conferência do Clima de Teresina

Abertura da 3ª Conferência do Clima de Teresina (Foto: Lucas Dias/Semcom)

A 3ª Conferência do Clima de Teresina – CLIMATHE25 teve início, na noite desta quarta-feira (26), com a participação do prefeito Silvio Mendes e diversas autoridades e especialistas brasileiros para discutir o tema “Cidades Quentes, Ideias Vivas: Justiça Climática e Inovação para um Futuro Resiliente”. O encontro, que segue até sexta-feira (28), tem como objetivo promover o debate sobre estratégias de adaptação ao calor extremo e justiça climática, com a participação de pesquisadores, gestores públicos, instituições internacionais, sociedade civil e movimentos sociais em uma programação voltada para um dos maiores desafios da cidade: a adaptação ao calor extremo.

Durante a abertura, também foi apresentado o Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), programa inovador no Brasil que garantirá a remuneração à pessoas e instituições que exercem atividades de manutenção da biodiversidade, de adaptação climática e de restauração de ambientes.

Abertura da 3ª Conferência do Clima de Teresina (Foto: Lucas Dias/Semcom)

A primeira palestra da noite foi proferida por Cristiane Borda, representante do C40, com o tema “A Era do Calor: como o aumento extremo da temperatura está redesenhando o planeta e nossas cidades”. Em seguida, a moçambicana Joaquina Cossa, vereadora da cidade de Boane, apresentou a realidade local e experiências de adaptação com a palestra “Resiliência à seca, inundações e erosão no município de Boane”. Um painel com especialistas do ONU-Habitat e do Ministério do Meio Ambiente encerrou os debates da noite.

Para o prefeito Silvio Mendes, mais do que discutir, é preciso agir. “Estamos todos aqui hoje porque nos importamos com essa pauta. E, acima de discutir, é preciso trabalhar para preservar o meio ambiente”, destacou o prefeito, agradecendo a presença de tantas autoridades que vieram de longe para prestigiar Teresina.

Abertura da 3ª Conferência do Clima de Teresina (Foto: Lucas Dias/Semcom)

Maratona e Fórum

A programação segue, nesta quinta-feira (27), dedicada a quatro eixos centrais: saúde e calor extremo; financiamento climático; tecnologia para monitoramento ambiental; e governança para ação climática. Entre os palestrantes estão representantes da Fiocruz, I Care Brasil, GIZ, MCTI, Fundação Grupo Boticário, WRI Brasil, além de secretários municipais e pesquisadores da UFPI. O dia se encerra com o anúncio dos vencedores da maratona de inovação “Pense Quente, Teresina!”, que desenvolve soluções para enfrentar o calor nas cidades.

A sexta-feira (28), será dedicada ao II Fórum de Justiça Climática de Teresina, com debates voltados às populações mais vulneráveis às altas temperaturas. A programação inclui discussões sobre os impactos do calor extremo na população em situação de rua, estratégias de cuidado na primeira infância e o papel das mulheres na resposta à crise climática. O encontro se encerra com a leitura e assinatura da Carta de Teresina pelo Clima e pelo Cuidado, simbolicamente apresentada por uma criança, representando as futuras gerações diretamente afetadas pelas mudanças climáticas.

O CLIMATHE25 é realizado pela Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, Semplan (Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação), Semai (Secretaria Municipal de Articulação Institucional), e conta com correalização do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), além do apoio de instituições como UFPI – Universidade Federal do Piauí, IFPI – Instituto Federal do Piauí, CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí), CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo Piauí), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Semdec (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), Semcaspi (Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas), Semjuv (Secretaria Municipal da Juventude), FMS (Fundação Municipal de Saúde) e Secti (Secretaria Municipal da Ciência, Tecnologia e Inovação).

Prefeitura de Teresina realiza CLIMATHE25 com foco em calor extremo, justiça climática e inovação urbana; saiba como se inscrever

De 26 a 28 de novembro de 2025, a Prefeitura de Teresina realiza a 3ª Conferência do Clima de Teresina (CLIMATHE25), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Com o tema “Cidades Quentes, Ideias Vivas: Justiça Climática e Inovação para um Futuro Resiliente”, o encontro reúne pesquisadores, gestores públicos, organizações internacionais, movimentos sociais, setor privado e juventude em torno de soluções para uma das maiores urgências ambientais da capital: o calor extremo. A conferência integra o II Fórum de Justiça Climática de Teresina e a maratona de inovação “Pense Quente, Teresina!”, consolidando a cidade como referência nacional em planejamento climático.

