Número de mulheres que romperam com o ciclo da violência através do CREG aumentou em 2021

Um levantamento do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço vinculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) por meio da Prefeitura de Teresina, apontou que em 2021, aumentou o número de mulheres que conseguiram romper com o ciclo de violência através dos atendimentos no espaço.

Conforme o levantamento das profissionais do CREG, os dados mostram ainda que em 2020 ocorreram apenas 10% dos desligamentos, em 2021 foram 38,4%, um comparativo três vezes maior. Para a coordenadora do CREG, o crescimento dos números de desligamentos do centro é um indicativo positivo, visto que mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Compreendemos que realmente o serviço está direcionado para um objetivo. O que a gente mais quer é que a mulher rompa com o ciclo da violência, inclusive este é um dos nossos indicadores se a mulher venceu e superou a violência”, pontua Roberta Mara, coordenadora do Creg.

Dos atendimentos em 2012, cerca de 278 mulheres fizeram o desligamento do CREG, 107 foram por rompimento do ciclo de violência. Em comparação com 2020, foram 100 ocorrências, destes apenas 10 foram por rompimento do ciclo de violência.

Roberta explica que um fator indispensável para que se alcance esse desligamento vem da intervenção da própria mulher. Ela esclarece que o centro não tem ligação com a família da vítima, mas que o seu papel é fundamental visando evitar que a violência volte a acontecer.

“A família é imprescindível nesse processo, mas temos o contato com a mulher. Em certos casos, algumas mulheres desistem do serviço e não temos o retorno dela, mas de fato confiamos na fala delas”, explica Roberta Mara. De janeiro a dezembro de 2021, foram realizados 2.620 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina.

Para a secretária da SMPM, Karla Berger, o GREG é um importante instrumento de proteção à mulher. “O Serviço não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. No CREG as mulheres encontram o atendimento jurídico, psicológico e social assim ela quebra o silêncio saindo do ciclo de violência em que vive”, destaca Karla.

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a coordenadora, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

CREG promove roda de conversa para reforçar os cuidados com a saúde integral da mulher

Mente sã, corpo são. O estado emocional pode influenciar e afetar a nossa saúde. E atento a isso, o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), serviço veiculado à Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, realizou nesta segunda-feira (31) mais um grupo reflexivo para reforçar e estimular a os cuidados com a saúde mental e emocional das mulheres em situação de violência.

Desta vez o grupo reflexivo foi transmitido ao vivo de forma remota pela plataforma Google Meet em prevenção ao aumento de casos da Covid-19 e síndromes gripais. O encontro fez alusão ao Janeiro Branco com o tema “Que tal montar seu projeto de vida?” e contou com a participação da psicóloga do Creg, Vivian Alexia. Ela esclarece que o objetivo do grupo é proporcionar alegria, interação e bem-estar às mulheres atendidas.

“É importante tratar disso, ainda mais nesse mês de Janeiro Branco. Queremos refletir que se não estamos conseguindo resolver algumas coisas sozinhas, precisamos pedir ajuda”, explica a psicóloga. “O projeto de vida é isso: é o que você pensa para o futuro e como se colocar em prática, no hoje e no agora. É um autocuidado de olhar para si”, avalia Vivian.

Cerca de quinze mulheres atendidas no serviço discutiram o tema durante o encontro online. Maria Luiza* que frequenta a unidade há seis meses, considera que o momento é bastante atrativo e com diversos benefícios, avalia. “Esses encontros nos fortalecem. Quando eu me descubro e converso com gente assim no grupo eu sei o quanto sou forte. Nós que sofremos violência estamos na mesma situação e estou tendo esse autoconhecimento aqui”, expressou.

Diferentes temáticas foram discutidas durante os encontros, entre elas o empoderamento feminino, saúde mental, rede de atendimento à mulher, entre outros assuntos.

*Nome fictício para preservar a identidade da atendida

Como funciona o acesso ao serviço?

O Centro atende mulheres de 18 a 59 anos em situação de violência doméstica, familiar e de gênero com uma equipe multiprofissional. As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço.

