Projeto Lei Maria da Penha em Cordel retorna com atividades em escolas municipais

 

Ascom/SMPM

“A Lei Maria da Penha está em pleno vigor.  Não veio para punir homem, mas para punir agressor. Pois em mulher não se bate, nem mesmo com uma flor”. Foi com esse verso que o cordelista Tião Simpatia retomou mais uma etapa das apresentações das medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher nas escolas municipais de Teresina.

A atividade iniciou nesta segunda-feira (02) nas escolas municipais Raimundo Nonato Monteiro de Santana, na Vila Irmã Dulce, e Zoraide Almeida, bairro no Angelim, ambos localizados na zona Sul da cidade, e segue até sexta feira (06). As apresentações acontecem nos turnos manhã e tarde, no início da aula ou durante o intervalo. Na oportunidade, todos os participantes recebem o cordel da Lei Maria da Penha.

Para a gerente de Enfrentamento da Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM), Lidiane Oliveira, o projeto deve servir para que as crianças possam refletir sobre o processo de violência muitas vezes vivenciando no ambiente doméstico.

“As consequências da violência doméstica e familiar contra a mulher também recai sobre os filhos, que muitas vezes presenciam as agressões e correm o risco de se tornarem vítimas. Isso pode ter efeitos prejudiciais na saúde e no desenvolvimento das crianças. Por isso a importância da reflexão sobre a temática, além de mostrar os meios onde essa criança pode buscar ajuda”, destacou.

Durante as apresentações, Tião Simpatia faz a leitura do Cordel junto com as Crianças e também canta versões de canções contra a violência, como o da música O Cravo e a Rosa. “Neste quinto ano de atividade estamos aperfeiçoando mais as apresentações. Procuro fazer de uma forma  com que esses alunos também participem, assim eles ficam mais atentos e conseguem absorver mais sobre a temática”, afirmou.

A ação é uma parceria da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e da Secretaria Municipal de Educação (Semec). Com a iniciativa já foram atendidas mais de 70 mil crianças, em mais de 180 unidades da rede municipal de ensino da capital.

“Essas questões de violência de gênero e violência contra mulher sempre vão ser questões relevantes para se tratar no contexto escolar, especialmente nessa região em que nossa escola fica localizada, pois apresenta grande fator de vulnerabilidade e com um alto índice de violência. Em nosso planejamento sempre incluímos e trabalhamos temáticas relevantes como esta, e o projeto só vem a contribuir ainda mais com o trabalho que já é realizado pela escola”, destacou a pedagoga da escola Municipal Zoraide Almeida, Eudeilane Pereira.

Projeto Lei Maria da Penha em Cordel passará por mais 20 escolas municipais

Foto: Ascom/ SEMEC

Utilizando a educação no enfrentamento à violência contra a mulher, o Projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas Escolas vai percorrer mais 20 unidades de ensino da Rede Municipal de Teresina nos meses de setembro e novembro.

A iniciativa da Prefeitura de Teresina já alcançou mais de 65 mil alunos desde que foi implementada, no ano de 2014. A realização é da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC). De forma divertida, o arte educador Tião Simpatia leva para as crianças sua famosa versão em cordel da Lei Maria da Penha, informando e sensibilizando os estudantes sobre as medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Nesta segunda-feira (19), os coordenadores pedagógicos das escolas que receberão a atividade estão articulando formas de preparar o público para o projeto, iniciando diálogos sobre o assunto. O grupo recebeu previamente o material que será distribuído para os alunos e também participou de uma roda de conversa com o tema “Relações de gênero e espaço escolar”.

Segundo a gerente de enfrentamento à violência da SMPM, Lidiane Oliveira, o espaço escolar é ideal para a disseminação dessas informações. “As crianças reproduzem comportamentos violentos vivenciados em casa, precisamos estar vigilantes a essa problemática, conversando, levando informações, e quem pode nos ajudar muito nisso é quem está em sala de aula. Não é tarefa fácil acabar com a violência, mas precisamos ressignificá-las”, afirma.

Para a professora Simone Brandão, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Professor Marcilio de Flávio Rangel, localizada na Vila Santa Bárbara, zona Leste de Teresina, o encontro serve para que seja multiplicado as informações. “Esta é uma ação maravilhosa porque os nossos meninos precisam estar por dentro de tudo o que está acontecendo, e muitas vezes nosso conteúdo programático não aborda o tema da violência de forma aprofundada. O projeto só tem a contribuir”, destaca.

As primeiras unidades de ensino a receberem o cordelista serão a Escola Municipal Raimundo Nonato Monteiro de Santana e a Escola Municipal Professora Zoraide Almeida, no dia 02 de setembro. As apresentações acontecem nos turnos manhã e tarde, no início da aula ou durante o intervalo. A atividade segue até o dia 22 de novembro, finalizando na Escola Municipal Jornalista Deoclécio Dantas.

 

Oficina de criação e produção de literatura de cordel envolve professores e alunos

Ascom/Semec

Com o objetivo de reconhecer e valorizar o cordel como gênero literário e expressão artística da cultura popular, a professora Angelita Gomes e as alunas Maria Luíza Sousa Silva e Flávia Joelma Gomes Sousa, da Escola Municipal Hermelinda de Castro, zona Rural de Teresina, participaram de uma oficina de Cordel no período das férias.

A oficina aconteceu durante quatro sábados, um evento da Cordelaria de Teresina. Após o término do curso, a professora e as alunas realizaram a produção coletiva do cordel ‘Não ao Feminicídio’, onde contém versos das cursistas. O cordel ainda ganhou uma capa ilustrada pela aluna Ana Beatriz, após um concurso realizado pela professora na escola.

Segundo Angelita Gomes, a ideia da participação da oficina visa estimular a aproximação dos estudantes para a literatura, incentivando a leitura, a criatividade e a produção de textos e de desenhos.

“O cordel é uma das principais formas de expressão da cultura popular nordestina. E é sempre válido utilizar novas técnicas de produção da literatura, como o gênero literário cordel, para desenvolver atividades em sala de aula. A minha participação e das alunas serve para multiplicar com os demais estudantes o que aprendemos e estimulá-los a participarem de atividades envolvendo leitura e escrita”, comentou.