O evento é organizado pela Agenda Teresina 2030. A abertura, no dia 26 de novembro, será marcada pelo lançamento do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) de Teresina, voltado à conservação de áreas naturais. Em seguida, a especialista Cristiane Borda, gerente de Calor Urbano e Saúde do C40, apresenta a palestra “A Era do Calor: como o aumento extremo da temperatura está redesenhando o planeta e nossas cidades”, abordando os impactos globais da elevação das temperaturas nas dinâmicas urbanas. Logo após, o representante da Prefeitura de Boane (Moçambique), Hortêncio Lopes, discute “Resiliência à seca, inundações e erosão no município de Boane”, trazendo experiências africanas frente aos eventos climáticos extremos. As apresentações serão comentadas por especialistas como Leta Vieira (ONU-Habitat) e Salomar Mafaldo (Ministério do Meio Ambiente), em diálogo mediado pela Agenda Teresina 2030, promovendo intercâmbio técnico entre realidades distintas do Sul Global.

O segundo dia, 27, será dedicado à ciência, inovação, financiamento e governança climática. A programação começa com a pesquisadora Beatriz Oliveira (Fiocruz), que apresenta análise sobre os impactos do calor extremo na saúde pública e suas desigualdades socioambientais. O debate se aprofunda com o painel “Saúde e Calor Extremo: riscos, desigualdades e políticas de cuidado”, que reúne nomes como Patrícia Ludmila (UNFPA), Cristiane Borda (C40), a médica Silvana Sales e o pesquisador Luís Madeira (Fiocruz). Ainda pela manhã, o especialista Victor Gonçalves (I Care Brasil) aborda mecanismos de financiamento para mitigação e adaptação climática, seguido do painel “Financiando o Futuro”, com representantes da GIZ, MCTI, Fundação Grupo Boticário, ICLEI e Secretaria Municipal da Juventude, discutindo estratégias para viabilizar ações climáticas em municípios.

À tarde, o pesquisador Venícios Santos (CODEX) abre o debate sobre tecnologias de monitoramento térmico urbano, em painel que reúne técnicos do WRI Brasil, da Secretaria de Meio Ambiente de Porto Alegre, da UFPI e da Secti, destacando o papel de dados avançados para o planejamento público. O dia encerra com reflexões sobre governança climática, conduzidas por Letícia Mamedes (FNP), juntamente com parlamentares do Brasil e Moçambique, além de especialistas do Ministério do Meio Ambiente e da ONU-Habitat. Na sequência, serão anunciados os vencedores da Maratona “Pense Quente, Teresina!”, premiando soluções locais inovadoras para a adaptação urbana ao calor.

A programação do último dia, 28, será inteiramente dedicada ao II Fórum de Justiça Climática de Teresina, destacando populações especialmente vulneráveis às altas temperaturas. O primeiro painel discute os direitos da população em situação de rua diante do calor extremo, com a participação do Observatório Nacional de Direitos Humanos (MDHC) e equipes de saúde e assistência social de Teresina. Em seguida, o debate se volta à primeira infância, tratando de cuidados, educação e adaptação em escolas, com a presença do Instituto Alana, profissionais da rede municipal e iniciativas inovadoras como o “Jardim Sensorial” de um CMEI local. Na sequência, o painel “Cuidar, Adaptar e Resistir” destaca o protagonismo das mulheres no enfrentamento da crise climática, reunindo pesquisadoras do IFPI, representantes do UNFPA, ONU-Habitat e da Secretaria Municipal da Mulher.

O encerramento será marcado pela leitura e assinatura da Carta de Teresina pelo Clima e pelo Cuidado, documento que firma compromissos institucionais, redes de cooperação e diretrizes para ações climáticas futuras. Em um gesto simbólico, o texto será lido por uma criança, representando a urgência intergeracional da defesa climática.

As inscrições para o CLIMATHE25 são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui (https://www.even3.com.br/participante/impressao/impressaocompra/?token=O7lGUlIYUIOfbqeSGmyHfA==) ou pelo perfil @teresina_2030 nas redes sociais.

Arte gráfica: Ascom Agenda 2030

Queimadas: um risco à saúde, ao meio ambiente e à segurança da população

A Prefeitura de Teresina reforça o alerta sobre os perigos das queimadas, prática caracterizada pela utilização ou propagação do fogo em áreas urbanas ou rurais, geralmente sem controle ou autorização. As queimadas provocam sérios prejuízos à saúde pública, ao meio ambiente e ao patrimônio, além de colocar vidas em risco e agravar problemas climáticos e respiratórios durante os períodos mais secos do ano.

Os efeitos negativos das queimadas são amplos. A fumaça resultante da combustão libera partículas tóxicas que afetam diretamente a qualidade do ar, contribuindo para o aumento de doenças respiratórias, alergias, irritações nos olhos e complicações cardiovasculares, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes. No meio ambiente, as queimadas provocam perda de biodiversidade, destruição de habitats naturais, emissão de gases de efeito estufa e empobrecimento do solo, dificultando sua recuperação natural. Além disso, elas podem causar danos estruturais a residências, linhas de transmissão, áreas públicas e propriedades privadas.