O equipamento é seguro, sigiloso e gratuito. “O Creg não é um abrigo, mas sim uma instituição de dar apoio, conselho, do cuidado de recepcionar. Esse acolhimento está numa perspectiva de uma proteção”, pontua a secretária da SMPM Karla Berger, acrescentando que o centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento. “Se fizermos um estudo com as mulheres que estão em atendimento no CREG, não é a violência física que primeiro elas sofrem, mas a violência psicológica”, observa Karla.

Em 2021, o Creg atendeu 280 mulheres na capital. “A nível de Teresina somos referência. Aqui, ela busca se empoderar para saber como lidar com aquela situação de violência”, atenta Roberta Mara, coordenadora do Creg. O espaço é uma rede de vínculos para as atendidas e equipe.

Acompanhamento da Guarda Maria da Penha

As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem medida protetiva são acompanhadas pela Guarda Maria da Penha, na qual presta a proteção das mesmas. Em alguns casos, há também o monitoramento do agressor, visando evitar que a violência volte a acontecer.

Ela reforçou a importância de as pessoas poderem ajudar as vítimas de violência e não julgá-las. “As pessoas têm que sensibilizar as mulheres a buscarem os serviços de apoio. Ela tem que ser encorajada e sensibilizada para denunciar”, disse Roberta. “Nosso maior êxito é que de alguma forma estamos chegando ao nosso objetivo que é romper com a violência”, finaliza a coordenadora.

O que o CREG oferece?

O CREG é um dos serviços da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria da Mulher, que busca acolher e resgatar a autoestima de mulheres em situação de violência domiciliar, psicológica, sexual ou de gênero. Além disso, o Centro presta atendimento jurídico, social e psicológico e oferta Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O serviço é gratuito e sigiloso.

Outro diferencial é que o serviço agrega autonomia financeira e produtiva para as mulheres oferecendo cursos de capacitação profissional, que podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Onde encontrar o Creg?

O Creg está localizado na Rua Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte e funciona de Segunda a Sexta, das 08:00 às 17:00h ou através dos telefones: (86) 3233-3798 / 99416-9451, que também é WhatsApp.

Mais de 2.200 mulheres em situação de violência receberam atendimento no CREG em Teresina este ano

Entre janeiro a novembro de 2021 foram realizados 2.274 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que é vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM).

No CREG é feito atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital. “O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirma a secretária da SMPM, Karla Berger.

Ao longo do ano, foram acompanhadas 350 mulheres, das quais 264 foram inseridas pela primeira vez no serviço. A coordenadora do Creg, Roberta Mara, destaca que durante o ano foram realizadas diversas atividades que publicizaram  através do serviço – principalmente nas zonas rurais e mais afastadas do Centro. Além disso, as campanhas realizadas durante 2021, com enfoque nos meses de março, agosto e novembro provocaram um engajamento da sociedade e da mídia para falar desses temas.

Roberta pontua que o crescimento dos números de atendimentos é um indicativo positivo, uma vez que demonstra mais mulheres rompendo o ciclo de violência. Os atendimentos, que vão desde assistência jurídica, social e psicológica, ofertam Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional, podem ser acessados pelas mulheres durante o seu acompanhamento.

Em janeiro, assim que a nova gestão assumiu a pasta, o serviço apresentou 39 atendimentos, o que pode significar um silêncio das mulheres em situação de violência. Em contrapartida, o mês de novembro apresentou 215 atendimentos, quantidade quase dez vezes mais nos atendimentos.

Mulheres buscam atendimento por serem vitimas de violência. Fotos: Ascom SMPM

Além disso, a pandemia da covid-19 demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora, destacando que o Centro de Referência não atua como lugar de denúncia.

Mulheres participam de cursos de capacitação. Foto: Ascom SMPM

Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia (CREG) atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma.

Onde encontrar o CREG?

Rua Benjamin Constant, 2170, Centro Norte.
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h.
Fones (86) 3233 – 3798 e 99416 – 9451.

Onde denunciar?

Em Teresina as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher localizadas nas regiões:
Centro Sul, (86) 3233-2323
Sudeste (86) 3220-3858
Norte (86) 3216-1572 e no (86) 99454-3940.

