Secretaria da Mulher explica o que é importunação sexual e como denunciar

Mulher com a mão estendida sinalizando para parar – a mão dela está no foco (ASCOM/SMPM)

Casos de importunação sexual são registrados quase diariamente. Isso porque, desde a criação da lei, em 2018, as denúncias acerca desta violência ganharam alcance, aponta dados do Observatório Teresina Mulher (OMT), espaço para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a realidade das mulheres teresinenses vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

Em 2022, foram registrados 37 casos por mês, aponta o OMT, enquanto no primeiro semestre de 2023, ocorreram 66 registros. Teresina teve uma média de 11 casos por mês, com a maioria das ocorrências no mês de março. A importunação sexual é caracterizada por qualquer prática de cunho sexual que é realizada sem o consentimento da vítima para satisfazer o próprio prazer ou de terceiros.

Essas práticas são conhecidas como atos libidinosos. São exemplos de importunação sexual: “passar a mão”, apalpar, beijar à força, ejacular em público, entre outras ações que acontecem sem o consentimento da vítima e sem violência física ou grave ameaça. A secretária da SMPM, Karla Berger, enfatiza a importância crucial de as vítimas buscarem ajuda. Ela declara: “é de suma importância que as vítimas denunciem os casos de violência”

Segundo a gestora, “na SMPM, temos conduzido campanhas com o objetivo de conscientizar a sociedade e reduzir o número de casos, para que nenhuma mulher sofra violência, seja em público ou em casa”. Em relação ao crime de importunação sexual, é importante notar que, muitas vezes, não há vestígios físicos do agressor. Portanto, é essencial que a vítima colete o máximo de provas possível e procure a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência.

Existem canais de denúncia disponíveis para vítimas de importunação sexual. Em situações de emergência, a vítima pode ligar para a Polícia Militar pelo número 190. Além disso, a vítima pode se dirigir à Central de Flagrantes localizada na Rua Coelho de Resende, s/n – Centro (Sul), em Teresina, Piauí, para registrar um boletim de ocorrência. É importante lembrar que a denúncia é um passo crucial para a responsabilização do agressor e para a prevenção de futuros casos.

PROCURE O CREG

O Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.
De acordo com a secretária, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que mulheres rompam com o ciclo da violência. A partir de março o CREG vai iniciar seus atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que fica localizada na Rua Primeiro de Novembro, 3102, Primavera.

ACOMPANHAMENTO DA GUARDA MARIA DA PENHA

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, que presta a proteção das vítimas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

ONDE ENCONTRAR O CREG?

Funcionamento: segunda à sexta, das 8 às 17 horas.

Endereço: R. Agripino Maranhão, 235 – Noivos

Telefone: (86) 99412-2719

A partir de março o CREG vai iniciar seus atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que fica localizada na Rua Primeiro de Novembro, 3102, Primavera.

Psicológica, Patrimonial ou Moral? Entenda tipos de violência contra a mulher e como acessar o CREG

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), serviço da Prefeitura de Teresina, vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres(SMPM). Ao todo, neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, vítimas de violências física, psicológica, moral e patrimonial.

Karla Berger, secretária da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), explica que existem vários tipos de violência contra as mulheres, mas que apesar disso, algumas manifestações de violências costumam não serem percebidas pela vitima. “Existem vários tipos de violência que podem ser praticados contra as mulheres, como a física, a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. No entanto, nem sempre essas violências são reconhecidas pelas próprias vítimas, que podem naturalizar, minimizar ou justificar as agressões que sofrem”, destaca a gestora.

Violência psicológica

A violência psicológica é uma forma de agressão que tem como objetivo causar dano emocional na mulher, afetando sua autoestima, identidade e saúde mental. O agressor recorre a ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação e chantagem para intimidar, controlar ou isolar a mulher.

Esses comportamentos visam fazer a mulher se sentir inferior, culpada ou dependente dele. Muitas vezes, uma mulher não percebe que está sendo vítima de violência psicológica, mas seus efeitos podem ser graves, levando a problemas como depressão, ansiedade e até mesmo ideação suicida.