Grande parte das ocorrências está relacionada a erros humanos, muitas vezes motivados por práticas inadequadas ou atitudes negligentes. Entre elas, destacam-se a queima de lixo doméstico ou entulho em quintais, limpeza de terrenos com uso de fogo, fogueiras mal apagadas, bitucas de cigarro descartadas em locais secos, queimadas para renovação de pasto e até o uso incorreto de equipamentos que geram faíscas. Essas ações, embora pareçam inofensivas, podem iniciar incêndios de grandes proporções, especialmente em períodos de estiagem.

A legislação brasileira é clara quanto à proibição desse tipo de prática. A Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê que provocar queimadas sem autorização ou em desacordo com as normas ambientais é crime, sujeito a multas e penalidades que podem incluir detenção. A responsabilização se aplica tanto a quem inicia o fogo quanto a quem contribui para sua propagação.

A Prefeitura de Teresina ressalta que prevenir queimadas é uma responsabilidade coletiva. A colaboração da população é essencial para evitar danos ambientais e proteger a saúde e a segurança de todos. Em caso de identificação de focos de incêndio ou práticas irregulares, a orientação é acionar imediatamente os órgãos competentes.

Cuidar do meio ambiente é cuidar da vida. Juntos, podemos construir uma cidade mais segura, saudável e sustentável.

Teresina é ponto inicial de pesquisa inédita sobre mudanças climáticas da Fundação Getúlio Vargas

Foto: Ascom Teresina Agenda 2030

Uma equipe da Fundação Getúlio Vargas, inserida no projeto CliMunE – Clima, Municípios e Evidência, iniciou pela cidade de Teresina a pesquisa “Fortalecendo a resiliência climática em municípios brasileiros por meio de políticas baseadas em evidências”. A iniciativa busca fortalecer a capacidade dos municípios brasileiros a darem respostas aos desafios impostos pela crise climática.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Cardiff University, com a Universidade de São Paulo, com financiamento da The British Academy e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, dedicado a pesquisar mecanismos e incentivos para a formulação de políticas ambientais baseadas em evidência nos municípios brasileiros.

A primeira entrevista da pesquisa foi feita em Teresina, com o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. Os questionamentos focaram na formulação e desenvolvimento de políticas públicas que estejam contribuindo para estratégias de adaptação e mitigação de problemas como secas, enchentes, deslizamentos e arboviroses, por exemplo.

“Tivemos a honra de inaugurar essa pesquisa realizada por uma instituição de tanto reconhecimento nacional e internacional pela seriedade com que conduz suas pesquisas e apoia o país na construção de políticas públicas sólidas. Teresina é vanguardista em vários aspectos no que diz respeito a estruturação de políticas contra os efeitos das mudanças climáticas, principalmente na forma inovadora com que vem conduzindo a produção de conhecimento e o financiamento da construção dessas políticas”, afirma Leonardo Madeira.

Os pesquisadores percorrerão as cidades de Teresina e Barras, no Piauí, e outros 18 municípios em nove estados brasileiros conduzindo as entrevistas presencialmente com gestores envolvidos na formatação de políticas públicas. O estudo está sendo conduzido pelo pesquisador do FGV EAESP, Mario Aquino.

Segundo a FGV, o objetivo é promover soluções baseadas em evidências para enfrentar a crise climática, especialmente no nível local, onde os impactos são mais imediatos e as capacidades mais limitadas.

O FGVearth

O FGVEarth, Centro de Inovação, Pesquisa e Difusão (CEPID) em Governança das Mudanças Ambientais Globais, é uma iniciativa da FGV EAESP, apoiada pela FAPESP, que visa posicionar o Brasil como referência internacional em soluções inovadoras para os desafios ambientais globais, integrando pesquisadores das áreas de gestão e economia, promovendo pesquisas acadêmicas de ponta e conectando os resultados aos debates políticos sobre questões ambientais em todo o mundo.

Escolas da Rede Municipal de Teresina são selecionadas para VI Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente

Escola Municipal Conselheiro Saraiva (Foto: Semec)

Duas escolas da Rede Municipal de Ensino de Teresina foram selecionadas para representar a capital na etapa estadual da VI Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que acontece neste segundo semestre em todo o Piauí. A conferência reúne estudantes de diversas regiões com o objetivo de estimular a consciência ambiental e promover o protagonismo infantojuvenil na construção de soluções sustentáveis para os desafios locais.