Mulheres atendidas pelo Creg participam de projeto nacional de cinema em Teresina

O acesso ao debate sobre a condição da mulher na sociedade ainda é pouco debatido. A falta desses problemas, por sua vez, corrobora com que assuntos sobre o machismo e enfrentamento à violência doméstica estejam cada vez menos na mira de soluções. Pensando nisso, a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) de Teresina, através do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) realizou nesta sexta-feira (12) uma sessão de cinema com as mulheres atendidas pelo Centro de Referência da Mulher em Situação de violência Esperança Garcia (CREG).

No espaço, as mulheres são acompanhadas com psicólogas, serviço jurídico e social para romper o ciclo da violência. O documentário escolhido para as mulheres chama-se “Carne” e narra as diferentes fases da vida das mulheres narradas através de vozes femininas. Após a exibição, foi realizada uma roda de conversas com as mulheres que participaram da sessão sobre o documentário e o papel da mulher na sociedade.

Para a Secretária, Karla Berger, a atividade coloca Teresina em uma importante rota de debates sobre gênero e cinema. “O Centro de Referência tem como maior objetivo romper o ciclo de violência e machismo”, analisa. “E assim, por meio da cultura, a gente consegue trazer uma nova visão sobre a vida dessas mulheres”, conclui a secretária.

Maria*, uma das mulheres atendidas pelo CREG, ficou emocionada ao longo da sessão e destacou que se identificou em diversas situações expostas no documentário. Ela confessa que inicialmente estava com dificuldades emocionais para sair de casa, mas que estava feliz de ter participado do momento.

“Tenho certeza de que sairei daqui muito mais corajosa”, frisou a mulher atendida. “Desde que entrei no serviço, minha voz como mulher está muito mais fortalecida, me sinto muito mais empoderada”, finaliza Maria.

Realizado há vinte anos em todas as capitais brasileiras, em 2021, foi executado em modelo híbrido – virtual, através do Instagram da agente mobilizadora do Piauí, Vitória Pilar, e presenciais. Nesta edição, o projeto se chamou “Cinema nas Redes” e trouxe o debate da violência de gênero, empoderamento feminino e direitos da mulher.

*Nome fictício para poder preservar a identidade da vítima

Sobre o Cinema em Movimento

A Mostra de Cinema é realizada no período de agosto a novembro com a temática Mulher. O projeto é executado pela MPC Filmes, com produção de estudantes universitários dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Cada estudante realizará 8 live-debates em seus perfis no Instagram, e terá como convidadas/os/es realizadoras/es dos filmes e especialistas na temática proposta. Algumas sessões também estão previstas para acontecer de forma presencial.

Entre os títulos selecionados estão “Mexeu com uma, mexeu com todas”, que reúne depoimentos de mulheres que sofreram abuso sexual, além dos curtas “Seremos Ouvidas”, com mulheres do Movimento Feminista Surdo, e da animação “Carne”. Entre os agentes mobilizadores, estão estudantes dos cursos de Direito, Antropologia, Jornalismo, Letras, História, Música e Ciências Sociais.

Creg realiza mais de 1800 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica no último trimestre de 2021 em Teresina

Em setembro, foram realizados 1826 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo serviço Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM). O local realiza atendimento às mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio à mulher, onde ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive. O centro não é um local de denúncia, mas sim de atendimento para que ela saia do ciclo de violência”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

Segundo os dados, setembro contabilizou em torno de 316 atendimentos. Atualmente, esse foi o mês com maior número de solicitação dos serviços em 2021. Segundo a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, esse aumento se deve por conta das campanhas de incentivo á denúncia e combate à violência doméstica na capital em agosto, quando ocorreu as ações do Agosto Lilás – mês de alusão à Lei Maria da Penha e enfrentamento a violência contra à mulher.

Roberta pontua que o crescimento dos números de procura pelo serviço é um indicativo positivo, uma vez que demonstra que mais mulheres estão rompendo o ciclo de violência. Em contrapartida, o mês de janeiro, que apresentou 39 atendimentos, significa um silêncio das mulheres em situação de violência.