Violência patrimonial

A violência patrimonial é uma forma de agressão que envolve os bens, recursos e direitos da mulher. O agressor pode se apropriar, destruir ou reter objetos, documentos ou valores pertencentes à mulher, além de impedir seu acesso a eles.

Essa forma de violência busca prejudicar a mulher financeiramente, limitando sua autonomia e independência. Por exemplo, quando o parceiro deixa de pagar a pensão alimentícia dos filhos, fica com objetos pessoais da mulher, esconde ou rasga seus documentos, ou realiza outras ações semelhantes.

Violência moral

A violência moral é uma forma de agressão que atinge a honra e a aceitação da mulher. O agressor pode difamar, caluniar ou ferir a mulher, disseminando falsas ou ofensivas sobre sua conduta moral, sexual ou profissional.

Essa forma de violência busca desmoralizar e desqualificar a mulher perante a sociedade, afetando sua imagem e confiança. Por exemplo, quando o parceiro espalha boatos sobre a vida íntima do casal, a insulta na presença de outras pessoas ou menospreza seu trabalho e estudos.

Violência sexual

A violência sexual é uma forma de agressão que viola a liberdade e a integridade sexual da mulher. O agressor pode forçá-la ou coagi-la a praticar ou testemunhar atos sexuais contra sua vontade, ou mesmo impedir que ela utilize métodos contraceptivos ou abortivos.

Essa forma de violência visa submeter-se e dominar a mulher sexualmente, desrespeitando seu corpo e seus direitos reprodutivos. Por exemplo, quando o parceiro obriga a mulher a fazer sexo sem preservativo, a força a ter relações sexuais contra sua vontade ou a impedir de interromper uma gravidez indesejada.

Violência física

A violência física é uma forma de agressão que causa danos ou lesões corporais na mulher. O agressor pode utilizar força física ou armas para bater, aplicar, puxar, morder, cortar, queimar ou ferir a mulher de alguma maneira.

Essa forma de violência visa machucar e marcar o corpo da mulher, demonstrando poder e superioridade. Por exemplo, quando o parceiro dá um tapa no rosto da mulher, puxa seu cabelo, aperta seu braço ou usa água quente ou ácido para feri-la.

Violência institucional

A violência institucional é um tipo de agressão que ocorre nos espaços públicos onde a mulher busca ajuda ou proteção. Os agentes públicos podem tratar a mulher com descaso, preconceito ou negligência, dificultando seu acesso aos serviços e aos direitos.

É um tipo de violência que visa desestimular e desencorajar a mulher de denunciar e romper o ciclo da violência doméstica. Por exemplo, quando o policial não registra o boletim de ocorrência da mulher, quando o médico não faz o exame de corpo de delito da mulher, quando o juiz não concede a medida protetiva para a mulher.

Procure o Creg

O Centro de Referência Esperança Garcia, CREG atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

Ainda de acordo com a secretária Karla Berger, o lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor para evitar que a violência volte a acontecer.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

CREG acolhe mulheres vítimas de violência sexual; saiba como acessar o serviço

Na segunda-feira (10), o arquiteto, empresário e ex-bbb Felipe Prior foi acusado pelo crime de estupro, podendo pegar condenação de até 6 anos de prisão, de acordo com a justiça de São Paulo, Prior poderá cumprir pena em regime inicial semiaberto. O caso ocorreu em 2014 e nesta semana, voltou à tona com a divulgação da sua condenação. Casos de violência sexual, como estes, representam cerca de 33,4% dos crimes cometidos contra mulheres no Brasil, segundo dados do Agência Brasil.

Em Teresina, mulheres vitimas de abuso ou violência sexual podem procurar o Centro de Referência Esperança Garcia, CREG um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos

“O CREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentir acolhidas e seguras” aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza

A coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara complementa: “É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta.
“Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

Em Teresina, um levantamento feito pelo Observatório Mulher Teresina aponta que 96% (1.786 casos) foram praticados contra pessoas do sexo feminino, sendo 78,5% (1.454 casos) contra meninas entre 0 a 19 anos. Os dados revelam ainda que, quanto menor a idade, maior a ocorrência da violência sexual no espaço escolar. Por outro lado, em idades maiores aumenta a ocorrência em vias públicas. O ambiente doméstico, entretanto, predomina como o local de maior ocorrência de violência sexual, com 68% dos casos. Na maioria das vezes (41% dos casos), o autor dos abusos são pessoas conhecidas.