Entre as 100 escolas selecionadas em todo o estado, duas são da rede municipal de Teresina:

Escola Municipal Joca Vieira, com o projeto “Clima de Justiça: Educação e Ação pelo Meio Ambiente”

Escola Municipal Conselheiro Saraiva, com o projeto “Uma Solução Inovadora para a Crise Hídrica e Segurança Alimentar”

As iniciativas envolvem alunos do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, em ações de pesquisa, debates e propostas práticas em prol da justiça climática, engajando crianças, adolescentes e jovens a trabalharem com temas ambientais que afetam diretamente as comunidades escolares e territórios onde estas se situam. A proposta é que cada escola desenvolva um plano de ação com base no tema nacional da conferência: “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”.

A etapa estadual acontece nos dias 07 e 08 de agosto. A CNIJMA é organizada pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), Ministério da Educação (MEC) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os projetos selecionados nesta fase poderão ser indicados para a etapa nacional do evento, que ocorrerá em Brasília, no mês de outubro.

A participação das escolas de Teresina reforça o compromisso da SEMEC com uma educação voltada à cidadania, à sustentabilidade e à formação de jovens protagonistas na defesa do meio ambiente.

Plataforma internacional destaca Teresina como cidade que acelera iniciativas para se tornar verde e resiliente às mudanças climáticas

Encontro dos Rios (Foto: Lucas Dias/SEMCOM)

A UrbanShift, uma das principais plataformas do mundo a reunir iniciativas e fomentar o desenvolvimento sustentável, destacou a experiência que Teresina vem desenvolvendo para tornar-se uma cidade verde e resiliente à emergência climática. O texto, publicado no site www.https://pt-br.shiftcities.org/ em inglês, português, espanhol, francês, japonês e indonésio, ressalta a atuação e esforço multissetorial da Agenda Teresina 2030, coordenação vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), para criar um ambiente de desenvolvimento sustentável.

“Teresina é a capital do Piauí, um dos estados mais vulneráveis do Brasil em termos climáticos e econômicos. De acordo com o Instituto Internacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Teresina está entre as cidades mais quentes do mundo. Como as temperaturas continuam a subir e ameaçam as indústrias agrícolas que cercam a cidade, Teresina está se preparando para um fluxo de migração das partes mais rurais do estado. Para Teresina, a crise climática já chegou. Mas a cidade não está perdendo tempo para reagir. A Agenda 2030 de Teresina visa alinhar as políticas da cidade com as metas climáticas estabelecidas pelo Acordo de Paris e criar resiliência climática em toda a cidade, especialmente para os residentes mais vulneráveis”, diz a publicação.

A Agenda Teresina 2030 vem conseguindo, ao longo do tempo, fortalecer o relacionamento da cidade com diversas instituições nacionais e internacionais que estão permitindo a elaboração de políticas públicas essenciais para que a cidade consiga, de forma planejada, estar preparada para os efeitos da crise do clima, tanto quando se fala em infraestrutura como no atendimento às comunidades mais vulneráveis.

Uma das iniciativas citadas pelo UrbanShift nessa publicação é a construção de equipamentos públicos que integrem natureza e adaptação climática. Como é o caso do parque linear construído no bairro Nova Brasília, às margens da Lagoa do Mazerine, zona norte da cidade. Neste local, foi construído um jardim de chuva, capaz de integrar o sistema de drenagem local, captando água da chuva e transferindo-a já filtrada para a lagoa. Com apoio da comunidade local, que ajuda a manter e cuidar do jardim, essa intervenção alia ações de ampliação da cobertura vegetal com uma solução para um problema de alagamento que persistia há anos.

“Para a comunidade ao redor do parque, o novo espaço verde é um refúgio da paisagem urbana pavimentada e da atividade industrial próxima. Mas o propósito do jardim é ainda mais profundo do que isso. Projetado como um jardim de chuva, esse espaço verde absorve o excesso de água durante as chuvas, reduzindo o risco crescente de enchentes na região”, relata a publicação na plataforma UrbanShift.

A Agenda Teresina 2030 mantém parcerias diversas e, através delas, capta recursos de doação que permitem a elaboração de políticas públicas para resolver problemas reais da cidade. É o exemplo do projeto do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que permitirá, futuramente, que pessoas físicas e jurídicas que desenvolvam ações de arborização, coleta e destinação responsável de resíduos, manutenção das matas ciliares, por exemplo, possam ser remuneradas para tal.

Entre os parceiros de Teresina estão instituições como o Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU), Centro de Liderança Pública (CLP), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), C40 Cities, Bernard VAn Leer Foundation, BNDES, Iclei (Governos Locais pelo Desenvolvimento), projeto CITinova, ICMBio, Urban95 e GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (Agência Alemã de Cooperação Internacional).

O UrbanShift é uma iniciativa global que visa transformar as cidades em espaços mais sustentáveis, resilientes e habitáveis, focando em áreas como planejamento urbano integrado, economia circular, acesso a financiamento climático e soluções baseadas na natureza.

Para acessar o texto na plataforma UrbanShif clique no link https://pt-br.shiftcities.org/post/how-teresina-accelerating-its-transition-green-and-resilient-city.