Além disso, a pandemia da covid-19 ainda demonstra seus impactos no número de atendimentos. Isso porque, com a flexibilização do isolamento social e acesso aos locais públicos, mais mulheres estão tendo conhecimento e acesso à rede de enfrentamento à violência.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia”, frisa Roberta. “O CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que as mulheres teresinenses sintam-se mais à vontade de nos procurarem”, reforçou a coordenadora.

Atendimentos realizados de janeiro a setembro:

Janeiro: 39
Fevereiro: 217
Março: 149
Abril: 131
Maio: 234
Junho: 281
Julho: 217
Agosto: 252
Setembro: 316

Sobre o Creg

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma
Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.
(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Psicóloga da SMPM destaca benefícios da escuta qualificada para saúde mental de mulheres em situação de violência

Dentro do ciclo de violência doméstica ou de gênero, muitas mulheres acabam não conseguindo romper o contato com o agressor por não terem como manifestar a violência ou comunicar à família e pessoas próximas sobre as agressões vividas. Nesse sentido, um dos processos para poder acolher a mulher em situação de violência é a escuta qualificada.

De acordo com Joseli Barbosa, psicóloga da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), o ato é uma escuta empática para compreender o sofrimento de forma cuidadosa e sem julgamentos. Segundo a psicóloga, a escuta é fundamental para a saúde mental das mulheres, seja para aquelas que sofrem algum tipo de violência, quanto para aquelas que vivem duplas jornadas de trabalho, afazeres domésticos, maternidade e outros fatores que afetam diretamente a vida do gênero feminino.

“Ouço muitos relatos e percebo que muitas querem apenas alguém para ouvi-las, um momento só delas, alguém que as acolham e compreenda sem julgamentos”, destaca a profissional, que realiza escutas especializadas para as mulheres atendidas nos três Serviços Florescer, coordenado pela SMPM. “A escuta, é um diálogo com essas mulheres que trazem diferentes demandas, desde os vários tipos de violências e abusos, até outros sofrimentos mentais como depressão e ansiedade provocadas por fatores econômicos e financeiros”, ressalta.

Apesar dos benefícios e impactos positivos na vida das mulheres, a escuta psicológica não substitui a terapia, tendo em vista que é uma intervenção de acolhimento, dando a possibilidade de quem a procura de ser ouvida e acolhida. Porém, existem algumas limitações na escuta, devido ela não se configurar como psicoterapia. Em casos que precisem tratamento mais intenso, as mulheres são aconselhadas e encorajadas a realizarem os encaminhamentos para o tratamento psicológico pelos órgãos da saúde do município.

Joseli destaca que em relação às mulheres que sofrem violência doméstica, muitas chegam fragilizadas para o atendimento. Isso porque, muitas estão/estiveram repetidas vezes dentro do ciclo de violência – principalmente por não reconhecem a violência psicológica como uma agressão. “Com essas mulheres é necessário estabelecer ainda mais um vínculo de confiança, pois muitas delas querem apenas desabafar e relatam medo de denunciar, sendo necessário mais de um encontro para convence-las a procurar a ajuda”, explica a psicóloga.

Procure o Creg

Além dos serviços especializados em saúde mental, é fundamental o acompanhamento fornecido por serviços especializados da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de violência, como o Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), que contribuem no enfrentamento à situação de violência e fortalecimento da autonomia dessas mulheres.

O serviço atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idade de 18 a 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. As mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha. Este atendimento visa a sua proteção e contribui para o empoderamento da mulher.

Onde nos encontrar?

R. Benjamin Constant, 2170 – Centro Norte
Segunda à Sexta, das 08:00 às 17:00
(86) 3233-3798 / 99416-9451

Foto: Divulgação (SMPM)

CREG realiza mais de 1000 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica no último semestre em Teresina

Nos últimos seis meses, foram realizados mais de 1000 atendimentos às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero em Teresina. Os dados foram contabilizados pelo Centro de Referência Esperança Garcia (Creg), um serviço vinculado à Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Smpm). O local realiza atendimento a mulheres que vivem em situação de violência na capital.

“O CREG é o local de apoio a mulher, lá ela pode encontrar atendimento jurídico, psicológico e social, para que ela consiga sair da situação de violência em que vive, é importante ressaltar que o centro, não é um local de denúncia, mas sim de atendimento a esta mulher”, afirmou a secretária da SMPM, Karla Berger.