“Isso significa que muitas vezes as vítimas sofrem caladas, com medo de denunciar ou de não serem acolhidas e apoiadas. Por isso, é fundamental que nós, como poder público, como sociedade civil e como cidadãos e cidadãs, tenhamos um olhar sensível e atento para as mulheres e as meninas que sofrem violência sexual”, reforça a secretária Karla Berger.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

Prefeitura de Teresina realizou 1176 atendimentos a mulheres em situação de violência no primeiro semestre deste ano

Sede do Centro de Referência Esperança Garcia (CREG) (Foto: Ascom/SMPM)

Entre janeiro a junho de 2023, foram realizados 1176 atendimentos às mulheres em situação de violência em Teresina, os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço disponibilizado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O lugar oferece atendimentos de assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitações profissionais gratuitos.

“O GREG é um espaço que as mulheres teresinenses podem recorrer para se sentirem acolhidas e seguras”, aponta a secretária da SMPM, Karla Berger. “O lugar não é para realizar denúncia, mas encorajar e dar apoio para que as mulheres rompam com o ciclo da violência”, finaliza.

Neste semestre, 158 mulheres foram inseridas no serviço, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência, Roberta Mara. Ao longo deste ano, o número de busca e inserção na unidade tende a aumentar devido às ações na sociedade civil para incentivar a denúncia e o apoio especializado. No mês de agosto, por exemplo, é comemorado o Agosto Lilás, em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha. Com isso, iniciativas públicas e privadas reforçam as chamadas e ações para dar visibilidade ao combate contra as violências.

Roberta explica que o espaço conta com estratégias de alcance nas redes sociais e divulgação nos eventos e ações da Secretaria da Mulher para maior alcance do espaço. Mensalmente são realizados ciclos de divulgações nas comunidades urbanas e rurais para fazer com que mais mulheres sejam alcançadas e encontrem a rede de atendimento. Em junho, a SMPM desenvolveu o projeto “Entre Margaridas”, uma iniciativa de combate às violências nas comunidades rurais do município.

“É um espaço sigiloso, gratuito, com acesso às profissionais multidisciplinares para romper o ciclo da violência. Existem vários tipos de violência, muitos ainda não percebidos pela vítima”, destaca Roberta. “Aqui, com o atendimento, ela vai se fortalecer e superar os traumas deixados pelas agressões”, explica a coordenadora.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são monitoradas pela Guarda Maria Penha, visando protegê-las e contribuir para o empoderamento delas.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.

Telefone: (86) 3233-3798 / 994116-9451

DIA DO ORGULHO LGBTQIAPN+: Serviços de acolhimento atendem mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis em situação de vulnerabilidade

Centro de Referência Esperança Garcia (Foto: Ascom/SMPM)

Os serviços CREG (Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia) e Florescer, oferecidos pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), por meio da Prefeitura de Teresina, funcionam de portas abertas para as mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis. O objetivo é garantir o acesso dessas mulheres aos serviços de saúde, educação, assistência social, cultura e lazer, bem como prevenir e combater a violência e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Karla Berger, destaca a importância da ampliação do atendimento para essa população dentro dos serviços municipais. “Essas mulheres sofrem diariamente com o preconceito, a violência e a exclusão. Elas têm direito a uma vida digna, com saúde, educação, trabalho e lazer. Queremos que elas se sintam acolhidas e respeitadas pela Secretaria da Mulher e pelos demais órgãos públicos”, afirmou.

Em Teresina, entre 2015 e 2017, foram registradas 1.038 notificações de violências contra pessoas LGBT no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo 57% contra homossexuais e bissexuais e 43% contra travestis e transexuais. A maioria das violências foi física (72%), seguida da psicológica (23%) e da sexual (3%)2. Esses dados, segundo Karla Berger, mostram a urgência da ampliação de políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos da população LGBTQIAPN+.

As mulheres trans, bissexuais, lésbicas e travestis que quiserem participar dos serviços Florescer e CREG podem procurar os serviços nos seguintes endereços:

Sobre o Florescer

O serviço Florescer é um projeto que acolhe e empodera mulheres e suas crianças em situação de vulnerabilidade em Teresina. O serviço possui quatro unidades, localizadas na zona Sudeste, Norte, Sul e Zona Rural de Teresina. O serviço oferece oficinas, palestras e eventos sobre saúde, higiene, cidadania e empoderamento feminino. Além disso, o serviço oferece cursos de capacitação profissional em parceria com a Fundação Wall Ferraz.

Horário de Funcionamento:

Segunda a Sexta
das 7:30 às 17:00 horas

Unidades:

Florescer Norte
Rua Antonio Pedro, 629 – Matadouro

Florescer Sudeste
Rua Santa Luzia, S/N – Alto da Ressurreição

Florescer Zona Rural
Povoado Salobro

Florescer Sul
Rua Mucuripe, S/N, Vila Santa Rita – Promorar

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia é um projeto que atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos. O serviço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional. O serviço também conta com a parceria da Guarda Maria da Penha, que monitora as mulheres que possuem medida protetiva.

Onde encontrar o CREG?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

CREG comemora 7 anos com entrega de moradias à mulheres atendidas pelo Centro

O centro de Referência da mulher em situação de violência (CREG), comemorou sete anos com um café da manhã nesta quinta-feira. O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero residentes em Teresina, com idades entre 18 e 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional.

“Queremos dar essa visibilidade enquanto política pública. Quando falamos em atender mulheres para empoderá-las, é buscar um atendimento transversal das políticas públicas, incluindo habitação, inclusão produtiva, inclusão no mercado de trabalho, preparando-as para a vida profissional. Pensamos em comemorar o aniversário do CREG dando um destaque a política habitacional, onde conseguimos inserir àquelas que necessitavam de uma moradia. São mulheres que estão vinculadas aos serviços prestados pelo Centro de referência, pois precisamos conhecer de perto esse contexto de cada uma delas. No total, foram 21 mulheres contempladas e já temos outras que já foram encaminhadas para que sejam contempladas. Contamos para isso com a parceria da SEMDUH”, explica a Coordenadora do CREG, Roberta Mara.

Dentre as mulheres contempladas está Maria Julia*, que tem 31 anos e tem uma filha. “ Essa é uma grande oportunidade que o CREG me proporcionou desde o primeiro momento que cheguei aqui. Sempre fui muito bem acolhida. Foi aqui que consegui melhorar da depressão que sofria. Pude contar com o apoio de todos que fazem esse centro de referência. Receber minha própria moradia, é um grande presente”, afirma.

Lúcia Santos* é mãe de duas filhas e foi contemplada com uma moradia através do projeto de habitação tendo o CREG como ponte para conseguir receber sua casa. “ Depois que conheci os serviços oferecidos pelo CREG, mudei a minha vida. Antes eu morava de aluguel, e hoje eu fico feliz em ter minha própria casa”, apontou.

“Temos feito um trabalho para retirar as mulheres em situação de violência. Temos o Florescer, que acolhe mulheres vulneráveis, onde procuramos identificar aquelas que sofrem violência doméstica e assim fazemos essa articulação com o CREG. A secretaria da mulher trabalha em parceria para articular as demais secretarias. Nosso papel é desburocratizar para que mulheres possam ser contempladas também com o programa de habitação, e para isso, a mulher precisa estar inserida junto ao CREG”, explica a Secretária Municipal da Mulher, Karla Berger.

Sobre a Lei:

A Lei Municipal dispõe que essas mulheres em situação de violência que estejam em situação de medida protetiva, bem como aquela que esteja em processo de acompanhamento em espaços especializados de atendimento à mulher, tenham prioridade nos programas habitacionais implementados ou desenvolvidos pelo poder público municipal.