De acordo com a coordenadora do centro de referência, Roberta Mara, entre abril e junho, houve um aumento na procura pelo serviço. Ao todo, 86 mulheres procuraram a unidade pela primeira vez para romper o ciclo de violência.

“A violência mais identificada pelas mulheres, foi a violência psicológica e sexual. Os serviços mais solicitados durante esse período foram os referentes à área jurídica, com denúncias e pedidos de medidas protetivas. No entanto, há uma demanda para o suporte psicológico e social, uma vez que essa vítima está fragilizada emocionalmente e pela busca do seu empoderamento”, explicou Roberta.

Além disso, a pandemia evidenciou um aumento da violência dentro dos lares. Segundo o Anuário da Segurança Pública do Piauí, houve um aumento de 50% de feminicídio em Teresina, no ano de 2020. Mesmo com a queda no registro de boletins de ocorrência nos canais formais de denúncia, o CREG apontou aumento durante a procura dos serviços.

“Constatamos um aumento considerável na procura do atendimento, pois as mulheres em situação de violência, se permitiram buscar ajuda, uma orientação, uma indicação, um atendimento profissional, muito antes de fazerem a denúncia, e o CREG faz parte da rede de atendimento, e por isso acreditamos que por isso as mulheres teresinenses sintam-se mais a vontade de nos procurarem, do que a uma delegacia”, reforçou a coordenadora do CREG.

Foto: Divulgação (SMPM)Sobre o CREG

O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Esperança Garcia atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades de 18 a 59 anos. O espaço oferece assistência jurídica, social e psicológica, além de ofertar Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) e cursos de capacitação profissional.

As mulheres podem ser encaminhadas pela rede de enfrentamento a violência contra a mulher ou acessar diretamente o serviço. Além disso, as mulheres acompanhadas pelo CREG que possuem Medida Protetiva são monitoradas pela Guarda Maria da Penha, visando a sua proteção e contribui para o empoderamento da mesma

Onde encontrar o Creg?

Rua Benjamin Constant, 2170 , Centro Norte. Segunda a sexta, das 08h00 às 17h00.

(86) 3233-3798/99416-9451

Onde denunciar?

Na capital, as mulheres também podem procurar as Delegacias da Mulher, localizadas nas regiões Centro Sul, Sudeste e Norte, pelos respectivos telefones: (86) 3233-2323 / (86) 3220-3858 / (86) 3216-1572 / (86) 99454-3940.

Boletim eletrônico: http://dv.pc.pi.gov.br/index.php

Mulheres participam na sexta (09) de roda de conversa sobre relacionamentos afetivos

Ascom/SMPM

Com os índices de violência contra a mulher crescendo em suas mais variadas tipificações, torna-se necessário cada vez mais orientar mulheres sobre os relacionamentos afetivos. Para falar sobre a temática, será realizada uma roda de conversa nesta sexta-feira (07), às 9h, no Centro de Referência Esperança Garcia (CREG), localizado na Rua Benjamin Constant, 2170, região Centro Norte de Teresina.

A atividade será mediada pela psicóloga Amanda Graziela e tem como finalidade desmitificar conceitos e trazer reflexões sobre o tema. “Essa atividade é exatamente para trazer uma reflexão sobre os relacionamentos afetivos. Não é um trabalho terapêutico, mas tem efeitos terapêuticos, porque permite a troca de vivências, de situações e de histórias que cada uma passa, e isso acaba trazendo uma aproximação e identificação”, diz a especialista.

A psicóloga relata ainda que a roda de conversa permite que as mulheres consigam desenvolver uma autonomia para que possam identificar determinados comportamentos que firam sua integridade dentro das relações. “Vamos aprofundar os assuntos, discutir, falar sobre os equilíbrios que devem existir que não há superioridade e sim uma troca igual dentro de cada relação”, finaliza.

O Centro de Referência Esperança Garcia, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero, oferecendo atendimento psicossocial e jurídico. Mais informações podem ser obtidas pelo número: (86) 3233- 3798.