Para o cumprimento do dispositivo legal fica instituído que deve ser reservado o percentual mínimo de 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das personagens**

SMPM inicia projeto de atendimento odontológico para mulheres em situação de violência e vulnerabilidade

Tornar as pessoas mais feliz através do autocuidado. Essa é a proposta do Projeto “Sorriso a curva mais bonita do corpo”, que a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) em parceria com a rede de clínicas odontológicas Coife Odonto Teresina iniciaram na manhã desta sexta-feira (26). Os atendimentos odontológicos beneficiaram, primeiramente, as mulheres em situação de violência acolhidas pelos Centro de Referência Esperança Garcia- CREG.

As assistidas receberam os serviços clínicos voltados para a promoção da saúde, com ações para prevenir doenças bucais na sede da rede no Centro. “Estou em busca, a cada dia, de melhorias para nosso serviço e sinto-me feliz por ajudar a levantar a autoestima, proporcionando qualidade de vida para as nossas mulheres”, afirma a secretária da Mulher, Karla Berger.

O gerente administrativo da Coife Odonto, Jonathan Emanuel, explica que a rede de franqueados disponibilizará profissionais para realizarem os procedimentos de avaliação inicial, aplicação de flúor e higienização. Para ele, quem participa do programa, não só receberam o seu sorriso de volta, mais sua autoestima, a vontade de voltar a vida.

“Essa ação faz muito bem e sempre estamos promovendo esse tipo de atendimento tanto nos bairros como no interior. Temos seis franqueados, sendo cinco em Teresina e uma no Maranhão”, justificou.

“Nós mulheres que somos vítimas de violência doméstica, quanto mais tivermos profissionais com esse olhar de cuidado, nos sentiremos amparadas”, relatou Rosana Freitas* que há oito meses é atendida no CREG.

A coordenadora de monitoramento dos Florescer, Caroline Leal reforça que os atendimentos de aplicação de flúor também serão estendidos para todos os filhos das assistidas nos serviços. “Caso a mulher necessite fazer procedimentos após essa avaliação, a empresa irá fornecer um valor diferenciado para ela que está em situação de vulnerabilidade ou enfrentando alguma situação de violência”.

Os serviços clínicos serão disponibilizados também nas quatro unidades do serviço Florescer que atende mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas crianças na faixa de 1 a 2 anos e onze meses, atingindo cerca de 500 mulheres.

O cronograma dos atendimentos odontológicos segue sendo realizados das 8 às 12h nas sedes do Florescer Norte nos dias: 29/03, Salobro: 30/03, Sudeste: 31/03 e Sul: 01/04.

*Nome fictício no intuito de preservar a imagem da assistida no CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)

Audiência na Câmara Municipal discute políticas públicas voltadas para mulheres em Teresina

Representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, participaram na manhã desta quinta-feira (17), de uma audiência da Câmara Municipal de Teresina, para tratar de políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres no município. O ato teve participação de parlamentares, gestores públicos e de membros de movimentos sociais.

Duas mulheres vítimas de violência doméstica enviaram um pedido à Câmara Municipal para realização da audiência, visando discutir a situação de vulnerabilidade das mulheres. A sessão foi presidida pelo vereador Evandro Hidd.

Na plenária, a secretária Karla Berger, apresentou dados da gestão sobre as ações efetivas oferecidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) da Prefeitura de Teresina, ao longo de 2021.Um dos objetivos da comissão é propor que mais recursos sejam assegurados a ações de atenção à mulher.

“Estamos realizando um grande trabalho nas áreas de prevenção à violência” destacou Karla Berger, que adiantou: “precisamos melhorar ainda mais os nossos serviços, se conseguir através de emendas parlamentares, vocês imaginam o quanto isso será bom para todas as mulheres”.

Thatiana Seixas, da União Brasileira das Mulheres do Piauí (UBMPI), falou sobre como a união de vários entes podem ajudar na proteção dessas mulheres. “Ė preciso uma integração porque a política pública tem que ser feita em toda cidade na segurança, no transporte, na saúde”, ponderou.

Na reunião ainda foram definidos encaminhamentos sobre a construção do Hospital da Mulher, um abrigo municipal para as mulheres vítimas de violência sexual e a entrega regular de absorventes nas UBSs. Integrantes do Ministério Público (MPPI), da Guarda Maria da Penha também discutiram assistência pública garantindo que as vítimas tenham condições de readaptar a sua vida longe do contexto da violência.

Foto: Divulgação (SMPM)

SMPM apresenta serviços e reforça parcerias com a comunidade LGBTQIA+

A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) esteve reunida, na manhã desta terça-feira (22), para discutir ações e serviços para a comunidade LGBTQIA+ em Teresina com o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans).O encontro ocorreu na sede do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (Creg).

A reunião apresentou as ações desenvolvidas pela Secretaria e discutiu a qualificação profissional das mulheres travestis e transsexuais além de otimizar ideias para o enfrentamento a violência de gênero.

“Estes encontros nos possibilita entender a realidade do grupo, queremos é o fim da violência e buscar a equidade de gênero”, pontuou a coordenadora do Creg, Marcela Mara. “Prestamos o atendimento à mulher vítima de violência mais também prestamos atendimento à questão da violência de gênero”, reforça Marcela.

As demandas discutidas serão encaminhadas para o Balançando a Rede que inclui diversos órgãos que atuam no enfrentamento a violência na Capital. Conforme a coordenadora do GPTrans, Maria Laura Reis, a discussão pauta ferramentas projetando políticas públicas para esse público em Teresina.

“Viemos traçar junto a Secretária da Mulher, estratégias para a inserção no mercado de trabalho com qualificação profissional que é um desafio muito grande para nós – travestis e transsexuais- que não temos muitas oportunidades” atenta.

A coordenadora reforçou ainda, que mesmo com os avanços de políticas públicas no Piauí, muitos travestis e transexuais ainda são alvos de discriminação envolvendo a Transfobia. “Vivenciamos um ciclo de violência pela questão de gênero, as pessoas tentam nos invisibilisar”, finaliza a coordenadora do GPTrans.

O Creg é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, por meio da SMPM que presta assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade. O Centro, promove a cada mês, encontros com grupos abordando temáticas diferentes nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Foto: Divulgação

SMPM dialoga com Ação Social Arquidiocesana (ASA) sobre termo de cooperação tėcnica

A Secretária Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), Karla Berger e o procurador-geral do município, Aurélio Lobão, estiveram em tratativa com o Arcebispo de Teresina, Dom Jacinto Brito, na casa Episcopal, da Arquidiocese de Teresina, na manhã desta terça-feira (8), para discutir o termo de cooperação tėcnica do plano de trabalho da Ação Social Arquidiocesana (ASA) para o Centro de Referência Esperança Garcia (Creg).

Os gestores dialogaram, especificamente, do prosseguimento da parceria entre as duas entidades. “Viemos estabelecer essa relação de parceria através do novo termo de cooperação tėcnica. Nós da Secretária da Mulher e a ASA estamos estreitando a execução desses serviços que prioriza as Mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirma a secretária, Karla Berger.

Conforme Aurélio Lobão, o termo atua em serviços sociais que a Prefeitura de Teresina precisa manter de atendimento às populações mais necessitadas.
“A procuradoria já fez uma análise preliminar com um parecer favorável para que a parceria se concretize”, frisa o procurador-geral.

O arcebispo se mostrou otimista pela visita, mostrando-se grato pela parceria da ASA e a secretaria. A secretária também discutiu com o bispo ações sociais que podem ter a Arquidiocese e a SMPM atuando conjuntamente. “Vamos solicitar junto a ASA um outro termo de cooperação para que a parceria possa estar presente no novo Florescer do bairro Santa Maria da Codipi”, acrescenta Karla Berger.

A ASA é uma instituição social ligada à Igreja Católica que presta serviços a pessoas em situação de vulnerabilidade.

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o espaço presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Foto: Divulgação (SMPM)